Versículo em destaque
2 Reis 12:4 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor, "
2 Reis 12:4
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 E fez Joás o que era reto aos olhos do Senhor todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia.
3 Tão-somente os altos não foram tirados; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos.
4 E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor,
5 Os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles mesmos reparem as fendas da casa, toda a fenda que se achar nela.
6 Sucedeu, porém, que, no ano vinte e três do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado as fendas da casa.
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Aqui temos o relato dos reparos no templo durante o reinado de Joás. O templo tinha caído em mau estado. Embora Salomão o tivesse construído de maneira sólida e com os melhores materiais, o tempo trouxe desgaste, e rachaduras e brechas foram encontradas nele (2 Reis 12:5). Podiam ser no telhado, nas paredes, no piso, no forro, no revestimento de madeira, nas janelas ou nas divisórias dos átrios.
Mas não foi apenas o tempo que causou o dano. Os filhos de Atalia, a rainha perversa, haviam arrombado e saqueado a casa de Deus (2 Crônicas 24:7). Por ódio ao culto no templo, danificaram os edifícios, e os sacerdotes não repararam as brechas a tempo; assim, a situação só foi se agravando. Eles se comportaram como inquilinos negligentes, que não são capazes nem de conservar o lugar que lhes foi confiado (Mateus 21:33). Deus, com justiça, trouxe juízo sobre eles por esse desperdício e, por fim, deixou seu templo descuidado em ruínas.
O próprio rei parece ter sido o primeiro e o mais disposto a agir. Não lemos que os sacerdotes se queixassem do problema, nem que Joiada, o tutor de Joás e sumo sacerdote, estivesse à frente disso; mas o rei levou a questão a sério. Isso combinava com sua posição, pois Deus espera que os governantes usem seu poder para apoiar o verdadeiro culto, corrigir injustiças e restaurar o que se estragou. Também condizia com sua gratidão, porque o templo tinha sido tanto o berçário quanto o refúgio dele quando era criança. Quem conheceu o consolo do culto se importará com a honra, a manutenção e a paz desse culto (Sofonias 3:18).
Os sacerdotes receberam ordem para recolher o dinheiro para os reparos e garantir que a obra fosse feita. O rei tinha os negócios do reino para administrar e não podia inspecionar isso pessoalmente, então confiou o assunto aos sacerdotes, que deveriam ser as pessoas mais adequadas para isso. Ele mandou que arrecadassem o dinheiro das coisas santas, não esperando que o povo o trouxesse por iniciativa própria, mas pedindo o que era devido em suas respectivas regiões. Isso incluía o dinheiro proveniente da lei dos votos e resgates (Levítico 27:2-3) e também ofertas voluntárias (2 Reis 12:4). Cada sacerdote devia recolher o que fosse entre o povo que conhecia, pois todos tinham algum relacionamento com sacerdotes. Devemos aproveitar as oportunidades que Deus nos dá para estimular as pessoas que conhecemos à prática do bem.
Ele também ordenou que usassem esse dinheiro para reparar as brechas na casa (2 Reis 12:5). Porém esse plano não funcionou bem (2 Reis 12:6). Foi recolhido pouco dinheiro. Ou os sacerdotes foram descuidados e não insistiram com o povo para que contribuísse, ou o povo desconfiava da forma como os sacerdotes administravam o dinheiro e, por isso, era lento em ofertar. Se foram desconfiados sem motivo, isso era vergonha para o povo. Se havia razão para a desconfiança, a culpa era ainda maior sobre os sacerdotes.
E o pouco que se recolheu não foi usado para a finalidade correta. As brechas da casa não foram reparadas. Os sacerdotes parecem ter pensado que o templo podia continuar como estava, adiando sempre a obra. Trabalhos na igreja frequentemente andam devagar, mas é vergonhoso quando os próprios obreiros da igreja são os mais lentos. Talvez o pouco que arrecadavam fosse usado para sustento dos sacerdotes, que provavelmente estava muito reduzido, já que dez tribos tinham se rebelado e as duas restantes estavam profundamente corrompidas.
Diante disso, adotou-se outro método. O rei estava firmemente decidido a ver o templo reparado (2 Reis 12:7). A infidelidade posterior dele levanta a dúvida se seu zelo foi realmente pelo culto em si ou mais pelo edifício. Muitos se mostram zelosos em construir e embelezar igrejas, e em manter uma religião exterior, e ainda assim não têm verdadeira piedade. Mesmo assim, o zelo de Joás é digno de reconhecimento. Ele chegou a repreender seu tutor Joiada quando percebeu sua negligência, e a repreensão foi tão eficaz que os sacerdotes reconheceram que não eram mais as pessoas adequadas para conduzir aquele trabalho. Concordaram em deixar que o dinheiro fosse administrado de outra forma e em entregar o que já tinham recebido (2 Reis 12:8). Foi honesto da parte deles não impedir que outros fizessem a obra, sabendo que eles mesmos não a estavam fazendo.
Estabeleceu-se então um novo plano de arrecadação (2 Reis 12:9-10). Em vez de colocar o dinheiro em mãos particulares, colocaram um cofre em lugar público, e o povo deu generosamente, não só o que era obrigatório, mas também ofertas voluntárias para uma causa tão necessária. O sumo sacerdote e o escrivão do rei contavam o dinheiro tirado do cofre e o separavam para o uso correto. Quando o dinheiro público é tratado com honestidade, o povo contribui com mais liberdade.
O dinheiro era lançado por uma abertura na tampa, fora de fácil alcance, para mostrar que aquilo que é entregue a Deus não deve ser tomado de volta. Cada um devia dar segundo propôs em seu coração. O cofre foi colocado ao lado direito de quem entrava, e alguns veem nisso uma possível ligação com a palavra de Jesus: que a mão esquerda não saiba o que faz a direita. Ao recolherem recursos para o templo, eles não mexeram no que pertencia aos sacerdotes como sustento regular (2 Reis 12:16). As ofertas pela culpa e pelo pecado, que a lei destinava aos sacerdotes (Levítico 5:15-16), continuaram sendo deles. Os servos do templo não deviam ser deixados na necessidade sob o pretexto de reparar o templo.
Para o gasto do dinheiro, não o colocaram de volta nas mãos dos sacerdotes, que não eram treinados para esse tipo de trabalho e tinham outros deveres. Em vez disso, o entregaram aos homens que realmente faziam os reparos ou, pelo menos, os supervisionavam (2 Reis 12:11). Essas eram as pessoas corretas para serem encarregadas da tarefa. Cada trabalhador deve permanecer em sua vocação apropriada, e aqueles separados para o serviço santo não devem se enredar em assuntos comuns. A obra foi conduzida com cuidado, pagando-se o dinheiro por materiais e salários (2 Reis 12:12). Quando pessoas habilidosas assumem uma tarefa, ela avança com rapidez. E foi conduzida com fidelidade, com tanta honestidade que não houve necessidade de conferir notas ou auditar contas.
Todos os que são responsáveis por dinheiro ou obras públicas devem aprender daqui a agir com integridade. Devem lembrar que Deus pedirá contas, mesmo que os homens não o façam. Quem pensa que não é pecado lesar o governo, o país ou a igreja, pensará diferente quando Deus trouxer à luz esses pecados.
Também não gastaram o dinheiro primeiro com enfeites do templo, nem com vasos de prata e de ouro. Usaram-no primeiro no que era absolutamente necessário: os reparos (2 Reis 12:13). Em nossos gastos pessoais, devemos dar prioridade ao que é mais necessário, e nos assuntos públicos devemos agir com o mesmo cuidado que teríamos ao tratar dos nossos próprios interesses. Depois que os reparos foram concluídos, o dinheiro que sobrou foi transformado em utensílios para o serviço do templo (2 Crônicas 24:14).
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Deste capítulo
2 Reis 12:1
"No ano sétimo de Jeú começou a reinar Joás, e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba."
2 Reis 12:2
"E fez Joás o que era reto aos olhos do Senhor todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia."
2 Reis 12:3
"Tão-somente os altos não foram tirados; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos."
2 Reis 12:5
"Os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles mesmos reparem as fendas da casa, toda a fenda que se achar nela."
2 Reis 12:6
"Sucedeu, porém, que, no ano vinte e três do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado as fendas da casa."
2 Reis 12:7
"Então o rei Joás chamou o sacerdote Joiada e os mais sacerdotes, e lhes disse: Por que não reparais as fendas da casa? Agora, pois, não tomeis mais dinheiro de vossos conhecidos, mas entregai-o para o reparo das fendas da casa."
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