1 Reis 10 - Significado, temas e aplicação

Entenda os temas principais e aplique 1 Reis 10 na sua vida hoje

29 versículos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que é 1 Reis 10?

1 Reis 10 descreve a visita da rainha de Sabá a Salomão, maravilhada com a sabedoria que Deus lhe deu e com a glória do seu reino. O capítulo destaca a fama internacional de Salomão, as trocas de presentes e riquezas, e a grandiosidade do seu poder, mostrando um auge de prosperidade em Israel e a confirmação de que Deus havia cumprido sua promessa de conceder sabedoria e honra ao rei.

Temas principais em 1 Reis 10

Sabedoria dada por Deus reconhecida pelas nações (versículos 1-9, 23-24)

A rainha de Sabá viaja de longe para comprovar se a fama de Salomão era verdadeira. Ao ver sua sabedoria, organização, culto e justiça, confessa que nem a metade lhe havia sido contada, reconhecendo que tudo vinha de Deus.

Versículos-chave: 4, 7, 9, 24

Glória, riqueza e prestígio do reino de Salomão (versículos 10-12, 14-22, 26-29)

O texto descreve em detalhes o luxo do palácio, os presentes recebidos, o trono de marfim e ouro, os utensílios, o comércio internacional e a força militar, sublinhando a opulência sem precedentes do reinado.

Versículos-chave: 14, 18, 21, 23

Reconhecimento do amor de Deus por Israel (versículos 8-9)

A rainha de Sabá declara que Deus, por amar Israel para sempre, colocou Salomão como rei para exercer juízo e justiça. A sabedoria do rei é vista como expressão do cuidado permanente de Deus pelo seu povo.

Versículos-chave: 8, 9

Aliança, comércio e influência internacional (versículos 11-12, 15, 22, 25, 28-29)

Navios, caravanas, comerciantes e reis estrangeiros gravitam em torno de Salomão. Israel torna-se um centro de circulação de bens preciosos, cavalos e carros, influenciando outros reinos.

Versículos-chave: 22, 28, 29

Contexto histórico e literario

1 Reis 10 se situa no auge do reinado de Salomão, aproximadamente no século X a.C., em um período de estabilidade política e prosperidade econômica em Israel. O reino havia se expandido, as fronteiras estavam relativamente seguras e Jerusalém consolidava-se como centro político e religioso.

A rainha de Sabá provavelmente vinha de uma região ao sul da Península Arábica (atual Iêmen) ou possivelmente da Etiópia, áreas conhecidas antigamente pelo comércio de especiarias, ouro e pedras preciosas. Sua visita representa a diplomacia e o intercâmbio entre grandes centros comerciais da época.

Hirão, mencionado no capítulo, era o rei de Tiro, cidade fenícia que dominava o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental. As "naus de Társis" eram navios de longo curso, símbolo de rotas comerciais distantes e lucrativas, trazendo metais, marfim e animais exóticos.

O texto também reflete práticas típicas da monarquia do Antigo Oriente Próximo: acumulação de ouro, exércitos de carros e cavalos, tronos ornamentados com marfim e ouro, e tributos de nações vassalas. Tudo isso mostra Israel naquele momento equiparando-se, em aparência e poder, aos grandes reinos da região, mas o narrador bíblico deixa claro que a fonte da sabedoria e da grandeza de Salomão era o Senhor.

Estrutura de 1 Reis 10

O capítulo apresenta uma estrutura narrativa clara, com dois grandes blocos:

  1. Visita da rainha de Sabá (10:1-13)

    • v.1-2: A motivação da visita: testar a sabedoria de Salomão por causa da fama relacionada ao nome do Senhor.
    • v.3-5: Salomão responde a todas as questões; descrição deslumbrada da rainha diante da sabedoria, da casa, da mesa, dos servos, do culto.
    • v.6-9: Confissão da rainha: a fama era verdadeira, mas inferior à realidade; bem-aventurança dos servos; louvor ao Deus de Israel e reconhecimento da missão de Salomão.
    • v.10-12: Troca de presentes: ouro, especiarias e pedras preciosas da rainha; madeira de almugue e pedras preciosas vindas de Ofir e sua utilização no templo, palácio e instrumentos musicais.
    • v.13: Salomão retribui generosamente à rainha, que retorna à sua terra.
  2. Descrição da riqueza e do poder de Salomão (10:14-29)

    • v.14-15: Registro anual do ouro e outras fontes de renda (negociantes, reis da Arábia, governadores).
    • v.16-17: Fabricação de paveses e escudos de ouro, colocados na casa do bosque do Líbano.
    • v.18-20: Descrição do trono de marfim revestido de ouro, com leões e degraus, sem paralelo em outros reinos.
    • v.21-22: Utensílios de ouro; prata desvalorizada; frota de Társis trazendo riqueza e exotismo.
    • v.23-25: Síntese: Salomão supera todos os reis em riqueza e sabedoria; todas as nações o procuram e trazem presentes anuais.
    • v.26-29: Organização militar (carros e cavaleiros), abundância de prata e cedros, comércio de cavalos e carros com o Egito e outros reinos.

O estilo é narrativo-descritivo, com ênfase em números, materiais preciosos e imagens de grandeza, criando um efeito acumulativo que destaca o auge do reino. Ao mesmo tempo, a referência constante a Deus como fonte da sabedoria de Salomão dá um tom teológico à narrativa.

Significado teológico

1 Reis 10 ressalta que toda verdadeira sabedoria e prosperidade têm origem em Deus. A fama de Salomão é explicitamente ligada ao nome do Senhor, e a rainha de Sabá reconhece que o amor permanente de Deus por Israel é a razão de Salomão estar no trono para exercer juízo e justiça.

Teologicamente, o capítulo mostra o cumprimento das promessas divinas a Salomão: Deus havia prometido dar sabedoria, honra e riquezas. A presença de reis estrangeiros buscando a sabedoria do rei de Israel antecipa o tema de que as nações seriam atraídas pela luz do povo de Deus, mais tarde desenvolvido nos profetas.

A bem-aventurança pronunciada pela rainha sobre os servos que continuamente ouvem a sabedoria do rei aponta para o valor de viver perto da sabedoria de Deus e ser exposto a ela de forma constante. Revela também que o privilégio de Israel não era apenas ter um rei sábio, mas ter um Deus que se revela, dirige e abençoa.

Ao descrever tanta riqueza, o texto sugere de forma implícita a tensão entre o uso correto dos dons de Deus e o perigo de o coração se apegar à riqueza, tema que será evidenciado na sequência da história de Salomão. Assim, 1 Reis 10 é ao mesmo tempo um retrato do auge das bênçãos e um pano de fundo para refletir sobre fidelidade no meio da abundância.

Aplicação restauradora e de saúde mental

Lido de forma terapêutica, 1 Reis 10 pode trazer conforto ao mostrar que a sabedoria de Deus é suficiente para lidar com questões difíceis. A rainha de Sabá vem com perguntas complexas, e nada é obscuro demais para ser respondido. Isso relembra que Deus não se assusta com dúvidas, questionamentos profundos ou desafios intelectuais.

A admiração da rainha ao ver a ordem, a beleza e a justiça no reino de Salomão pode inspirar esperança em tempos de caos interno ou externo. Aponta para o desejo profundo por um governo justo e sábio, algo que o coração humano anseia quando enfrenta injustiças, abusos de poder ou desorganização.

O destaque para o amor permanente de Deus por Israel também oferece um ponto de segurança emocional: o cuidado de Deus não é instável nem condicionado à performance humana. A riqueza e a glória descritas, quando vistas como fruto da graça e não como medida de valor pessoal, podem ajudar a reposicionar a autoestima longe de padrões puramente materiais.

Por outro lado, o texto, com sua abundância de ouro, luxo e poder, convida à reflexão sobre a pressão por status, sucesso visível e reconhecimento. Ele evidência como a vida pode ser cercada de abundância e, ainda assim, carregar perigos espirituais e emocionais que não aparecem à primeira vista.

warning Importante: maus usos comuns

1 Reis 10 traz alguns pontos que podem ser sensíveis em contextos emocionais específicos:

  • Comparação e inadequação: a descrição de riqueza extrema, luxo e sucesso pode despertar sentimentos de fracasso, inferioridade ou vergonha em quem luta financeiramente ou não alcançou padrões idealizados de sucesso.
  • Culto à prosperidade: se lido de maneira isolada, o texto pode ser mal interpretado como se o valor da pessoa diante de Deus fosse medido por riqueza material, o que pode alimentar culpas injustas ou expectativas irreais.
  • Idealização de líderes: a exaltação da sabedoria e glória de Salomão pode levar à idealização de figuras de autoridade, obscurecendo a consciência de que líderes também são humanos e falíveis.
  • Pressão por performance: a busca dos povos pela sabedoria de Salomão e a constante entrega de presentes podem ser lidas por pessoas em burnout como uma pressão para ser sempre brilhante, produtivo e admirado.

Ao trabalhar esse texto em contextos de cuidado emocional, é importante enfatizar que a centralidade do capítulo está em Deus como fonte de sabedoria e amor, não na ostentação de riqueza, e lembrar que a história bíblica mostra também as falhas de Salomão e os limites da prosperidade terrena.

Aplicação prática para hoje

1 Reis 10 oferece vários caminhos de aplicação prática:

  • Valorizar a sabedoria acima da riqueza: mesmo em meio a tanta opulência, o destaque é a sabedoria dada por Deus a Salomão. Isso inspira uma prioridade: buscar entendimento, discernimento e justiça, mais do que apenas bens materiais.
  • Tratar dúvidas e perguntas com seriedade: a rainha de Sabá viaja, investe recursos e tempo para buscar respostas. O exemplo incentiva a não ignorar questões difíceis, mas a procurar respostas em Deus e em conselheiros sábios.
  • Reconhecer publicamente a ação de Deus: a rainha não apenas admira Salomão, mas louva o Senhor. Em contextos de sucesso, é possível aprender a direcionar o crédito e a gratidão a Deus, evitando orgulho e autoexaltação.
  • Organizar bem o que foi confiado: a ordem na casa de Salomão, a forma como os servos se portam, a estrutura do reino e o uso dos recursos mostram o valor da boa administração. Na prática, isso inclui organização financeira, cuidado com o trabalho, respeito nas relações e responsabilidade com bens.
  • Servir como canal de bênção: Salomão não apenas recebe, mas também dá generosamente à rainha de Sabá. A prosperidade, em qualquer nível, é vista como oportunidade de repartir e abençoar, não apenas acumular.
  • Lembrar o propósito da liderança: a rainha declara que Deus colocou Salomão no trono para fazer juízo e justiça. Em qualquer posição de liderança — família, trabalho, igreja — o foco é a justiça, o cuidado e o bem-estar dos outros, não a autopromoção.

Perguntas frequentes

Quem era a rainha de Sabá mencionada em 1 Reis 10?

A Bíblia não fornece o nome da rainha de Sabá nem detalhes extensos sobre sua origem. Sabá provavelmente era um reino localizado ao sul da Península Arábica (região do atual Iêmen) ou ligado também à Etiópia, conhecido pelo comércio de especiarias, ouro e pedras preciosas. A rainha aparece aqui como uma governante poderosa, com recursos para organizar uma grande caravana, e como uma mulher sábia, interessada em testar e compreender a sabedoria de Salomão. Sua atitude de viajar longe para buscar respostas e seu reconhecimento do Deus de Israel são elementos centrais do relato.

Por que a sabedoria de Salomão impressionou tanto a rainha de Sabá?

A rainha de Sabá veio com questões difíceis, e Salomão conseguiu responder a todas, sem nada lhe ficar oculto. Porém, o texto mostra que ela não ficou impressionada apenas com respostas intelectuais, mas com toda a forma como o reino funcionava: a casa que Salomão edificara, a comida da mesa, a postura e as vestes dos servos, o culto que ele oferecia ao Senhor. Ou seja, a sabedoria se manifestava em organização, justiça, beleza, reverência e bom governo. Isso a levou a admitir que a fama que ouvira era insuficiente diante da realidade e a louvar o Deus de Israel.

O que significa a declaração de que Deus ama Israel para sempre em 1 Reis 10:9?

Quando a rainha de Sabá diz que o Senhor ama Israel para sempre, ela está reconhecendo que a prosperidade daquele momento não é fruto apenas de habilidade humana, mas de um compromisso duradouro de Deus com o seu povo. Escolher Salomão e colocá-lo no trono, segundo ela, é expressão desse amor permanente, com o propósito de que ele exerça juízo e justiça. A frase ressalta a fidelidade de Deus e mostra que a função do rei é ser instrumento desse amor, governando com justiça em favor do povo.

Por que a prata era considerada de pouco valor nos dias de Salomão?

1 Reis 10:21 afirma que nos dias de Salomão a prata não tinha grande valor, pois quase todos os utensílios reais eram de ouro. Isso não significa que a prata não valesse nada, mas que havia tamanha abundância de riqueza que a prata se tornara relativamente comum, especialmente em Jerusalém, onde o rei a tornou "como pedras". O autor usa essa linguagem exagerada para destacar a prosperidade incomum e quase inacreditável do período.

Há algum perigo espiritual na riqueza descrita em 1 Reis 10?

O capítulo em si destaca mais o auge da prosperidade do que seus perigos. No entanto, ao se ler a sequência da história de Salomão e outros textos bíblicos, percebe-se que a riqueza, os muitos cavalos, o luxo e as alianças políticas podem se tornar fontes de orgulho, confiança excessiva em recursos humanos e até idolatria. A própria lei em Deuteronômio 17 advertia reis de Israel a não multiplicarem cavalos nem acumularem exageradamente ouro e prata. Assim, 1 Reis 10 pode ser visto também como um alerta silencioso: a mesma abundância que testemunha a bênção de Deus pode se tornar uma armadilha se o coração se afastar da obediência e da humildade.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart

1 Reis 10 mostra um cenário de esplendor, mas, por trás de cada linha, aparece o cuidado de Deus com pessoas reais. A rainha de Sabá chega com perguntas difíceis, talvez carregando dúvidas, curiosidades e até inseguranças. Ela encontra um ambiente em que suas questões são ouvidas e respondidas, e isso traz alívio. O texto destaca que Salomão ouviu tudo o que estava no coração dela e pôde esclarecer. Há algo profundamente acolhedor nisso: um espaço onde pensamentos mais profundos não são descartados nem ridicularizados, mas recebidos com sabedoria. A reação da rainha, ao ficar "fora de si" diante da ordem, da beleza, do serviço e do culto, lembra o impacto que tem, sobre um coração cansado, encontrar um lugar onde tudo respira vida, cuidado e reverência. Ela termina louvando o Deus de Israel e reconhecendo o amor permanente de Deus pelo povo. Esse reconhecimento nasce de uma experiência concreta de ver justiça, sabedoria e bondade em ação. O capítulo também descreve servos bem-aventurados por estarem continuamente diante da sabedoria do rei. Isso sugere um tipo de segurança interior: viver cercado de palavras e decisões justas alivia ansiedades profundas relacionadas à injustiça, ao caos e ao medo de autoridades abusivas. A imagem de um governo firme, justo e sábio toca o desejo íntimo de um cuidado seguro e constante. Ao mesmo tempo, a abundância de ouro, riqueza e poder pode gerar ambivalência emocional. Para alguns, isso pode parecer distante e inalcançável, despertando sentimentos de menor valor. O texto, porém, lembra que o centro da bem-aventurança não está no ouro, mas na proximidade com a sabedoria de Deus e no amor persistente do Senhor por seu povo. O verdadeiro consolo não vem da ostentação, e sim do fato de que há um Deus que vê, ama e governa com justiça, mesmo quando circunstâncias pessoais não se parecem com o palácio de Salomão.

Mind
Mind

Do ponto de vista exegético, 1 Reis 10 é um texto-chave para compreender o ápice do reinado de Salomão. Ele cumpre promessas anteriores (como as de 1 Reis 3), em que Deus oferecerá sabedoria e também riquezas e honra ao rei, condicionadas à aliança. A visita da rainha de Sabá funciona como testemunho externo: uma soberana estrangeira, com recursos e prestígio próprios, certifica a magnitude da sabedoria e do reino de Salomão. O narrador vincula explicitamente a fama de Salomão ao nome do Senhor (v.1). Isso significa que a sabedoria do rei não é somente habilidade política, mas expressão da presença e do caráter de Deus através de seu ungido. A rainha, ao final, reconhece a soberania de Deus: bendiz o Senhor e enxerga o reinado de Salomão como meio de Deus manifestar amor, juízo e justiça. Essa confissão externa ecoa a função teológica de Israel como povo mediador do conhecimento de Deus às nações. A minuciosa descrição de riquezas — ouro, especiarias, pedras preciosas, marfim, madeira de almugue, animais exóticos — situa o relato dentro da cultura do Antigo Oriente Próximo, onde listas de tributos e objetos preciosos eram usadas para exaltar reis. As referências a Hirão, Ofir, Társis e Egito confirmam o intenso comércio internacional de Israel sob Salomão, e a menção a cavalos e carros remete a práticas militares comuns nas grandes potências da época. Ao mesmo tempo, o texto dialoga com pressupostos deuteronômicos: Deuteronômio 17 alerta contra a multiplicação de cavalos, ouro e alianças matrimoniais. O leitor atento percebe que o autor de Reis, escrevendo à luz da história posterior, descreve o auge com certa ambivalência: reconhecer a bênção, mas também preparar o terreno para a queda, que virá em 1 Reis 11. Teologicamente, o capítulo evidencia o potencial de Israel como centro de sabedoria e luz para as nações e, simultaneamente, questiona a segurança em estruturas de poder e riqueza, convidando a olhar além de Salomão para um rei ideal que una sabedoria, justiça e fidelidade sem falhas.

Life
Life

1 Reis 10 traz implicações bem práticas para a vida diária, especialmente em temas de liderança, trabalho e gestão de recursos. A rainha de Sabá não se impressiona apenas com respostas inteligentes, mas com a forma como tudo funciona: a organização da casa, a qualidade do serviço, as vestes dos servos, a forma como o culto é conduzido. Isso mostra que sabedoria prática se revela nos detalhes da rotina, na maneira como as pessoas são tratadas, na ordem dos processos e na excelência do trabalho. No campo das relações, o capítulo ilustra o valor de uma postura aberta a perguntas difíceis. Salomão não reage defensivamente diante dos desafios da rainha; ele escuta e responde. Em ambientes familiares ou profissionais, essa atitude cria confiança. E a rainha, mesmo sendo autoridade, demonstra humildade para aprender com outro líder. Essa troca mútua é um exemplo de respeito e cooperação em vez de competição. A gestão de recursos também é destacada: o rei utiliza madeira valiosa em construções e em instrumentos para adoração, fabrica armas, organiza cidades de carros, administra comércio com diferentes povos. Isso ilustra o princípio de usar oportunidades econômicas de forma estratégica, com planejamento e visão de longo prazo. A prosperidade não surge do nada, mas de uma combinação de sabedoria, trabalho estruturado e alianças bem administradas. Ao mesmo tempo, o texto sugere prudência. A quantidade de ouro, cavalos e carros pode ser lida como sinal de sucesso, mas também como risco de dependência excessiva de poder militar e riqueza. Em termos práticos, isso convida a equilibrar progresso profissional e financeiro com integridade, limites saudáveis e lembrança do propósito maior: fazer justiça, servir pessoas e honrar a Deus, não apenas acumular bens. Liderança, nesta perspectiva, é serviço responsável e não palco para glória pessoal.

Soul
Soul

Em dimensão espiritual profunda, 1 Reis 10 projeta um vislumbre de algo maior do que o próprio Salomão. A rainha de Sabá, representante das nações, vem de longe atraída pela fama de um rei em quem Deus colocou sabedoria. Ela testemunha um reino ordenado, justo, belo e próspero, e conclui que isso é expressão do amor eterno de Deus pelo seu povo. Essa cena antecipa a ideia de que a sabedoria divina atrai povos e culturas diferentes para a luz de Deus. A bem-aventurança dos servos que moram perto da sabedoria do rei ecoa um anseio espiritual por viver continuamente diante da presença e da Palavra de Deus. Em perspectiva de eternidade, isso aponta para uma realidade mais plena em que a sabedoria não será apenas um dom compartilhado parcialmente, mas uma presença governante perfeita. O texto prepara o coração para enxergar, além de Salomão, um Rei maior, em quem sabedoria, justiça e misericórdia se unem sem corrupção nem declínio. O amor permanente de Deus por Israel, confessado pela rainha, lança luz sobre o caráter de Deus: Ele não abandona seu povo ao acaso da história; estabelece líderes, ordena circunstâncias e manifesta sua glória de modo que outros povos o reconheçam. O objetivo último não é apenas a glória de um reino terreno, mas que o nome do Senhor seja conhecido, adorado e buscado. Ao contemplar a abundância de 1 Reis 10 à luz da eternidade, surge também um contraste: por mais impressionantes que sejam ouro, tronos e palácios, tudo isso é transitório. A verdadeira esperança não repousa nas épocas de auge, mas na fidelidade de Deus que atravessa os séculos. Espiritualmente, o capítulo desperta o desejo por um reino que não possa ser abalado, onde a sabedoria de Deus governe para sempre e onde o coração humano encontre repouso definitivo, não em riquezas, mas na presença do Rei eterno.

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Versículos em 1 Reis 10

1 Reis 10:1

" E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão, acerca do nome do SENHOR, veio prová-lo com questões difíceis. "

1 Reis 10:2

" E chegou a Jerusalém com uma grande comitiva; com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas; e foi a Salomão, e disse-lhe tudo quanto tinha no seu coração. "

1 Reis 10:5

" E a comida da sua mesa, e o assentar de seus servos, e o estar de seus criados, e as vestes deles, e os seus copeiros, e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, ficou fora de si. "

1 Reis 10:7

" E eu não cria naquelas palavras, até que vim e os meus olhos o viram; eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi. "

1 Reis 10:8

" Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria! "

1 Reis 10:8 mostra que é uma grande bênção conviver com líderes sábios e ouvir conselhos corretos. Assim como os servos de Salomão eram felizes …

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1 Reis 10:9

" Bendito seja o Senhor teu Deus, que teve agrado em ti, para te pôr no trono de Israel; porque o Senhor ama a Israel para sempre, por isso te estabeleceu rei, para fazeres juízo e justiça. "

1 Reis 10:10

" E deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, e muitíssimas especiarias, e pedras preciosas; nunca veio especiaria em tanta abundância, como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão. "

1 Reis 10:11

" Também as naus de Hirão, que de Ofir levavam ouro, traziam de Ofir muita madeira de almugue, e pedras preciosas. "

1 Reis 10:12

" E desta madeira de almugue fez o rei balaústres para a casa do Senhor, e para a casa do rei, como também harpas e alaúdes para os cantores; nunca veio tal madeira de almugue, nem se viu até o dia de hoje. "

1 Reis 10:13

" E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou, tudo quanto pediu, além do que dera por sua generosidade; então voltou e partiu para a sua terra, ela e os seus servos. "

1 Reis 10:15

" Além do que entrava dos negociantes, e do contrato dos especieiros, e de todos os reis da Arábia, e dos governadores da mesma terra. "

1 Reis 10:16

" Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro destinou para cada pavês; "

1 Reis 10:17

" Fez também trezentos escudos de ouro batido; três arráteis de ouro destinou para cada escudo; e o rei os pôs na casa do bosque do Líbano. "

1 Reis 10:19

" Tinha este trono seis degraus, e era o alto do trono por detrás redondo, e de ambos os lados tinha encostos até ao assento; e dois leões, em pé, juntos aos encostos. "

1 Reis 10:20

" Também doze leões estavam ali sobre os seis degraus de ambos os lados; nunca se tinha feito obra semelhante em nenhum dos reinos. "

1 Reis 10:21

" Também todas as taças de beber do rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro; não havia neles prata, porque nos dias de Salomão não tinha valor algum. "

1 Reis 10:22

" Porque o rei tinha no mar as naus de Társis, com as naus de Hirão; uma vez em três anos tornavam as naus de Társis, e traziam ouro e prata, marfim, e bugios, e pavões. "

1 Reis 10:22 mostra a riqueza e o prestígio de Salomão, que recebia tesouros de terras distantes por meio de frotas comerciais bem organizadas. O …

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1 Reis 10:25

" E cada um trazia o seu presente, vasos de prata e vasos de ouro, e roupas, e armaduras, e especiarias, cavalos e mulas; isso faziam de ano em ano. "

1 Reis 10:26

" Também ajuntou Salomão carros e cavaleiros, de sorte que tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros; e os levou às cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém. "

1 Reis 10:27

" E fez o rei que em Jerusalém houvesse prata como pedras; e cedros em abundância como sicômoros que estão nas planícies. "

1 Reis 10:28

" E traziam do Egito, para Salomão, cavalos e fio de linho; e os mercadores do rei recebiam o fio de linho, por um certo preço. "

1 Reis 10:29

" E subia e saía um carro do Egito por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinqüenta; e assim, por meio deles, eram exportados para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria. "

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