Versículo em destaque
2 Crônicas 35:1 - Significado e aplicação
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Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então Josias celebrou a páscoa ao SENHOR em Jerusalém; e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês. "
2 Crônicas 35:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Então Josias celebrou a páscoa ao SENHOR em Jerusalém; e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês.
2 E estabeleceu os sacerdotes nos seus cargos, e os animou ao ministério da casa do Senhor.
3 E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso Deus, e ao seu povo Israel.
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A destruição dos ídolos e da idolatria feita por Josias é narrada de forma mais detalhada em Reis; aqui, o cronista só a menciona brevemente no capítulo anterior (2 Crônicas 34:33). Neste capítulo, porém, ele se detém muito mais na grande Páscoa de Josias, que é apenas mencionada em (2 Reis 23:21). De todas as festas da lei cerimonial, a Páscoa era a principal. Ela começou com a saída de Israel do Egito e encontra seu ponto culminante na noite em que Cristo foi traído.
Quando Ezequias e Josias, esses dois grandes reformadores, celebraram a Páscoa, a religião foi reavivada em seus dias. A Ceia do Senhor é a representação mais próxima, no Novo Testamento, da Páscoa. Quando as igrejas guardam corretamente essa ordenança, isso contribui tanto para a beleza da igreja quanto para a piedade dos cristãos individualmente. A vida espiritual não pode florescer quando essa “Páscoa” é ignorada ou observada de qualquer maneira. Quando é restaurada e tratada com a seriedade que convém a uma ordenança tão comovente e obrigatória, outras reformas podem vir em sua sequência.
Na narrativa da Páscoa de Ezequias, o povo demonstrou grande zelo e profundo sentimento. Aqui, vemos menos desse espírito. O povo parece ter participado mais porque o rei desejava, do que por um anseio próprio (2 Crônicas 35:17, 18). Eles tinham certo orgulho nas formas externas da religião, mas pouco gosto por seu poder. Ainda assim, mesmo se o povo carecia de devoção interior, os líderes e ministros cumpriram seu dever e garantiram que o serviço exterior fosse realizado com a devida reverência.
Primeiro, o rei animou e dirigiu os sacerdotes e levitas em sua obra nesse serviço solene. Ele talvez os tenha visto lentos, descuidados ou pouco dispostos a sair de seus hábitos comuns. Quando os ministros se portam assim, é apropriado que as autoridades os despertem ao cumprimento do dever. “Dizei a Arquipo: Atenta para o ministério” (Colossenses 4:17). Josias lidou com o clero de várias maneiras aqui.
Ele os reconduziu aos deveres estabelecidos pela lei de Moisés (2 Crônicas 35:6) e pela ordem fixada por Davi e Salomão (2 Crônicas 35:4). Colocou cada um em seu devido lugar e encargo (2 Crônicas 35:2). Não inventou novos ofícios nem impôs métodos inéditos; apenas os chamou de volta ao que já estava estabelecido. Seus deveres estavam registrados por escrito, por isso deviam organizar-se segundo as divisões de suas famílias (2 Crônicas 35:5). Também para nós, a regra já está fixada na palavra escrita, e as autoridades devem zelar para que os ministros andem conforme ela e cumpram seu dever.
Ele também ordenou que a arca fosse colocada em seu lugar. Ao que tudo indica, havia sido removida de sua posição própria, talvez por reis ímpios, para abrir espaço a ídolos, ou por Ezequias, durante os reparos do templo. Seja qual for a razão, Josias mandou que os levitas colocassem a arca na casa (2 Crônicas 35:3) e não a transportassem mais de um lado para outro, como talvez fizessem, alegando o costume dos tempos anteriores ao templo. Uma vez livres desse encargo, os sacerdotes deveriam agora aplicar-se com mais cuidado a outros serviços ligados à arca.
Josias também os encarregou de servir a Deus e ao seu povo Israel (2 Crônicas 35:3). Os ministros devem ver-se como servos tanto de Cristo quanto da sua igreja, por amor a Ele (2 Coríntios 4:5). Devem trabalhar com fidelidade para a glória e honra de Deus e para o bem do seu povo. Paulo chama a si mesmo de “servo de Deus” (Tito 1:1). Ministros não foram postos para dominar sobre a fé das pessoas, mas para cooperar para a sua santificação e alegria. Pela força de Deus, não há verdadeiro conflito entre esses dois deveres.
Ele também lhes ordenou que se santificassem e preparassem seus irmãos (2 Crônicas 35:6). A obra do ministro precisa começar em sua própria vida. Primeiro, ele precisa santificar-se, afastando-se do pecado, separando-se do espírito do mundo e consagrando-se a Deus. Mas não pode parar aí. Deve também ajudar a preparar os outros, advertindo, ensinando, exortando, animando e consolando. A preparação do coração vem do Senhor, mas os ministros são instrumentos de que Ele se serve.
Por fim, Josias os encorajou no serviço (2 Crônicas 35:2). Falou-lhes com bondade, como Ezequias havia feito antes (2 Crônicas 30:22). Garantiu-lhes seu apoio. Àqueles a quem chamamos ao dever, devemos também animar. A maioria responde melhor ao encorajamento do que às ameaças.
Depois, o rei e os príncipes, seguindo seu exemplo, contribuíram generosamente para as despesas da Páscoa. Esses serviços cerimoniais eram dispendiosos, e isso talvez fosse um dos motivos pelos quais haviam sido negligenciados. O povo não era zeloso o bastante para gastar com isso, e tampouco demonstrava agora grande disposição.
Josias forneceu, de seus próprios recursos, os cordeiros pascais e demais sacrifícios que seriam usados nos sete dias da festa. Ele deu 30.000 cordeiros para as ofertas de Páscoa, que os adoradores comeriam, e 3.000 bois (2 Crônicas 35:7) para os sacrifícios dos sete dias seguintes. Quem leva a sério as coisas de Deus deve torná-las o mais acessíveis possível aos outros. E quando Deus semeia com generosidade, espera uma colheita generosa em retorno. Parece que muitos na congregação não haviam trazido o necessário; se Josias não tivesse suprido, a obra de Deus teria sido interrompida.
Os principais sacerdotes, que eram homens de posses, também ajudaram a cobrir as despesas dos sacerdotes, assim como Josias fizera pelo povo. Os príncipes (2 Crônicas 35:8), isto é, os sumos sacerdotes, os chefes da tribo santa e governantes da casa de Deus, assumiram as cargas dos sacerdotes. Alguns dos levitas mais ricos e influentes também forneceram gado, miúdo e graúdo, para as ofertas (2 Crônicas 35:9). Para aqueles que sinceramente desejam cumprir seu dever, a providência de Deus, às vezes, desperta amigos que os sustentam de maneiras inesperadas.
Os sacerdotes e levitas realizaram seu trabalho com muita boa vontade (2 Crônicas 35:10). Eles imolaram os cordeiros pascais no átrio do templo, os sacerdotes aspergiram o sangue sobre o altar, e os levitas esfolaram os animais. Em seguida, distribuíram a carne ao povo, conforme as famílias (2 Crônicas 35:11, 12), com não menos de dez e não mais de vinte pessoas por cordeiro. O povo levava a carne para seus aposentos, assava e a comia conforme o mandamento de Deus (2 Crônicas 35:13).
Quanto aos outros sacrifícios de agradecimento, a carne era cozida, segundo a lei das ofertas pacíficas, e logo repartida entre o povo. Assim, podiam compartilhar a refeição como sinal de sua alegria pela expiação, isto é, pelo pagamento do pecado, e pela reconciliação com Deus que dela resultava. Os sacerdotes e levitas também cuidaram de honrar a Deus participando eles mesmos da Páscoa (2 Crônicas 35:14).
Os ministros não devem imaginar que o cuidado pelas almas alheias os dispensa do cuidado por suas próprias almas. Nem devem pensar que o culto público substitui a oração e a devoção no lar e na vida particular. Os levitas prepararam a refeição para si e para os sacerdotes, porque estes estiveram o dia todo ocupados no serviço do altar. Assim, os levitas cuidaram de deixar a refeição pronta à hora de cear, de modo que os sacerdotes não precisassem ainda preparar seu cordeiro quando já fosse tempo de comer. Com isso, os ministros aprendem a ajudar-se mutuamente e a apoiar o trabalho uns dos outros, como irmãos e companheiros de serviço de um mesmo Senhor.
Os cantores e porteiros também permaneceram em seus postos e cumpriram seus deveres (2 Crônicas 35:15). Os cantores, com seus cânticos santos e música, expressavam a alegria da congregação e a despertavam, tornando o serviço mais agradável. Os porteiros, às portas, vigiavam com cuidado para que nada entrasse a contaminar ou perturbar a assembleia, e para que ninguém se retirasse antes do fim do culto. Enquanto se ocupavam disso, seus irmãos levitas preparavam para eles os cordeiros da Páscoa.
Todo o serviço foi realizado com grande cuidado, exatamente conforme a lei (2 Crônicas 35:16, 17). Por isso, nenhuma Páscoa, desde o tempo de Samuel, havia sido igual a essa (2 Crônicas 35:18), pois a Páscoa de Ezequias tivera várias irregularidades. Observa-se ainda que essa Páscoa superou as dos reis anteriores em outro aspecto: Josias era bem menos rico que Davi, Salomão e Josafá, e, no entanto, sustentou, às próprias custas, toda a congregação com animais para o sacrifício, tanto para a Páscoa quanto para as ofertas de agradecimento. Nenhum rei antes dele havia feito tanto.
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Deste capítulo
2 Crônicas 35:2
"E estabeleceu os sacerdotes nos seus cargos, e os animou ao ministério da casa do Senhor."
2 Crônicas 35:3
"E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso Deus, e ao seu povo Israel."
2 Crônicas 35:4
"E preparai-vos segundo as vossas casas paternas e segundo as vossas turmas, conforme à prescrição de Davi, rei de Israel, e a de Salomão, seu filho."
2 Crônicas 35:5
"E estai no santuário segundo as divisões das casas paternas de vossos irmãos, os filhos do povo; e haja para cada divisão uma parte de uma família de levitas."
2 Crônicas 35:6
"E imolai a páscoa, e santificai-vos, e preparai-a para vossos irmãos, fazendo conforme a palavra do Senhor, dada pela mão de Moisés."
2 Crônicas 35:7
"E ofereceu Josias, aos filhos do povo, cordeiros e cabritos do rebanho, todos para os sacrifícios da páscoa, em número de trinta mil, por todos os que ali se achavam, e de bois três mil; isto era da fazenda do rei."
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