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2 Reis 10:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E Acabe tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu cartas, e as enviou a Samaria, aos chefes de Jizreel, aos anciãos e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo: "

2 Reis 10:1

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1 E Acabe tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu cartas, e as enviou a Samaria, aos chefes de Jizreel, aos anciãos e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo:

2 Logo, em chegando a vós esta carta, pois estão convosco os filhos de vosso senhor, como também os carros, os cavalos, a cidade fortalecida e as armas,

3 Olhai pelo melhor e mais reto dos filhos de vosso senhor, o qual ponde sobre o trono de seu pai, e pelejai pela casa de vosso senhor.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Deixamos Jeú em tranquilo domínio de Jezreel, depois de sua vitória sobre Jorão e Jezabel. Agora acompanhamos seus passos seguintes. Ele sabia que toda a casa de Acabe precisava ser eliminada, por isso cumpriu essa tarefa sangrenta de modo completo e público, não de forma oculta ou pela metade (Jeremias 48:10).

Primeiro, ele mandou que as cabeças de todos os filhos de Acabe fossem cortadas pelos próprios tutores deles em Samaria. Acabe tinha setenta filhos, ou netos, um número parecido com o da família de Gideão (Juízes 8:30). Com tantos levando seu nome, sua casa podia parecer segura, mas foi extinta de uma só vez. Uma família pode ser grande e poderosa, mas, se for ímpia, não deve esperar sucesso duradouro.

Esses filhos de Acabe estavam em Samaria, uma cidade forte. Podem ter sido levados para lá por causa da guerra com a Síria, como lugar de segurança, ou depois de ouvirem sobre a revolta de Jeú. Com eles estavam os chefes de Jezreel, os principais oficiais da corte, que tinham ido a Samaria para se proteger ou decidir o que fazer. Alguns dos jovens príncipes ainda estavam sob a responsabilidade de aios, encarregados de sua educação condizente com seu status, embora provavelmente os tivessem criado na idolatria da casa de Acabe e os tivessem feito seguidores de Baal.

Jeú não marchou com seu exército contra Samaria para destruí-los. Em vez disso, permitiu que a mão de Deus aparecesse mais claramente, fazendo dos próprios guardiões os assassinos daqueles príncipes. Enviou um desafio aos que os apoiavam para que os defendessem (2 Reis 10:2-3). Em essência, ele dizia: “Vocês que são fiéis à casa de Acabe, agora é a oportunidade. Samaria é forte. Vocês a controlam. Têm soldados. Escolham o melhor dos filhos do rei, ponham-no no trono de seu pai e defendam-no com tudo o que tiverem.”

Jeú não queria de fato que eles fizessem isso, e não esperava que conseguissem. Ele estava expondo a fraqueza deles e mostrando que não podiam resistir ao plano de Deus. Em outras palavras, dizia: “Tentem, se tiverem coragem, e vejam o que acontece.” Quando as pessoas abandonam a verdadeira religião, muitas vezes perdem tanto o bom senso quanto a coragem, e é justo que sejam envergonhadas por isso.

Isso os levou a se submeterem a ele. Raciocinavam entre si: “Eis que dois reis não puderam resistir a ele, mas caíram como vítimas de sua ira. Como poderíamos nós resistir?” (2 Reis 10:4). Assim, mandaram dizer a Jeú que eram seus servos e fariam tudo o que ele mandasse, certo ou errado, e que não levantariam ninguém para reinar em lugar dele. Viram que lutar contra Jeú seria inútil, então escolheram o que lhes parecia mais seguro.

Há aqui uma lição para nós. Podemos, com muito mais razão, raciocinar até chegar à submissão ao grande Deus. Muitos reis e homens importantes caíram debaixo de seu juízo por causa do mal, então como poderíamos nós ficar de pé? Provocaremos ciúmes ao Senhor? Seremos mais fortes do que ele? Não. Ou nos curvamos, ou seremos quebrados.

Jeú então usou a rendição deles para fazê-los executar a sentença justamente sobre os príncipes que lhes haviam sido confiados para criar (2 Reis 10:6). Ele lhes disse: “Se estais do meu lado, trazei-me até amanhã, a esta hora, as cabeças dos filhos de vosso senhor.” Ele sabia que isso precisava ser feito e não queria fazê-lo com as próprias mãos, mas é surpreendente que esperasse que eles o fizessem. Poderiam trair uma confiança tão grande? Poderiam ser tão cruéis com os filhos de seu senhor? No entanto, curvaram-se de tal maneira ao novo governante que o fizeram. Cortaram as cabeças dos setenta príncipes e as enviaram a Jeú em cestos, como se fosse um presente (2 Reis 10:7).

Disso devemos aprender a não confiar demais em um amigo ou num guia que não seja governado pela consciência. Quem já foi falso para com Deus dificilmente será fiel a um governante terreno. Mas também devemos notar a justiça de Deus em meio à maldade deles. Esses anciãos de Jezreel haviam obedecido antes à ordem de Jezabel para matar Nabote (1 Reis 21:11). Ela provavelmente se gabava do poder que tinha sobre eles, e agora o mesmo espírito servil os tornou igualmente prontos a obedecer à ordem de Jeú para matar os filhos de Acabe. Ninguém deve desejar um poder sem limites, porque a mesma força que usa contra outros pode um dia voltar-se contra si mesmo. Governantes que transformam seu povo em escravos costumam estar preparando os próprios rebeldes, e, ao forçar a consciência, como Jezabel fez, perdem a verdadeira lealdade.

Quando as cabeças decepadas foram trazidas a Jeú, ele expôs com dureza os homens que haviam executado esse juízo. As cabeças foram empilhadas em dois montes à porta da cidade, o lugar apropriado para julgamentos. Ali, ele inocentou o povo diante de Deus e do mundo, dizendo: “Vós sois justos” (2 Reis 10:9), e, pelo que os chefes de Samaria haviam feito, ele também pareceu se inocentar por comparação. Ele lembrava que tinha matado apenas um homem, enquanto eles haviam matado todos aqueles. Ele agiu por plano deliberado, mas eles fizeram aquilo por mera complacência e obediência cega. Assim, ninguém em Samaria, nem qualquer amigo da casa de Acabe, deveria culpá-lo pelo que fizera, quando os próprios anciãos, até os tutores de órfãos, haviam feito pior.

Pessoas que fizeram algo vergonhoso costumam tentar diminuir a própria culpa levando outros a fazerem algo ainda pior. Mas Jeú também via tudo isso como parte do justo juízo de Deus (2 Reis 10:10). “O Senhor fez o que falou por meio de Elias.” Deus nunca é autor do pecado. Contudo, mesmo quando as pessoas agem com motivos perversos, Deus pode usar esses atos para cumprir seus propósitos e glorificar seu nome. Ele é justo naquilo que os homens praticam perversamente. Quando a Assíria se torna a vara da ira de Deus e o instrumento de sua justiça, isso não significa que a Assíria entenda ou pretenda esse propósito (Isaías 10:7).

Em seguida, Jeú destruiu tudo o que restava da casa de Acabe, não apenas seus descendentes, mas todos os que estavam ligados a ele de alguma forma. Isso incluía os oficiais de sua casa, os oficiais do Estado, seus amigos íntimos que participavam de sua maldade, e seus sacerdotes particulares, ou capelães, que serviam em seu culto idólatra e o ajudavam a permanecer no mal (2 Reis 10:11). Depois de fazer isso em Jezreel, fez o mesmo em Samaria, matando ali todos os que restavam da casa de Acabe (2 Reis 10:17). Foi uma obra sangrenta, e não deve ser tomada como modelo para nós hoje. Que os culpados sofram, mas que os inocentes não sejam atingidos por causa deles.

Talvez atos tão terríveis tenham sido destinados a apontar para a destruição final de todos os ímpios. Deus tem uma espada embebida nos céus, que descerá sobre o povo condenado e se farta de sangue (Isaías 34:5-6). Nesse dia, ele não poupará, nem terá piedade.

Por fim, enquanto Jeú continuava a executar esse juízo, a providência de Deus colocou em seu caminho os irmãos de Acazias, rei de Judá, e ele também os matou (2 Reis 10:12-14).

Os irmãos de Acazias já haviam sido mortos pelos arábios (2 Crônicas 22:1). Mas estes eram os filhos de seus irmãos, como é explicado depois (2 Reis 10:8). Eles também eram chamados de príncipes de Judá e serviam a Acazias.

Vários fatores os colocaram dentro do alcance do juízo que Jeú estava executando. Primeiro, eram ligados à família de Acabe por meio de Atalia, de modo que caíam sob a incumbência de Jeú. Segundo, provavelmente haviam participado dos pecados da casa de Acabe. Terceiro, estavam a caminho para saudar a família real de Acabe, para cumprimentar os filhos do rei e a rainha, Jorão e Jezabel. Isso mostrava que estavam ligados a eles de coração, e não apenas por laços de sangue.

Esses príncipes eram quarenta e dois ao todo. Eram como ovelhas separadas para o abate, e foram mortos de modo formal junto ao poço da casa de tosquia. O Senhor se dá a conhecer por meio dos juízos que executa.

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