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2 Crônicas 15:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Então veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede. "

2 Crônicas 15:1

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1 Então veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede.

2 E saiu ao encontro de Asa, e disse-lhe: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá e Benjamim: O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará.

3 E Israel esteve por muitos dias sem o verdadeiro Deus, e sem sacerdote que o ensinasse, e sem lei.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Foi uma grande bênção para Israel ter profetas no meio do povo. Contudo, mesmo com esse dom, eles eram estranhamente atraídos para a idolatria. Mais tarde, quando as vozes proféticas cessaram no período do segundo templo e os escritos do Antigo Testamento já estavam completos e eram lidos com regularidade nas sinagogas, o povo ficou livre da idolatria. A Escritura é o tipo mais seguro de profecia, e age de forma mais poderosa do que qualquer outra coisa. A igreja é mais facilmente enganada por um falso profeta do que por uma falsa “Bíblia”.

Aqui, um profeta foi enviado a Asa e ao seu exército depois que voltaram vitoriosos da guerra contra os etíopes. Ele não veio para bajulá‑los nem apenas para parabenizá‑los pelo sucesso. Veio para despertá‑los a cumprir o seu dever. Esse é o trabalho correto dos ministros de Deus, mesmo diante de reis e das pessoas mais poderosas. O Espírito de Deus veio sobre o profeta (2 Crônicas 15:1), tanto para lhe mostrar o que devia dizer como para lhe dar coragem e clareza ao falar.

Primeiro, ele lhes declarou claramente qual era a sua condição diante de Deus. Eles não deviam imaginar que, por terem vencido aquela batalha, tudo estaria garantido para sempre. Não, precisavam saber que ainda estavam em prova. Se fizessem o que era certo, as coisas iriam bem para eles; se não, não iriam. “O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele” é ao mesmo tempo consolo e advertência. Os que permanecem perto de Deus terão a sua presença, mas essa presença continua apenas enquanto continuam no cumprimento do dever.

“Se o buscardes, o achareis.” Se alguém deseja sinceramente o favor de Deus e o busca como alvo, o receberá. Orando, prevalecerá. Ele nunca diz, e nunca dirá: “Buscai‑me em vão” (veja Hebreus 11:6). Mas, se alguém o abandona, bem como às suas ordenanças, seus modos estabelecidos de culto e obediência, ele não é obrigado a permanecer com essa pessoa. Certamente a deixará, e então ela estará arruinada. Vitórias presentes não são garantia de segurança futura. Ai daqueles dos quais Deus se afasta.

O profeta então colocou diante deles os perigosos resultados de abandonar a Deus e suas ordenanças, e mostrou que os males só podem ser corrigidos por meio de arrependimento e retorno ao Senhor. Quando Israel se afastou do dever, foi arrastado por uma enxurrada de ateísmo, impiedade e desordem (2 Crônicas 15:3). Era um povo continuamente perturbado por guerras danosas, tanto estrangeiras como civis (2 Crônicas 15:5, 2 Crônicas 15:6). Mas, quando as tribulações os impeliam de volta a Deus, descobriam que não era em vão buscá‑lo (2 Crônicas 15:4). A questão é: a que tempo isso se refere?

Alguns entendem que se trata dos dias dos juízes. Há muito tempo Israel esteve sem o Deus verdadeiro, porque adorava falsos deuses. Era um tempo de ignorância. Tinham sacerdotes, mas não sacerdotes que ensinassem. Havia anciãos, mas não havia lei de fato aplicada para guiá‑los (verso 3). Aqueles foram dias tristes, quando eram frequentemente oprimidos por um inimigo ou outro, especialmente moabitas, midianitas, amonitas e outros. Eram “despedçados… com toda a angústia” (verso 6). Contudo, quando se voltavam para Deus em arrependimento, oração e reforma, ele lhes suscitava libertadores. Nisso, o princípio era repetidas vezes confirmado: Deus está conosco enquanto estamos com ele. Tudo o que foi escrito antes, foi escrito para nosso ensino.

Outros entendem que essa descrição fala do estado das dez tribos, que naquele tempo, nos dias de Asa, eram o principal grupo chamado Israel. Desde que Jeroboão levantou os bezerros, ele afirmava honrar o Deus que tirou Israel do Egito, mas sua idolatria na prática os conduziu à incredulidade aberta. Estavam sem o Deus verdadeiro, e isso não surpreende, pois estavam sem sacerdotes que ensinassem. Os sacerdotes de Jeroboão não eram mestres, por isso o povo acabou ficando sem a lei. É quase impossível manter a religião viva sem um ministério que pregue. Naqueles dias não havia paz (2 Crônicas 15:5). A guerra contra Judá os mantinha em constante temor, assim como a recente rebelião de Baasa e outros problemas não descritos aqui. Eles provocaram a Deus com toda sorte de pecados, e ele os atribulou com toda sorte de aflições. Mesmo assim, quando se voltaram para o Senhor, ele lhes respondeu. Judá devia prestar atenção nisso. O dano sofrido pelos vizinhos devia servir‑lhes de advertência. Não deviam dar nenhum apoio a imagens de escultura, pois podiam ver que miséria essas coisas trazem.

Outros ainda entendem que toda essa passagem deve ser lida no futuro, como um aviso do que aconteceria mais adiante. Então Israel ficaria sem o Deus verdadeiro e sem sacerdote que ensinasse, e seria esmagado por um juízo após o outro, até que se voltasse para Deus e o buscasse. Veja (Oséias 3:4).

Com base nisso, o profeta os exortou a prosseguir na reforma com ousadia e firmeza (2 Crônicas 15:7): “Sede fortes, porque a vossa obra terá uma recompensa.” A obra de Deus deve ser feita com diligência e boa vontade, mas não será feita sem firme resolução. Isso deve nos animar na vida religiosa, pois podemos ter certeza de que não sairemos perdendo no fim. Não ficará sem recompensa. Como poderia ficar, se a própria obra já é, em si mesma, uma recompensa?

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