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Mateus 16:13 - Significado e aplicacao

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Traducao: Almeida Corrigida Fiel

" E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? "

Mateus 16:13

O que significa Mateus 16:13?

Mateus 16:13 mostra Jesus perguntando o que as pessoas pensam sobre quem Ele é. Isso revela que muitos têm opiniões diferentes sobre Jesus, mas a decisão pessoal é o que realmente importa. Em situações de dúvida sobre fé, identidade ou propósito, esse versículo incentiva a buscar quem Jesus é de forma sincera e prática na vida diária.

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11

Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?

12

Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus.

13

E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?

14

E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.

15

Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?

auto_stories Comentario Bible Guided

Aqui temos uma conversa particular que Cristo teve com seus discípulos a respeito de si mesmo. Ela aconteceu na região de Cesareia de Filipe, no extremo norte de Canaã. Naquele lugar afastado havia menos gente ao seu redor, e assim ele provavelmente teve mais tempo para falar em particular com os discípulos. Quando os ministros de Deus têm menos trabalho público, devem procurar fazer mais bem dentro de suas próprias casas.

Cristo aqui está ensinando seus discípulos por meio de perguntas. Ele começa perguntando o que as outras pessoas diziam a respeito dele: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Ele se chama de Filho do Homem, e isso pode ter dois sentidos. Primeiro, pode ser um título que ele compartilha com os demais seres humanos, pois ele era realmente homem, nascido de mulher. Embora fosse o Filho de Deus (Lucas 1:35), escolheu esse título humilde para mostrar a condição de humilhação em que viveu na terra.

Em segundo lugar, Filho do Homem pode ser um título que lhe pertence como Messias, o Salvador prometido. Daniel o viu com esse nome em uma visão (Daniel 7:13). Assim, Jesus está perguntando: “Quem as pessoas dizem que eu sou? Elas me reconhecem como o Messias?” Ele não pergunta o que os escribas e fariseus diziam, porque eles já estavam cheios de preconceito contra ele. Pergunta sobre o povo em geral, pois os discípulos ouviriam mais o que vinha das multidões do que dos líderes. Jesus não pergunta por ignorância, mas para despertar nos discípulos uma preocupação com o sucesso da pregação deles, já que ele se importava profundamente com a forma como era recebido.

Os discípulos respondem: “Uns dizem que és João Batista”, e mencionam outras opiniões bem distantes da verdade. Alguns diziam que ele era Elias, outros Jeremias, ou um dos profetas. Eram palpites variados, e isso mostra como o povo estava dividido. A verdade é una, mas o erro se fragmenta em muitas opiniões. Como não queriam admitir que ele era o Cristo, corriam atrás de um palpite incerto após o outro.

Mesmo assim, essas opiniões eram honrosas em certo sentido, pois mostravam respeito por Jesus. Não eram insultos de inimigos declarados, mas pensamentos de pessoas que o seguiam com admiração. Porém, ter uma opinião elevada não é o mesmo que ter uma opinião correta. Alguém pode pensar bem de Cristo e ainda assim não pensar corretamente a respeito dele.

Todos esses palpites tinham também algo em comum: tratavam-no como alguém ressuscitado dentre os mortos. Isso pode ter vindo de uma ideia confusa sobre o Messias, ou da crença de que nenhum grande homem poderia surgir em sua própria geração. Por isso tentavam encaixar Jesus em modelos conhecidos, em vez de reconhecer quem ele realmente era. Estavam dispostos a admitir quase qualquer coisa sobre ele, exceto a verdade.

Alguns diziam que ele era João Batista. Herodes já havia dito isso antes (Mateus 14:2), e outros à sua volta podem ter repetido a ideia. Essa opinião pode ter sido reforçada pela crença de que os mártires ressuscitariam primeiro, antes dos demais.

Outros diziam que ele era Elias, provavelmente por causa da profecia de Malaquias de que Elias viria antes do grande dia do Senhor (Malaquias 4:5). Elias também realizara milagres, e o fato de ter sido levado ao céu já era, por si só, um grande milagre.

Outros diziam que ele era Jeremias. Podiam associá-lo ao profeta das lágrimas, pois Jesus frequentemente chorava. Ou talvez o ligassem à autoridade de Jeremias sobre nações e reinos (Jeremias 1:10), algo que julgavam adequado ao Messias.

Outros, enfim, diziam que era um dos profetas. Isso mostra o grande valor que davam aos profetas, embora muitos deles viessem de famílias que tinham perseguido e matado esses mesmos profetas (Mateus 23:29). Em vez de admitir que Jesus de Nazaré era a pessoa extraordinária que suas obras demonstravam, preferiam dizer que ele era um dos antigos profetas.

Então Jesus se volta para os próprios discípulos e pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Eles tinham visto mais do que os outros e recebido um ensino melhor do que a multidão. Quem tem maior luz e mais graça deve compreender as coisas de Deus com mais clareza do que os demais. Os discípulos também estavam sendo preparados para ensinar outros, por isso precisavam conhecer bem a verdade. Quem vai pregar o evangelho deve primeiro ser examinado, especialmente em relação a Cristo. Como alguém pode servir como ministro de Cristo se é ignorante a respeito de Cristo ou está enganado sobre quem ele é?

Essa também é uma pergunta que cada um de nós deve fazer a si mesmo com frequência: Quem dizemos que o Senhor Jesus é? O estimamos? Ele é o principal em nossos corações? É o Amado de nossas almas? Nossa condição é boa ou má conforme sejam corretos ou não os nossos pensamentos sobre Jesus Cristo.

Esta é a questão central, e então chegamos à resposta de Pedro, em (Mateus 16:16). À pergunta anterior, sobre o que outros pensavam de Cristo, vários discípulos responderam com o que tinham ouvido do povo. Mas agora Pedro fala por todos, com o acordo e consentimento deles. Pedro era naturalmente pronto para falar nesses momentos, às vezes bem, às vezes mal. Em todo grupo há pessoas ousadas e cheias de iniciativa, que costumam falar primeiro; Pedro era um deles.

Ainda assim, isso está longe de provar o tipo de posição ou autoridade sobre os demais apóstolos que a igreja de Roma lhe atribui. Querem fazê-lo juiz, quando, no máximo, ele foi o porta‑voz do grupo, falando em nome dos outros nessa ocasião. Foi apenas um presidente momentâneo, não um governante permanente nem o orador principal de toda a igreja.

A resposta de Pedro é breve, mas completa, verdadeira e totalmente adequada: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Aqui temos uma confissão da fé cristã, dirigida ao próprio Cristo, e assim ela se torna um ato de adoração. Ela também confessa o Deus verdadeiro como o Deus vivo, em contraste com ídolos mudos e sem vida, e confessa Jesus Cristo, enviado pelo Pai, e conhecer a quem é a vida eterna.

Aqui está o ponto essencial. O povo chamara Jesus de profeta, até mesmo daquele Profeta (João 6:14). Mas os discípulos o confessam como o Cristo, o Ungido, o grande Profeta, Sacerdote e Rei da igreja, o verdadeiro Messias prometido aos pais e longamente esperado por eles. Era algo grandioso crer isso a respeito de alguém cuja aparência exterior era tão diferente do Messias que muitos judeus tinham imaginado.

Jesus havia se chamado de Filho do Homem, mas eles o confessam como o Filho do Deus vivo. As ideias do povo iam desde o espírito de um homem morto até Elias ou Jeremias. Mas os discípulos sabem e creem que ele é o Filho do Deus vivo, aquele que tem vida em si mesmo e dá vida ao mundo. Se ele é o Filho do Deus vivo, então compartilha da mesma natureza do Pai. Sua natureza divina estava agora escondida sob a carne humana, mas esses discípulos olharam através desse véu e viram a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Se também podemos dizer isso com sinceridade pela fé, então devemos chegar a Cristo com amor e adoração e reconhecê-lo: Senhor Jesus, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Em seguida, Cristo aprova a resposta de Pedro, em (Mateus 16:17-19), e fala com ele tanto como crente quanto como apóstolo. Como crente, Cristo se agrada da confissão de Pedro porque ela é clara e direta, sem hesitação nem dúvida. O crescimento dos discípulos de Cristo em conhecimento e graça é muito agradável a ele, e Jesus também mostra a Pedro de onde veio essa verdade. No alvorecer do evangelho, era algo grandioso crer nisso, e nem todos tinham esse conhecimento ou essa fé.

Pedro foi bem-aventurado por isso. “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas.” Cristo o lembra de sua origem e de sua família, simples e humilde. Ele era Barjonas, filho de Jonas. Alguns entendem isso como “filho da pomba”. Que ele se lembrasse da rocha de onde fora cortado, para ver que não havia nascido para essa honra, mas fora elevado a ela pelo favor de Deus. Foi pura graça que o fez diferente dos outros. Os que receberam o Espírito devem lembrar quem é o seu Pai (1 Samuel 10:12).

Depois de lembrá-lo disso, Cristo mostra a grande felicidade de Pedro como crente: “Bem-aventurado és tu.” Os verdadeiros crentes são realmente bem-aventurados, e aqueles a quem Cristo chama de bem-aventurados são de fato bem-aventurados. A palavra dele os torna assim. Pedro era um homem feliz, alguém que conhecia o som jubiloso (Salmo 89:15). “Bem-aventurados os vossos olhos” (Mateus 13:16). Toda verdadeira felicidade está ligada ao conhecimento correto de Cristo.

Deus também deve receber a glória por isso. “Porque não foi carne e sangue quem to revelou.” Pedro não aprendeu essa verdade por sagacidade própria, nem apenas por mestres humanos. Essa luz não veio da natureza ou da educação, mas de meu Pai que está nos céus. A fé cristã é uma religião revelada. Ela vem do alto. É uma religião de origem celestial, dada pela inspiração do próprio Deus, e não por filósofos ou estadistas. A fé salvadora também é dom de Deus, e, quando existe, foi o próprio Deus quem a operou em nós, pois o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, por amor de Cristo e mediante sua mediação, é quem a concede (Filipenses 1:29).

Então Pedro é bem-aventurado porque o Pai lhe revelou essa verdade. A abertura de Cristo para nós e em nós é um sinal especial do favor de Deus, e é um fundamento seguro para a verdadeira felicidade. Bem-aventurados os que são tão altamente favorecidos. Cristo também pode ter percebido alguma vaidade ou sentimento de importância própria na confissão de Pedro, um pecado sutil que pode se misturar até com os nossos melhores deveres. É difícil para pessoas piedosas se compararem com outras sem pensarem de si mesmas mais altamente do que convém. Para nos guardarmos disso, devemos lembrar que qualquer vantagem que temos sobre os outros não é conquista nossa. É dádiva gratuita da graça de Deus a nós e não a eles, de modo que não temos do que nos gloriar (Salmo 115:1; 1 Coríntios 4:7).

Cristo então responde a Pedro como apóstolo ou ministro, em (Mateus 16:18-19). Pedro, falando em nome da igreja, havia confessado a Cristo, e assim a promessa destinada à igreja é dirigida a ele. Não há perda alguma em estar pronto a confessar a Cristo, porque os que o honram, ele também honrará. Na ocasião dessa grande confissão de Cristo, que é o ato de honra e lealdade da igreja, ele firma e publica essa carta régia e divina pela qual esse corpo é formado e estabelecido.

Isso mostra o laço estreito entre Cristo e a igreja, o noivo e a noiva. Deus teve uma igreja no mundo desde o princípio, e ela foi edificada sobre a rocha da descendência prometida (Gênesis 3:15). Mas agora que a descendência prometida veio, a igreja precisa de uma nova carta como igreja cristã, em relação a um Cristo já vindo. Aqui temos essa carta, e é grande tristeza que essa passagem, que tão fortemente sustenta o reino de Cristo, tenha sido torcida e usada a serviço do anticristo. Mesmo assim, o diabo empregou sua astúcia para distorcê-la, assim como torceu a promessa do Salmo 91:11 para seu próprio fim (Mateus 4:6), talvez porque tanto aquela Escritura quanto esta lhe faziam frente, e por isso ele lhes tinha rancor. Agora, o sentido dessa carta é o seguinte:

Em primeiro lugar, Cristo mostra que é ele quem estabelece a igreja. Ele diz: “Também eu te digo”. Cristo faz essa promessa porque é o Cabeça e Governador da igreja, aquele a quem foi dado todo o juízo e de quem procede todo o poder. Ele fala com autoridade recebida do Pai e age em harmonia com sua obra de salvar o povo escolhido de Deus.

A promessa é colocada nas mãos de Pedro no sentido de que Jesus a dirige diretamente a ele: “Eu te digo”. No Antigo Testamento, as promessas sobre a igreja frequentemente foram dadas por meio de homens específicos, como Abraão e Davi, homens conhecidos por fé e santidade. No entanto, essas promessas não lhes deram domínio sobre todo o povo de Deus, nem conferiram esse direito à sua descendência. Do mesmo modo, a promessa do Novo Testamento é dirigida a Pedro como representante, mas é destinada ao bem da igreja em todas as eras.

Cristo promete que edificará sua igreja sobre uma rocha. A igreja é o povo que Cristo chamou para fora do mundo e separou para si. Não é a igreja de Pedro, mas a própria igreja de Cristo. Pedro mais tarde se lembrou disso quando advertiu os ministros a não se portarem como dominadores sobre o rebanho de Deus.

A igreja pertence de modo especial a Cristo. O mundo é de Deus, e tudo o que nele há lhe pertence, mas a igreja é um remanescente escolhido que se relaciona com Deus por meio de Cristo como Mediador, isto é, aquele que põe Deus e as pessoas em relação. A igreja traz a imagem de Cristo e lhe pertence por direito. O próprio Cristo diz: “Eu a edificarei”. Ele é o Edificador e Formador da igreja, assim como o templo foi construído pela obra designada pelo Senhor, e Salomão e Ciro, cada um à sua maneira, apontavam para Cristo (Zacarias 6:11-13; Isaías 44:28).

Cristo edifica a igreja por seu Espírito, atuando juntamente com a pregação da sua palavra. Ele acrescenta almas à igreja e assim a edifica com pedras vivas (1 Pedro 2:5). Os crentes são edifício de Deus, e edificar é uma obra que progride no tempo. Neste mundo, a igreja ainda está sendo formada, como uma casa em construção. É consolo para todos os que se importam com a igreja saber que é Cristo, com sabedoria e poder divinos, quem assume essa obra.

O fundamento da igreja é essa rocha. Se o fundamento é fraco, o edifício não permanecerá, por mais habilidoso que seja o construtor. Por isso é preciso perguntar qual é esse fundamento, e ele só pode ser Cristo, porque ninguém pode lançar outro fundamento (Isaías 28:16). A igreja é edificada sobre uma rocha, uma base forte e duradoura que o tempo não consome e que não cede sob o peso do edifício. Cristo não edificaria sua casa sobre a areia, porque sabia que viriam tempestades.

A rocha também é elevada, e a igreja de Cristo não está no mesmo nível do mundo. A rocha é larga, bem como forte, e assim é o fundamento da igreja. Quanto mais ampla a base, mais firme ela é; por isso, os que tentam estreitar o fundamento da igreja não a ajudam. Quando Jesus diz: “Tu és Pedro”, ele faz referência ao significado do nome de Pedro como pedra ou rocha. Jesus lhe dera esse nome quando o chamou pela primeira vez (João 1:42), e aqui o confirma. Pedro faz jus ao nome, pois é um discípulo firme, sólido, constante, não levado por opiniões mutáveis acerca de Cristo (2 Pedro 1:12).

Alguns entendem que essa rocha seja o próprio Pedro como apóstolo, o principal entre os doze, ainda que não seu senhor. A igreja é edificada sobre o fundamento dos apóstolos (Efésios 2:20). O ministério deles colocou as primeiras pedras desse edifício, e seus nomes estão escritos nos fundamentos da Nova Jerusalém (Apocalipse 21:14). Pedro foi o apóstolo por meio de quem as primeiras pedras da igreja foram lançadas entre os crentes judeus (Atos 2) e entre os crentes gentios (Atos 10), de modo que, nesse sentido limitado, ele pode ser chamado de rocha. Cefas, outro nome de Pedro, significa “coluna” ou algo semelhante (Gálatas 2:9).

Ainda assim, parece duro demais chamar um único homem, que apenas lançou a primeira pedra, de fundamento permanente sobre o qual todo o edifício repousa. E mesmo que alguém leia o versículo assim, isso não sustenta as pretensões do bispo de Roma. Pedro não teve tal domínio sobre a igreja, e certamente não transmitiu esse tipo de autoridade a seus sucessores, muito menos aos bispos de Roma. Se são bispos de nome é uma questão; mas que não o são na verdade do cristianismo é algo fora de dúvida.

Outros entendem que a rocha é o próprio Cristo. Então o sentido seria: “Tu és Pedro, tens o nome de pedra, mas sobre esta rocha” — apontando para si mesmo — “edificarei a minha igreja”. Jesus pode ter apontado para si enquanto falava, assim como mais tarde falou do templo de seu corpo (João 2:19). Do mesmo modo que usou o templo como ocasião para falar de si, aqui usa o nome de Pedro para falar de si mesmo como a Rocha. Essa leitura se ajusta aos muitos textos que apresentam Cristo como o único fundamento da igreja (1 Coríntios 3:11; 1 Pedro 2:6). Cristo é ao mesmo tempo o que funda a igreja e o fundamento sobre o qual ela repousa. Ele atrai as almas a si, as une a si e as conserva em constante dependência dele.

Outros entendem que a rocha seja a confissão de Cristo feita por Pedro, o que, na prática, vem a dar no mesmo que entendê-la de Cristo. Pedro confessou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, e os outros concordaram com ele. Cristo então diz, em essência, que essa grande verdade é o fundamento sobre o qual edificará sua igreja. Se essa verdade é removida, toda a igreja desaba. Se Cristo não é o Filho de Deus, então o cristianismo é falso, a igreja é vazia, a pregação é inútil, a fé é inútil, e as pessoas ainda permanecem em seus pecados (1 Coríntios 15:14-17). Se Jesus não é o Cristo, então os que o invocam não fazem parte da igreja, mas são enganadores ou enganados.

Se alguma igreja abandona a fé e a confissão aberta dessa verdade, deixa de ser parte da igreja de Cristo e recai na incredulidade. Este é o artigo principal sobre o qual a igreja permanece ou cai, o ponto central em que a salvação se decide. Os que largam essa verdade não retêm o fundamento. Podem chamar a si mesmos de cristãos, mas dizem algo falso sobre si, porque a igreja é uma comunidade santa edificada sobre a certeza dessa grande verdade.

Cristo também promete guardar e proteger sua igreja depois de edificada. “As portas do inferno não prevalecerão contra ela.” O inferno, isto é, o poder da morte e do mal, não vencerá essa verdade nem a igreja edificada sobre ela.

Isso quer dizer que a igreja tem inimigos que lutam contra ela e procuram destruí-la. Aqui esses inimigos são representados como as portas do inferno, isto é, a cidade do inferno, colocada diretamente em oposição a essa cidade celestial, a cidade do Deus vivo. São as forças do diabo atuando entre os homens, os poderes e projetos do seu reino, por meio dos quais ele faz guerra contra o Cordeiro. Tudo o que sai das portas do inferno é ali tramado e delineado.

Esses inimigos atacam a igreja resistindo à verdade do evangelho, corrompendo as ordenanças do evangelho e perseguindo bons ministros e cristãos fiéis. Usam tanto o engano quanto a violência, seja persuadindo por artifícios, seja constrangendo por crueldade, para conduzir as pessoas a coisas que prejudicam a pureza da religião. Seu objetivo é apagar o nome do cristianismo (Salmo 83:4), devorar o filho (Apocalipse 12:9) e derrubar essa cidade até o chão.

Ao mesmo tempo, aqui há a certeza de que os inimigos da igreja não alcançarão o seu intento. Enquanto o mundo existir, Cristo terá uma igreja nele, e suas verdades e ordenanças permanecerão, apesar de toda a oposição das trevas. Eles não prevalecerão contra ela (Salmo 129:1, Salmo 129:2). Isso não significa que qualquer igreja local específica, ou qualquer dirigente da igreja, esteja livre de errar, desviar-se ou até ser destruído.

Significa, porém, que em algum lugar a fé cristã continuará a existir. Talvez nem sempre com a mesma pureza ou glória, mas sua linhagem jamais será totalmente cortada. A mulher vive, mesmo no deserto (Apocalipse 12:14), abatida, mas não destruída (2 Coríntios 4:9). Corrupções podem entristecer a igreja, e perseguições podem feri-la profundamente, mas nenhuma das duas a destruirá. A igreja pode perder algumas batalhas, mas no grande conflito sairá mais que vencedora. Os crentes individualmente são guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação (1 Pedro 1:5).

Outra parte dessa promessa diz respeito à ordenação e ao governo da igreja, que aparece em (Mateus 16:19). Quando uma cidade ou comunidade é formada como corpo legal, são estabelecidos oficiais revestidos de autoridade para agir em favor do bem comum. Uma cidade sem governo é confusão. Assim, o governo da igreja é mostrado aqui pelo ato de entregar as chaves, junto com a autoridade de ligar e desligar.

Isso não quer dizer que apenas Pedro tenha recebido um poder especial, como se fosse o único porteiro do céu, detentor da chave de Davi, que pertence somente ao Filho de Davi. Antes, aqui se confere a todos os apóstolos, e aos que viriam depois deles, um poder ministerial, isto é, uma autoridade de serviço, para conduzir e governar a igreja de Cristo em congregações locais, segundo as regras do evangelho. Como disse Ambrósio, todos os presbíteros receberam as chaves do reino dos céus na pessoa do bem-aventurado apóstolo Pedro. As chaves foram colocadas primeiro na mão de Pedro porque ele foi o primeiro a abrir a porta da fé aos gentios (Atos 10:28).

Assim como um rei concede uma carta de incorporação a uma comunidade e autoriza seus oficiais a julgarem em seu nome, Cristo organizou sua igreja e instituiu o ministério para manter ordem e governo. Cabe a eles cuidar para que suas leis sejam devidamente cumpridas. Por isso ele diz: “Eu te darei as chaves”. Ele não diz: “Eu já dei” nem “Eu dou agora”, mas “Eu te darei”, apontando para o tempo após sua ressurreição. Quando subiu ao alto, deu dons aos homens (Efésios 4:8). Então essa autoridade foi de fato concedida, não só a Pedro, mas também aos demais (Mateus 28:19, Mateus 28:20; João 20:21). Ele diz “eu te darei”, e não “serão dadas”, porque os ministros recebem sua autoridade de Cristo, e todo o seu poder deve ser exercido em seu nome (1 Coríntios 5:4).

Esse poder delegado é espiritual. Ele pertence ao reino dos céus, isto é, à igreja, especialmente à parte dela que vive e luta na terra, sob o evangelho. O ofício apostólico e ministerial se ocupa inteiramente desse âmbito. Não é poder civil. O reino de Cristo não é deste mundo. Suas instruções posteriores trataram de coisas pertencentes ao reino de Deus (Atos 1:3).

É também o poder das chaves, usando a imagem de alguém em quem se confia as chaves de um lugar. Ou, como um mordomo de casa, o ministro recebe as chaves do depósito, onde se guardam as provisões, para dar a cada um o seu alimento no tempo devido (Lucas 12:42), ou recusá-lo quando necessário, conforme as regras da casa. Os ministros são despenseiros (1 Coríntios 4:1; Tito 1:7). Eliaquim, que tinha a chave da casa de Davi, estava sobre a casa (Isaías 22:22).

É um poder de ligar e desligar, isto é, usando a mesma figura das chaves, de fechar e abrir. José, que era senhor da casa de Faraó e mordomo dos celeiros, tinha poder sobre os príncipes de Faraó e instruía os anciãos (Salmo 105:21, Salmo 105:22). Quando os depósitos e tesouros de uma casa são fechados para alguém, essa pessoa fica ligada, como se estivesse proibida de usar fogo e água. Quando são reabertos, a pessoa é desligada desse vínculo, absolvida da censura e restaurada à liberdade.

Cristo também promete honrar o uso adequado dessa autoridade. Ele confirmará os juízos de seus despenseiros com a sua própria sanção. Tudo o que for ligado na terra será ligado no céu, e tudo o que for desligado na terra será desligado no céu. Isso não quer dizer que Cristo tenha prometido aprovar toda decisão da igreja, esteja certa ou errada. Significa que, quando os juízos da igreja são feitos retamente, segundo a Palavra, com a chave girando do lado certo, eles são selados no céu. A palavra do evangelho, anunciada por ministros fiéis, deve ser recebida, não como palavra de homem, mas como palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2:13; João 12:20).

As chaves do reino dos céus incluem, em primeiro lugar, a chave da doutrina, também chamada de chave do conhecimento. Seu trabalho é explicar ao mundo a vontade de Deus, tanto em relação à verdade quanto ao dever. Para isso recebem sua comissão, sua credencial de autoridade e todas as instruções para ligar e desligar. No modo comum de falar dos judeus daquele tempo, isso significava proibir ou permitir alguma coisa. Ensinar que algo era ilícito era ligá-lo; ensinar que era lícito era desligá-lo.

Os apóstolos tinham uma autoridade extraordinária desse tipo. Algumas coisas proibidas pela lei de Moisés agora seriam permitidas, como o uso de certos alimentos. Outras que eram permitidas ali agora seriam proibidas, como o divórcio. Os apóstolos foram autorizados a declarar isso ao mundo, e as pessoas podiam confiar em sua palavra. Quando Pedro foi primeiro instruído para si mesmo, e depois ensinou aos outros, a nada chamar de comum ou imundo, essa autoridade estava sendo exercida.

Há também uma autoridade comum a todos os ministros, para pregarem o evangelho como oficiais instituídos. Compete a eles dizer às pessoas, em nome de Deus e segundo as Escrituras, o que é certo e o que o Senhor exige delas. Aqueles que anunciam todo o conselho de Deus usam bem essas chaves (Atos 20:27).

Alguns entendem que a entrega das chaves alude a um costume judaico na ordenação de um doutor da lei. As chaves do cofre onde ficava o livro da lei eram colocadas em suas mãos, indicando que ele estava autorizado a tomá-lo e lê-lo. O ligar e desligar pode também se referir à forma como seus livros eram guardados em rolos. Eles eram fechados amarrando-os com um cordão e abertos desatando-o. De modo semelhante, Cristo dá a seus apóstolos autoridade para abrir ou fechar o livro do evangelho às pessoas, conforme o caso. Vemos essa autoridade em ação em (Atos 13:46) e (Atos 18:6).

Quando os ministros anunciam perdão e paz aos arrependidos, e ira e maldição aos impenitentes, em nome de Cristo, agem sob essa autoridade de ligar e desligar.

Há ainda a chave da disciplina eclesiástica, que é apenas o uso dessa mesma autoridade em casos particulares, depois de julgar corretamente o caráter e as ações de uma pessoa. Não é poder legislativo, mas poder judicial. Um juiz não cria a lei, apenas declara o que a lei é e, depois de examinar corretamente o caso, pronuncia a sentença adequada. Assim funciona o poder das chaves onde quer que Cristo o tenha colocado, especialmente em questões de admissão na comunhão da igreja e de seus privilégios.

Os ministros de Cristo têm autoridade para admitir pessoas na igreja. Ele disse: “Fazei discípulos de todas as nações, batizando-os” (Mateus 28:19). Aqueles que confessam fé em Cristo e obediência a ele, juntamente com seus filhos, devem ser recebidos na igreja pelo batismo. Cabe aos ministros permitir a entrada no banquete de casamento àqueles que são convidados, e excluir os que são claramente indignos de tão santa comunhão.

Eles também têm autoridade para excluir e lançar fora aqueles que perderam sua comunhão com a igreja. Isso é “ligar”. Significa negar aos incrédulos o direito de tomar para si as promessas do evangelho e seus sinais. Também inclui dizer àqueles que demonstram estar cheios de amargura e pecado que não têm parte nesse assunto, como Pedro disse a Simão, o mago, embora Simão tivesse sido batizado. Trata‑se de entregá‑los ao juízo de Deus.

Eles também têm autoridade para restaurar e receber de volta aqueles que foram excluídos, se se arrependerem. Isso é “desligar” aqueles que antes haviam ligado. Podem dizer a essas pessoas que, se o arrependimento delas é sincero, a promessa de perdão lhes pertence. Os apóstolos tinham um dom milagroso de discernir espíritos, mas, mesmo assim, consideravam os sinais exteriores (Atos 8:21; 1 Coríntios 5:1; 2 Coríntios 2:7; 1 Timóteo 1:20). Hoje também os ministros podem fazer tais julgamentos, se forem capacitados e fiéis.

Por fim, Cristo ordenou a seus discípulos que, por enquanto, mantivessem isso em segredo (Mateus 16:20). Não deviam dizer a ninguém que ele era Jesus, o Cristo. O que haviam confessado a ele, ainda não deviam tornar público ao mundo, por vários motivos.

Primeiro, aquele era um tempo de preparação para o seu reino. A mensagem principal era que o reino dos céus estava próximo. Portanto, deviam concentrar‑se nas coisas que preparariam as pessoas para Cristo, como o arrependimento, e não ainda na grande verdade pela qual o reino seria abertamente estabelecido. Tudo é formoso em seu tempo, e é sábio preparar a obra antes de edificá‑la (Provérbios 24:27).

Segundo, Cristo queria que seu ofício de Messias fosse provado por suas obras. Preferia que seus feitos testemunhassem a seu respeito em vez de seus discípulos, pois o testemunho deles era apenas um testemunho em favor dele. Ver (João 5:31, João 5:34). Ele tinha tanta confiança na prova de seus milagres que não dependia de outras testemunhas (João 10:25, João 10:38).

Terceiro, se as pessoas tivessem sabido que ele era Jesus, o Cristo, não teriam crucificado o Senhor da glória (1 Coríntios 2:8).

Quarto, Cristo não quis que os apóstolos pregassem isso até que tivessem a mais clara evidência pronta para sustentá‑lo. Grandes verdades podem ser prejudicadas se forem proclamadas antes que possam ser plenamente comprovadas. A grande prova de que Jesus era o Cristo foi a sua…

diversity_3 Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart Inteligencia emocional

Em Cesareia de Filipe, Jesus faz uma pergunta que vai muito além de curiosidade: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”. Nesse movimento, revela algo profundo sobre o coração humano cansado, confuso e dividido por muitas vozes. Há opiniões, teorias, expectativas religiosas, frustrações políticas. No meio disso, surge a pergunta que toca identidades, medos e esperanças: quem se crê que Ele é? Esse versículo mostra um Cristo que não tem medo de escutar o que anda circulando sobre si. Ele dá espaço para as percepções distorcidas, incompletas, misturadas com dor e frustração. Antes de corrigir, pergunta. Antes de afirmar, acolhe o que está sendo dito. É um Jesus que se aproxima da confusão e da ambiguidade, não apenas da fé forte e organizada. Para quem vive tempos de incerteza espiritual, esse momento em Cesareia pode ser lido como um lembrete terno: até os discípulos caminhavam entre rumores e respostas inseguras. E, ainda assim, Jesus permaneceu ali com eles, paciente, conduzindo-os pouco a pouco da voz dos outros para um encontro mais íntimo com quem Ele realmente é.

Mind
Mind Sabedoria teologica

Mateus 16:13 marca uma virada no evangelho. Jesus se afasta dos centros religiosos da Judeia e da Galileia e entra na região de Cesareia de Filipe, uma área marcada por fortes símbolos políticos e religiosos pagãos. Nesse cenário carregado de outras lealdades e outros “senhores”, a pergunta ganha peso: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” A expressão “Filho do homem” remete tanto à humanidade de Jesus quanto à figura gloriosa de Daniel 7:13–14, aquele a quem é dado domínio eterno. Ao usá-la, Jesus fala de si com humildade, mas também com ecos de autoridade messiânica. Ele sabe quem é, mas inicia o diálogo pela opinião pública: “Quem dizem os homens…?” A questão expõe a distância entre percepções populares e a identidade real do Messias. Uma leitura cuidadosa sugere que o versículo prepara o contraste entre rumores e revelação. Antes de ouvir a confissão de Pedro, o evangelista mostra que a fé apostólica não nasce de boatos religiosos, mas da revelação do Pai sobre quem é, de fato, o Filho do homem em meio a um mundo cheio de alternativas de adoração.

Life
Life Vida pratica

Em Cesaréia de Filipe, Jesus faz uma pergunta que parece simples, mas vai ao centro da vida: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”. Antes de conduzir os discípulos a uma confissão pessoal, ele os leva a encarar o cenário ao redor, as opiniões populares, o que se fala nas ruas. A fé não nasce no vácuo; ela é confrontada o tempo todo pelo que a sociedade pensa e fala de Cristo. Nesse versículo aparece um Jesus que não foge de conversa difícil, nem de confronto com a cultura. Ele sabe que há muitas versões sobre quem ele é, e abre espaço para que isso venha à tona. Só depois é que chegará à pergunta mais profunda: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Há aqui também um princípio prático: antes de decisões importantes, é sábio reconhecer quais vozes influenciam coração e mente. Opinião alheia aparece, mas não define a verdade sobre Cristo. Esse caminho, que começa ouvindo o que “os homens dizem”, termina numa escolha pessoal, responsável e transformadora sobre quem Jesus realmente é. Sabedoria também aparece na rotina.

Soul
Soul Perspectiva eterna

Em Cesareia de Filipe, Jesus escolhe um cenário carregado de simbolismo: uma região marcada por poder político, culto pagão e muitas vozes concorrentes sobre quem governa e o que é divino. Nesse contexto de confusão espiritual, a pergunta surge: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”. Não é falta de informação que está em jogo, mas discernimento. Muitos falam de Jesus, formam opiniões, o colocam em categorias conhecidas: profeta, mestre, milagreiro. Porém, a pergunta de Jesus expõe algo mais fundo: a tendência humana de reduzir o Filho de Deus à medida das expectativas culturais e religiosas. O título “Filho do homem” traz, ao mesmo tempo, humildade e glória messiânica. Deus encarnado se deixa “pesquisar” pela opinião pública, mas prepara o coração dos discípulos para ir além do eco das multidões. Há algo mais profundo sendo formado: a passagem da fé emprestada da voz dos outros para a revelação concedida pelo Pai. A eternidade muda o peso do presente: diante de Cristo, cada definição é, na verdade, uma confissão de quem se crê que Ele é.

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healing Aplicacao restauradora e de saude mental

Em Mateus 16:13, Jesus pergunta aos discípulos o que as pessoas dizem sobre Ele, antes de trabalhar quem Ele realmente é. Esse movimento revela algo importante para a saúde emocional: a diferença entre identidade própria e rótulos externos. Na clínica, sintomas como ansiedade e depressão frequentemente se intensificam quando a autoimagem fica totalmente condicionada à opinião alheia, a críticas familiares ou a experiências traumáticas. O texto mostra que escutar o que “os homens dizem” pode ser um passo, mas não o ponto final.

Em termos terapêuticos, esse trecho inspira práticas de reestruturação cognitiva: identificar pensamentos automáticos baseados na visão dos outros e questionar se eles definem a verdade sobre quem a pessoa é. Exercícios de registro de pensamentos, aliados à meditação cristã em textos que afirmam dignidade e valor intrínsecos, podem ajudar na regulação emocional. A cena também legitima o processo de investigação interna: assim como Jesus conduz um diálogo profundo com o grupo, a psicoterapia oferece espaço seguro para explorar identidade, crenças centrais e feridas antigas, integrando fé e ciência sem negar dor, história de vida ou necessidade de tratamento especializado.

info Maus usos comuns a evitar expand_more

Um uso comum e problemático desse versículo ocorre quando a pergunta de Jesus é utilizada para exigir fé “perfeita” ou respostas teologicamente exatas, levando à vergonha, autoacusação ou silenciamento de dúvidas legítimas. Também pode ser distorcido para desqualificar a experiência subjetiva, como se pensamentos, emoções e histórias pessoais não tivessem relevância diante da “opinião correta” sobre quem Cristo é, favorecendo bypass espiritual e frases prontas que negam sofrimento real. Sinais de alerta incluem culpa intensa, ideias persistentes de inutilidade espiritual, pensamentos de morte, automutilação, isolamento social ou incapacidade de funcionar em tarefas básicas. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação profissional em saúde mental, sem substituí-la por orações, conselhos leigos ou promessas de cura imediata, respeitando limites éticos, evidências científicas e a dignidade psicológica de cada pessoa.

Perguntas frequentes

Por que Mateus 16:13 é um versículo importante na Bíblia?
Mateus 16:13 é importante porque marca o momento em que Jesus prepara o cenário para a grande declaração de Pedro: que Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Ao perguntar o que as pessoas dizem sobre o “Filho do homem”, Jesus revela a confusão das opiniões humanas e mostra que reconhecer quem Ele é vai muito além de boatos e tradições. Esse versículo introduz uma virada decisiva na compreensão da identidade de Jesus.
Qual é o contexto de Mateus 16:13 em Cesaréia de Filipe?
O contexto de Mateus 16:13 é a viagem de Jesus com seus discípulos para a região de Cesaréia de Filipe, um lugar marcado por idolatria e culto a vários deuses. Nesse cenário de muitas crenças, Jesus pergunta: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”. A localização não é por acaso: em meio a tantos deuses falsos, Ele conduz os discípulos a refletirem sobre Sua verdadeira identidade, preparando o caminho para uma confissão de fé clara e profunda.
O que Jesus queria ensinar com a pergunta de Mateus 16:13?
Em Mateus 16:13, Jesus queria levar os discípulos a irem além do que a multidão pensava sobre Ele. Ao perguntar quem as pessoas diziam que era o “Filho do homem”, Ele expõe opiniões superficiais e incompletas. Em seguida, conduziria à pergunta pessoal: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Assim, Jesus ensina que a fé verdadeira não se baseia apenas em opinião popular, mas em revelação de Deus e resposta pessoal à identidade de Cristo.
Como posso aplicar Mateus 16:13 na minha vida hoje?
Aplicar Mateus 16:13 hoje é examinar se nossa visão de Jesus vem apenas do que ouvimos por aí ou de um relacionamento real com Ele. Muitos têm opiniões sobre Cristo, mas a pergunta-chave é: quem você diz que Ele é? Esse versículo nos chama a confrontar ideias culturais, tradições religiosas e opiniões da mídia, buscando conhecer Jesus diretamente pelas Escrituras e permitindo que essa convicção pessoal molde escolhas, prioridades e estilo de vida.
Qual é o significado da expressão “Filho do homem” em Mateus 16:13?
A expressão “Filho do homem” em Mateus 16:13 tem um significado profundo. Ela destaca, ao mesmo tempo, a humanidade e a autoridade messiânica de Jesus. Vem de textos como Daniel 7, onde o Filho do homem recebe domínio e glória de Deus. Ao usar esse título sobre si mesmo, Jesus se apresenta como o Messias prometido, plenamente humano e plenamente autorizado por Deus. Assim, a pergunta de Jesus não é apenas teológica, mas decisiva para a fé cristã.

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