Versículo em destaque
1 Samuel 20:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá; e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é o meu crime? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida? "
1 Samuel 20:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá; e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é o meu crime? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?
2 E ele lhe disse: Tal não suceda; não morrerás; eis que meu pai não faz coisa nenhuma grande, nem pequena, sem primeiro me informar; por que, pois, meu pai me encobriria este negócio? Não será assim.
3 Então Davi tornou a jurar, e disse: Teu pai sabe muito bem que achei graça em teus olhos; por isso disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o Senhor, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte.
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Aqui Davi expõe a Jônatas, filho de Saul e seu grande amigo, a dificuldade em que se encontra. Enquanto Saul estava retido em transe em Naiote, Davi escapou até o palácio e conseguiu uma oportunidade de falar com Jônatas. Foi uma grande misericórdia de Deus para Davi ter um amigo assim na corte, quando tinha um inimigo no trono. Se alguns nos odeiam e envergonham, não devemos nos abalar por isso, pois outros nos amam e honram. Deus colocou essas coisas em equilíbrio, e precisamos aprender a enxergar assim também.
Jônatas era o tipo de amigo que ama em todo tempo. Amava Davi tanto na angústia quanto quando ele era honrado (1 Samuel 18:1); era o “irmão que na angústia nasce” (Provérbios 17:17). Davi, primeiro, apela à amizade de Jônatas ressaltando sua própria inocência. Não precisava falar muito para prová‑la; apenas pediu que, se Jônatas soubesse de alguma verdadeira ofensa que ele tivesse cometido contra Saul, que lhe dissesse, para que pudesse se humilhar e pedir perdão: “Que fiz eu?” (1 Samuel 20:1).
Depois Davi tenta mostrar a Jônatas que, fosse ele culpado ou inocente, Saul estava procurando tirar‑lhe a vida. Jônatas, por respeito de filho leal a seu pai, custava muito a crer que Saul fosse capaz de tanta maldade (1 Samuel 20:2). Ele se apegava a essa esperança também porque nada sabia de um plano assim, e Saul costumava incluí‑lo em seus conselhos. Jônatas procurava encobrir a vergonha do pai, na medida em que isso fosse possível sem trair a justiça ou prejudicar Davi. O amor não se apressa em suspeitar do mal, especialmente quanto a um pai (1 Coríntios 13:5).
Então Davi confirma com um juramento solene o perigo em que se encontra. “Tão certo como vive o Senhor”, diz ele, e tão certo como Jônatas mesmo está vivo, “há só um passo entre mim e a morte” (1 Samuel 20:3). Era fácil explicar por que Saul havia escondido isso de Jônatas. Sabia que Jônatas e Davi eram amigos, por isso não o escolheria como cúmplice em um plano tão vergonhoso. Jônatas era adequado para ajudá‑lo no que fosse justo e honroso, mas Saul sabia que ele era íntegro demais para ser seu parceiro no assassinato de Davi.
Jônatas, então, oferece a Davi sua ajuda com amizade generosa (1 Samuel 20:4). Davi não precisa acrescentar nenhuma condição sobre o que seria lícito e honesto, porque Jônatas o conhecia bem demais para pensar que ele pediria algo errado. Isso é verdadeira amizade. De modo semelhante, Cristo demonstra seu amor por nós ao dizer: “Pedi, e dar‑se‑vos‑á”; e nós mostramos nosso amor por ele guardando os seus mandamentos.
Davi pede, então, apenas que Jônatas descubra por si mesmo e depois lhe traga a resposta se Saul realmente pretendia matá‑lo. Talvez desejasse isso tanto por causa de Jônatas quanto por si mesmo, pois Davi já estava convencido do perigo. A prova que ele propôs era muito natural e revelaria com clareza o sentimento de Saul. Nos dois dias seguintes, Saul participaria do banquete público da festa da lua nova, quando se ofereciam sacrifícios especiais e se repartiam refeições tomadas desses sacrifícios. Saul já havia sido rejeitado por Deus, e o Espírito do Senhor se retirara dele, e ainda assim continuava a manter as práticas exteriores das festas sagradas. As pessoas podem preservar a aparência externa da religião mesmo quando a vida dela já se foi.
Nessas festas, Saul se assentava ou com todos os seus filhos, entre os quais Davi tinha um lugar, como se fosse um deles, ou com seus oficiais, e Davi também tinha um assento entre eles. De qualquer forma, Davi planejava ausentar‑se por aqueles dois dias, algo que normalmente não acontecia em um banquete sagrado (1 Samuel 20:5). Ele ficaria afastado até o fim da festa e deixaria que a questão fosse decidida pela reação de Saul. Se Saul aceitasse a desculpa e ficasse tranquilo com a ausência de Davi, isso seria sinal de que tinha mudado e estava reconciliado com ele. Mas, se Saul se ofendesse e se irritasse, ficaria claro que desejava o mal de Davi, pois não poderia, ao mesmo tempo, amá‑lo de verdade e insistir em tê‑lo ali por outro motivo que não fosse encontrar ocasião para feri‑lo (1 Samuel 20:7).
A desculpa que Davi pede a Jônatas que apresente por sua ausência era, muito provavelmente, verdadeira. Davi diz que fora chamado a Belém, sua cidade, por seu irmão mais velho, para celebrar a festa da lua nova com a família, porque, além da reunião mensal de todo o Israel, eles também tinham um sacrifício e banquete anual para todo o clã (1 Samuel 20:6). Guardavam um dia de ações de graças pelas bênçãos recebidas e de súplica por contínua misericórdia. Isso mostra que Davi vinha de uma família muito piedosa, um lar que era, em si mesmo, uma pequena igreja.
Davi ainda apresenta fortes razões para que Jônatas fizesse essa bondade por ele (1 Samuel 20:8). Primeiro, eles haviam feito juntos uma aliança de amizade, e o próprio Jônatas tinha tomado a iniciativa: “Tu trouxeste o teu servo a uma aliança do Senhor contigo.” Segundo, Davi não pediria a Jônatas que apoiasse sua causa se não tivesse certeza de que ela era justa. “Se, porém, há iniqüidade em mim”, diz ele, isto é, se tivesse feito algo de errado, não queria que Jônatas ficasse preso a ele nessa injustiça. Estava disposto a ficar sozinho nela e até desejava que o castigo caísse primeiro sobre ele: “Mata‑me tu mesmo.” Nenhuma pessoa honesta pedirá a um amigo que faça algo desonesto em seu favor.
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Deste capítulo
1 Samuel 20:2
"E ele lhe disse: Tal não suceda; não morrerás; eis que meu pai não faz coisa nenhuma grande, nem pequena, sem primeiro me informar; por que, pois, meu pai me encobriria este negócio? Não será assim."
1 Samuel 20:3
"Então Davi tornou a jurar, e disse: Teu pai sabe muito bem que achei graça em teus olhos; por isso disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o Senhor, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte."
1 Samuel 20:4
"E disse Jônatas a Davi: O que disser a tua alma, eu te farei."
1 Samuel 20:5
"Disse Davi a Jônatas: Eis que amanhã é a lua nova, em que costumo assentar-me com o rei para comer; porém deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo, até à tarde do terceiro dia."
1 Samuel 20:6
"Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir correndo a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a linhagem."
1 Samuel 20:7
"Se disser assim: Está bem; então teu servo tem paz; porém se muito se indignar, sabe que já está inteiramente determinado no mal."
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