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2 Crônicas 16:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para não deixar ninguém sair, nem chegar a Asa, rei de Judá. "

2 Crônicas 16:1

menu_book Versículo no contexto

1 No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para não deixar ninguém sair, nem chegar a Asa, rei de Judá.

2 Então Asa tirou a prata e o ouro dos tesouros da casa do Senhor, e da casa do rei; e enviou servos a Ben-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo:

3 Acordo há entre mim e ti, como houve entre meu pai e o teu; eis que te envio prata e ouro; vai, pois, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim.

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auto_stories Comentário Bible Guided

É difícil encaixar a data desse acontecimento na linha do tempo dos reis. Baasa morreu no vigésimo sexto ano de Asa (1 Reis 16:8), então como isso poderia ocorrer no trigésimo sexto ano de Asa, quando a família de Baasa já havia sido destruída e Onri era rei? Muitos entendem que o versículo fala do trigésimo sexto ano do reino de Judá, contado a partir do primeiro ano de Roboão. Se for assim, corresponderia ao décimo sexto ano de Asa; mas, então, 2 Crônicas 15:19 também teria de ser lido desse modo, o que cria outro problema.

Como poderia ser chamado de grande favor o fato de não haver mais guerra até o décimo quinto ano de Asa, se a passagem anterior já se encontra nesse mesmo décimo quinto ano? Além disso, depois dessa falha, Asa voltou a ter guerras mais tarde (2 Crônicas 16:9). Josefo situa esse evento no vigésimo sexto ano de Asa; assim, a solução mais simples é admitir que houve um erro de cópia aqui e em 2 Crônicas 15:19. Seja qual for a data exata, essa história já havia sido narrada antes (1 Reis 15:17, etc.), e Asa agiu mal em vários aspectos.

Primeiro, ele não deveria ter feito aliança com Ben-Hadade, um rei pagão, e ainda parecer orgulhar-se tanto disso (2 Crônicas 16:3). Se tivesse confiado mais na sua aliança com Deus, e na aliança de seu pai com Deus, não teria falado com tanta soberba sobre seu tratado com a casa real da Síria. Em segundo lugar, se ele tivesse se preocupado devidamente com o bem de todo o Israel, teria encontrado outro meio de distrair Baasa, em vez de trazer um exército estrangeiro para a questão. Ao fazer isso, ele convidou um inimigo comum a entrar na terra, inimigo que poderia, depois, tornar-se problema também para Judá.

Em terceiro lugar, Ben-Hadade certamente pecou ao romper seu tratado com Baasa sem ter sofrido qualquer ofensa, apenas porque havia sido pago. Se isso foi pecado, então Asa também pecou ao induzi-lo a tal atitude, especialmente ao contratá-lo para isso. A confiança pública entre reis e reinos não deveria ser tratada como algo barato. Em quarto lugar, agravou ainda mais o pecado o fato de Asa ter tomado prata e ouro da casa do Senhor para esse fim (2 Crônicas 16:2). O templo deveria ser saqueado para sustentar suas manobras políticas?

Seria muito melhor se ele tivesse levado ofertas e sacrifícios, juntamente com orações e súplicas, à casa do Senhor. Assim ele teria buscado o favor de Deus e feito do Senhor seu amigo, e não precisaria gastar esse dinheiro para conquistar a amizade de Ben-Hadade. Em quinto lugar, se Asa não precisou responder por todo o mal que o exército de Ben-Hadade fez a Israel, foi por misericórdia. Aquele exército agiu injustamente contra as cidades de Israel, matou muita gente e levou grande despojo (2 Crônicas 16:4).

Talvez Asa não pretendesse que a situação chegasse tão longe. Mas quem induz outros ao pecado muitas vezes não sabe o que está desencadeando nem onde isso vai terminar. O pecado começa pequeno, como água que escapa por uma brecha na represa. Apesar de tudo, o plano funcionou: Ben-Hadade deu a Baasa uma forte distração, obrigando-o a parar a construção de Ramá e voltar-se para o norte, a fim de defender a própria terra. Isso deu a Asa a oportunidade não só de derrubar as fortificações de Baasa, mas também de tomar os materiais de construção e aproveitá-los em seu próprio benefício.

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