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Gálatas 3:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Ó insensatos gálatas! Quem fascinou vocês, diante de cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?
Gálatas 3:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Ó insensatos gálatas! Quem fascinou vocês, diante de cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?
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Paulo está lidando aqui com pessoas que haviam aceitado a fé em Cristo, mas ainda tentavam ser justificadas diante de Deus por meio da observância da lei. Isso quer dizer que confiavam na própria obediência aos mandamentos morais de Deus como sua justiça diante dele e, onde falhavam, recorriam aos sacrifícios e purificações da lei para compensar o que faltava. Primeiro Paulo os repreende com firmeza, depois procura persuadi-los com a verdade exposta com clareza. Esse é o modo correto de corrigir o erro: primeiro mostrar que está errado, depois mostrar por que está errado.
Sua repreensão é forte e direta. Ele os chama de gálatas insensatos, isto é, crentes gálatas que, embora cristãos, estavam agindo sem sabedoria (Gálatas 3:1). Como cristãos, eram filhos da sabedoria, mas nesse ponto se comportavam como tolos. Ele chega a perguntar: Quem vos fascinou? Em outras palavras, ele os trata como se estivessem enfeitiçados por falsos mestres e levados a um modo de agir que não combinava em nada com aquilo que eles eram em Cristo.
A insensatez deles se mostrava nisto: não estavam obedecendo à verdade. Ou seja, não estavam se mantendo firmes no modo de justificação pelo evangelho, o caminho pelo qual haviam sido ensinados a serem justos diante de Deus e que tinham declarado aceitar. Não basta conhecer a verdade e dizer que cremos nela; é preciso também obedecê-la. É necessário submeter-se de boa vontade a essa verdade e perseverar nela. Estão espiritualmente enganados aqueles que, mesmo tendo diante de si, claramente apresentada, a verdade sobre Jesus, ainda se recusam a obedecê-la.
Várias coisas tornavam essa insensatez ainda pior. Primeiro, Jesus Cristo lhes havia sido claramente apresentado como crucificado. Eles tinham ouvido a pregação da cruz e também participado da ceia do Senhor, na qual Cristo crucificado é mostrado aos crentes em um sinal santo. Era grande loucura, para pessoas que tinham sido trazidas tão perto de coisas tão santas e as tinham visto apresentadas com tanta clareza, não obedecerem à verdade que ouviram. As honras e privilégios que recebemos como cristãos deveriam nos envergonhar de qualquer retrocesso e afastamento.
Em segundo lugar, Paulo aponta para a própria experiência deles com a obra do Espírito em seus corações (Gálatas 3:2). Ele os lembra de que, quando se tornaram cristãos, receberam o Espírito. Muitos deles haviam recebido não só a obra salvadora do Espírito, que transforma o coração, mas também seus dons miraculosos. Isso era uma forte prova de que o cristianismo é verdadeiro e, em especial, de que a justificação vem somente por meio de Cristo, não pelas obras da lei. Paulo pergunta como eles receberam esses dons e graças. Foi pelas obras da lei, isto é, por um ensino que exigia a guarda da lei como condição de justificação? Eles não podiam dizer isso com honestidade, porque essa não foi a mensagem que lhes foi anunciada no início, e como gentios não tinham qualquer pretensão de justiça por esse caminho. Ou foi pela pregação que ouviram com fé, isto é, pela mensagem do evangelho que ensina a fé em Cristo como único caminho de justificação? Eles tinham de admitir que foi assim, e isso deveria tê-los impedido de rejeitar uma doutrina que já havia produzido tão bons frutos em suas vidas.
A lição é clara. O Espírito normalmente é dado por meio da pregação do evangelho. E é grande falta de sabedoria afastar-se justamente do ensino que Deus já usou para conceder bênçãos espirituais. Eles deveriam ter aprendido pela própria experiência que o caminho do evangelho era o caminho certo.
Em terceiro lugar, Paulo lhes pede que considerem o passado e o presente e julguem se estavam agindo com sensatez (Gálatas 3:3, 4). Ele diz que eles haviam começado pelo Espírito, mas agora tentavam aperfeiçoar-se pela carne. Tinham recebido o evangelho e, por meio dele, recebido o Espírito e aprendido o único caminho verdadeiro de justificação. Assim, haviam começado bem. Mas agora voltavam-se para a lei e esperavam tornar-se mais maduros acrescentando a guarda da lei à fé em Cristo como fundamento da justificação. Isso só poderia terminar em vergonha e decepção. Não era um aperfeiçoamento do evangelho, mas uma distorção dele. E, enquanto buscassem ser justificados desse modo, não se tornariam cristãos mais completos. Estavam correndo o risco de deixar de ser cristãos de fato, porque derrubavam com uma mão aquilo que haviam construído com a outra.
Paulo também lhes lembra que eles não apenas creram na mensagem cristã, mas também sofreram por causa dela. Isso tornava o desvio presente ainda mais grave. Se agora abandonassem a fé pela qual já haviam sofrido, todo aquele sofrimento teria sido desperdiçado. Mostraria que sofreram por algo que agora estavam deixando para trás. A dor deles teria sido em vão e não lhes traria proveito algum. Quem apostata perde o valor de tudo o que fez na religião e de tudo o que sofreu por causa dela. É algo triste atravessar tempos de culto, ensino e participação em ordenanças sagradas em vão, de modo que a justiça passada jamais seja lembrada para o bem.
Em quarto lugar, Paulo os lembra de que tiveram ministros no meio deles, especialmente ele mesmo, que vieram com o selo e a autoridade de Deus. Esses ministros lhes ministraram o Espírito e operaram milagres entre eles. Paulo pergunta se essas coisas vieram pelas obras da lei ou pela pregação ouvida com fé. Eles sabiam muito bem que a mensagem anunciada e confirmada entre eles não foi a justificação pela lei, mas a justificação pela fé em Cristo. Isso os deixava sem desculpa, se agora abandonassem uma doutrina tão claramente aprovada por Deus e a trocassem por outra que jamais havia sido confirmada da mesma forma.
Deste capítulo
Gálatas 3:2
"Quero saber de vocês apenas isto: vocês receberam o Espírito pelas práticas da Lei ou pela aceitação da fé?"
Gálatas 3:3
"Vocês são assim tão levianos? Depois de terem começado pelo Espírito, querem agora acabar pela carne?"
Gálatas 3:4
"Ter feito tais experiências em vão! Se é que foi em vão!"
Gálatas 3:5
"Aquele que dá a vocês o Espírito e realiza milagres entre vocês acaso faz isso pela prática da Lei ou pela aceitação da fé?"
Gálatas 3:6
"Foi este o caso de Abraão: ele creu em Deus, e isso lhe foi levado em conta de justiça."
Gálatas 3:7
"Saibam, pois: somente os que têm fé são filhos de Abraão."
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