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Salmos 144:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Louvor. De Davi. Ó meu Deus, meu rei, eu te glorificarei e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos. "
Salmos 144:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Louvor. De Davi. Ó meu Deus, meu rei, eu te glorificarei e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.
2 Dia após dia te bendirei e louvarei o teu nome eternamente.
3 Grande é o Senhor e sumamente louvável; insondável é a sua grandeza.
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Aqui Davi reconhece sua dependência de Deus e a obrigação que tem para com ele, no Salmo 144:1-2. Uma oração por novas misericórdias combina melhor quando vem depois da gratidão pelas misericórdias passadas. Enquanto esperamos que Deus nos abençoe, devemos também nos mover para abençoá-lo.
Davi dá a Deus a glória por duas coisas: pelo que Deus é para ele e pelo que Deus fez por ele. Ele diz: “Bendito seja o SENHOR, minha rocha” (Salmo 144:1), “minha benignidade” e “minha fortaleza” (Salmo 144:2). Deus prometeu em sua aliança ser tudo isso para o seu povo e nos encoraja a depender dele dessa forma. Todos os santos que nele confiaram pela fé descobriram que ele não apenas corresponde às suas expectativas, mas vai muito além delas.
Davi fala disso como o fundamento de sua confiança, a fonte de sua paz e o motivo de sua alegria. Ele acumula expressões para mostrar o quanto está satisfeito com Deus e com a sua posição em Deus. O Senhor é a sua força, aquele que o sustenta e lhe dá poder tanto para o trabalho quanto para a guerra. É sua rocha, o fundamento sobre o qual edifica e o abrigo para onde corre. Mesmo quando somos fracos, podemos ser fortes no Senhor e na força do seu poder.
Deus é também a sua “benignidade”, não apenas bom para ele, mas o seu maior bem. Davi encontra sua felicidade no favor de Deus e sabe que tudo o que há de bom nele vem do Senhor. Todo dom bom e perfeito vem dele. Deus é também sua fortaleza e sua torre alta, onde Davi se sente tão seguro quanto qualquer príncipe num castelo ou baluarte.
Davi já tinha se refugiado nas fortalezas naturais de En-Gedi (1 Samuel 23:29), que provavelmente eram abrigos rochosos, difíceis de ser atacados. Também conquistara a fortaleza de Sião, uma defesa construída por mãos humanas, e passou a morar ali (2 Samuel 5:7, 2 Samuel 5:9). Ainda assim, ele não confia nessas coisas. “Senhor”, ele diz, “tu és a minha fortaleza e a minha torre alta.” O caráter e as promessas de Deus são as verdadeiras fortificações do crente, muito superiores a qualquer coisa produzida pela natureza ou pela habilidade humana.
Deus é também seu libertador, e no original Davi fala dele de forma muito enfática, como alguém que o livra de modo pessoal, próximo e para o seu bem. Não é apenas um libertador em teoria, mas alguém que permanece perto e transforma cada livramento em benefício permanente. Deus é também seu escudo, protegendo-o das flechas e ataques de seus inimigos. Ele não é apenas uma fortaleza em casa, mas um escudo no campo de batalha. Para onde quer que o crente vá, a proteção de Deus o acompanha. “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo.”
Em seguida, Davi se lembra do que Deus fez por ele. Ele havia sido criado como pastor e parece não ter planejado nada além disso. Mas Deus o fez soldado. Suas mãos haviam manuseado o cajado do pastor e seus dedos a harpa; no entanto, Deus ensinou suas mãos para a peleja e seus dedos para a guerra, porque pretendia fazer dele o campeão de Israel. Aquilo para o que Deus chama uma pessoa a fazer, ele mesmo a capacita, ou então a faz adequada para tal tarefa.
Homens de guerra devem dar a Deus a glória por toda a sua habilidade em combate. O mesmo Deus que ensina o trabalho ao mais humilde lavrador ensina também ao maior general a sua arte. É algo triste quando mãos ensinadas por Deus para lutar são usadas contra o próprio Deus ou contra o seu reino entre os homens. Aqueles que se veem preparados para tarefas que nunca esperaram têm motivo especial para agradecer a Deus.
Deus também fez de Davi um governante. Ele o ensinou a manejar o cetro assim como a espada, a governar bem assim como a guerrear, o que é tarefa mais difícil e mais nobre. “Ele é o que sujeita a mim o meu povo.” Devemos reconhecer a mão de Deus em tornar um povo sujeito ao seu governante e em manter a sociedade ordenada e útil. Em Israel, Deus inclinou de modo especial o coração do povo a se submeter a Davi, conforme a promessa que lhe fizera. Isso apontava também para uma graça ainda maior, quando almas seriam trazidas para debaixo do governo do Senhor Jesus e tornadas voluntárias no dia do seu poder.
Davi então se admira da bondade de Deus para com os seres humanos e para com ele em particular (Salmo 144:3-4). “Senhor, que é o homem, para que dele tomes conhecimento, ou o filho do homem, para que o estimes?” Ele se espanta com o fato de Deus dar tanta atenção a uma raça fraca e indigna, e de ter demonstrado um cuidado tão terno com o próprio Davi. Quando pensamos na vergonha e fraqueza da natureza humana, temos motivo para admirar a honra que Deus colocou sobre a humanidade, especialmente sobre os santos, e de modo singular sobre o Messias, a quem essas palavras são aplicadas (Hebreus 2:6).
Davi faz a mesma pergunta que levantou no Salmo 8:4; ali, ele se maravilhava com a glória que Deus concedeu ao homem: “Tu o coroaste de glória e de honra” (Salmo 8:5). Aqui, ele destaca a pequenez e a mortalidade do homem, mesmo com essa honra. O homem é como um sopro: tão frágil, fraco e desamparado, cercado de tantas aflições, e tão breve nesta vida, que quase parece pura vaidade. De fato, é vaidade, mesmo no seu melhor estado. Seus dias têm pouca substância, pois os pensamentos e cuidados de uma alma imortal se gastam num corpo fraco que precisa morrer. Sua vida é como uma sombra, escura e que se esvai, passando com o sol e desaparecendo quando ele se põe. Davi se inclui entre os que são assim tão pequenos e frágeis.
Por fim, Davi pede que Deus o fortaleça e lhe dê sucesso contra os inimigos que o atacavam (Salmo 144:5-8). Ele não os nomeia, mas pede que Deus os disperse e destrua. Deus sabia de quem ele falava, mesmo sem nomes. Depois, ele os descreve como filhos estranhos, os filisteus, estrangeiros, maus vizinhos de Israel, e pagãos de quem Israel devia manter distância. Eles tratavam Israel de maneira estranha e hostil.
Embora Deus já tivesse dado vitórias a Davi sobre eles, ainda eram gente incômoda e enganosa, em quem não se podia confiar. “Cuja boca fala vaidade”, e mesmo quando estendem a mão ou parecem oferecer ajuda, “a sua mão direita é mão direita de falsidade.” Não podemos nos proteger sozinhos de pessoas assim, mas podemos confiar no Deus de verdade e justiça, que odeia a mentira, para nos defender delas.
Davi pede que Deus se manifeste de modo extraordinário, para que os adoradores de falsos deuses fossem convencidos (Salmo 144:5). “Abaixa, ó SENHOR, os teus céus”, ele ora, e torna claro que eles pertencem a ti e que tu és Senhor sobre eles (como em Isaías 66:1). Que a tua providência se levante contra os meus inimigos e se mostre sombria e ameaçadora para eles, como nuvens pesadas e baixas, carregadas de tempestade.
Pede que Deus lute contra os que lutam contra o seu povo, para que fique evidente que o Senhor está a favor deles. “Toca os montes, e fumegarão”, isto é, atinge esses inimigos fortes e altaneiros, e faze-os tremer. Que Deus se manifeste por meio da ação de seus anjos, como fez no monte Sinai.
Ele também pede que Deus intervenha abertamente contra seus inimigos e lute desde o céu contra eles, como já fizera antes por meio dos relâmpagos. O relâmpago é apresentado como flechas de Deus, seus dardos flamejantes, contra os quais nem mesmo o aço mais duro é defesa segura, porque o raio atinge com força irresistível. Davi está certo de que Deus nunca erra o alvo, mas sempre acerta onde mira.
Depois, ele pede que Deus se manifeste em seu favor (Salmo 144:7). Ele ora pela destruição de seus inimigos, para que ele e o povo sejam libertos e cheguem ao descanso. “Estende as tuas mãos desde o alto”, isto é, manifesta teu poder do alto, pois é de lá que o socorro precisa vir. “Livra-me e arrebata-me das muitas águas que transbordam sobre mim.” O tempo de Deus socorrer o seu povo é quando ele está afundando e quando todo outro auxílio falhou.
Deste capítulo
Salmos 144:2
"Dia após dia te bendirei e louvarei o teu nome eternamente."
Salmos 144:3
"Grande é o Senhor e sumamente louvável; insondável é a sua grandeza."
Salmos 144:4
"Cada geração anuncia à outra as tuas obras e proclama o teu poder."
Salmos 144:5
"Elas falam do brilho esplendoroso da tua majestade e divulgam as tuas maravilhas."
Salmos 144:6
"Anunciam o formidável poder das tuas obras e narram a tua grandeza."
Salmos 144:7
"Proclamam o louvor da tua imensa bondade e aclamam a tua justiça."
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