Versículo em destaque
Jó 36:24 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam. "
Jó 36:24
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
22 Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele?
23 Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dirá: Tu cometeste maldade?
24 Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam.
25 Todos os homens a vêem, e o homem a enxerga de longe.
26 Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Eliú procura encher a mente de Jó com grandes pensamentos a respeito de Deus, para que ele se submeta de boa vontade ao governo divino. Ele começa descrevendo a obra de Deus em geral como gloriosa e evidente, fácil de perceber (Jó 36:24). Deus nunca faz nada pequeno nem indigno. Esse é um dos motivos pelos quais devemos aceitar toda a sua providência, mesmo quando ela nos toca de maneira muito pessoal.
Nós já admiramos as obras visíveis de Deus na natureza. Vemos sabedoria, poder e bondade no mundo ao nosso redor. Então, por que reclamar de seus tratos em nossa própria vida, ou dos planos de sua vontade para nós? Somos orientados a considerar atentamente a obra de Deus (Eclesiastes 7:13). Ela está bem diante de nós, aberta aos olhos de todos. Qualquer um que tenha um mínimo de visão pode percebê-la, ainda que de longe.
Para onde quer que olhemos, vemos os resultados da sabedoria e do poder de Deus. Podemos dizer: “Isto é obra de Deus, é o dedo de Deus, é o feito do Senhor”. Contemplamos os céus com seus luminares, a terra com seus frutos, e sabemos que são obra de um poder todo-poderoso. Mesmo de perto, as menores coisas na natureza se mostram admiráveis quando as observamos com atenção. O eterno poder e a divindade de Deus são claramente percebidos nas coisas que ele criou (Romanos 1:20). Até aqueles que não têm revelação especial podem ver isso, porque a voz da criação se ouve em toda parte (Salmo 19:3).
Essa obra também deve nos parecer maravilhosa. Devemos lembrar a beleza da obra de Deus e a harmonia de todas as suas partes. Não basta reconhecer que ela é justa e boa, e que não pode ser censurada. Devemos também louvá-la como sábia e gloriosa, acima de qualquer coisa que uma criatura pudesse conceber ou produzir. Os seres humanos, diferentemente dos animais, são capazes de ver as obras de Deus e reconhecer nelas a sua mão. Por isso devemos louvar suas obras e dar a ele a honra devida.
Eliú então exalta o próprio Deus como infinito e além do nosso entendimento (Jó 36:26). Os rios de vida, poder e perfeição devem nos conduzir de volta à sua fonte. Deus é grande além de qualquer medida. É grande em poder, porque é todo-poderoso e não depende de ninguém. É grande em riquezas, porque é plenamente suficiente em si mesmo e para todas as coisas. É grande em si mesmo e grande em todas as suas obras. Ele é grande, e por isso é digno de grande louvor. Ele é também grande, e por isso nós não o conhecemos plenamente.
Sabemos que Deus existe, mas não conhecemos plenamente o que ele é. Sabemos o que ele não é, mas não tudo o que ele é. Nosso conhecimento é apenas parcial, não perfeito. Por isso não devemos acusá-lo de injustiça nem murmurar contra o que ele faz. Agir assim seria falar contra o que não entendemos, responder antes de ouvir toda a questão. Não conhecemos a duração de sua vida, porque ela não tem fim. O número de seus anos não pode ser investigado, porque ele é eterno. Não tem princípio, não passa por mudanças de estágio, nem tem fim. Sempre foi e sempre será, sempre o mesmo, o grande EU SOU. Este é mais um motivo para não impor regras a ele, nem discutir com ele, pois seus caminhos estão muito além do nosso alcance.
Eliú então apresenta exemplos da sabedoria, poder e governo de Deus na natureza e na providência comum, começando pelas nuvens e pela chuva que delas desce. Não é necessário ser excessivamente rigoroso com a forma exata das expressões ou com a ciência envolvida nesse discurso tão elevado. O ponto principal é claro: Deus é infinitamente grande e Senhor de tudo. Ele é a causa primeira e o supremo Governador de todas as criaturas. Tem todo o poder no céu e na terra; por isso devemos adorá-lo com humildade e reverência, falar bem dele e honrá-lo.
É orgulho da nossa parte querer que ele se submeta às nossas regras em sua providência especial para com as pessoas, ou exigir que explique todos os seus caminhos. Até mesmo os processos da providência comum, como o tempo, são variados, misteriosos e difíceis de explicar. Eliú já havia mandado Jó olhar para as nuvens (Jó 35:5). Agora mostra o que podemos aprender delas sobre a glória de seu Criador.
As nuvens podem ser vistas como as fontes deste mundo inferior, o depósito e reservatório de sua umidade. São como o grande canal por onde essa umidade circula. Este é um dom necessário, pois, se esse movimento cessasse, o prejuízo seria tão sério quanto o sangue parado no corpo humano. Há vários aspectos dignos de nota nesse dom tão comum. As nuvens lá em cima derramam sobre a terra que está embaixo. Se os céus se tornam como bronze, a terra se torna como ferro. Assim, a promessa de fartura diz: “Responderei aos céus, e eles responderão à terra”. Isso nos ensina que todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes e do Doador da chuva, e nos ensina a orar e a olhar para cima.
A chuva é dita cair sobre o homem (Jó 36:28). Deus de fato envia chuva até para o deserto onde ninguém habita (Jó 38:26; Salmo 104:11), mas dispensa um cuidado especial aos seres humanos. As criaturas inferiores foram feitas para nos servir, e nós somos chamados a devolver louvor a Deus. Entre as pessoas, ele manda chuva sobre justos e injustos (Mateus 5:45). As nuvens também derramam água em gotas pequenas, não num dilúvio repentino, como quando se abriram as janelas do céu (Gênesis 7:11). Deus irriga a terra com as mesmas águas que um dia a afogaram, porém agora as dá de outro modo, para que vejamos o quanto dependemos dele e quão bondoso ele é. Ao conceder a chuva em gotas, ele espalha a bênção de forma mais ampla e uniforme, como a água de um regador.
Às vezes a chuva vem em gotas muito miúdas, e em outras cai em fortes pancadas. Essa diferença de uma chuva para outra deve ser atribuída à providência de Deus. Mesmo caindo em gotas, ela ainda desce com abundância sobre o homem (Jó 36:28). Por isso é chamada de rio de Deus, cheio de água (Salmo 65:9). As nuvens também derramam aquilo que primeiro absorveram (Jó 36:27). Dessa forma, o céu mostra fidelidade à terra, mas a terra nem sempre responde com a mesma fidelidade em gratidão.
As nuvens podem trazer temor ou bênção à terra (Jó 36:31). Quando Deus assim determina, usa-as para julgar os povos com os quais está irado. Ventanias, tempestades e excesso de chuva podem arruinar as colheitas e provocar enchentes. No entanto, das mesmas nuvens ele geralmente faz descer alimento em abundância. Elas derramam fertilidade sobre os pastos onde repousam os rebanhos e sobre os vales cobertos de cereal (Salmo 65:11-13).
Às vezes é dado aviso de que a chuva está chegando, como em Jó 36:33. O próprio som pode servir de alerta, e 1 Reis 18:41 fala do “ruído de uma abundante chuva”, ou “som de chuva”, antes que ela viesse. Quando isso aconteceu, foi um sinal bem-vindo. Da mesma forma, o aspecto do céu também pode nos indicar o que está por vir (Lucas 12:56). Até os animais, por uma espécie de instinto natural, percebem a mudança do tempo e procuram abrigo. Isso envergonha os seres humanos quando nos recusamos a notar o perigo e a buscar proteção.
As nuvens são como sombras sobre o mundo de cima (Jó 36:29). Elas se estendem sobre a terra como cortina ou dossel, e, no entanto, não conseguimos explicar como se formam, como se estendem ou como se sustentam, embora as vejamos todos os dias. Se não compreendemos a expansão das nuvens, que encobrem a luz (Jó 36:32), como podemos pretender entender os juízos de Deus sobre os seres humanos, sendo que suas vidas e situações são tão diversas? É como uma nuvem que se interpõe, como dizem Jó 36:32 e Jó 26:9. Sentimos o efeito das nuvens quando se colocam entre nós e o sol.
Às vezes elas são uma bênção, porque nos protegem do calor intenso do sol, que de outro modo nos esmagaria com seus raios. Uma nuvem de orvalho no tempo da colheita é descrita como grande refrigério (Isaías 18:4). Em outras ocasiões, parecem se fechar sobre nós, porque escurecem a terra ao meio-dia e bloqueiam a luz do sol. O pecado é comparado a uma nuvem (Isaías 44:22), porque se coloca entre nós e a luz do rosto de Deus, impedindo que essa luz brilhe sobre nós. Mas, embora as nuvens ocultem o sol por algum tempo e despejem chuva, o sol volta a brilhar depois, quando elas se dissipam. Há um resplendor claro depois da chuva (2 Samuel 23:4). A luz do sol alcança até o fundo do mar, fazendo subir novos vapores e formando novas nuvens (Jó 36:30). Em tudo isso, devemos lembrar de honrar a grandeza da obra de Deus.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Jó 36:1
"Prosseguiu ainda Eliú, e disse:"
Jó 36:2
"Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus."
Jó 36:3
"De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça."
Jó 36:4
"Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento."
Jó 36:5
"Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria."
Jó 36:6
"Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.