Versículo em destaque
Salmos 135:5 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses. "
Salmos 135:5
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
3 Louvai ao Senhor, porque o Senhor é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.
4 Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro.
5 Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.
6 Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos.
7 Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.
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O salmista já havia nos apontado para a bondade de Deus como o motivo correto para um louvor alegre. Aqui ele volta-se para a grandeza de Deus como o motivo correto para um louvor reverente, cheio de temor e admiração. Ele se demora nesse tema porque somos mais lentos para meditarmos sobre isso.
Primeiro, ele declara a verdade de forma simples: “O Senhor é grande” (Salmo 135:5). Deus é verdadeiramente grande. Ele não conhece limites de tempo nem de lugar. O salmista afirma isso com plena confiança. Ele sabe disso, não apenas pelos sinais ao seu redor, mas pela revelação do próprio Deus. Ele conhece essa grandeza também pela experiência da ação de Deus em sua própria alma. Afirma isso com santa ousadia contra todo falso deus, ainda que todos eles se unissem. Deus não está apenas acima de um deus em particular; ele está acima de todos os deuses, além de qualquer comparação.
Em seguida, ele mostra a grandeza de Deus pela grandeza do seu poder (Salmo 135:6). Deus tem poder absoluto, isto é, pode fazer tudo o que quer. “O Senhor faz tudo o que lhe agrada”, e ninguém pode detê-lo ou questioná-lo: “Que fazes?” Ele age porque escolhe agir, e não precisa explicar seus caminhos a ninguém. Ele também possui poder onipotente, de modo que, se decide agir, nada o pode impedir. Esse poder se estende a todos os lugares: nos céus, na terra, nos mares e nos abismos. Os ídolos das nações nada podem fazer; o nosso Deus pode tudo, e de fato faz tudo.
O salmista dá exemplos desse grande poder. Na natureza, todas as forças ao nosso redor mostram a grandeza do Deus da natureza, de quem procedem e de quem dependem (Salmo 135:7). Deus não apenas estabeleceu, no princípio, a corrente de causas naturais; ele continua sustentando tudo. É pelo seu poder que os vapores sobem da terra. O calor do sol realiza isso, mas esse poder vem de Deus, razão pela qual está escrito que nada se esconde do calor do sol (Salmo 19:6). Ele faz as nuvens se levantarem desde os confins da terra, isto é, desde os mares que cercam as terras.
Ele também transforma esses vapores em chuva, de modo que a terra não perde aquilo que envia para cima, mas o recebe de volta em chuvas frutíferas. Dos mesmos vapores, por seu poder admirável, ele produz relâmpagos com a chuva. Assim, ele abre os tesouros do céu e sacode as nuvens para que reguem a terra. Fogo e água convivem em perfeita harmonia sob o poder de Deus. Eles se unem, e mesmo assim a água não apaga o fogo, nem o fogo consome a água, como aconteceu quando o fogo caiu do céu por ordem de Deus (1 Reis 18:38). Esses mesmos vapores, com outro propósito, tornam-se ventos. Eles sopram para onde querem, e estamos tão longe de controlá-los que nem sabemos de onde vêm nem para onde vão. Entretanto, Deus os faz sair dos seus tesouros com o mesmo cuidado e propósito com que um rei sábio ordena a saída de dinheiro do seu tesouro.
O salmista também mostra a grandeza de Deus nos reinos dos homens. Ele lembra as grandes obras que Deus fizera antes em favor de Israel, as quais provavam tanto a grandeza quanto a bondade de Deus, e ainda confirmavam a veracidade das Escrituras do Antigo Testamento, que começaram com Moisés, o homem por meio de quem Deus operou esses milagres. Vemos o governo soberano e o poder irresistível de Deus ao tirar Israel do Egito. Ele humilhou Faraó por meio de muitas pragas, até que este foi obrigado a deixar o povo ir. Essas pragas são chamadas de sinais e maravilhas porque não ocorreram no curso comum da providência, mas houve algo de miraculoso em cada uma delas. Elas caíram sobre Faraó, sobre seus servos e sobre o seu povo; mas Israel, a quem Deus chamava de seus servos, seu filho, seu primogênito, seu povo livre, foi poupado. Nenhuma praga chegou às suas casas. A morte dos primogênitos, tanto de homens quanto de animais, foi a pior de todas as pragas, e foi aquela que finalmente decidiu a questão.
Deus também manifestou seu poder destruindo os reinos de Canaã diante de Israel (Salmo 135:10). Os povos que já habitavam aquela terra tinham toda a vantagem aparente para conservá-la. Eram numerosos, fortes na guerra e unidos contra Israel. Eram grandes nações. Mas uma grande nação pode ser fraca se seu governante for brando e tímido. Essas nações, porém, tinham reis poderosos, e mesmo assim todos foram abatidos e mortos, incluindo Seom e Ogue, e todos os reinos de Canaã (Salmo 135:10, 11). Nenhum poder do inferno ou da terra pode impedir que a promessa de Deus se cumpra quando chega o tempo que ele determinou.
Ele também demonstrou seu poder estabelecendo Israel na terra prometida. O Deus que dá reinos a quem ele quer deu Canaã como herança a Israel, seu povo. Chegou a eles como herança porque seus antepassados haviam recebido a promessa, mesmo sem ainda possuírem a terra. A promessa passou para os filhos. Isso havia acontecido muito tempo antes, mas o salmista agora louva a Deus por isso, e com razão, pois os descendentes estavam desfrutando do benefício.
Por fim, o salmista se alegra na glória e na graça duradouras de Deus. O nome de Deus permanece para sempre (Salmo 135:13). Isso significa que as maneiras pelas quais Deus se manifesta ao seu povo produzem resultados permanentes. O que Deus faz permanece para sempre (Eclesiastes 3:14). Seu nome permanece para sempre nos constantes e duradouros louvores do seu povo. A sua memória chegou até nós e continuará por todas as gerações da igreja. Isso parece apontar para (Êxodo 3:15), onde Deus, depois de se apresentar como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, declara que esse é o seu nome eternamente e o seu memorial de geração em geração. Deus é, e sempre será, o mesmo para a sua igreja: um Deus gracioso, fiel e que opera maravilhas. A sua igreja é, e será, a mesma para ele: um povo agradecido e que o louva. Dessa maneira, o seu nome permanece para sempre.
Ele também será bondoso para com o seu povo. Defenderá a causa deles contra os que se opõem a eles. Julgará o seu povo, isto é, julgará em favor dele e não permitirá que seja esmagado. Não continuará em contenda com eles para sempre. Em vez disso, afastar-se-á da sua disputa com seus servos, se compadecerá deles e não prosseguirá em ira contra eles. Estará disposto a recebê-los, a voltar-se para eles em misericórdia e a se alegrar em lhes fazer o bem. Isso retoma o cântico de Moisés (Deuteronômio 32:36).
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Deste capítulo
Salmos 135:1
"Louvai ao SENHOR. Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR."
Salmos 135:2
"Vós que assistis na casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus."
Salmos 135:3
"Louvai ao Senhor, porque o Senhor é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável."
Salmos 135:4
"Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro."
Salmos 135:6
"Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos."
Salmos 135:7
"Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros."
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