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Neemias 11:1 - Significado e aplicacao

Entenda como este versiculo fala com o que voce esta vivendo e como aplica-lo hoje

Traducao: Almeida Corrigida Fiel

" E os líderes do povo habitaram em Jerusalém, porém o restante do povo lançou sortes, para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes nas outras cidades. "

Neemias 11:1

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1

E os líderes do povo habitaram em Jerusalém, porém o restante do povo lançou sortes, para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes nas outras cidades.

2

E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam para habitar em Jerusalém.

3

E estes são os chefes da província, que habitaram em Jerusalém; porém nas cidades de Judá habitou cada um na sua possessão, nas suas cidades, Israel, os sacerdotes, os levitas, os servidores do templo, e os filhos dos servos de Salomão.

auto_stories Comentario Bible Guided

Jerusalém é chamada aqui de “a santa cidade” (Neemias 11:1) porque ali estava o templo, e Deus havia escolhido aquele lugar para fazer habitar o seu nome. Seria de se esperar que todo o povo fiel quisesse morar ali e buscasse um lar ali. No entanto, na prática, muitos não queriam habitar em Jerusalém.

Uma razão pode ter sido que a vida em Jerusalém exigia um modo de viver mais rigoroso do que em outros lugares, e eles não estavam dispostos a se sujeitar a esse padrão. Quem não quer ser santo costuma evitar viver em uma cidade santa. Pelo mesmo motivo, não desejariam viver na Nova Jerusalém, mas prefeririam ter aqui na terra uma cidade estável e confortável.

Outra razão pode ter sido o ódio especial que as nações vizinhas tinham contra Jerusalém, para onde se dirigiam seus ataques. Isso fazia dela o lugar de maior perigo, e muitos não queriam se colocar nessa posição. O medo de perseguição, vergonha, aflição e afronta afasta muitos da cidade santa e os torna lentos em tomar partido por Deus e pela verdadeira religião. Eles não levam em conta que, assim como Jerusalém é particularmente ameaçada e zombada por seus inimigos, ela também é especialmente protegida por seu Deus e feita por ele em morada tranquila (Isaías 33:20; Salmo 46:4, 46:5).

Uma terceira razão pode ter sido o interesse material. Era mais lucrativo morar no campo. Jerusalém não era uma cidade de comércio, de modo que havia menos dinheiro a ganhar com negócios, enquanto o campo oferecia lucros com cereais e gado. O triste fato é que a maioria das pessoas cuida mais dos próprios interesses do que das coisas de Jesus Cristo (Filipenses 2:21). É uma queixa frequente e justa dizer que muitos colocam sua riqueza, reputação, conforto, prazer e segurança acima da glória de Deus e do bem comum.

Visto que o povo estava tão relutante em morar em Jerusalém agora que ela se tornara pobre, o capítulo mostra como a cidade foi novamente preenchida. Primeiro, os príncipes, ou líderes, passaram a habitar ali (Neemias 11:1). Esse era o lugar certo para eles, pois ali estavam os tronos de juízo (Salmo 122:5), e o povo vinha à cidade com suas causas mais difíceis. Se morar em Jerusalém naquela época demonstrava grande amor pela casa de Deus, zelo pelo bem público, fé, coragem e renúncia de si mesmo, então os governantes deviam ser exemplo dessas virtudes para os que estavam sob sua autoridade. Sua presença ali convidaria e animaria outros a viverem na cidade. Grandes homens são como ímãs, atraem outros após si. Quando os líderes escolhem a cidade santa como seu lar, fazem com que a santidade seja mais respeitada, e seu zelo desperta muitos outros.

Em segundo lugar, alguns se ofereceram voluntariamente para morar em Jerusalém (Neemias 11:2). Eles abriram mão de vantagens terrenas em favor do bem público. Seus nomes foram registrados para sua honra, porque, enquanto outros procuravam evitar trabalho duro, perda e perigo, esses buscaram o bem de Jerusalém por causa da casa do Senhor seu Deus. Os que amam Sião prosperarão (Salmo 122:6, 122:9). O povo os abençoou, isto é, falou bem deles, orou por eles e louvou a Deus por causa deles. Muitos que não estão dispostos a servir ao bem público pessoalmente ainda assim se alegram em dar uma boa palavra em favor dos que o fazem. Deus e os homens abençoarão aqueles que se tornam bênção para outros, e isso deveria incentivar a fazer o bem com zelo.

Em terceiro lugar, vendo que ainda havia espaço, decidiram trazer um de cada dez para morar em Jerusalém. Quem seriam essas pessoas foi determinado por sortes, e todos sabiam que o resultado era dirigido pelo Senhor. Isso evitava contendas e, ao mesmo tempo, consolava os sorteados, pois eles podiam ver que era Deus quem lhes designava o lugar da habitação. Mantiveram a proporção de um em dez, como que buscando um equilíbrio justo entre cidade e campo. Isso também pode apontar para a antiga regra de consagrar o dízimo a Deus, e o que era entregue à cidade santa era considerado como entregue a ele.

Em seguida, o capítulo descreve quem habitou ali. Dá-se um cômputo geral, porque os líderes de Judá consideravam aquele povo sua força no Senhor dos Exércitos, seu Deus, e o estimavam como tal (Zacarias 12:5).

Muitos dos filhos de Judá e de Benjamim moraram em Jerusalém. Desde o princípio, parte da cidade ficara no território de uma tribo e parte no da outra. A maior parte pertencia a Benjamim, de modo que se encontram apenas 468 famílias de Judá em Jerusalém (Neemias 11:6), mas 928 de Benjamim (Neemias 11:7, 11:8). Esses foram começos pequenos, mas mais tarde, antes do tempo do Salvador, a cidade se tornou muito mais populosa. Os de Judá ali eram todos descendentes de Perez (ou Peres), filho de Judá, por meio de quem Cristo veio segundo a carne. E, embora os benjamitas fossem mais numerosos, os homens de Judá são chamados homens valorosos, aptos para o serviço e capazes de defender a cidade se fosse atacada. Judá não perdera seu antigo caráter de “filhote de leão”, ousado e forte. Entre os benjamitas que moravam em Jerusalém, o escritor menciona o chefe e o que estava sob suas ordens (Neemias 11:9). É tão necessário que um povo tenha boa ordem entre si quanto ter defesa contra inimigos de fora. Eles precisam de bons líderes tanto quanto de bons soldados.

Muitos dos sacerdotes e levitas também se estabeleceram em Jerusalém; afinal, onde mais deveriam habitar os que eram santos para Deus, senão na cidade santa? É provável que a maior parte dos sacerdotes morasse ali, pois seu trabalho se concentrava no templo. Entre os que serviam na casa de Deus por turnos, havia 822 de uma família, 242 de outra e 128 de outra (Neemias 11:12-14). Era bom que esses trabalhadores não fossem poucos. Alguns deles são chamados homens valentes (Neemias 11:14), o que era apropriado, porque o sacerdócio não apenas exigia vigor para o trabalho, mas também se assemelhava a uma espécie de guerra que requeria coragem, especialmente naquele tempo. Um sacerdote é descrito como filho de um dos grandes homens. Não era desonra para o maior entre eles ter um filho servindo como sacerdote, pois esse ofício de forma alguma diminuía sua honra.

Alguns levitas também moravam em Jerusalém, embora em menor número, 284 ao todo (Neemias 11:18), juntamente com 172 porteiros, isto é, guardas das portas (Neemias 11:19). Grande parte da obra dos levitas era ensinar o bom conhecimento de Deus por todo o país, e por isso deviam estar espalhados entre Israel. Um número suficiente deles ficava em Jerusalém para o serviço ali, enquanto o restante fazia o bem em outros lugares.

Diz-se de um dos levitas que tinha a superintendência dos negócios de fora da casa de Deus (Neemias 11:16).

Os sacerdotes eram os principais responsáveis pela obra dentro das portas do templo. Mas a esse levita foi confiada a administração das necessidades materiais da casa de Deus, coisas que serviam ao trabalho espiritual. Ele cuidava da coleta das ofertas, do suprimento de materiais para o serviço do templo e de tarefas semelhantes. Esses assuntos precisavam ser cuidadosamente administrados, ou então a obra mais interna ficaria prejudicada e interrompida.

Os que cuidam da parte externa da igreja, como o serviço das mesas, são tão necessários em seu lugar quanto os que cuidam da parte interna. Estes últimos se dedicam à palavra e à oração. Ambos os tipos de serviço sustentam a vida da casa de Deus.

Outro homem é descrito como aquele que começava o louvor em ação de graças na oração. Provavelmente tinha bom ouvido, voz forte e habilidade no canto, por isso foi escolhido para conduzir o salmo. Ele atuava como principal cantor no templo. A ação de graças deve sempre acompanhar a oração. Dar graças pelas misericórdias passadas é um modo adequado de pedir novas misericórdias. O culto público também deve ser feito com cuidado e ordem, de modo que tudo seja bem conduzido, com um que lidera e os outros acompanhando.

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