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Juízes 7:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Então Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré. "

Juízes 7:1

menu_book Versículo no contexto

1 Então Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré.

2 E disse o Senhor a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou.

3 Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos que Gideão fez tudo o que estava ao seu alcance, como um bom comandante, para conduzir Israel contra os midianitas (Juízes 7:1). Ele se levantou de madrugada, porque seu coração estava decidido quanto à missão e ele não queria perder tempo. Agora que sabia que Deus estava com ele, tinha ânsia de agir. Acampou-se junto à fonte, para que o exército tivesse água, e tomou a parte mais alta do terreno, o que também podia ajudá-lo, já que os midianitas estavam embaixo, no vale.

A fé nas promessas de Deus não deve nos tornar menos ativos, mas mais diligentes. Quando sabemos que Deus vai adiante de nós, isso deve nos mover à ação (2 Samuel 5:24). Ao mesmo tempo, Deus providenciou tudo de modo que a glória da vitória pertencesse somente a ele, escolhendo apenas trezentos homens para a batalha.

O exército contava com 32.000 homens, o que já era pouco em comparação com a força midianita. Gideão talvez considerasse esse número pequeno demais, mas Deus disse que ainda eram muitos (Juízes 7:2). Os homens que vieram de boa vontade agiram bem, mas Deus escolheu não usar todos os que estavam disponíveis. Na Escritura, Deus muitas vezes realiza grandes feitos com pouca gente, mas aqui ele, de propósito, diminuiu ainda mais o exército.

Se Débora havia há pouco censurado os que não vieram ajudar o Senhor, por que agora alguns que vieram deveriam ser mandados de volta? A explicação é que Deus tinha vários objetivos. Primeiro, queria mostrar que não precisa de ajuda humana. Ele pode realizar sua obra sem depender das pessoas, de modo que são as pessoas que lhe devem serviço, e não o contrário. Segundo, queria envergonhar aqueles que haviam temido enfrentar os midianitas por acharem o inimigo forte demais. Agora poderiam ver que, se tivessem confiado em Deus, um israelita poderia perseguir mil.

Terceiro, Deus queria impedir a vanglória. Ele afirmou claramente que reduziu o exército “para que Israel não se glorie contra mim” e não reivindique o mérito para si. Quem recebe livramento nunca deve dizer: “A minha própria mão me salvou”. Quem se gloria, deve gloriar-se no Senhor, e todo orgulho humano deve se calar diante dele.

Deus reduziu o exército de duas maneiras. Primeiro, ordenou que todos os tímidos e medrosos voltassem para casa (Juízes 7:3). Eles estavam acampados num monte, perto do inimigo, e provavelmente podiam ver o grande número dos midianitas. Os que se desanimaram ao ver aquilo tinham liberdade para partir. Já existia uma lei prevendo esse tipo de proclamação antes da batalha (Deuteronômio 20:8). Gideão talvez pensasse que essa regra valia apenas para guerras de conquista, e não para uma guerra defensiva, mas ele não teria feito tal proclamação se Deus não a tivesse ordenado.

Os covardes eram tão propensos quanto qualquer outro a se apropriar da honra da vitória depois, por isso Deus não queria usá-los. Poderíamos imaginar que quase nenhum israelita admitiria medo diante de um inimigo assim e de um líder como Gideão; no entanto, mais de dois terços foram embora. Eles olharam para a força do inimigo e para a própria fraqueza, e não confiaram na garantia da presença de Deus, que seu comandante havia recebido e provavelmente lhes transmitido. Alguns pensam que a longa opressão lhes tinha quebrado a coragem. Mais provavelmente, a consciência de culpa lhes havia tirado a ousadia. O pecado estava diante deles, e assim não se atreviam a encarar a morte. Gente medrosa e fraca de coração não é adequada para a obra de Deus, e há mais pessoas assim entre os seguidores de Cristo do que costumamos imaginar.

Em seguida, Deus mandou embora todos, exceto trezentos homens, e fez isso por meio de um sinal: “Ainda há povo demais para eu usar” (Juízes 7:4). Isso mostra como os caminhos de Deus são muito mais elevados do que os nossos. Gideão provavelmente consideraria até uns dez mil como poucos, embora Baraque tivesse enfrentado Sísera com menos homens (Juízes 4:14). Se Gideão não tivesse sido fortalecido pela fé, poderia ter recuado diante de missão tão perigosa. Mas Deus declarou que ainda eram muitos. Mesmo depois de o exército ser reduzido a um terço, ainda era grande demais para o propósito de Deus. Isso nos ajuda a entender situações em que parece que a providência enfraquece a igreja e sua obra, porque às vezes Deus diminui o número, a força ou a sabedoria de seu povo para que o seu próprio poder apareça com mais clareza.

Gideão recebeu ordem de levar os soldados à água, provavelmente à fonte de Harode (Juízes 7:1), e observar como eles beberiam. Todos estavam sedentos e desejosos de beber. É provável que ele lhes tenha dito que precisariam estar prontos para agir imediatamente, de modo que se reanimassem e, em seguida, se preparassem para beber o sangue dos inimigos. Alguns se ajoelhariam e beberiam do modo mais comum, pondo a boca diretamente na água, como os cavalos. Outros beberiam depressa, recolhendo a água com a mão e lambendo-a como o cão, seguindo adiante logo em seguida. Havia trezentos homens neste último grupo, e por meio deles Deus declarou que derrotaria os midianitas (Juízes 7:7).

Pela primeira seleção, Deus reteve apenas homens dispostos e decididos a lutar pela liberdade de Israel. Pela segunda, escolheu apenas os que eram também vigorosos e vigilantes. Eles suportavam cansaço sem reclamar de sede ou exaustão. Não havia neles traço de preguiça ou comodismo. Eram também diligentes, desejosos de alcançar logo o inimigo e de colocar o serviço de Deus e a pátria acima do próprio conforto. São esse tipo de pessoas que Deus costuma usar: não apenas as que estão dispostas, mas as que se mostram prontas e ansiosas para fazer o que é bom. E, sendo o grupo menor e, humanamente falando, o menos provável de ter sucesso, Deus os usaria para salvar Israel.

Foi uma grande prova da fé e da coragem de Gideão quando Deus lhe mandou despedir todos, exceto esses trezentos homens. Na prática, eles deviam deixar o chamado e o comando de Gideão e ir para onde quisessem. Podemos supor que aqueles que ainda se importavam com a causa não se afastaram tanto a ponto de não ouvir o combate e de não poder voltar depois do primeiro ataque, embora o texto não diga isso.

Assim, o exército de Gideão foi de forma estranha purificado, moldado e reduzido, em vez de aumentado, como normalmente esperaríamos para uma batalha tão séria. Resta ver como esse pequeno e pouco impressionante grupo, sobre o qual repousaria todo o peso do combate, seria equipado. Se esses trezentos fossem duplicados com servos e auxiliares, e tivessem mais espadas e lanças, pensaríamos que teriam melhores chances de vitória.

Mas o equipamento deles foi tornado menos acomodado à guerra, e não mais. Cada soldado tinha de levar seu próprio mantimento na mão, deixando bolsa e bagagem para trás. Isso foi um teste de fé, porque precisavam confiar em Deus, sem mais provisão do que a que poderiam carregar consigo. Foi também um teste de diligência, para ver se levariam o suficiente para suas necessidades. Era, de fato, viver “de mão em mão”.

Além disso, cada soldado tornou-se um tocador de trombeta. Os homens que haviam sido mandados embora deixaram suas trombetas para esses trezentos, que receberam trombetas em lugar de armas de guerra, como se estivessem indo a um jogo em vez de a uma batalha.

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