Versículo em destaque
Ezequiel 45:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
“Quando vocês tirarem à sorte para a partilha da terra, deduzirão, como oferenda reservada ao Senhor, uma porção da terra, que será sagrada.
Ezequiel 45:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 “Quando vocês tirarem à sorte para a partilha da terra, deduzirão, como oferenda reservada ao Senhor, uma porção da terra, que será sagrada.
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Estas instruções tratam de como a terra deveria ser repartida depois que o povo voltasse do cativeiro. Como era o próprio Deus quem ordenava a divisão, fazê-la antecipadamente, antes de tomarem posse efetiva da terra, não seria imprudência, mas um ato de fé. Para os cativos, isso era uma notícia consoladora: não só havia a promessa de retorno à própria terra, como também de um grande aumento do povo, de modo que a terra voltaria a ser cheia de habitantes.
Essa promessa nunca se cumpriu plenamente na organização política de Israel após o retorno do cativeiro. Ela aponta para o modelo da igreja de Cristo, completamente novo e muito maior, porque nela foram incluídos também gentios, pessoas que não eram judias. E aponta ainda para o cumprimento final no reino celestial, do qual Canaã sempre foi uma figura.
Em primeiro lugar, aparece a porção de terra separada para o santuário, com o templo no centro e seus átrios ao redor. O restante da área próxima era destinado aos sacerdotes. Essa porção é chamada de oferta ao Senhor, porque aquilo que se dá para sustento do culto e da obra da religião é aceito por Deus como se fosse dado diretamente a ele, desde que oferecido com coração sincero. É uma porção santa, separada em primeiro lugar, como as primícias que santificam todo o restante.
Separar terras para manter a verdadeira religião e seus ministros é um ato de devoção que traz tanta promessa de benefício duradouro para as gerações futuras quanto qualquer outro. Essa porção santa devia ser medida com cuidado e seus limites bem definidos, para que o santuário não tomasse mais do que lhe cabia e, aos poucos, acabasse absorvendo toda a terra. Até ali deviam se estender as propriedades da igreja, e não além. Em outros tempos e lugares, doações de terras à igreja também foram limitadas por lei, para evitar abusos.
A terra destinada ao santuário teria vinte e cinco mil na extensão do comprimento e dez mil na largura; alguns entendem que essas medidas seriam em cúbitos, não em canas. Conforme um cálculo, isso corresponderia a cerca de 130 quilômetros por 50 quilômetros; conforme outro, a cerca de 40 quilômetros por 16 quilômetros. Os sacerdotes e levitas, sendo os levitas os servos do templo que se aproximavam para ministrar, deviam morar nessa porção ao redor do santuário, para ficarem perto da sua obra. No tempo de Josué, as cidades dos sacerdotes e levitas estavam espalhadas por toda a nação. Isso sugere que os ministros do evangelho devem viver próximos do povo e da obra que servem.
Junto às terras do santuário ficavam as terras da cidade. Eram para a construção da cidade santa, e a cidade seria mantida pela renda dessas terras (Ezequiel 45:6). Ela pertenceria a toda a casa de Israel, e não mais, como antes, a uma ou duas tribos. Morariam ali pessoas de todas as tribos, como se vê em (Neemias 11:1-2). A porção da cidade teria o mesmo comprimento da porção do santuário, mas apenas metade da largura, porque a cidade tinha comércio e, por isso, necessitava de menos terras agrícolas.
Depois das terras do santuário e da cidade vinham as terras do príncipe, o governante, mencionadas em (Ezequiel 45:7-8). O tamanho exato não é dado, mas se diz que ficavam de ambos os lados das terras do santuário e da cidade. Isso mostra que o príncipe, com seus recursos e autoridade, devia proteger ambas. Alguns entendem que a porção do príncipe equivalia à soma da porção do santuário e da porção da cidade. Outros pensam que era uma décima terceira parte da terra restante, ficando as outras doze partes para as doze tribos.
O príncipe, ocupado continuamente com os negócios públicos, precisava de recursos suficientes para sustentar sua dignidade e ter abundância, a fim de não ser tentado a oprimir o povo. Em muitos governantes, a riqueza por si só não impede a opressão, mas aqui a graça de Deus a impediria, pois ele promete: “Meus príncipes não oprimirão mais o meu povo.” Ele faria com que os oficiais fossem de paz e os cobradores de tributos fossem justos. Mesmo assim, depois do retorno dos judeus à terra, seus príncipes ainda foram acusados de exigir demais. Neemias, porém, não agiu como os governadores anteriores e ainda manteve uma corte honrada (Neemias 5:15,18).
Tudo isso que é dito sobre o príncipe nesse estado santo e simbólico tem o propósito de mostrar que, na igreja sob o evangelho, os governantes devem ser como pais que criam e protegem, e que príncipes cristãos devem amparar e defender a igreja. A religião santa que eles professam deve, na medida em que se submetem a ela, impedi-los de oprimir o povo de Deus, pois esse povo pertence mais a Deus do que a eles.
O restante da terra seria repartido entre o povo conforme suas tribos. Assim eles tinham bons motivos para sentir-se firmes e seguros, pois tinham perto de si tanto o testemunho de Israel quanto o trono do juízo.
Deste capítulo
Ezequiel 45:2
"Ela medirá vinte e cinco mil côvados de comprimento por vinte mil de largura; será sagrada em toda a sua extensão. Desse território, vocês reservarão para o santuário um quadrado de quinhentos côvados de lado e cinquenta côvados de espaço vazio ao redor."
Ezequiel 45:3
"Do território assim medido, vocês reservarão, portanto, um espaço de vinte e cinco mil côvados de comprimento por dez mil de largura, no qual se encontrará o santuário, lugar sagrado."
Ezequiel 45:4
"Essa será a parte sagrada do território: ela pertencerá aos sacerdotes que fazem o serviço do santuário e que podem aproximar-se do Senhor para servi-lo. Ali encontrarão lugar para suas casas e um lugar santo para o santuário."
Ezequiel 45:5
"Por outro lado, uma porção de vinte e cinco mil côvados de extensão por dez mil de largura será atribuída aos levitas, que fazem o serviço do templo, com as cidades residenciais."
Ezequiel 45:6
"Para o domínio da cidade, vocês assinalarão uma porção de cinco mil côvados de largura por vinte e cinco mil de comprimento, paralela ao espaço sagrado já reservado. Ela pertencerá a toda a casa de Israel."
Ezequiel 45:7
"Para o príncipe, haverá um espaço de um lado e do outro, ao longo do domínio sagrado e do domínio da cidade, do lado do ocidente para o ocidente e do lado do oriente para o oriente, com largura igual à de cada parte, desde a fronteira ocidental até a fronteira oriental."
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