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Levítico 6:1 - Significado e aplicacao

Entenda como este versiculo fala com o que voce esta vivendo e como aplica-lo hoje

Traducao: Almeida Corrigida Fiel

" Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: "

Levítico 6:1

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1

Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

2

Quando alguma pessoa pecar, e transgredir contra o Senhor, e negar ao seu próximo o que lhe deu em guarda, ou o que deixou na sua mão, ou o roubo, ou o que reteve violentamente ao seu próximo,

3

Ou que achou o perdido, e o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar;

auto_stories Comentario Bible Guided

Esta é a parte posterior da lei sobre a oferta pela culpa. A parte anterior, que tratava de pecados contra coisas santas, aparece no final do capítulo anterior. Aqui o assunto são pecados da vida comum, nas relações do dia a dia.

Primeiro, vemos o tipo de pecado descrito (Levítico 6:2-3). Embora todos esses casos envolvam o próximo, a ofensa é chamada de transgressão contra o Senhor. Isso acontece porque, quando alguém prejudica outra pessoa, também afronta a Deus, que estabeleceu tanto o mandamento quanto o relacionamento. Tiago ensina que quem fala mal do irmão fala mal da lei e, assim, contra o próprio Legislador (Tiago 4:11).

As pessoas prejudicadas podem ser pobres, fracas ou ter posição social inferior. Ainda assim, o pecado chega até Deus, que nos ordena amar o próximo como a nós mesmos. Os pecados citados incluem negar um depósito ou confiança, mentir sobre algo deixado sob cuidado, ou sobre algo emprestado para uso. Quando alguém toma para si o que apenas lhe foi emprestado ou confiado, peca contra o Senhor, que exige verdade e respeito à propriedade para o bem da convivência humana.

A passagem também fala de enganar um sócio, fingindo ter plena posse de algo que é compartilhado. Inclui negar com ousadia um roubo ou um ato violento, mesmo quando o fato é difícil de esconder. Abrange ainda a fraude nos negócios ou, como alguns entendem, o uso de falsas acusações e cobranças para oprimir o próximo. Em resumo, trata-se tanto de reter o que é devido quanto de tomar mais do que é justo.

Outro caso é ficar com algo perdido que se encontrou e mentir a respeito disso (Levítico 6:3). Se alguém encontra um bem extraviado, não deve apressar-se em declará-lo seu. Deve procurar o dono e devolver o que achou. Isso é simplesmente fazer ao outro o que desejaríamos que fizessem conosco. Mas, se mente sobre isso, sobretudo se reforça a mentira com um juramento falso, peca contra o Senhor. Deus é testemunha de tudo o que se diz; quando alguém jura, invoca Deus como testemunha de suas palavras. Usar esse apelo solene para sustentar uma mentira é séria afronta a Deus.

Em seguida, é estabelecida a oferta pela culpa. Antes de trazê-la, o culpado precisa acertar as coisas com a pessoa que prejudicou. Se é culpado e sua própria consciência o acusa, deve restituir integralmente o que tomou por fraude ou violência, acrescentando ainda a quinta parte como compensação pela perda e pelo incômodo causado. Ele deve pagar tanto a dívida quanto os danos.

Onde há injustiça cometida, é preciso haver restituição. Enquanto a pessoa não devolve o que pode, ou enquanto o prejudicado não aceita um equivalente, ela não pode, com propriedade, se consolar com o perdão. Manter o ganho roubado é o mesmo que assumir o roubo, e os dois, juntos, formam um único ato contínuo de injustiça. O verdadeiro arrependimento inclui desfazer o mal na medida do possível. Por isso Zaqueu, depois de se voltar para o Senhor, declarou que restituiria o que havia tomado, e ainda com acréscimo (Lucas 19:8).

Depois de fazer a restituição, o pecador devia vir e trazer sua oferta ao Senhor, a quem havia ofendido. Então o sacerdote fazia expiação por ele, isto é, um “cobrir” do pecado que restaurava sua comunhão com Deus (Levítico 6:6-7). Essa oferta pela culpa, por si só, não podia remover o pecado nem reconciliar plenamente Deus e o pecador. Ela apontava para a expiação que Jesus Cristo faria, quando se ofereceria a si mesmo pelo pecado. Isaías usa a mesma expressão ao dizer que o Senhor faria da alma do Servo uma oferta pela culpa (Isaías 53:10).

Os pecados listados aqui continuam sendo pecados sob a lei de Cristo. Sua lei exige justiça e verdade tanto quanto a lei da natureza e a lei de Moisés. Hoje podemos receber perdão sem trazer uma oferta pela culpa, mas não sem verdadeiro arrependimento, restituição, mudança de vida e fé humilde na justiça de Cristo. Quem se anima a praticar tais pecados só porque não há mais exigência de um sacrifício de animal transforma a graça de Deus em licença para pecar e atrai destruição sobre si. O Senhor punirá toda essa espécie de injustiça (1 Tessalonicenses 4:6).

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