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1 Reis 1:32 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E disse o rei Davi: Chamai-me a Zadoque, o sacerdote, e a Natã, o profeta, e a Benaia, filho de Joiada. E eles entraram à presença do rei. "

1 Reis 1:32

menu_book Versículo no contexto

30 Que, como te jurei pelo Senhor Deus de Israel, dizendo: Certamente teu filho Salomão reinará depois de mim, e ele se assentará no meu trono, em meu lugar, assim o farei no dia de hoje.

31 Então Bate-Seba se inclinou com o rosto em terra e se prostrou diante do rei, e disse: Viva o rei Davi meu senhor para sempre.

32 E disse o rei Davi: Chamai-me a Zadoque, o sacerdote, e a Natã, o profeta, e a Benaia, filho de Joiada. E eles entraram à presença do rei.

33 E o rei lhes disse: Tomai convosco os servos de vosso senhor, e fazei subir a meu filho Salomão na mula que é minha; e levai-o a Giom.

34 E Zadoque, o sacerdote, com Natã, o profeta, ali o ungirão rei sobre Israel; então tocareis a trombeta, e direis: Viva o rei Salomão!

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos o cuidado sábio de Davi para garantir o direito de Salomão ao trono e manter a nação em paz, interrompendo de imediato o plano de Adonias. Davi deu ordens claras para que Salomão fosse proclamado publicamente como rei.

Ele escolheu Zadoque, Natã e Benaia para essa missão, homens influentes, de sua confiança, que já haviam demonstrado fidelidade. Adonias os havia excluído de sua própria conspiração (1 Reis 1:10). Davi ordenou que agissem sem demora e com toda a solenidade. Deveriam reunir os servos do rei, inclusive a guarda real, e colocar Salomão na mula do próprio Davi, já que Davi não mantinha grandes cavalariças, como seu filho manteria mais tarde.

Davi também especificou o lugar e o modo como tudo deveria ser feito (1 Reis 1:33; 1 Reis 1:34; 1 Reis 1:35). Zadoque e Natã, as duas principais autoridades religiosas, deveriam ungir Salomão como rei em nome de Deus. Salomão não era o primogênito, como Saul e Davi haviam sido, mas era o escolhido por Deus, e seu direito estava sendo contestado. Por isso essa unção pública era tão importante: ela confirmava de forma solene e firme seu direito ao trono.

Essa unção também apontava para o Messias, o Ungido, isto é, o Cristo. Sobre ele o Espírito, chamado de “óleo de alegria”, foi derramado sem medida (Hebreus 1:9; Salmo 89:20). E todos os cristãos, como herdeiros do reino (Tiago 2:5), recebem dele essa unção também (1 João 2:27).

As lideranças civis e militares também receberam ordem de fazer a proclamação em alta voz e demonstrar alegria pública com toques de trombeta, como Moisés havia determinado para grandes ocasiões. O povo deveria aclamar: “Viva o rei Salomão, que ele prospere, que seu reino seja firmado e dure muito tempo.” Isso estava em harmonia com o que se havia dito a respeito dele: “Ele viverá” (Salmo 72:15). Em seguida, deveriam conduzi‑lo com honras reais para a cidade de Davi e assentá‑lo no trono de seu pai.

Assim, Salomão serviria como representante de Davi enquanto este estivesse fraco, e depois o sucederia em definitivo: “Ele será rei em meu lugar.” Davi e todos os envolvidos encontrariam grande alívio ao ver essa questão resolvida imediatamente. Quando o rei morresse, não haveria disputa pública nem perturbação. Davi não sentia ciúmes por ver seu sucessor honrado ainda em vida, e provavelmente precisou ser lembrado desse dever enquanto estava confinado ao leito de enfermidade.

Benaia, falando em nome dos demais, aprovou plenamente a ordem de Davi. Quando Davi declarou: “Salomão reinará por mim e depois de mim”, Benaia respondeu com alegria: “Amém, assim seja.” Em outras palavras, mostrou que estavam inteiramente satisfeitos com a escolha de Salomão e a ela se uniam de bom grado. E, sabendo que nada prospera sem o favor de Deus, acrescentou: “Assim diga também o Senhor Deus do rei, meu senhor” (1 Reis 1:36).

Essa era uma declaração de fé na promessa de Deus, sobre a qual o reinado de Salomão se apoiava. Quando falamos em acordo com o que Deus diz em sua Palavra, podemos esperar que ele aja por sua providência em harmonia com nossas palavras. Benaia também intercedeu por Salomão, pedindo que Deus fosse com ele como havia sido com Davi e que engrandecesse ainda mais o seu trono (1 Reis 1:37). Ele sabia que Davi não teria inveja do sucesso do filho. As pessoas mais sábias e piedosas desejam que seus filhos se tornem mais sábios e melhores do que elas mesmas, pois continuam crescendo em sabedoria e bondade. Essa é a verdadeira grandeza.

As ordens foram cumpridas imediatamente, sem demora (1 Reis 1:38-40). Salomão foi levado em procissão real até o local determinado, e ali Zadoque, sob a direção de Natã e com a autoridade de Davi, o ungiu (1 Reis 1:39). No tabernáculo, onde estava a arca, guardava‑se o santo óleo destinado aos usos sagrados. Zadoque tomou um chifre de óleo, sinal tanto de poder como de abundância, e com ele ungiu Salomão.

Não lemos que Abiatar tenha tentado ungir Adonias. Este foi proclamado rei por meio de um banquete, e não por unção. Aqueles a quem Deus chama, ele também capacita para a função, e a unção exprimia isso. Usurpadores, que tomam o poder sem direito, não possuem essa marca divina. Cristo significa “Ungido”, e ele é o Rei estabelecido por Deus em seu santo monte de Sião, conforme seu decreto (Salmo 2:6; Salmo 2:7). E, por meio dele, os cristãos também são feitos reis para o nosso Deus e recebem uma unção que vem do Santo (1 João 2:20).

Depois disso, o povo demonstrou sua alegria e aprovação pela exaltação de Salomão. Receberam‑no com aclamações pedindo que Deus salvasse o rei, com música e gritos de júbilo (1 Reis 1:40). Assim mostraram que concordavam com a escolha e que Salomão não lhes foi imposto à força, mas aceito de bom grado. O poder de um príncipe pouco o consola se ele não souber que seu povo se alegra em tê‑lo. Todo verdadeiro israelita se regozija na exaltação do Filho de Davi.

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