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Apocalipse 13:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. "

Apocalipse 13:1

menu_book Versículo no contexto

1 E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.

2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

3 E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui nos é descrito o surgimento, a aparência e o avanço da primeira besta. João parece estar de pé na praia do mar, embora provavelmente ainda estivesse em visão. Ele se via na ilha de Patmos, mas não podia dizer se estava no corpo ou fora dele.

A besta subiu do mar. No entanto, pela sua descrição, lembra mais um monstro terrestre. Quanto mais monstruosa em todos os aspectos, melhor servia como figura do mistério da maldade e da tirania. Seu corpo era principalmente semelhante ao de um leopardo, mas seus pés eram como pés de urso, e sua boca, como boca de leão. Tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia, o monstro mais terrível e repugnante imaginável. Parte dessa descrição remete à visão de Daniel dos quatro animais, que representavam quatro reinos (Daniel 7:1-3). Um era semelhante a leão, outro a urso e outro a leopardo. Esta besta parece reunir em si a ferocidade, a força e a rapidez dos três. As sete cabeças e dez chifres parecem representar seus muitos poderes, e as dez diademas, seus governantes subordinados. A palavra de blasfêmia em sua testa mostra seu ódio direto à glória de Deus, especialmente por meio da idolatria.

Sua autoridade vem do dragão. O dragão lhe deu o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Em outras palavras, o diabo a estabeleceu e a sustentou para fazer sua obra e promover sua causa. O diabo lhe concedeu toda a ajuda que pôde.

Uma de suas cabeças recebeu uma ferida mortal, mas a ferida foi curada (Apocalipse 13:3). Alguns entendem essa cabeça ferida como o fim da idolatria pagã, e a cura da ferida como o surgimento da idolatria papal, que é o mesmo mal em essência, apenas em nova forma. Continua servindo ao propósito do diabo com a mesma plenitude que a forma antiga servia.

Esse monstro infernal recebeu grande honra e adoração. “Toda a terra se maravilhou após a besta.” Admiravam seu poder, sua habilidade e seu sucesso. Adoraram o dragão que dera poder à besta e adoraram também a própria besta. Prestaram honra e lealdade ao diabo e a seus servos, e passaram a crer que nenhum poder poderia resistir a eles. Tão grandes eram as trevas, a corrupção e a loucura do mundo.

A besta usou seu poder e sua habilidade para o mal. Tinha uma boca que proferia grandes coisas e blasfêmias. Blasfemava contra Deus, contra o nome de Deus, contra o tabernáculo de Deus e contra os que habitam no céu. Também fez guerra aos santos, venceu-os e alcançou uma espécie de domínio mundial. Seu ódio se dirigia principalmente contra o Deus do céu e o povo do céu. Desonrou a Deus fabricando imagens do Deus invisível e prestando culto a elas. Desonrou o tabernáculo de Deus, isto é, como alguns entendem, a natureza humana do Senhor Jesus Cristo, em que Deus habita como em um tabernáculo. Esta é desonrada pela doutrina da transubstanciação, que não admite que o corpo de Cristo seja um corpo verdadeiro e o coloca no poder do sacerdote, como se este pudesse “fazer” um corpo para Cristo. Também se opôs aos que habitam no céu, os santos glorificados, colocando-os no lugar dos demônios pagãos e dirigindo-lhes orações, o que os próprios santos veriam, com razão, como um insulto. Assim se manifesta o ódio do diabo contra o céu e seus bem-aventurados habitantes. Eles estão além de seu alcance; ele só pode blasfemar contra eles. Mas os santos na terra estão mais expostos à sua crueldade, e às vezes ele recebe permissão para triunfar sobre eles e pisá-los.

O poder e o sucesso do diabo são limitados, tanto no tempo quanto no alcance das pessoas que ele pode dominar por completo. Seu reinado é limitado em duração: quarenta e dois meses (Apocalipse 13:5), o que se harmoniza com outros sinais proféticos do domínio do anticristo. Também é limitado quanto às pessoas que pode governar plenamente. São apenas aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Cristo tem um remanescente escolhido, remido por seu sangue, registrado em seu livro e selado por seu Espírito. Ainda que o diabo e o anticristo vençam seus corpos e lhes tirem a vida natural, nunca poderão conquistar suas almas nem desviá-los do seu Salvador.

Somos instruídos a prestar cuidadosa atenção ao que aqui se mostra sobre os sofrimentos e aflições da igreja. Também somos assegurados de que, quando Deus completar sua obra em Sião, sua obra de purificação, ele se voltará contra os inimigos do seu povo. Os que matam à espada morrerão à espada (Apocalipse 13:10), e os que levam o povo de Deus ao cativeiro serão eles mesmos levados cativos. Isso deve exercitar os santos na paciência, ao olharem para adiante, para tão grandes sofrimentos, e na fé, ao contemplarem, igualmente, tão gloriosa libertação.

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