Versículo em destaque
Salmos 86:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas. "
Salmos 86:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Dá ouvidos, Senhor, à minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
7 No dia da minha angústia clamo a ti, porquanto me respondes.
8 Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas.
9 Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome.
10 Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
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Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
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O Cuidado do Pastor
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Davi continua sua oração aqui. Primeiro, ele dá glória a Deus, porque nossas orações também devem ser louvor. Devemos honrar o reino, o poder e a glória de Deus com profunda humildade e reverência.
Ele louva a Deus como alguém incomparável. Não há ninguém como o Senhor, e nada pode ser comparado a ele (Salmo 86:8). Entre os falsos deuses adorados pelos gentios, entre os anjos e entre os reis da terra, nenhum se iguala a ele. Ninguém é tão sábio, tão forte ou tão bom. Suas obras também provam isso, pois não há obras como as dele. A melhor forma de louvar a Deus é reconhecer que ninguém é como ele.
Ele também louva a Deus como a fonte de toda a vida e o centro de todo louvor (Salmo 86:9). Deus fez todas as nações, e todos os povos procedem dele e dependem dele para viver. Por isso, as nações virão e se prostrarão diante dele, e glorificarão o seu nome. Isso se viu em parte na multidão de pessoas que se uniram à fé de Israel nos dias de Davi e Salomão. Mas se cumpriria plenamente nos dias do Messias, quando pessoas de todo reino e nação seriam ajuntadas para louvar a Deus (Apocalipse 7:9). Deus fez todas as nações por meio de Cristo, porque sem ele nada do que foi feito se fez. Assim, por Cristo, e pelo poder do seu evangelho e da sua graça, todas as nações serão trazidas a adorar a Deus (Isaías 66:23).
Ele também louva a Deus como infinitamente grande (Salmo 86:10). Todas as nações devem adorá-lo porque ele é Rei sobre todas as nações. Seu governo é completo e não pode ser contestado. Sua majestade inspira temor reverente, seu poder alcança todos os lugares, suas riquezas nunca se esgotam, e sua autoridade não tem limites. Ele demonstra isso fazendo coisas maravilhosas, que todas as nações admiram. Essas obras devem levar as pessoas a reconhecer que só ele é Deus, que não há outro semelhante nem outro além dele. Devemos manter pensamentos elevados a respeito desse grande Deus, e encher-nos de santo assombro diante do Deus que faz milagres. Somente ele deve possuir o nosso coração, porque somente ele é Deus.
Ele também louva a Deus como infinitamente bom. As pessoas são más, muito perversas e corrompidas (Salmo 86:14), de modo que não se pode esperar delas verdadeira misericórdia. Mas o Senhor é um Deus cheio de compaixão e de graça (Salmo 86:15). Essa é a parte do caráter de Deus que ele revelou em seu nome, e por isso é o que também devemos proclamar (Êxodo 34:6, 34:7). Sua bondade cobre todas as suas obras, e isso deve encher todo o nosso louvor. Nisso também está o nosso consolo em um mundo cruel, porque, não importa como as pessoas sejam, Deus é bom. As pessoas são duras, mas Deus é gracioso. As pessoas são inconstantes, mas Deus é fiel. Ele não é apenas compassivo, mas abundante em compaixão, e nele a misericórdia triunfa sobre o juízo. Ele é paciente conosco, mesmo quando continuamos a ofendê-lo, e é rico em misericórdia e verdade, fiel em cumprir o que prometeu assim como foi livre em prometer.
Por fim, Davi louva a Deus como amigo bondoso e ajudador generoso para com ele mesmo. Devemos louvar a Deus por ser bom em si mesmo, mas sentimos isso de modo mais profundo quando vemos quão bom ele tem sido conosco. Davi se detém nisso com alegria especial em (Salmo 86:12-13). Ele havia dito que todas as nações louvariam a Deus e glorificariam o seu nome. É consolo para uma pessoa piedosa saber que outros louvarão a Deus, mas seu maior cuidado e alegria é fazê-lo pessoalmente. Não importa o que os outros façam, Davi diz: “Eu te louvarei, Senhor, Deus meu.” Ele não vê o Senhor apenas como Deus em geral, mas como seu próprio Deus. Ele o louvará de todo o coração, de forma pronta e inteira, alegre e sincera, buscando a honra de Deus. Ele honrará o nome de Deus, não por pouco tempo, mas para sempre. Ele pretende fazê-lo enquanto viver, e espera louvá-lo por toda a eternidade.
Davi tem boa razão para louvar a Deus assim, porque Deus lhe mostrou misericórdia especial. “Grande é a tua misericórdia para comigo.” A misericórdia de Deus é sempre plena, e suas bênçãos são ricas além de qualquer medida. Quando falamos da misericórdia de Deus para conosco, devemos engrandecê-la dessa forma. Davi dá um exemplo dessa misericórdia: “Tu livraste a minha alma do mais profundo inferno”, isto é, da morte, de tão grande morte como fala Paulo (2 Coríntios 1:10), e até da morte eterna, como alguns escritores judeus também entenderam. Davi sabia que merecia ser lançado para sempre no mais profundo inferno por causa do seu pecado com Urias. Mas Natã lhe disse que o Senhor havia tirado o seu pecado, e por essa palavra ele foi livrado do mais profundo inferno. Nisso, a misericórdia de Deus para com ele foi grande.
Mesmo os melhores santos devem à misericórdia de Deus, e não ao próprio mérito, o fato de serem poupados do mais profundo inferno. Essa verdade deve alargar grandemente o nosso coração em louvor à misericórdia de Deus, que devemos glorificar para sempre. Tão grande livramento de uma miséria eterna pede com justiça um louvor eterno.
Então Davi se volta a uma oração intensa por misericórdia e graça. Ele se queixa do ódio constante e inflexível de seus inimigos contra ele (Salmo 86:14): “Senhor, sê por mim, porque muitos são contra mim.” Ele observa o caráter deles. Eram homens soberbos, que desprezavam o pobre Davi. Muitos se tornam perseguidores por orgulho. Eram homens violentos, que tentavam impor a própria vontade, fosse justa ou não. Alguns os entendem como homens aterrorizadores, que faziam de tudo para intimidar os que estavam ao seu redor. Ele também nota o número deles: eram grupos, homens poderosos que se reuniam em conselhos e tribunais, ou homens do povo que se reuniam em rodas, e, por estarem ajuntados, podiam causar mais dano.
Ele também percebe a hostilidade deles contra ele. Eles se levantam contra Davi em aberta rebelião. Não apenas planejam o mal, mas executam seus planos até onde conseguem. Seu alvo não é apenas tirá-lo do trono, mas destruí-lo. Buscam a sua vida, querem matá-lo, e até a sua alma, se pudessem, para arruiná-lo. Por fim, ele nota o quanto estão afastados de Deus, e isso é a raiz do ódio que têm por Davi. Eles não puseram Deus diante de si. Nada de bom se pode esperar daqueles que não temem a Deus. Davi pede ao Senhor que se mostre contra eles, porque são inimigos de Deus tanto quanto dele.
Sua oração então pede a obra da graça de Deus em seu próprio coração (Salmo 86:11). Ele pede a Deus um coração entendido, que seja ensinado e guiado no dever. “Ensina-me, Senhor, o teu caminho”, isto é, o caminho que Deus lhe determinou para andar. Quando está em dúvida, pede a Deus que deixe claro o que deve fazer e o faça ouvir a voz que diz: “Este é o caminho” (Isaías 30:21). Davi era bem instruído nas coisas de Deus, mas ainda assim sabia que precisava de mais ensino. Muitas vezes não podia confiar plenamente em seu próprio juízo. “Ensina-me o teu caminho”, diz ele, “e andarei na tua verdade.”
Alguém poderia esperar que a oração fosse: “Ensina-me a tua verdade, e andarei no teu caminho.” Mas dá no mesmo. Deus nos ensina o caminho da verdade, e nós devemos escolher andar por ele (Salmo 119:30). Cristo é ao mesmo tempo o caminho e a verdade, portanto precisamos aprender de Cristo e andar nele. Não podemos andar no caminho e na verdade de Deus se ele não nos ensinar, e, se queremos que ele nos ensine, devemos estar dispostos a viver conforme o que ele ensina (Isaías 2:3).
Ele também pede um coração íntegro: “Une o meu coração ao temor do teu nome.” Em outras palavras: “Torna-me sincero na religião.” O hipócrita tem o coração dividido, mas o salmista quer um coração inteiro e totalmente consagrado a Deus, não dividido entre Deus e o mundo, nem se afastando dele. Nosso coração é rápido em se dispersar e espalhar sua atenção por muitas coisas, por isso precisamos da graça de Deus para reuni-lo. Assim poderemos servir a Deus com tudo o que há em nós, e ainda assim isso não será demais para dar em seu serviço.
Ele também ora por sinais do favor de Deus em três aspectos. Primeiro, pede que Deus lhe fale paz e consolo. “Volta-te para mim”, diz ele, como quem é amado e cuidado. Seus inimigos se voltam contra ele, e seus amigos se afastam, então ele pede que o Senhor se volte para ele e lhe mostre misericórdia. Seria consolo para ele saber que Deus se compadece dele.
Em segundo lugar, ele pede que Deus o livre e o guarde em segurança. “Dá tua fortaleza ao teu servo”, ou seja, “Coloca força em mim, para que eu possa ajudar a mim mesmo, e usa tua força a meu favor, para que eu seja salvo daqueles que querem me destruir.” Ele apela à sua condição de servo de Deus: “Eu sou teu servo, e o sou por nascimento, filho da tua serva, nascido em tua casa. Portanto, tu és meu legítimo Senhor, e posso esperar tua proteção. Eu te pertenço, portanto salva-me.” Filhos de pais piedosos, que foram dedicados ao Senhor desde cedo, podem usar o mesmo argumento. Se se colocam sob a disciplina da família de Deus, têm direito aos seus privilégios.
Em terceiro lugar, ele pede a Deus que lhe dê um sinal claro de favor. Ele clama: “Mostra-me um sinal para o bem”, querendo dizer: que haja algo visível, para que outros, além dele mesmo, possam perceber que o Senhor lhe tem feito bem e ainda tem mais bem preparado para ele. Ele deseja sinais nítidos e inconfundíveis da bondade de Deus, de modo que aqueles que o odeiam os vejam e fiquem envergonhados de seu ódio.
Esses inimigos terão motivo para vergonha quando virem que o Senhor ajudou e consolou o salmista, pois então reconhecerão que estavam lutando contra o próprio Deus, opondo-se a alguém que Deus assume como seu, tentando inutilmente arruinar e afligir aquele a quem o próprio Deus se dispôs a ajudar e consolar. Assim, a alegria do povo de Deus se tornará a vergonha de seus perseguidores.
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Deste capítulo
Salmos 86:1
"Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito."
Salmos 86:2
"Guarda a minha alma, pois sou santo: ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia."
Salmos 86:3
"Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clamo todo o dia."
Salmos 86:4
"Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, levanto a minha alma."
Salmos 86:5
"Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam."
Salmos 86:6
"Dá ouvidos, Senhor, à minha oração e atende à voz das minhas súplicas."
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