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Daniel 1:17 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" A esses quatro jovens, Deus concedeu talento e conhecimento no domínio das letras e das ciências. Daniel era particularmente hábil na interpretação de visões e sonhos. "

Daniel 1:17

menu_book Versículo no contexto

15 Ao final desse prazo, constatou-se que tinham melhor aparência e estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias da mesa real.

16 Em consequência disso, o dispenseiro retirava os alimentos e o vinho que lhes eram destinados e mandava servir-lhes legumes.

17 A esses quatro jovens, Deus concedeu talento e conhecimento no domínio das letras e das ciências. Daniel era particularmente hábil na interpretação de visões e sonhos.

18 Ao fim do prazo fixado pelo rei para a apresentação, o chefe dos eunucos os introduziu na presença de Nabucodonosor,

19 que conversou com eles. Entre todos os jovens, nenhum houve que se comparasse a Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Por isso, eles entraram a serviço do rei.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Sobre Daniel e seus companheiros, vemos aqui duas coisas.

Primeiro, eles progrediram muito em conhecimento (Daniel 1:17). Eram sóbrios, dedicados e aplicados em seus estudos. Provavelmente seus mestres também se empenharam muito com eles, ao perceberem neles uma capacidade incomum. Ainda assim, todo o mérito de seu sucesso é atribuído somente a Deus. Foi Ele quem lhes deu conhecimento e inteligência em toda a literatura e sabedoria, porque todo dom bom e perfeito vem do alto, do Pai das luzes. É o Senhor nosso Deus quem dá ao ser humano a capacidade de adquirir bens, e somente o Criador pode equipar a mente.

O grande saber que Deus concedeu a esses quatro jovens foi uma espécie de compensação pelo que haviam perdido. Por causa do pecado de seus pais, eles tinham sido privados das honras e confortos que poderiam ter desfrutado por sua origem nobre. Deus lhes deu honras e alegrias melhores, por meio do conhecimento, e assim supriu aquilo de que tinham sido privados.

Isso também foi uma recompensa por sua fidelidade. Eles preservaram sua fé mesmo nas questões pequenas, recusando-se a se contaminar com as iguarias do rei e com o vinho que ele bebia. Em certo sentido, viveram como nazireus, pessoas separadas para Deus. Por isso, Deus os honrou com uma sabedoria extraordinária, pois Ele dá sabedoria, conhecimento e alegria à pessoa que lhe agrada (Eclesiastes 2:26).

Daniel recebeu uma porção especial desse dom. Ele tinha entendimento em toda visão e sonhos. Podia interpretar sonhos, como José, não por regras humanas ou truques, mas pela sabedoria que Deus lhe concedia. Mais do que isso, tinha um espírito profético, que lhe permitia falar com Deus e receber, em sonhos e visões, mensagens sobre as coisas divinas (Números 12:6). Por isso, neste livro Daniel está sempre lidando com sonhos e visões, ora recebendo-os, ora explicando-os. E todo aquele que recebeu um dom deve usá-lo para servir aos outros (1 Pedro 4:10).

Em segundo lugar, eles alcançaram o favor do rei. Depois de três anos de treinamento, provavelmente já como jovens de alguma maturidade, foram apresentados ao rei junto com os demais de seu grupo (Daniel 1:18). O próprio rei os examinou (Daniel 1:19). Ele pôde fazer isso porque era um homem instruído, e os príncipes devem usar seu próprio juízo ao escolher seus servos, sem depender em excesso do parecer de outros.

O rei os provou principalmente em questões de sabedoria e entendimento, e não apenas em língua, oratória ou poesia. Ele queria saber se eram sábios na condução prática da vida e dos negócios públicos. Não buscava apenas inteligência aguda, mas firmeza e bom senso. E descobriu que eles superavam os jovens de sua própria idade, e eram até mais sábios do que todos os seus mestres (Salmo 119:99-100).

O rei não se deixou levar por preferência por seus próprios compatriotas, pelos mais velhos ou pelos de nome já estabelecido. Reconheceu abertamente, depois de examiná-los, que aqueles pobres jovens judeus cativos eram dez vezes melhores do que todos os magos do seu reino inteiro (Daniel 1:20). Rapidamente percebeu algo extraordinário neles e, mais ainda, viu que um pouco de verdadeiro conhecimento de Deus valia mais do que toda a adivinhação que ele conhecia. O que é a palha em comparação com o trigo? O que são as varas dos magos em comparação com a de Arão? Não havia comparação possível.

Esses quatro jovens estudantes eram melhores, muito melhores, do que todos os antigos praticantes daquela arte em todo o império, tomados em conjunto. E podemos ter certeza de que eram muitos. Dessa forma, Deus envergonhou o orgulho dos caldeus e deu honra ao seu próprio povo, mesmo em sua condição humilhada. Ao mesmo tempo, fez com que o restante da nação de Israel fosse mais respeitado na terra onde estava cativa.

Depois que esse juízo foi dado a respeito deles, passaram a estar diante do rei (Daniel 1:19). Serviam em sua presença e, provavelmente, em seu conselho, pois “ver o rosto do rei” era uma forma de se referir a conselheiros reais (Ester 1:14). Isso confirma o dito de Salomão: se alguém é diligente, sóbrio e humilde, ele se apresentará diante de reis, e não diante de homens obscuros. O caminho da promoção passa pelo trabalho diligente.

Não nos é dito por quanto tempo os outros três permaneceram na corte, mas Daniel continuou até o primeiro ano de Ciro (Daniel 1:21). Ele nem sempre permaneceu no mesmo grau de favor, mas viveu o suficiente para ver a libertação do seu povo do cativeiro e o seu retorno à terra. Às vezes Deus permite que seus servos, que se entristecem com Sião em suas aflições, vivam para ver dias melhores para a igreja do que viram no começo, e participem de sua alegria.

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