Versículo em destaque
1 Samuel 9:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente? "
1 Samuel 9:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 (Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).
10 Então disse Saul ao moço: Bem dizes; vem, pois, vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus.
11 E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente?
12 E elas lhes responderam, e disseram: Sim, eis aí o tens diante de ti; apressa-te, pois, porque hoje veio à cidade; porquanto o povo tem hoje sacrifício no alto.
13 Entrando vós na cidade, logo o achareis, antes que suba ao alto para comer; porque o povo não comerá, até que ele venha; porque ele é o que abençoa o sacrifício, e depois comem os convidados; subi, pois, agora, que hoje o achareis.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui, Saul é conduzido até Samuel por meio de uma situação totalmente comum, uma simples pergunta e resposta (1 Samuel 9:11-14). Gibeá, cidade de Saul, não ficava longe de Ramá, onde Samuel morava, nem de Mispa, onde Samuel com frequência julgava Israel. Mesmo assim, Saul havia levado uma vida tão reservada, e demonstrado tão pouco interesse pelas questões públicas, que nunca tinha encontrado Samuel antes. Quando finalmente se encontraram, Saul nem sequer o reconheceu (1 Samuel 9:18), de modo que não havia qualquer motivo para suspeitar de um plano secreto combinado entre eles.
Não parece ser mérito algum para Saul o fato de ser um desconhecido para Samuel. Ainda assim, as moças de Ramá, que Saul e seu moço encontraram quando saíam para tirar água, puderam dar-lhes boas indicações sobre Samuel. Elas foram bastante detalhadas nas instruções (1 Samuel 9:12-13). É um bom exemplo de como devemos estar sempre prontos a ajudar aqueles que buscam os servos de Deus e a orientá-los em sua busca.
Até mesmo essas moças sabiam que naquele dia haveria sacrifício no alto, seja por ocasião de uma festa regular, seja por um dia especial de oração e ações de graças, em que se ofereciam sacrifícios. Como o tabernáculo estava sem a arca, o altar ali já não tinha a mesma honra de antes, e o culto não ficava mais restrito a um único lugar, como aconteceria depois, quando Deus escolhesse um lugar para ali fazer habitar o seu nome. Samuel havia edificado um altar em Ramá (1 Samuel 7:17) e é esse altar que ele estava usando agora.
Elas também sabiam que Samuel tinha chegado à cidade naquele mesmo dia, vindo talvez de seu circuito de juiz ou de sua casa no campo. Ele era um homem tão público que seus movimentos eram amplamente conhecidos. As moças disseram a Saul que aquele era exatamente o momento do banquete perante o Senhor, e que ele encontraria Samuel subindo ao alto. Elas conheciam a hora exata da refeição sagrada.
Disseram que o povo não comeria antes de Samuel chegar. Em parte, porque ele era o homem mais respeitado ali, e, por cortesia, todos deviam esperá-lo. Pode ter sido também porque foi ele quem organizou o banquete e providenciou o sacrifício. Mas a principal razão era que, como homem de Deus, cabia a ele abençoar o sacrifício, isto é, o alimento proveniente do sacrifício que estavam prestes a comer.
Essa bênção pode ser vista de duas maneiras. Primeiro, como refeição comum, mostra o dever de pedir a bênção de Deus sobre o alimento antes de comê-lo. Não podemos esperar que a comida nos faça bem se Deus não a abençoar, e não temos motivo para esperar essa bênção se não a pedirmos. Assim, damos a Deus a glória como nosso provedor e reconhecemos nossa total dependência dele.
Segundo, como reunião religiosa, Samuel abençoava o sacrifício orando sobre ele e unindo o culto espiritual à cerimônia exterior. Somente depois de cumpridos os deveres santos é que comiam. A alma deve ser servida em primeiro lugar. Como o banquete do sacrifício era um ato sagrado, exigia uma bênção especial, assim como a Ceia do Senhor, entre os cristãos, é separada para um fim santo. Eles comiam como sinal de que estavam em paz com Deus por meio do sacrifício e que participavam de seus benefícios. Samuel abençoava a refeição orando para que Deus concedesse sua presença especial àquela reunião e a fizesse servir a esses grandes propósitos.
O bispo Hall observa quão minuciosas foram aquelas moças ao descrever a prática dos banquetes sagrados. E, a partir disso, tira uma lição útil: onde a piedade é vivida e visível entre os de posição mais elevada, ela acaba se manifestando até entre os mais simples. Viver em um lugar marcado pela religião é uma grande vantagem; somos grandemente réus se toda essa bondade passar por nós sem nos tocar.
Saul e seu moço seguiram as orientações que receberam e, chegando justamente a tempo, encontraram Samuel subindo ao alto, o lugar de culto da cidade (1 Samuel 9:14). Parecia mera coincidência, mas a providência de Deus dirigiu tudo para que esse importante encontro acontecesse. O Deus sábio realiza propósitos enormes e seguros por meio de acontecimentos pequenos e comuns. Nem um pardal cai em terra sem o consentimento de nosso Pai.
Samuel, como profeta, recebeu uma revelação extraordinária a respeito de Saul. Sendo vidente, precisava ver isso de uma forma apropriada ao seu ofício. Deus lhe falara no dia anterior que, naquela mesma hora, lhe enviaria o homem que serviria como príncipe sobre Israel, já que o povo havia pedido um rei semelhante aos das nações ao redor (1 Samuel 9:15-16). Deus revelou isso em particular, como se sussurrasse em seu ouvido, talvez enquanto Samuel orava em secreto pedindo direção sobre esse e outros assuntos públicos.
Samuel havia falado aos ouvidos do Senhor (1 Samuel 8:21), e agora o Senhor fala ao ouvido de Samuel, mostrando amizade e comunhão íntima, pois ele revela seus segredos aos seus servos, os profetas, como segredos murmurados ao ouvido (Amós 3:7). Deus o avisou de antemão para que não fosse apanhado de surpresa. Talvez por isso Samuel tenha marcado o banquete e o sacrifício, buscando a bênção de Deus sobre esse grande assunto, embora tenha guardado para si a razão exata. A expressão hebraica diz que Deus “descobriu o ouvido” de Samuel, o que ajuda a entender como Deus se revela a nós. Ele faz mais do que falar: ele abre nossos ouvidos para ouvir.
Por natureza, temos um véu sobre nossos ouvidos, de modo que não percebemos o que Deus diz (Jó 33:14). Mas, quando Deus se dá a conhecer a uma alma, ele descobre o ouvido, dizendo: “Abre-te”, e tira o véu do coração (2 Coríntios 3:16). Mesmo tendo atendido ao pedido de um rei com desagrado, Deus ainda fala aqui com ternura. Até na ira, ele se lembra da misericórdia.
Primeiro, ele continua chamando Israel de seu povo, repetidas vezes. Eram um povo teimoso e provocador, mas ainda assim continuavam sendo dele. Segundo, ele lhes envia um homem para ser chefe sobre eles, para que não fossem um corpo sem cabeça, e para livrá-los das mãos dos filisteus. Talvez isso fosse mais do que muitos tinham em mente quando pediram um rei. Terceiro, ele faz tudo isso com graciosa consideração por eles e por seu clamor. “Atentei para o meu povo, e o seu clamor chegou a mim.” Deus lhes concedeu o que pediram, como uma mãe terna que, para não partir o coração de um filho difícil, acaba cedendo ao seu pedido.
Como observa o bispo Patrick, embora Deus não ouvisse depois o clamor do povo para livrá-los da opressão de seus próprios reis (1 Samuel 8:18), ainda assim foi tão gracioso que fez desses reis instrumentos de livramento contra a opressão de seus vizinhos. Isso já era muito mais do que eles tinham direito de esperar.
Quando Saul se aproximava de Samuel pela rua, Deus novamente falou em silêncio ao coração de Samuel, como lemos em (1 Samuel 9:17): “Eis o homem de quem te falei.” Saul era um homem de estatura incomum, por isso é natural pensar que Samuel o tenha avistado de longe. Talvez o observasse com mais atenção porque havia chegado o tempo de Deus lhe enviar o homem que seria rei sobre Israel, e Samuel podia supor que fosse aquele.
Mas Deus deu a Samuel uma resposta clara, para que não restasse dúvida. Disse-lhe abertamente: “Este é o homem que dominará o meu povo Israel.” Um magistrado, ou governante civil, é colocado para conter desordens e manter a ordem entre o povo.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
1 Samuel 9:1
"E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem poderoso."
1 Samuel 9:2
"Este tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo."
1 Samuel 9:3
"E perderam-se as jumentas de Quis, pai de Saul; por isso disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, e levanta-te e vai procurar as jumentas."
1 Samuel 9:4
"Passaram, pois, pela montanha de Efraim, e dali passaram à terra de Salisa, porém não as acharam; depois passaram à terra de Saalim, porém tampouco estavam ali; também passaram à terra de Benjamim, porém tampouco as acharam."
1 Samuel 9:5
"Vindo eles então à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; para que porventura meu pai não deixe de inquietar-se pelas jumentas e se aflija por causa de nós."
1 Samuel 9:6
"Porém ele lhe disse: Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente; vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.