Versículo em destaque
Levítico 2:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Nenhuma oferta de alimentos, que oferecerdes ao Senhor, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum, oferecereis oferta queimada ao Senhor. "
Levítico 2:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 E o sacerdote tomará daquela oferta de alimentos como memorial, e a queimará sobre o altar; oferta queimada é de cheiro suave ao Senhor.
10 E, o que sobejar da oferta de alimentos, será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, das ofertas queimadas ao Senhor.
11 Nenhuma oferta de alimentos, que oferecerdes ao Senhor, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum, oferecereis oferta queimada ao Senhor.
12 Deles oferecereis ao Senhor por oferta das primícias; porém sobre o altar não subirão por cheiro suave.
13 E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.
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Aqui, em primeiro lugar, o fermento e o mel são proibidos em toda oferta de alimentos: nenhuma oferta queimada deveria conter fermento nem mel (Levítico 2:11). O fermento foi banido em memória do pão sem fermento que Israel comeu ao sair do Egito. As ofertas deviam ser preparadas rapidamente, sem o tempo necessário para a massa fermentar e crescer.
No Novo Testamento, o fermento é usado como figura de orgulho e hipocrisia, porque se espalha e incha. Também é imagem de malícia e maldade, porque pode azedar toda a massa. Assim, essa lei nos adverte a vigiar pecados que estragam o valor de nossos sacrifícios espirituais. Nossas mãos devem ser levantadas sem ira, e todas as nossas festas do evangelho devem ser celebradas com o pão sem fermento da sinceridade e da verdade.
O mel também foi proibido, embora Canaã fosse uma terra que manava leite e mel. Mel em excesso não faz bem (Provérbios 25:16, Provérbios 25:27). Pode parecer doce no começo, mas depois se torna amargo e faz mal ao estômago. Alguns entendem que a principal razão para se proibirem tanto o fermento quanto o mel é que os gentios os usavam com frequência em seus sacrifícios, e o povo de Deus não devia imitar os costumes dos pagãos. O culto a Deus devia ser diferente do culto idólatra (Deuteronômio 12:30, Deuteronômio 12:31).
Outros ainda aplicam essa dupla regra de outra maneira. O fermento pode representar tristeza e angústia de espírito (Salmo 73:21), enquanto o mel pode representar prazer sensual e alegria nas consolações deste mundo. No culto, devem ser evitados esses dois extremos, mantendo-se um espírito equilibrado. A tristeza segundo o mundo produz morte, e o apego aos prazeres do corpo é um forte inimigo do amor santo.
Em segundo lugar, o sal era exigido em toda oferta (Levítico 2:13). O altar era a mesa do Senhor, e o sal era usado em todas as mesas humanas; por isso Deus determinou que também estivesse presente na sua. É chamado de sal da aliança porque, assim como as pessoas confirmavam acordos comendo e bebendo juntas, muitas vezes com sal presente, Deus confirmava sua aliança com o povo aceitando seus dons e repartindo com eles os sacrifícios. Dessa forma, era como se ele ceasse com eles e eles com ele (Apocalipse 3:20).
Entre os povos antigos, o sal era sinal de amizade. Os ofertantes não traziam o sal; ele era fornecido às custas do tesouro público, como também a lenha (Esdras 7:20-22). Havia até uma câmara no átrio do templo chamada câmara do sal, onde esse sal era guardado. O sal também lembrava que os sacrifícios, em si mesmos, não eram naturalmente agradáveis. Os santos, que são sacrifícios vivos para Deus, precisam ter sal em si mesmos, pois todo sacrifício deve ser salgado com sal (Marcos 9:49, Marcos 9:50). Nossa palavra deve ser sempre agradável (Colossenses 4:6), e assim todo o nosso culto precisa ser temperado com essa mesma graça. O cristianismo é o sal da terra.
Em terceiro lugar, são dadas instruções sobre as primícias. As primícias da colheita, mencionadas em Deuteronômio 26:2, deviam ser oferecidas ao Senhor. Não eram queimadas sobre o altar, mas dadas aos sacerdotes como parte do seu sustento (Levítico 2:12). Fermento e mel podiam ser trazidos na oferta das primícias, embora fossem proibidos em outras ofertas de alimentos, porque eram próprios para o sacerdote comer, mas não para o fogo do altar. Os pães das primícias deviam até ser assados com fermento (Levítico 23:17). Também lemos sobre as primícias do mel levadas à casa de Deus (2 Crônicas 31:5).
Há ainda uma oferta de alimentos de primícias. O primeiro tipo era exigido pela lei, mas esta outra era voluntária (Levítico 2:14-16). Se alguém, grato pela bondade de Deus e esperançoso de uma boa colheita, quisesse trazer uma oferta diretamente do campo, deveria trazê-la como dádiva a Deus e confessar sua dependência dele. Deveria trazer as espigas maduras e cheias, não as pequenas e ressecadas. Tudo o que fosse oferecido a Deus devia ser o melhor da sua espécie, ainda que fossem apenas espigas verdes. Zombamos de Deus e enganamos a nós mesmos quando tentamos oferecer algo defeituoso enquanto temos um macho no rebanho (Malaquias 1:14).
Essas espigas verdes deviam ser passadas pelo fogo para que o grão pudesse ser debulhado. Não se espera tanto das espigas verdes quanto do grão que já chegou à plena maturidade. Se os jovens fizerem a obra de Deus o melhor que podem, serão aceitos, mesmo que não possam fazê-la tão bem quanto os mais maduros e experientes. Deus é gracioso para com as espigas verdes, e assim também devemos ser.
Devia-se acrescentar óleo e incenso. Alguns entendem nisso um ensino de que a sabedoria e a humildade devem suavizar e tornar agradáveis as ações e palavras dos jovens, para que suas “espigas verdes” sejam aceitáveis diante de Deus. Deus tem especial prazer nas primeiras frutas do Espírito e nos sinais iniciais de devoção. Aqueles que só conseguem pensar e falar como crianças, se pensam e falam bem, são agradáveis a ele em seus primeiros brotos e flores, e ele não esquecerá a bondade dos dias da sua juventude.
Essa oferta devia ser tratada como as outras ofertas de alimentos (Levítico 2:16, comparar com Levítico 2:9). Todo o incenso devia ser queimado, e era uma oferta queimada. O fogo e o incenso parecem ter um significado especial. O fogo aponta para o calor e o zelo que devem existir em todo o nosso culto. Em tudo o que é bom, devemos ser diligentes e de coração inteiro. O santo amor a Deus é o fogo com que todas as nossas ofertas precisam ser apresentadas, ou não subirão como cheiro agradável a ele.
O incenso aponta para a mediação e intercessão de Cristo, por meio de quem todos os nossos serviços se tornam agradáveis e aceitos por Deus. Devemos agradecer a Deus por termos a realidade de que esses ritos eram apenas sombras, o fruto escondido sob essas folhas.
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Deste capítulo
Levítico 2:1
"E quando alguma pessoa oferecer oferta de alimentos ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha, e nela deitará azeite, e porá o incenso sobre ela;"
Levítico 2:2
"E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha, e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará como memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao Senhor."
Levítico 2:3
"E o que sobejar da oferta de alimentos, será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, das ofertas queimadas ao Senhor."
Levítico 2:4
"E, quando ofereceres oferta de alimentos, cozida no forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite."
Levítico 2:5
"E, se a tua oferta for oferta de alimentos cozida na caçoula, será da flor de farinha sem fermento, amassada com azeite."
Levítico 2:6
"Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; oferta é de alimentos."
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