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1 Coríntios 14:6 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Suponhamos, irmãos, que eu fosse até vocês falando em línguas. Que proveito isso lhes traria, se minha palavra não lhes desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina?

1 Coríntios 14:6

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auto_stories Comentário Bible Guided

Nesta parte, Paulo mostra como é vazio falar em uma língua desconhecida e incompreensível apenas para impressionar os outros. Um falar assim não edifica a igreja e não traz nenhum benefício real (1 Coríntios 14:6). Ele diz: se eu for até vocês falando em línguas, que proveito isso terá, se não comunicar por meio de revelação, de conhecimento, de profecia ou de doutrina? Nem mesmo um apóstolo, com todos os seus dons, pode ajudar a igreja se não falar de modo que os ouvintes consigam entender.

Isso é verdade mesmo quando a mensagem em si é rica e proveitosa. Novas revelações, explicações claras de revelações antigas e ensinamentos úteis em si mesmos falham em seu propósito se forem transmitidos em uma língua que o povo não conhece. Até a explicação das Escrituras, se for dada em uma língua desconhecida, precisa primeiro ser traduzida para então poder ajudar alguém. O problema não está na verdade que é dita, mas no fato de que os ouvintes não conseguem compreendê-la.

Paulo esclarece isso com algumas comparações simples. Primeiro, ele fala de uma flauta ou harpa que emite apenas um som. De que isso serve para quem dança? Se não há diferença entre os sons, ninguém sabe como se movimentar. Da mesma maneira, uma fala sem clareza não orienta a vida cristã, assim como um instrumento que toca uma única nota não orienta o dançarino (1 Coríntios 14:7).

Depois, ele usa a imagem de uma trombeta que toca um som incerto. A trombeta serve para chamar o povo à ação, especialmente em batalha. Mas, se emite um som errado, ou sem clareza, quem vai se preparar para a luta? Assim também, falar em uma língua desconhecida na reunião da igreja não serve para nada. Deixa a congregação insegura e confusa, como um exército ficaria se o toque da trombeta não fosse nítido (1 Coríntios 14:8).

Em seguida, Paulo compara esse tipo de fala com a conversa entre estrangeiros que não conseguem se entender. Há muitos tipos de vozes no mundo, e cada língua tem seu próprio sentido (1 Coríntios 14:10). Mas, se a pessoa não entende as palavras, então quem fala e quem ouve são como estranhos um ao outro, ou, como Paulo diz, como bárbaros um ao outro (1 Coríntios 14:11). Apenas trocam sons sem significado. Falar em uma língua desconhecida na igreja é, assim, produzir ruído ininteligível e confundir as pessoas, em vez de ajudá‑las.

Depois de provar o seu ponto, Paulo dá uma orientação prática. Já que eles desejam os dons espirituais, devem buscar aqueles que trazem maior proveito para a igreja (1 Coríntios 14:12). O verdadeiro zelo aparece quando alguém quer edificar os outros crentes, aumentar o conhecimento cristão e incentivar uma vida santa. É por esse critério que se deve avaliar os dons espirituais.

Ele aplica isso diretamente à questão das línguas. Se alguém fala em uma língua estrangeira, deve orar para também receber o dom de interpretá‑la (1 Coríntios 14:13). Falar e entender uma língua estrangeira nem sempre são o mesmo dom. A pessoa pode conseguir falar, mas não conseguir traduzir para a língua comum. Porém, a igreja só é edificada se entender o que é dito. Por isso, quem fala em línguas deve pedir a Deus também a capacidade de interpretar, ou até buscar mais esse dom do que o de falar, já que ele serve melhor à igreja.

Alguns entendem que Paulo também está dizendo que a pessoa deve orar de tal modo que possa explicar o que diz em oração. De um jeito ou de outro, o ponto principal é o mesmo: tudo o que for feito no culto público precisa ser feito de modo que todos possam participar e ser beneficiados.

Paulo acrescenta uma razão para isso. Se ele ora em uma língua desconhecida, o seu espírito pode estar orando, ou seja, o dom espiritual pode estar em ação, ou seu íntimo pode estar sinceramente envolvido. Mas o entendimento fica sem fruto, porque o sentido do que ele diz não é compreendido pelos outros (1 Coríntios 14:14). Ninguém consegue se unir a algo que não entende.

Portanto, quem ora em público deve orar de maneira simples e clara. Não deve usar uma língua estrangeira, nem um tipo de linguagem tão difícil que os ouvintes não consigam acompanhar. A melhor forma de linguagem para a oração pública, e para todo culto público, é aquela que o povo consegue entender com facilidade.

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