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2 Reis 24:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Durante o reinado de Joaquim, Nabucodonosor, rei da Babilônia, subiu contra Joaquim, que se tornou seu vassalo por três anos. Depois, revoltou-se contra ele.
2 Reis 24:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Durante o reinado de Joaquim, Nabucodonosor, rei da Babilônia, subiu contra Joaquim, que se tornou seu vassalo por três anos. Depois, revoltou-se contra ele.
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Aqui encontramos pela primeira vez, nesta parte da narrativa, um nome que se tornaria muito frequente na história e nas profecias do Antigo Testamento: Nabucodonosor, rei de Babilônia (2 Reis 24:1). Ele era um governante poderoso, temido até pelos mais fortes “na terra dos viventes”. Ainda assim, seu nome só está registrado nas Escrituras porque Deus o usou para a destruição de Jerusalém e para o cativeiro dos judeus.
Nabucodonosor obrigou Jeoaquim a pagar tributo e o manteve sob seu domínio por três anos (2 Reis 24:1). Nabucodonosor começou a reinar no quarto ano de Jeoaquim e, no seu oitavo ano de reinado, fez de Jeoaquim seu prisioneiro. Depois o deixou ir, quando Jeoaquim prometeu fidelidade, e essa submissão durou cerca de três anos, até que ele se rebelou, provavelmente confiando que receberia ajuda do rei do Egito. Se Jeoaquim tivesse servido a Deus como deveria, não teria se tornado servo do rei da Babilônia. Deus estava lhe mostrando a diferença entre servir a Ele e servir aos reis de outras terras (2 Crônicas 12:8). Se Jeoaquim tivesse permanecido satisfeito sob esse jugo e mantido sua palavra, sua situação não teria piorado; mas, ao se rebelar contra o rei da Babilônia, atraiu sobre si males ainda maiores.
Quando Jeoaquim se rebelou, Nabucodonosor enviou tropas contra ele para devastar a terra: tropas de caldeus, sírios, moabitas e amonitas, povos que agora serviam ao rei da Babilônia (2 Reis 24:2). Eles também deram vazão ao antigo ódio que nutriam contra Israel, o povo de Deus. Contudo, o texto bíblico não destaca ali o poder de Nabucodonosor, mas sim o governo mais alto de Deus: foi o Senhor quem enviou esses bandos contra Jeoaquim. De novo se declara: “Sucedeu isto a Judá por mandado do Senhor” (2 Reis 24:3). Muitos servem aos propósitos de Deus sem perceber.
Deus tinha dois objetivos ao permitir que Judá fosse afligido dessa maneira. Primeiro, Ele estava castigando os pecados de Manassés, fazendo com que esses pecados recaíssem sobre a nação até a terceira e quarta geração. Ele havia esperado muito tempo, dando ocasião ao arrependimento do povo. Mas permaneceram teimosos, apesar dos esforços de Josias para reformá-los, e estavam prontos a voltar à idolatria na primeira oportunidade. Agora, a antiga dívida estava sendo cobrada. Deus trouxe à tona o que estava guardado e selado entre os Seus tesouros (Deuteronômio 32:34; Jó 14:17). Assim, Judá foi tirado da presença de Deus, e o mundo pôde aprender que o tempo não apaga a culpa, e que demora no castigo não significa perdão. Tudo o que Manassés havia feito foi lembrado, especialmente o sangue inocente que ele derramou, provavelmente em grande parte o sangue das testemunhas e adoradores de Deus, e o Senhor não o deixou impune.
Isso não quer dizer que não haja perdão para nenhum pecado, exceto para a blasfêmia contra o Espírito Santo. Aqui se trata da remoção da punição temporal, do castigo que ocorre nesta vida. Embora Manassés tenha se arrependido, e tenhamos motivos para crer que suas perseguições e homicídios foram perdoados quanto à ira eterna, esses pecados ainda foram levados em conta contra a nação. Pecados nacionais podem atrair juízos nacionais. Alguns que haviam participado daqueles crimes talvez ainda estivessem vivos, e o rei atual também era culpado de sangue inocente, como mostra (Jeremias 22:17). O homicídio é um pecado que muito provoca a ira de Deus, e “clama” por longo tempo. As nações devem lamentar os pecados de seus pais, ou podem vir a sofrer por causa deles.
Deus fez tudo isso também para cumprir Suas profecias. Aconteceu “conforme a palavra do Senhor” anunciada por Seus profetas. Judá seria tirado de diante do Senhor antes que uma só palavra de Deus falhasse. Nem mesmo céu e terra passariam antes que a palavra de Deus caísse por terra sem se cumprir. As ameaças se cumprem com a mesma certeza que as promessas, a menos que o arrependimento do pecador as afaste.
O rei do Egito também foi subjugado pelo rei da Babilônia, e uma grande parte de seu território lhe foi tomada (2 Reis 24:7). Não muito tempo antes, ele mesmo havia oprimido Israel (2 Reis 23:33). Agora, foi abatido e ficou incapaz de recuperar o que havia perdido ou de socorrer seus aliados. Já não ousava sequer sair de sua própria terra. Mais tarde, tentou ajudar Zedequias, mas foi obrigado a recuar (Jeremias 37:7).
Jeoaquim viu sua terra devastada e percebeu que estava prestes a cair nas mãos do inimigo, e tudo indica que morreu de coração quebrado, na metade de sua vida (2 Reis 24:6). Assim, Jeoaquim “dormiu com seus pais”, mas a Escritura não diz que foi sepultado com eles. Sem dúvida cumpriu-se a profecia de Jeremias, de que ele não seria pranteado como seu pai, mas teria o enterro de um jumento (Jeremias 22:18-19), e seu cadáver seria lançado fora (Jeremias 36:30).
Deste capítulo
2 Reis 24:2
"O Senhor enviou contra ele os bandos dos caldeus, dos sírios, dos moabitas e dos amonitas e os lançou contra Judá para o destruírem, conforme ele havia anunciado pela boca dos profetas, seus servos."
2 Reis 24:3
"Isso realmente aconteceu por ordem do Senhor, para afastá-lo de sua presença, por causa dos pecados cometidos por Manassés,"
2 Reis 24:4
"e por causa do sangue inocente que ele havia derramado, chegando a inundar Jerusalém de sangue inocente. Por isso, o Senhor não quis perdoar."
2 Reis 24:5
"O restante da história de Joaquim, seus atos e seus grandes feitos, tudo está registrado no Livro das Crônicas dos reis de Judá."
2 Reis 24:6
"Joaquim adormeceu com seus pais, e seu filho Joaquin lhe sucedeu no trono."
2 Reis 24:7
"O rei do Egito cessou então suas expedições para fora de sua terra, porque o rei da Babilônia havia tomado todas as possessões do rei do Egito, desde a torrente do Egito até o Eufrates."
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