Versículo em destaque
Salmos 137:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
De Davi. Eu te louvarei de todo o coração, Senhor, porque ouviste as minhas palavras. Na presença dos anjos eu te cantarei.
Salmos 137:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 De Davi. Eu te louvarei de todo o coração, Senhor, porque ouviste as minhas palavras. Na presença dos anjos eu te cantarei.
3 Quando te invoquei, tu me respondeste; fizeste crescer a força de minha alma.
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Aqui vemos a filha de Sião coberta por uma nuvem e vivendo entre a filha de Babilônia, o povo de Deus em lágrimas, mas ainda assim semeando em lágrimas. A situação deles era triste por fora e por dentro.
Primeiro, eles estavam junto aos rios da Babilônia, em terra estrangeira, longe de casa, levados como prisioneiros de guerra. Babilônia se tornara para eles uma casa de servidão, assim como o Egito fora no começo da sua história. Seus captores os colocaram junto aos rios, seja para fazê-los trabalhar ali, seja porque aqueles lugares solitários combinavam com a sua tristeza. Se tinham que construir casas ali (Jeremias 29:5), não era em cidades movimentadas, mas junto aos rios, onde podiam ficar a sós com suas lágrimas. Encontramos alguns junto ao rio Quebar (Ezequiel 1:3) e outros junto ao rio Ulai (Daniel 8:2).
Ali se assentaram e deram livre curso ao seu pesar. Jeremias os havia ensinado, debaixo daquele jugo pesado, a assentar-se solitários, em silêncio, e a pôr a boca no pó (Lamentações 3:28-29). Sentavam-se como pessoas que esperavam permanecer ali e que aceitavam isso porque era a vontade de Deus. As lágrimas vinham quando se lembravam de Sião, o monte santo onde estava o templo. O amor pela casa de Deus engoliu a preocupação com as suas próprias casas. Lembravam-se da antiga glória de Sião e da alegria que um dia haviam experimentado em seus átrios (Lamentações 1:7). Também se lembravam de suas ruínas e amavam até o seu pó, o que era um sinal esperançoso de que o favor de Deus para com ela não estava distante (Salmo 102:13-14).
Eles também deixaram de lado seus instrumentos musicais. Pendurar am suas harpas nos salgueiros (Salmo 137:2). Eram as harpas que usavam para o próprio deleite e também as harpas dos levitas, usadas no culto a Deus. Eles as puseram de lado porque Deus os chamara ao pranto, não à festa (Isaías 22:12), e de qualquer forma seus corações estavam pesados demais para a música. Haviam trazido suas harpas esperando talvez aliviar a tristeza, mas a dor era profunda demais para isso. Ainda assim, pode ter havido alguma falha nisso, pois o louvor a Deus nunca é fora de tempo, e somos instruídos a dar graças em tudo (Isaías 24:15-16).
Em segundo lugar, seus inimigos acrescentaram crueldade ao sofrimento deles. Aqueles captores já os haviam despojado e levado cativos, mas foram além e zombaram deles. Exigiam deles cânticos e risos. Isso era cruel e desumano, porque até um inimigo em aflição deve ser lamentado, não pisado. Também era profano, porque queriam os cânticos de Sião, cânticos que haviam honrado a Deus, e os usavam para escárnio. Assim insultavam o próprio Deus, como fez Belsazar ao beber vinho nos vasos do templo. Zombavam também de seus sábados (Lamentações 1:7).
Em terceiro lugar, os cativos responderam com paciência. Não pegaram novamente nas harpas apenas para agradar aos inimigos. Não responderam ao insensato segundo a sua estultícia. Zombadores profanos não devem ser estimulados, e pérolas não devem ser lançadas aos porcos. Davi, com sabedoria, calou-se, até mesmo de falar o que era bom, quando os ímpios estavam à sua volta, porque sabia que só fariam escárnio (Salmo 39:1-2). A resposta deles foi branda e reverente: Como cantaríamos o cântico do Senhor em terra estranha? Não dizem que não podem cantar por estarem tristes, embora isso fosse bem verdadeiro. Em vez disso, dizem que é cântico do Senhor, algo santo, separado para o culto no templo, e não ousam usá-lo entre idólatras. Coisas dedicadas a Deus não devem ser usadas para divertimento comum ou pecaminoso. Às vezes Deus é honrado tanto pelo silêncio santo quanto pela fala santa.
Em quarto lugar, eles ainda amavam Jerusalém, a cidade de suas solenidades, mesmo estando na Babilônia. Seus inimigos zombavam porque falavam tanto de Jerusalém e por tanto a desejarem, mas o amor deles não enfraquecia. Podiam ser ridicularizados por isso, mas não podiam ser forçados a deixar de amar (Salmo 137:5-6). A mente deles estava cheia de Jerusalém, porque se lembravam dela e não a esqueciam, mesmo depois de muito tempo longe. Alguns nunca a tinham visto com os próprios olhos, conhecendo-a apenas pelos relatos e pelas Escrituras, mas ainda assim ela permanecia firme em seus corações. Suas orações diárias, com as janelas abertas na direção de Jerusalém, mantinham a cidade sempre diante deles. O coração deles também estava cheio dela, porque a estimavam acima da sua maior alegria. Aquilo que realmente amamos, pensamos com frequência. Os que se alegram em Deus fazem de Jerusalém a sua alegria, por causa dele, e valorizam o bem público acima do prazer particular.
Eles mostram quão firmemente pretendiam manter vivo esse amor ao invocar maldição sobre si mesmos, caso algum dia o abandonassem. Em essência, dizem: “Que eu fique incapaz de cantar ou tocar harpa, se algum dia me esquecer da fé do meu povo a ponto de usar minha música para agradar o povo da Babilônia ou louvar os deuses da Babilônia.” “Que a minha mão direita se esqueça da sua destreza”, o que um músico experiente não faz, a menos que a mão seja incapacitada. “Que a minha língua se apegue ao meu paladar” se eu não falar bem de Jerusalém, onde quer que eu esteja.
Embora não ousassem cantar os cânticos de Sião entre os babilônios, não podiam esquecê-los. Assim que o impedimento presente fosse retirado, eles os cantariam de novo com a mesma prontidão de antes, apesar do longo intervalo.
Deste capítulo
Salmos 137:2
"Diante do teu santo templo irei me prostrar e louvarei o teu nome, por tua bondade e fidelidade, porque acima de todas as coisas exaltaste o teu nome e a tua promessa."
Salmos 137:3
"Quando te invoquei, tu me respondeste; fizeste crescer a força de minha alma."
Salmos 137:4
"Hão de te louvar, Senhor, todos os reis da terra, ao ouvirem as palavras de tua boca."
Salmos 137:5
"E celebrarão os desígnios do Senhor: “Verdadeiramente, grande é a glória do Senhor”."
Salmos 137:6
"Sim, excelso é o Senhor, mas olha os pequeninos, enquanto seu olhar perscruta os soberbos."
Salmos 137:7
"Em meio à adversidade, tu me conservas a vida, estendes a mão contra a cólera de meus inimigos; tua mão me salva."
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