Versículo em destaque
Êxodo 8:20 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Assim fez o Senhor: surgiu na casa do faraó e na de sua gente uma multidão de moscas, e todo o Egito foi devastado pelas moscas. "
Êxodo 8:20
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
18 Farei, porém, uma exceção naquele dia para a terra de Gessen, onde habita o meu povo. Ali não haverá moscas, para que você saiba que eu, o Senhor, estou no meio da terra.
19 Farei, pois, uma distinção entre o meu povo e o seu. Amanhã acontecerá esse prodígio”.
20 Assim fez o Senhor: surgiu na casa do faraó e na de sua gente uma multidão de moscas, e todo o Egito foi devastado pelas moscas.
21 Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão: “Vão — disse-lhes ele — oferecer sacrifícios ao Deus de vocês, (mas) no país”.
22 Moisés respondeu: “Não convém que seja assim: os sacrifícios que oferecemos ao Senhor, nosso Deus, seriam uma abominação para os egípcios. Se oferecermos, sob os seus olhos, sacrifícios que lhes são abomináveis, eles não nos apedrejarão?
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Esta é a história da praga das moscas. Assim como na praga das rãs, Deus advertiu Faraó antes de enviá-la. Moisés foi instruído a levantar-se de madrugada, encontrar Faraó quando ele saísse às águas e repetir a ordem de Deus (Êxodo 8:20).
Os que desejam fazer grandes coisas para Deus e para a sua geração precisam levantar-se cedo e usar bem as manhãs. Faraó madrugava para o seu culto supersticioso junto ao rio; será que os servos de Deus deveriam ser preguiçosos e lentos, quando têm a fazer uma obra que contará no último dia? Os que querem servir fielmente a Deus não podem temer rostos humanos. Moisés teve de se colocar diante do orgulhoso Faraó e lhe transmitir uma mensagem que o humilharia profundamente. Ele teve de adverti-lo que, se não deixasse o povo ir, Deus mandaria um exército de moscas que obedeceria ao seu comando, ainda que Faraó não obedecesse. Aviso semelhante aparece em (Isaías 7:18), onde o Senhor declara que assobiará para a mosca e para a abelha a fim de cumprirem o seu propósito.
Nessa praga, Deus faria uma distinção nítida entre os egípcios e os hebreus, seu povo da aliança, e essa diferença parece ter sido ainda mais marcante do que nas pragas anteriores (Êxodo 8:22; Êxodo 8:23). Isso tornava a praga mais convincente do que as anteriores. A praga dos piolhos já tinha demonstrado a fraqueza dos magos, e esta deixaria claro que Deus havia separado o seu povo dos egípcios. Faraó precisava aprender que o Senhor é Deus no meio da terra, e essa praga o provaria de modo irrefutável.
Até mesmo nuvens de moscas, que parecem se mover ao acaso, estão sob a direção de uma mente inteligente, embora nenhum ser humano possa controlá-las. Em essência, Moisés declara: “Elas irão aqui, e não ali”, e é exatamente isso que acontece. Quando Deus fala e, em seguida, faz exatamente o que disse, mostra que é o mesmo Ser sábio e poderoso tanto na promessa quanto na execução. Os servos de Deus, os que adoram o grande Senhor, também serão guardados dos males comuns que atingem o lugar onde vivem. A praga que fere seus vizinhos não os atingirá, e isso mostrará claramente que Deus é Senhor no meio da terra.
Reunindo essas duas verdades, vemos que os olhos do Senhor percorrem toda a terra e até o ar, dirigindo aquilo que, para nós, parece o mais aleatório, a fim de mostrar sua força em favor dos que têm o coração íntegro para com ele (2 Crônicas 16:9). Observe como isso é repetido: “Farei diferença entre o meu povo e o teu povo” (Êxodo 8:23). O Senhor conhece os que são seus, e tornará isso evidente, talvez nesta vida, certamente na futura. Virá um dia em que ficará claro a diferença entre o justo e o ímpio (Malaquias 3:18), entre as ovelhas e os bodes (Mateus 25:32; Ezequiel 34:17), ainda que agora estejam misturados.
A praga veio no dia seguinte, exatamente como havia sido anunciado. Uma terrível multidão de moscas, de muitos tipos, invadiu o país, estragando e destruindo tudo (Êxodo 8:24; Salmo 78:45). Satanás, o príncipe da potestade do ar, tem-se gabado com o nome de Beelzebu, que significa “deus das moscas”, mas essa praga desmascarou sua mentira e impostura. Até por meio de enxames de moscas, Deus lutou contra o reino dele e venceu.
Sentindo o golpe dessa praga, Faraó tentou fazer um acordo com Moisés e Arão, propondo termos para ceder seus cativos. Mas note quão contrariado ele se rende. Primeiro, consente que eles sacrifiquem ao seu Deus, contanto que o façam dentro do Egito (Êxodo 8:25). Deus pode forçar até mesmo uma espécie de tolerância para o seu culto naqueles que, de fato, lhe são inimigos. Sob a pressão do juízo, Faraó se dispôs a permitir que Israel sacrificasse e a conceder-lhes liberdade de culto em sua própria terra.
Moisés não aceitou essa proposta, nem poderia fazê-lo (Êxodo 8:26). Seus sacrifícios seriam abominação para os egípcios, e os sacrifícios dos egípcios seriam ofensivos para Deus. Assim, Moisés insistiu que precisavam ir caminho de três dias ao deserto (Êxodo 8:27). Os que querem oferecer um sacrifício agradável a Deus precisam separar-se dos ímpios e dos profanos, pois não podemos ter comunhão ao mesmo tempo com Deus e com as trevas, com Cristo e com Belial (2 Coríntios 6:14 e seguintes; Salmo 26:4; Salmo 26:6). Precisam também afastar-se das distrações do mundo e se colocar o mais longe possível do seu barulho. Israel não poderia celebrar a festa do Senhor nem junto aos fornos de tijolos, nem junto às panelas de carne do Egito. Era necessário ir para o deserto (Oséias 2:14; Cântico dos Cânticos 7:11). Eles também tinham de obedecer à ordem do próprio Deus: “Sacrificaremos como o Senhor nos ordenar, e não de outro modo.” Embora estivessem sob o duro cativeiro de Faraó, no culto deviam seguir a Deus, não a Faraó.
Recusada essa primeira proposta, Faraó concordou em deixá-los ir ao deserto, desde que não fossem muito longe, para poder trazê-los de volta se quisesse (Êxodo 8:28). Provavelmente ele já tinha ouvido falar do plano em direção a Canaã e suspeitava que, uma vez saindo do Egito, não voltariam mais. Assim, ainda que o enxame de moscas o pressionasse a ceder, ele não queria deixá-los fora de seu alcance. Alguns pecadores agem da mesma forma. Em tempos de forte convicção, afastam-se de seus pecados, mas não permitem que eles fiquem muito longe, porque, quando o medo passa, querem recuperá-los. Vemos em Faraó um conflito entre a convicção e a corrupção. A convicção dizia: “Deixa-os ir.” A corrupção dizia: “Mas não muito longe.” Ele se inclinou para a corrupção, e isso resultou em sua ruína.
Moisés aceitou esse ponto e prometeu interceder para que o Senhor removesse a praga (Êxodo 8:29). Aqui vemos como Deus está pronto a aceitar até mesmo uma submissão pobre e vacilante de um pecador. Faraó só diz: “Orai por mim”, e ainda assim o faz com relutância, e imediatamente Moisés responde: “Intercederei ao Senhor por ti.” Deus queria que Faraó percebesse que o propósito da praga não era destruí-lo, mas conduzi-lo ao arrependimento. Como Deus se agradou em dizer de Acabe: “Vês como Acabe se humilha diante de mim?” (1 Reis 21:29).
Aprendemos também quão necessário é ser sincero ao nos submetermos a Deus. Moisés advertiu: “Não torne Faraó a proceder enganosamente.” Quem procede com falsidade desperta justa suspeita e precisa ser advertido a não voltar à insensatez depois que Deus novamente lhe fala em paz.
Não vos enganeis, Deus não se deixa escarnecer. Se tentarmos enganar a Deus com um arrependimento falso, ou com uma entrega mentirosa, enganaremos apenas a nossa própria alma.
Por fim, Deus, em sua bondade, removeu a praga (Êxodo 8:30; Êxodo 8:31). Mas Faraó, agindo traiçoeiramente, voltou a endurecer o coração e não deixou o povo ir (Êxodo 8:32). Seu orgulho não o deixava abrir mão de tão preciosa joia em sua coroa como o domínio sobre Israel, e sua cobiça não o deixava perder tão rica fonte de lucro como o trabalho deles.
É assim que agem os pecados dominadores. Quando as paixões pecaminosas assumem o comando, rompem as barreiras mais fortes e levam a pessoa a ser ousadamente sem vergonha e vergonhosamente infiel. Portanto, não permitamos que o pecado domine, porque, se dominar, nos enganará e nos empurrará para as piores loucuras.
Deste capítulo
Êxodo 8:1
"O Senhor disse a Moisés: “Diga a Aarão: Estenda sua mão com sua vara sobre os rios, os canais e os lagos e faça as rãs subirem sobre a terra do Egito”."
Êxodo 8:2
"Aarão levantou a mão sobre as águas do Egito, e as rãs subiram e cobriram a terra."
Êxodo 8:3
"Os mágicos, porém, fizeram o mesmo com seus encantamentos: fizeram as rãs subirem sobre a terra do Egito."
Êxodo 8:4
"O faraó mandou chamar Moisés e Aarão: “Intercedam — disse-lhes ele — junto ao Senhor, para que afaste as rãs de mim e do meu povo, e deixarei o povo de vocês partir para que ofereça sacrifícios ao Senhor”."
Êxodo 8:5
"Moisés lhe respondeu: “Tenha a bondade de me dizer quando devo interceder por você, por seus servos e por seu povo, para que o Senhor afaste as rãs de sua pessoa e de suas casas, de modo que fiquem somente no rio”."
Êxodo 8:6
"“Que seja amanhã” — disse ele. Moisés respondeu: “Será feito segundo o seu desejo, para que você saiba que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus."
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