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2 Crônicas 31:1 - Significado e aplicação
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Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E acabando tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram; então tornaram todos os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles. "
2 Crônicas 31:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E acabando tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram; então tornaram todos os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles.
2 E estabeleceu Ezequias as turmas dos sacerdotes e levitas, segundo as suas turmas, a cada um segundo o seu ministério; aos sacerdotes e levitas para o holocausto e para as ofertas pacíficas, para ministrarem, louvarem, e cantarem, às portas dos arraiais do Senhor.
3 Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos sábados, e das luas novas, e das solenidades; como está escrito na lei do Senhor.
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Aqui temos o relato do que aconteceu depois da Páscoa. O que tinha faltado na preparação cuidadosa antes foi compensado por algo melhor: um uso verdadeiro e frutuoso da Páscoa depois de celebrada. Quando terminam os deveres religiosos de um dia do Senhor ou de um culto de ceia, não devemos pensar que a obra acabou. Na verdade, é aí que começa a parte mais difícil, pois é então que precisamos mostrar o efeito da ordenança numa vida santa.
Foi isso que aconteceu aqui. Quando a Páscoa terminou, ainda havia mais a fazer. O povo se lançou à obra com energia e destruiu todos os sinais de idolatria, o falso culto às imagens e aos bosques sagrados (2 Crônicas 31:1). O rei Ezequias já tinha feito tudo o que pôde nesse trabalho antes (2 Reis 18:4), mas o povo encontrou vestígios escondidos de falsa religião que tinham escapado aos oficiais do rei, e por isso saiu para ver o que mais podia ser feito (2 Crônicas 31:1).
Isso aconteceu logo depois da Páscoa. O consolo da comunhão com Deus deve despertar uma santa indignação contra o pecado, especialmente contra tudo o que ofende a Deus. Se nossos corações arderam em nós durante o culto, esse fogo deve queimar o lixo da corrupção. Então podemos dizer: “Que mais tenho eu a ver com ídolos?”
O zelo deles em destruir as imagens, os bosques, os altos e os altares se manifestou de várias maneiras. Primeiro, fizeram isso não só nas cidades de Judá e Benjamim, mas também nos territórios de Efraim e Manassés. Alguns entendem que eram cidades que tinham ficado sob a proteção e domínio dos reis de Judá. Outros entendem que, como Oséias, rei de Israel, não os impediu, o zelo deles os levou também a muitas partes do seu reino. Pelo menos, aqueles que tinham vindo de Efraim e Manassés para celebrar a Páscoa, como muitos fizeram (2 Crônicas 30:18), destruíram seus próprios ídolos e bosques e fizeram o mesmo em favor de outros sobre os quais tinham alguma influência ou de quem conseguiram permissão para ajudar.
Não devemos apenas reformar a nós mesmos, mas fazer tudo o que pudermos para ajudar na reforma dos outros também. Em segundo lugar, eles destruíram tudo. Não pouparam nenhum ídolo por afeição, respeito ou costume. Não importava quão antigo, caro, bonito ou bem amparado fosse o ídolo, ele tinha de ser derrubado. Aqueles que verdadeiramente se colocam contra o pecado se colocam contra todo pecado.
Em terceiro lugar, eles não voltaram para casa, embora estivessem fora há muito tempo, até que isso fosse concluído. Eles não podiam descansar nem se sentir seguros em suas cidades enquanto as imagens e os bosques — esses traidores e destruidores de sua pátria — ainda estivessem de pé. Talvez Isaías tenha se referido a isso quando, um pouco antes, falou de um dia em que o povo lançaria fora até os próprios ídolos que tinha feito com as suas mãos. Que mudança impressionante seria essa (Isaías 2:20; Isaías 31:6, 7).
Ezequias também restaurou as divisões dos sacerdotes e levitas que Davi havia estabelecido e que ultimamente tinham caído em desuso (2 Crônicas 31:2). O serviço do templo foi recolocado em sua devida ordem, voltando a correr no antigo leito. Cada um passou a saber qual era sua tarefa, seu lugar, seu tempo e o que se esperava dele. Boa ordem ajuda uma boa obra a avançar.
Foram designados turnos para os sacerdotes nos holocaustos e sacrifícios pacíficos. Também foram designados turnos para os levitas, alguns para auxiliarem os sacerdotes, outros para darem graças e louvarem, como já havia sido registrado (1 Crônicas 23:4-5). Tudo isso era feito nas portas ou nos átrios da casa do Senhor. O templo é chamado aqui de tenda porque os privilégios ligados ao templo eram coisas que podiam ser removidas, e o próprio templo logo seria removido.
Ezequias também separou uma parte da renda real para sustentar o altar. O povo continuava responsável pelos holocaustos diários e pelos dos sábados, das luas novas e das festas. Mas, para que não fossem sobrecarregados com o custo, ele deu de seus próprios bens, ou do tesouro real, para todos esses sacrifícios (2 Crônicas 31:3). Foi um ato generoso de devoção. Ele cuidou tanto da honra de Deus quanto do alívio do seu povo, como servo fiel de Deus e pai terno para a sua nação.
Príncipes e grandes homens devem considerar bem empregado o que gastam para sustentar e encorajar a religião em sua terra. Ele também deu ordens primeiro ao povo de Jerusalém (2 Crônicas 31:4), porque morava mais perto do templo, participava diretamente de seus benefícios e podia servir de exemplo para os outros. Depois isso foi estendido, ou pelo menos aceito, pelas cidades de Judá, para que trouxessem com cuidado, segundo a lei, o que era devido aos sacerdotes e levitas.
Esse dever havia sido por muito tempo negligenciado, e essa negligência tinha contribuído para que a obra de Deus caísse em desordem, pois um sustento pobre com frequência leva a um ministério pobre. Mas Ezequias, tendo sido liberal de sua parte, podia com boa razão convocar seus súditos a serem justos para com o serviço do templo. Note-se também o objetivo que ele tinha ao restaurar a porção devida a sacerdotes e levitas: queria animá‑los na lei do Senhor, no estudo dela e no cumprimento fiel de seus deveres conforme essa lei.
É justo que ministros não sejam apenas mantidos, mas encorajados. Não basta que sejam conservados em sua função; devem ter o suficiente para viver com dignidade, a fim de exercer seu serviço com alegria. Ao mesmo tempo, não devem ser sustentados na ociosidade, no orgulho ou no luxo, mas na lei do Senhor, obedecendo a ela e ensinando outros a conhecê‑la bem.
O povo respondeu trazendo muito depressa os seus dízimos. Bastou que fossem convocados e, assim que a ordem foi proclamada, as primícias e todas as coisas consagradas foram trazidas em boa medida (2 Crônicas 31:5-6). Do que os sacerdotes precisavam para si e para suas famílias eles usavam; o restante formava montões (2 Crônicas 31:6). Durante toda a estação da colheita aqueles montões foram crescendo, à medida que as colheitas eram recolhidas, porque Deus deveria receber sua parte de tudo. Um costume pode determinar o modo como o dízimo é recolhido, mas não pode servir de desculpa para omitir o dízimo por completo.
Quando a colheita terminou, completaram-se também aqueles montes (2 Crônicas 31:7). Então Ezequias se informou a respeito deles. Ele interrogou os sacerdotes e levitas sobre por que não estavam utilizando o que havia sido trazido, mas o acumulavam (2 Crônicas 31:9). Eles responderam que já tinham usado o que era necessário para si, para suas famílias e para o suprimento do inverno, e que aquilo era o que sobrara (2 Crônicas 31:10). Não estavam ajuntando por ganância. Estavam mostrando quão rica era a provisão que Deus lhes tinha feito por sua lei, desde que fosse recolhida fielmente. Aqueles que com cuidado dão a Deus o que lhe é devido de seus bens trazem bênção sobre tudo o que têm. Desde que começaram a trazer as ofertas, o Senhor tem abençoado o seu povo (ver Ageu 2:19).
“Provai-me”, diz Deus, “se não confiais em mim de outra forma. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro e vede se não abrirei as janelas do céu e derramarei sobre vós uma bênção tal” (Malaquias 3:10, Malaquias 3:11; Ezequiel 44:30). Deus convida seu povo a provar assim a sua fidelidade.
O rei e os príncipes também demonstraram seu apreço por essa obra (2 Crônicas 31:8). Renderam graças a Deus por sua boa providência, que lhes dera algo para oferecer, e por sua graça, que lhes dera coração pronto para dar. Também abençoaram o povo, isto é, o louvaram por fazer o que era correto agora, sem lhes lançar em rosto, de maneira áspera, a antiga negligência.
Vale notar que, depois de terem experimentado a doçura da ordenança de Deus naquela recente e alegre Páscoa, estavam tão dispostos a sustentar o serviço do templo. Quem sente o benefício de um ministério estável — isto é, um ensino regular e fiel — não se ressente do custo de mantê‑lo.
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2 Crônicas 31:2
"E estabeleceu Ezequias as turmas dos sacerdotes e levitas, segundo as suas turmas, a cada um segundo o seu ministério; aos sacerdotes e levitas para o holocausto e para as ofertas pacíficas, para ministrarem, louvarem, e cantarem, às portas dos arraiais do Senhor."
2 Crônicas 31:3
"Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos sábados, e das luas novas, e das solenidades; como está escrito na lei do Senhor."
2 Crônicas 31:4
"E ordenou ao povo, que morava em Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e levitas, para que eles pudessem se dedicar à lei do Senhor."
2 Crônicas 31:5
"E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância."
2 Crônicas 31:6
"E os filhos de Israel e de Judá, que habitavam nas cidades de Judá, também trouxeram dízimos dos bois e das ovelhas, e dízimos das coisas dedicadas que foram consagradas ao Senhor seu Deus; e fizeram muitos montões."
2 Crônicas 31:7
"No terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões; e no sétimo mês acabaram."
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