Versículo em destaque
Deuteronômio 15:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Quando um irmão hebreu seu, homem ou mulher, tiver se vendido a você, ele lhe servirá seis anos, mas no sétimo ano você o despedirá livre de sua casa.
Deuteronômio 15:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
12 Quando um irmão hebreu seu, homem ou mulher, tiver se vendido a você, ele lhe servirá seis anos, mas no sétimo ano você o despedirá livre de sua casa.
13 Não o deixará partir com as mãos vazias quando o despedir,
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Aqui Moisés repete a lei a respeito dos servos hebreus, pessoas que haviam se vendido como servos, ou tinham sido vendidas por seus pais por causa de extrema pobreza, ou ainda haviam sido vendidas por ordem de um tribunal por causa de algum crime. Eles deviam servir por seis anos, e no sétimo ano deveriam ser libertos (Deuteronômio 15:12; compare com Êxodo 21:2). Se o Ano do Jubileu chegasse antes de se completarem os seis anos, isso também resultaria em sua libertação. O povo de Deus em Israel era um povo livre, por isso não devia ser mantido em escravidão permanente. Da mesma forma, o Israel espiritual de Deus é chamado para a liberdade.
Havia uma exceção. Se, ao terminar os seis anos, o servo não quisesse sair, mas escolhesse ficar porque o serviço lhe trazia menos preocupações, ainda que significasse mais trabalho, então ele devia se prender voluntariamente a um serviço vitalício. Isso era feito furando-se a orelha dele junto ao batente da porta (Deuteronômio 15:16-17; compare com Êxodo 21:6). Alguns poderiam considerar que isso rebaixava o homem, como se ele tivesse um espírito fraco ou servil e não valorizasse suficientemente a liberdade. No entanto, outros veriam nisso sinal de um coração tranquilo, contente, humilde, fiel e firme.
Moisés também acrescenta que, quando os servos fossem mandados embora livres, seus senhores deviam dar-lhes algo para ajudá-los a começar a vida por conta própria (Deuteronômio 15:13-14). Provavelmente eles não possuíam nada, e suas famílias talvez tivessem pouco a lhes oferecer. Se tivessem recursos, poderiam ter sido resgatados antes de terminar o tempo de serviço. Como tinham trabalhado sem salário, e o fruto do seu trabalho pertencia aos senhores, a liberdade, sozinha, não seria suficiente se eles nada tivessem para recomeçar. Por isso, os senhores foram ordenados a suprir generosamente esses servos com cereais e animais.
Não foi fixado um valor exato, ficando isso a cargo da generosidade do senhor. Ele provavelmente daria levando em conta as necessidades do servo e o serviço prestado. Escritores judeus afirmavam que não deveria ser menos do que o valor de trinta siclos de prata, e poderia ser mais, se o senhor quisesse. Até mesmo as servas deviam receber um presente ao saírem livres, pois a ordem “assim farás à tua serva” aponta nessa direção (Deuteronômio 15:17).
As razões para essa lei se baseiam na gratidão. Primeiro, deviam lembrar-se de Deus, que os havia tirado do Egito e até os fizera sair ricos com os despojos dos egípcios (Deuteronômio 15:15). Eles não deviam mandar seus servos embora de mãos vazias, já que eles mesmos não saíram de mãos vazias da casa da servidão. O cuidado e a bondade de Deus para conosco devem nos tornar cuidadosos e bondosos com aqueles que dependem de nós. Devemos retribuir de modo que corresponda ao que recebemos.
Em segundo lugar, deviam lembrar-se também de seus servos (Deuteronômio 15:18). Não deviam considerar pesado dar um pouco da sua abundância, pois o servo tinha valido por dois trabalhadores diaristas. Um trabalhador contratado servia apenas por pouco tempo, no máximo cerca de três anos (Isaías 16:14), mas esse servo havia dado seis anos de serviço, e o fizera sem receber salário. Senhores e proprietários de terras devem considerar o quanto devem a seus servos e arrendatários, e devem ser não apenas justos, mas também bondosos.
A essas razões Moisés acrescenta a promessa já repetida neste capítulo: o Senhor teu Deus te abençoará (Deuteronômio 15:4, 6, 10). Bênçãos na família e prosperidade duradoura podem ser esperadas quando cumprimos fielmente nosso dever para com aqueles que estão ligados a nós na vida familiar.
Deste capítulo
Deuteronômio 15:1
"“De sete em sete anos, fará a remissão das dívidas."
Deuteronômio 15:2
"Eis no que ela consistirá: todo credor cancelará o empréstimo que tiver feito ao seu próximo. Não exercerá contra o seu próximo ou contra o seu irmão opressão alguma quando for publicada a remissão em honra do Senhor."
Deuteronômio 15:3
"Poderá obrigar ao estrangeiro; mas, quanto às dívidas de seu irmão, fará remissão."
Deuteronômio 15:4
"Não deverá haver pobres em seu meio, porque o Senhor, seu Deus, certamente o abençoará na terra que lhe dá como posse hereditária,"
Deuteronômio 15:5
"contanto que obedeça fielmente à voz do Senhor, seu Deus, pondo cuidadosamente em prática os mandamentos que hoje lhe imponho."
Deuteronômio 15:6
"Sim, o Senhor, seu Deus, o abençoará como ele lhe disse: Emprestará a numerosas nações e de nenhuma precisará receber empréstimo. Dominará sobre muitas nações, e elas não dominarão sobre você."
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