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2 Reis 19:8 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" O copeiro-mor, sabendo que o rei da Assíria havia deixado Laquis, voltou para junto de seu soberano e o encontrou sitiando Lebna. "

2 Reis 19:8

menu_book Versículo no contexto

6 e ele lhes respondeu: “Assim diz o Senhor: ‘Não se assuste com as palavras que você ouviu e com os ultrajes que os servos do rei da Assíria proferiram contra mim.

7 Enviarei ao rei um espírito que, ao receber certa notícia, o fará voltar à sua terra, onde farei com que ele pereça pela espada’.”

8 O copeiro-mor, sabendo que o rei da Assíria havia deixado Laquis, voltou para junto de seu soberano e o encontrou sitiando Lebna.

9 O rei ouviu dizer a respeito de Taraca, rei da Etiópia: “Ele acaba de sair para combater contra você”. Senaquerib mandou novamente mensageiros a Ezequias para lhe dizer:

10 “Assim vocês dirão a Ezequias, rei de Judá: ‘Não se deixe enganar pelo Deus em quem você depositou sua confiança, pensando que Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Rabsaqué tinha entregado sua mensagem e não recebeu resposta. Não é dito se ele interpretou esse silêncio como concordância ou como insulto. Ele deixou o exército acampado diante de Jerusalém sob o comando dos outros oficiais e voltou ao seu rei para receber novas ordens. Quando chegou, encontrou Senaqueribe, rei da Assíria, atacando Libna, uma cidade que havia se rebelado contra o domínio de Judá (2 Reis 8:22).

Não é certo se Senaqueribe já tinha tomado Laquis. Alguns pensam que ele a deixou porque achou difícil demais conquistá‑la (2 Reis 19:8). De qualquer forma, ele agora estava preocupado com a notícia de que Tiraca, rei da Etiópia (Cuxe), região próxima da Arábia, vinha contra ele com um grande exército (2 Reis 19:9). Isso o tornava ansioso por obter uma rápida vitória sobre Jerusalém. Tomar a cidade pela força custaria muito tempo e muitas vidas, então ele tentou novamente levar Ezequias a se render sem luta. Ele já tinha encontrado o rei Ezequias maleável antes, quando o rei dissera: “Tudo o que impuseres sobre mim, levarei” (2 Reis 18:14), e Senaqueribe esperava amedrontá‑lo para que cedesse outra vez. Mas não conseguiu.

Senaqueribe enviou a Ezequias uma carta, cheia de insultos e blasfêmias, para convencê‑lo de que resistir era inútil. A carta repete, em essência, o que Rabsaqué já havia dito. Rabsaqué tinha dito ao povo: “Não vos engane Ezequias” (2 Reis 18:29). Senaqueribe escreve a Ezequias algo no mesmo espírito: que ele não deveria deixar que o seu Deus o enganasse (2 Reis 19:10). Mas os que confiam no Deus de Jacó e esperam no Senhor seu Deus não precisam temer ser enganados por ele, como as nações foram enganadas pelos seus falsos deuses.

Para atemorizar Ezequias e abalar sua confiança, Senaqueribe se gloria de si mesmo e de suas vitórias. Primeiro, ele se vangloria das terras que já havia conquistado (2 Reis 19:11). Fala como se tivesse destruído todas as nações, mas isso é exagero orgulhoso. Na realidade, não tinha destruído todos os povos, pois naquele mesmo momento a terra de Cuxe e o rei Tiraca eram uma ameaça contra ele. Os orgulhosos sempre falam acima dos fatos.

Em segundo lugar, ele se vangloria dos deuses que derrotou (2 Reis 19:12). Afirma que os deuses das nações não puderam livrar os seus povos e, portanto, o Deus de Ezequias também não poderia livrá‑lo. Em terceiro lugar, ele se vangloria dos reis que subjugou, como o rei de Hamate e o rei de Arpade (2 Reis 19:13). Quer fale de governantes, quer fale de ídolos, o objetivo é o mesmo: fazer parecer que ele é maior do que todos eles e, assim, ainda mais ameaçador.

Ezequias respondeu a essa ameaça transformando a carta, por assim dizer, em outra carta: uma oração de fé, e a apresentou diante do Rei dos reis. Ele não recusou a carta, embora provavelmente faltasse nela a honra que um rei merecia logo na saudação. Ele a leu, mas não respondeu com ira ou com novos insultos. Em vez disso, subiu ao templo e estendeu a carta perante o Senhor (2 Reis 19:14). Deus não precisava vê‑la, pois já conhecia cada palavra. Ezequias fez isso para mostrar que colocava aquela causa nas mãos de Deus e para preparar o próprio coração para a oração. Todos nós precisamos de meios que nos ajudem a nos despertar para orar de maneira correta.

Na sua oração, Ezequias primeiramente honra o Deus que Senaqueribe tinha insultado (2 Reis 19:15). Ele o chama de Deus de Israel, porque Israel era o seu povo escolhido, e de Deus que habita entre os querubins, porque ali era o lugar especial em que sua glória se manifestava na terra. Mas Ezequias também o confessa como Deus de toda a terra, não apenas Deus de Israel, como Senaqueribe imaginava. Ele declara: tu és o único Deus sobre todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra. Como Criador de tudo, ele tem o direito de reinar sobre todos.

Em seguida, Ezequias pede que Deus ouça e veja o orgulho e a blasfêmia de Senaqueribe (2 Reis 19:16). Ele aponta para a própria carta como prova clara do que o rei da Assíria havia dito. Se apenas Ezequias tivesse sido insultado, ele talvez passasse por cima disso. Mas o Deus vivo foi zombado, e isso é muito mais grave. Por isso, ele suplica, em essência: “Senhor, o que farás por causa do teu grande nome?”

Depois, Ezequias admite que Senaqueribe de fato derrotou os deuses das nações, mas distingue com firmeza esses falsos deuses do verdadeiro Deus de Israel (2 Reis 19:17–18). Aqueles deuses não eram deuses; eram apenas ídolos inertes. Não podiam salvar a si mesmos nem ao povo que os servia, de modo que não causa espanto que Senaqueribe os tenha destruído. Ao fazer isso, sem saber, ele estava servindo à justiça do Deus de Israel, que determinou remover os falsos deuses das nações. Mas é um grande engano concluir daí que ele poderia também vencer o Senhor. Deus não é um ídolo feito por mãos humanas; ele mesmo fez todas as coisas (Salmo 115:3, Salmo 115:4).

Por fim, Ezequias pede que Deus agora os livre e manifeste sua glória derrotando Senaqueribe e salvando Jerusalém de sua mão (2 Reis 19:19). Ele argumenta que, se Jerusalém caísse como as outras terras, o mundo diria que o Deus de Israel foi vencido como aqueles outros deuses. Por isso, pede que Deus aja por amor do seu próprio nome, para deixar claro que somente ele é o Senhor e que todas as demais pretensões de divindade são vazias e falsas.

Assim, essa oração se torna um forte modelo de como orar. Os melhores argumentos na oração são aqueles que se baseiam na honra do próprio Deus. É por isso que a oração ensinada por Jesus começa com “Santificado seja o teu nome” e termina com a declaração de que dele é a glória.

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