Versículo em destaque
Sofonias 1:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados. "
Sofonias 1:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 E os que sobre os telhados adoram o exército do céu; e os que se inclinam jurando ao Senhor, e juram por Milcom;
6 E os que deixam de andar em seguimento do Senhor, e os que não buscam ao Senhor, nem perguntam por ele.
7 Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados.
8 Acontecerá que, no dia do sacrifício do Senhor, castigarei os príncipes, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de trajes estrangeiros.
9 Castigarei naquele dia todo aquele que salta sobre o limiar, que enche de violência e engano a casa dos seus senhores.
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Aqui Deus avisa Judá e Jerusalém de que em breve virá contra eles. Sua presença como vingador justo, o dia do seu juízo, o dia da sua ira, está perto (Sofonias 1:7). Aqueles que não aproveitam a presença de Deus como Pai, mas a afastam por meio do pecado, devem esperar que Ele venha como Juiz e os chame a prestar contas por terem desprezado a sua graça.
O dia do Senhor virá. Agora, as pessoas têm o seu “dia”, em que parecem livres para fazer o que querem. Mas o dia de Deus está próximo. É chamado de “sacrifício”, porque castigar pecadores atrevidos é, por assim dizer, um sacrifício à justiça de Deus, uma maneira de reparar a honra que foi insultada. Os que levavam ofertas a deuses falsos tornam-se agora eles mesmos vítimas diante do Deus verdadeiro. Num dia de sacrifício havia muita matança, e assim será em Jerusalém. Homens serão mortos tão depressa quanto cordeiros colocados sobre o altar, com tão pouca consideração e tanta facilidade: “os mortos do Senhor serão muitos”. Num dia de sacrifício também havia banquete com as ofertas, e assim Judá e Jerusalém serão devorados pelos seus inimigos, os caldeus. Deus preparou e santificou esses invasores como convidados para se fartarem: de sangue, por vingança, e de despojos, por ganância.
Observe, então, quem são marcados para esse sacrifício, quem será visitado e castigado nesse dia de acerto de contas, e por que serão julgados. Primeiro, a casa real, porque a posição os torna mais responsáveis por seu orgulho, vaidade e amor à ostentação (Sofonias 1:8). “Castigarei os príncipes e os filhos do rei”, aqueles que pensam que, embora sejam grandes na terra, Deus está acima deles. São julgados juntamente com “todos os que se vestem de roupas estranhas”, isto é, pessoas que, em desprezo à sua própria nação, copiavam modas estrangeiras e as introduziam entre o povo de Deus. Esforçavam-se para parecer diferentes e se assemelhar às nações das quais Deus os havia separado, até mesmo em suas roupas. Os príncipes e filhos do rei desprezavam o tecido da terra, embora Deus lhes tivesse dado linho fino e seda (Ezequiel 16:10). Precisavam mandar buscar roupas em terras distantes, que só os agradavam se fossem caras e difíceis de conseguir. E os que estavam abaixo deles copiavam o mesmo orgulho. O orgulho nas vestes desagrada a Deus e mostra que um povo está em decadência moral.
Depois vêm os nobres, com seus administradores e servos (Sofonias 1:9). “Naquele dia castigarei todos os que saltam sobre o limiar”, expressão que provavelmente indica a violência contra o direito do próximo. Entravam nas casas à força, apropriando-se do que não era seu, e agiam como se a casa lhes pertencesse. Enchiam a casa de seus senhores de bens adquiridos por violência e engano, e também da culpa desse pecado. Não podiam se desculpar dizendo que o ganho roubado era para os seus patrões e que apenas cumpriam ordens. Nosso dever de obedecer aos mandamentos de Deus vem antes de qualquer obrigação de servir a um senhor terreno.
Em seguida, Deus chama os comerciantes a prestar contas. No distrito chamado Mactes, uma parte baixa de Jerusalém, funda como um almofariz, foi encontrada culpa entre mercadores e ourives (Neemias 3:32). Eles são abatidos, suas lojas são fechadas, e ficam arruinados. Até os que carregam prata são logo cortados pelos invasores, porque suas riquezas atraem a atenção do inimigo. Aquilo em que confiavam para se proteger só serviu para expô-los. Os conquistadores miram primeiro nos ricos e os levam, enquanto os pobres escapam. Ou isso pode indicar um declínio geral no comércio, que precedeu a completa ruína da terra. É sinal de decadência de uma nação quando grandes comerciantes são abatidos e banqueiros falham, pois não caem sozinhos, mas arrastam muitos com eles.
Por fim vêm todos os seguros e descuidados, amantes do conforto e do prazer, gente que vive ociosa e dissolutamente (Sofonias 1:12). Eles vêm de todas as partes do país para morar na capital, onde alugam aposentos privados e se entregam ao luxo e à comodidade. Mas Deus os descobrirá e castigará. “Naquele tempo esquadrinharei Jerusalém com lanternas”, isto é, investigará com cuidado, de modo que nenhum deles escape ao castigo merecido. Isso sugere que estão escondidos, seja por vergonha, seja por medo do que lhes acontecerá. Quando os juízos de Deus se espalham, esperam escapar e desaparecer, mas Deus vasculhará Jerusalém como quem busca um criminoso disfarçado, escondido por seus cúmplices. A mão de Deus achará todos os seus inimigos, onde quer que estejam ocultos. Ele castigará não só os idólatras secretos, mas também os buscadores secretos de prazeres e os que vivem sem reverência a Deus.
Essas pessoas se distinguem por seu caráter. Levam uma vida sensual, governada pelo conforto do corpo e pelo prazer. Estão assentadas sobre as suas borras, como o vinho que fica parado, sem ser mexido, e por isso se torna espesso, pesado e satisfeito consigo mesmo. Fortalecem-se nas riquezas e na maldade. Estão seguras e tranquilas, e porque ainda nada as abalou, imaginam que nada jamais as abalará, como Moabe (Jeremias 48:11). Não foram “tiradas de vasilha em vasilha”. Enchem-se de vinho e bebida forte e afastam qualquer pensamento sério, dizendo: “O dia de amanhã será como este, e ainda maior em abundância” (Isaías 56:12). Estar assentado sobre as borras significa o mesmo que estar encerrado na própria gordura (Salmo 17:10).
Seu pensamento também é ateu. Não poderiam viver de modo tão descuidado se não dissessem no coração: “O Senhor não faz bem nem faz mal”. Isto é, tratam-no como se Ele nada fizesse. Negam seu governo sobre o mundo, dizendo que o que acontece de bom ou de mau vem por acaso e não pela sabedoria e direção de Deus. Negam também seu governo moral, de recompensa e castigo. Na prática, dizem que nada se ganha com a religião e nada se perde com o pecado. Isso nasce do amor ao prazer. Se não estivessem afogados no que podem sentir, não seriam tão entorpecidos espiritualmente, e não seriam tão insensatos se não tivessem se tornado assim pelo apego ao prazer.
Dessa raiz também vem a sua sensualidade. As pessoas não fariam do ventre o seu deus se antes não estivessem tão vazias e corrompidas em seus pensamentos a ponto de imaginar que o Deus que as criou é semelhante a elas mesmas. Mas Deus os julgará, e o fim deles é perdição (Filipenses 3:19).
Assim será essa destruição, e assim Deus lidará com esses pecadores. Primeiro, Ele os fará calar (Sofonias 1:7). “Cala-te diante do Senhor Deus” indica que Ele os reduzirá ao silêncio. Ficarão mudos de medo e espanto. Não terão o que dizer em sua defesa. Todas as desculpas pelo pecado e todas as objeções contra a sentença de Deus serão anuladas.
Também os sacrificará, porque este é o dia do sacrifício do Senhor (Sofonias 1:8). Ele os entregará nas mãos de seus inimigos e, por meio disso, glorificará a si mesmo.
Encherá cidade e campo de clamor e lamento (Sofonias 1:10). Naquele tempo haverá grito desde a Porta do Peixe, assim chamada por ficar perto dos tanques ou mercado de peixe. Pertencia à cidade de Davi (2 Crônicas 33:14; Neemias 3:3). Pode ser a mesma que a Primeira Porta (Zacarias 14:10) e, sendo assim, explica a frase seguinte, “um uivo da segunda parte”, isto é, da segunda porta junto à Porta do Peixe. O alarme se espalhará ao redor dos muros de Jerusalém, de porta em porta. Haverá também um grande estrondo dos outeiros, um ruído forte dos montes ao redor de Jerusalém, seja pelos brados dos invasores vitoriosos, seja pelos gritos do povo apavorado dentro da cidade, ou por ambos. Até os moradores do lugar mais seguro da cidade uivarão (Sofonias 1:11), de tão grande que será a angústia.
Eles também perderão todos os seus bens. Tudo se tornará despojo para o inimigo (Sofonias 1:13). Seus utensílios domésticos e mercadorias se tornarão saque, e em grande quantidade. Suas casas serão demolidas e ficarão em ruínas. Os que construíram novas casas não morarão nelas, mas os invasores as tomarão e nelas habitarão. E o vinho das vinhas que plantaram, eles não o beberão. Em vez de usá-lo para consolar amigos desfalecidos, servirão esse vinho para fortalecer os inimigos que lutam contra eles (Deuteronômio 28:30).
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Deste capítulo
Sofonias 1:1
"Palavra do SENHOR, que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá."
Sofonias 1:2
"Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o Senhor."
Sofonias 1:3
"Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o Senhor."
Sofonias 1:4
"E estenderei a minha mão contra Judá, e contra todos os habitantes de Jerusalém, e exterminarei deste lugar o restante de Baal, e o nome dos sacerdotes dos ídolos, juntamente com os sacerdotes;"
Sofonias 1:5
"E os que sobre os telhados adoram o exército do céu; e os que se inclinam jurando ao Senhor, e juram por Milcom;"
Sofonias 1:6
"E os que deixam de andar em seguimento do Senhor, e os que não buscam ao Senhor, nem perguntam por ele."
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