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Atos 21:27 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, "

Atos 21:27

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25 Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação.

26 Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta.

27 E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele,

28 Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar.

29 Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos Paulo ser levado a um cativeiro que se prolongaria por muito tempo. Depois disso, ele seria levado às pressas de uma audiência a outra, ou esquecido, primeiro em uma prisão, depois em outra. Ele não conseguia nem obter um julgamento adequado nem ser libertado sob fiança. Quando os problemas começam, muitas vezes não conseguimos saber quanto tempo vão durar nem como terminarão.

Paulo é agarrado e detido no templo, onde tinha ido para completar os dias de purificação e participar dos serviços sagrados daqueles dias (Atos 21:27). Havia muito tempo, ele era bem conhecido ali, mas estivera tanto tempo viajando que se tornara um estranho. Por isso, só quando os sete dias estavam quase terminando é que aqueles que o odiavam o notaram. Ele foi atacado justamente no lugar onde deveria estar seguro, como em um santuário. O mesmo templo que deveria tê-lo recebido, como uma de suas maiores honras desde que o Senhor do templo o havia deixado, tornou-se o lugar onde tentaram derramar seu sangue junto com seus sacrifícios. Assim é que as pessoas podem corromper até mesmo aquilo que afirmam honrar.

Os homens que atiçaram a multidão contra ele eram judeus da Ásia, não de Jerusalém. Eram judeus da diáspora mais ampla, que conheciam melhor a Paulo e eram os mais irritados com ele. Embora raramente subissem a Jerusalém para adorar e vivessem longe, buscando seus próprios interesses, agora se portavam como se fossem profundamente zelosos pelo templo. Muitas vezes, os que mais negligenciam a casa de Deus são os que fazem maior alarde de preocupação por ela.

A estratégia deles foi agitar a multidão e inflamar o povo contra Paulo. Não levaram o assunto ao sumo sacerdote nem aos principais da cidade, provavelmente porque não esperavam apoio deles. Em vez disso, levantaram o povo, que já estava disposto a qualquer coisa desordeira, rebelde ou violenta. Aqueles que são menos governados pela razão e mais dominados pela paixão costumam ser os mais fáceis de serem usados contra Cristo e contra o cristianismo. Por isso Paulo pôde descrever os perseguidores judeus não apenas como maus, mas também como “desarrazoados”.

As acusações contra ele eram estrondosas, populares e totalmente injustas. Eles clamavam: “Varões israelitas, acudi”. Em outras palavras, se vocês são de fato israelitas, verdadeiros judeus que se importam com o seu povo e sua nação, agora é a hora de provar isso ajudando a prender um inimigo de ambos. Gritavam atrás dele como atrás de um ladrão ou de um animal raivoso. Como nunca conseguiram demonstrar que o cristianismo era mau, seus inimigos muitas vezes tentaram dar-lhe um mau nome e esmagá‑lo por meio do barulho e da indignação.

Acusaram Paulo tanto de falso ensino quanto de má conduta, e disseram que ambos eram contra a Lei de Moisés e contra o sistema do templo. Primeiro, o acusaram de ensino falso. Alegaram que ele não apenas abraçava ideias erradas, mas as espalhava por toda parte. Como ele viajava de cidade em cidade, trataram-no como se estivesse em todos os lugares ao mesmo tempo. Diziam que ele espalhava doutrinas perigosas e enganosas contra o povo judeu, contra a lei e contra o templo.

Contra o povo judeu, rejeitavam o seu ensino de que judeus e gentios estão no mesmo nível diante de Deus, e que nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor em si mesmas. Também deturparam o que ele dizia a respeito dos judeus incrédulos, de que haviam sido rejeitados, transformando isso em um ataque contra toda a nação. Como se não restasse dúvida de que apenas aquela nação era o povo de Deus, e que a sabedoria teria de morrer com eles. No entanto, Deus não havia rejeitado todo o seu povo, ainda que tivesse deixado alguns de lado (Romanos 11:1). Eles eram um povo que reivindicava um status que, na verdade, não possuía, e justamente os que pertencem apenas de nome costumam parecer os mais zelosos pela honra da igreja.

Acusaram-no também de falar contra a lei. Paulo ensinava que as pessoas cressem no evangelho como alvo e cumprimento da lei, mas trataram isso como se ele fosse seu inimigo. Na realidade, o ensino dele não destruía a lei. Pelo contrário, confirmava-a e lhe dava o seu verdadeiro lugar (Romanos 3:31).

Afirmavam ainda que ele falava contra o próprio templo. Porque ele ensinava que se podia orar em todo lugar, trataram-no como inimigo do templo. Podem ter tido em mente também a sua repetida menção da futura destruição de Jerusalém, do templo e da nação judaica, conforme o seu Mestre havia predito. O próprio Paulo, no passado, havia participado da perseguição a Estêvão e ajudado a levá-lo à morte por ter falado contra aquele lugar santo. Agora, a mesma acusação era lançada contra ele. Aquele que antes tinha sido instrumento passou a ser o alvo da fúria e do ódio dos judeus.

Acusaram-no ainda de um ato pecaminoso. Para reforçar a acusação de que ele ensinava contra o templo, diziam que ele mesmo o havia profanado por um gesto público de desprezo. Afirmaram que ele havia introduzido gentios no templo, isto é, no átrio interior, onde nenhum incircunciso podia entrar. Havia, de fato, uma inscrição no muro que cercava aquele átrio, em grego e em latim, avisando que era crime punível com a morte a entrada de estrangeiros. Paulo era judeu e tinha pleno direito de entrar no átrio dos judeus. Mas viram alguns homens com ele ali, que o acompanhavam na adoração, e presumiram que Trófimo, efésio e gentio, fosse um deles. Na verdade, eles nem o haviam visto no templo. Apenas o tinham visto com Paulo na cidade, o que não era crime, e a partir disso afirmaram falsamente que Paulo o havia levado para o átrio interior.

Isso mostra que a inocência não é escudo contra mentiras e falsas acusações. Não é novidade que pessoas honestas e ordeiras sejam responsabilizadas por coisas que nunca fizeram ou sequer pensaram em fazer. Gente má vive cavando ocasiões de conflito, e se estica ao máximo para encontrar algum apoio às suas alegações falsas. Aqui, só porque viram um gentio com Paulo na cidade, concluíram que ele certamente teria estado com ele também no templo. Foi uma dedução forçada e injusta, mas homens perversos muitas vezes se servem de afirmações sem fundamento para tentar justificar os ataques cruéis que desferem contra o povo de Deus.

Pessoas mal-intencionadas frequentemente usam contra homens bons e sábios exatamente aquilo que eles tentaram fazer em favor delas. Paulo tinha esperança de que, ao ir ao templo, conquistaria o respeito deles, mas, em vez disso, foi ainda mais difamado. Essa é a natureza de corações maus. Como diz o salmo: “Em recompensa do meu amor são meus adversários” (Salmo 109:4; Salmo 69:10).

Paulo agora corria o risco de ser despedaçado pela multidão. Eles não queriam levá-lo ao sumo sacerdote nem ao Sinédrio, o conselho judaico. Isso exigiria tempo e seguiria o devido processo legal. Como não podiam provar a acusação, não ousavam colocá-lo em julgamento justo. O ódio deles era tão forte que queriam o sangue dele imediatamente, e por isso planejaram matá-lo sem lei e sem justiça.

Toda a cidade ficou alvoroçada (Atos 21:30). O povo tinha pouca santidade pessoal, mas um grande respeito pelo templo. Ao ouvirem o grito vindo do templo, acorreram de imediato, prontos a defendê-lo com vida e bens. Foram despertados como se o antigo lamento tivesse voltado: “Ó Deus, as nações entraram na tua herança; contaminaram o teu santo templo” (Salmo 79:1). O zelo deles pelo templo de Deus se parecia muito com o zelo dos efésios pelo templo de Diana, quando Paulo foi acusado lá (Atos 19:29). Mas Deus não é honrado por pessoas cujo suposto zelo as leva a atos brutais e descontrolados.

Eles arrastaram Paulo para fora do templo e fecharam as portas que separavam os átrios. No trato rude com ele, mostraram ódio verdadeiro, como se ele não fosse digno de estar no templo e nem mesmo de ser contado entre os judeus. Ao mesmo tempo, fingiam respeito pelo lugar santo, assim como Joiada não permitiu que Atalia fosse morta na casa do Senhor (2 Reis 11:15). Quanta insensatez, condenar Paulo por afastar as pessoas do templo, enquanto o arrancavam dali justamente quando ele adorava com tanta devoção.

Os oficiais do templo fecharam as portas, ou para que Paulo não pudesse voltar e segurar-se ao altar em busca de proteção, ou, mais provavelmente, para que a multidão não voltasse a entrar no templo e não causasse ainda mais profanação ali. Eles não tinham escrúpulos quanto a matar um homem bom por fazer o bem, mas queriam evitar fazê-lo em lugar santo ou em dia santo. No pensamento deles era: “Não no templo”, assim como antes havia sido: “Não no dia da festa”.

Eles estavam tentando matá-lo (Atos 21:31). Começaram a espancá-lo (Atos 21:32), com a intenção de espancá-lo até a morte com repetidos golpes. Esse tipo de castigo era permitido por alguns mestres judeus em certos casos, embora não trouxesse honra alguma à nação. Paulo era como um cordeiro lançado na cova dos leões, presa fácil para eles. Sem dúvida, ainda conservava a mesma disposição que já havia mostrado antes: estava pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém.

Paulo foi livrado de seus inimigos judeus por um inimigo romano. A notícia do tumulto chegou ao tribuno, o comandante das forças romanas destacadas em Jerusalém. Foi alguém preocupado com a ordem pública, e não com Paulo em particular, que lhe trouxe o relato. Esse tribuno já vigiava de perto aqueles judeus inquietos havia tempo, e agora foi ele o instrumento usado para salvar a vida de Paulo, quando nenhum dos amigos de Paulo tinha condições de ajudá‑lo.

O tribuno rapidamente reuniu soldados e centuriões, oficiais sobre pequenos grupos de soldados, e correu para deter a multidão. Como era tempo de festa, a guarda já estava de serviço e as tropas estavam por perto. Ele precisava agir depressa, porque atrasos em tais ocasiões são perigosos. Uma revolta precisa ser contida de imediato, antes que se fortaleça.

A simples visão do oficial romano atemorizou a multidão e impediu que continuassem a espancar Paulo. Eles sabiam que estavam fazendo algo que não podiam justificar, e temiam ser responsabilizados pelo motim. Os romanos os contiveram, embora não tivessem qualquer amor por Paulo. Deus muitas vezes faz com que a terra ajude a mulher em Apocalipse 12, isto é, protege seu povo por meio de pessoas que não se importam com ele pessoalmente. Podem agir apenas por compaixão diante do sofrimento ou por preocupação com a paz pública, e ainda assim Deus os usa. Um pastor pode até usar seus cães para defender as ovelhas.

A multidão se dispersou ao olhar do tribuno, pois “o rei que está assentado no trono do juízo dissipa todo mal com os seus olhos”. O governador tomou Paulo sob custódia, não porque cresse que ele era culpado, mas porque entendeu que não devia ser morto sem julgamento. Ele também sabia que, se tamanha violência não fosse logo abafada, o governo romano poderia ter sérios problemas. Assim, tirou Paulo das mãos da multidão e o colocou nas mãos da lei (Atos 21:33). Mandou que fosse preso com duas cadeias, para que a multidão visse que ele não seria solto de imediato, mas seria examinado. Então perguntou àqueles que estavam tão inflamados contra ele quem ele era e o que tinha feito.

Mais tarde, esse resgate feito pelo tribuno foi lançado contra ele como se fosse crime (Atos 24:7). Disseram: “Sobrevindo o tribuno Lísias, o tirou com grande violência de nossas mãos”, claramente se referindo a este episódio, como se vê comparando com (Atos 23:27, Atos 23:28), onde o tribuno explica o caso a Félix, o governador romano. Agora o tribuno teve de fazer arranjos, com muito esforço, para que Paulo pudesse falar por si mesmo.

Quase se poderia pensar que seria mais fácil lutar contra ventos e ondas do que contra uma turba como aquela. Ainda assim, Paulo encontrou um modo de falar em meio ao alvoroço. Não havia como entender claramente o povo, porque todos gritavam coisas diferentes. Quando o tribuno romano perguntou o que estava acontecendo, alguns diziam uma coisa e outros outra. No fim, ele não conseguiu saber o que de fato pensavam, porque eles mesmos não sabiam. Quem dá ouvidos ao clamor confuso da multidão nunca terá certeza, como aconteceu em Babel, quando sua linguagem foi confundida.

Também não havia como acalmar a fúria deles. Quando o tribuno ordenou que Paulo fosse levado para a fortaleza, a Torre Antônia, próxima ao templo, os soldados tiveram grande dificuldade para conduzi‑lo em segurança (Atos 21:35). Ao chegar às escadas que levavam à fortaleza, tiveram de carregá‑lo nos braços para livrá‑lo da multidão. Paulo era um homem de pequena estatura, com corpo frágil, de modo que isso não foi difícil para eles. Como não podiam mais alcançá‑lo com as mãos, o seguiram com palavras cruéis, gritando: “Tira‑o daqui” (Atos 21:36). Assim a fúria popular frequentemente destrói as melhores pessoas e as melhores causas. Foi o mesmo com Cristo, quando a multidão clamava: “Crucifica‑o, crucifica‑o”, embora não pudesse apontar nenhum mal verdadeiro que ele tivesse feito.

Por fim, Paulo pediu licença ao tribuno para falar com ele (Atos 21:37). Enquanto era levado para a fortaleza, Paulo se mantinha calmo e firme, e falava com respeito com os que o cercavam. Pediu: “É‑me lícito falar‑te? Permites que eu apresente a minha versão, já que meus acusadores não conseguem apresentar uma acusação verdadeira?” Foi um pedido humilde. Paulo sabia como falar a homens importantes, mas, ainda assim, pediu permissão antes de se dirigir a esse oficial.

Então o tribuno disse o que pensava que Paulo fosse. Perguntou: “Sabes o grego? Estou surpreso de ouvir‑te usar uma língua culta. Não és tu aquele egípcio que levantou uma sedição?” Os judeus haviam começado o tumulto, mas queriam que parecesse que Paulo é que o tinha iniciado. Muitas vezes as pessoas alimentam ideias falsas sobre homens de bem e ministros fiéis, e não se preocupam em corrigi‑las. Ao que tudo indica, havia ocorrido há pouco uma rebelião liderada por um egípcio que afirmava ser profeta. Josefo relata que esse homem prometeu fazer cair os muros de Jerusalém a partir do monte das Oliveiras, para que o povo pudesse entrar na cidade pelos escombros. O tribuno disse que esse homem havia conduzido quatro mil salteadores armados para o deserto, homens de violência e assassinato. Isso mostra a que ponto a nação judaica havia decaído, a ponto de tantos serem atraídos a planos tão fora da lei. Josefo diz que Félix, o governador romano, os atacou, matou quatrocentos, prendeu duzentos e dispersou o restante. Eusébio também menciona esse episódio. Aconteceu no décimo terceiro ano de Cláudio, cerca de três anos antes. O líder escapara, e o tribuno supôs que um homem tão odiado pela multidão não poderia ser outro senão aquele egípcio. Pessoas de bem frequentemente são prejudicadas por esse tipo de suspeita equivocada.

Paulo, com calma, corrigiu o engano. Disse ao oficial quem ele era, e quem não era. Não era um agitador itinerante como aquele egípcio, incapaz de apresentar um bom relato de si mesmo. Pelo contrário, era judeu de nascimento e de religião, natural de Tarso da Cilícia, cidade conhecida por seu saber, e de pais respeitáveis. Tinha também a condição de cidadão de uma cidade nada insignificante, se isso se referia a Tarso ou a Roma não é certo. Paulo não respondeu com ira ou queixa. Embora tivesse sido injustamente suspeito, manteve o domínio próprio e simplesmente disse a verdade.

Em seguida, pediu humildemente permissão para falar ao povo. Não exigiu isso como um direito, embora pudesse fazê‑lo. Pediu como um favor: “Rogo‑te que me permitas falar ao povo.” O tribuno o havia livrado justamente para que pudesse ter uma audiência justa. Paulo estava pronto para se defender ali mesmo, porque sua causa não precisava de artifícios para parecer melhor. Precisava apenas ser vista claramente. Ele não confiava apenas na força de seus argumentos, mas também na ajuda e na fidelidade de seu Senhor, que promete sabedoria a seus servos no momento oportuno.

Foi‑lhe concedida a palavra, e assim ele não precisou de advogado. O Espírito de seu Pai estava pronto para guiar suas palavras (Mateus 10:20). O tribuno permitiu (Atos 21:40), e isso por si só deu a Paulo certa liberdade e ânimo. Os judeus não queriam ouvi‑lo, mas o tribuno ouviria, ainda que fosse apenas por curiosidade. Uma vez concedida a permissão, o povo se aquietou e passou a escutar. Paulo ficou de pé nas escadas, o que dava alguma vantagem a um homem pequeno, como aconteceu com Zaqueu, e assim também alguma ousadia para falar. Era um púlpito pobre, mas serviu ao propósito. Não era como o púlpito de madeira de Esdras, feito para esse fim, mas bastava.

Então fez sinal com a mão para a multidão, pedindo silêncio e paciência, pois tinha algo a dizer. Conseguiu tão bem que cada um mandava o outro calar‑se, até que um grande silêncio se estabeleceu. O próprio tribuno romano pode ter ordenado que todos se mantivessem quietos, pois, se o povo não quisesse ouvir, seria inútil permitir que Paulo falasse.

Quando a causa de Cristo e o evangelho estão sendo defendidos, deve haver grande silêncio para que todos prestem atenção. Mesmo isso não é suficiente, pois a mensagem merece nossa mais cuidadosa atenção. Paulo então começou a falar, plenamente certo de que servia ao reino de Cristo tão verdadeira e eficazmente como se estivesse pregando na sinagoga. Falou‑lhes em língua hebraica, isto é, na língua comum deles, a língua de sua terra. Agindo assim, mostrou não apenas que ainda pertencia a eles, mas também que ainda os respeitava.

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