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Jeremias 41:11 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Ouvindo, pois, Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos que estavam com ele, todo o mal que havia feito Ismael, filho de Netanias, "

Jeremias 41:11

menu_book Versículo no contexto

9 E o poço em que Ismael lançou todos os cadáveres dos homens que matou por causa de Gedalias é o mesmo que fez o rei Asa, por causa de Baasa, rei de Israel; foi esse mesmo que Ismael, filho de Netanias, encheu de mortos.

10 E Ismael levou cativo a todo o restante do povo que estava em Mizpá, isto é, as filhas do rei, e todo o povo que ficara em Mizpá, que Nebuzaradã, capitão da guarda, havia confiado a Gedalias, filho de Aicão; e levou-os cativos Ismael, filho de Netanias, e se foi para passar aos filhos de Amom.

11 Ouvindo, pois, Joanã, filho de Careá, e todos os capitães dos exércitos que estavam com ele, todo o mal que havia feito Ismael, filho de Netanias,

12 Tomaram todos os seus homens, e foram pelejar contra Ismael, filho de Netanias; e acharam-no ao pé das grandes águas que há em Gibeom.

13 E aconteceu que, vendo todo o povo, que estava com Ismael, a Joanã, filho de Careá, e a todos os capitães dos exércitos, que vinham com ele, se alegrou.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Teria sido melhor se Joanã, quando avisou a Gedalias sobre a traição de Ismael, tivesse permanecido com ele. Mesmo que não tivesse recebido permissão para matar Ismael e impedir o plano dessa forma, ele, seus capitães e seus homens poderiam ter protegido Gedalias e intimidado Ismael. Assim, talvez tivessem evitado todo aquele mal sem derramamento de sangue. Mas parece que eles estavam ausentes em alguma expedição, possivelmente não muito boa, e por isso não estavam presentes quando mais se precisava deles. Pessoas que gostam de andar vagueando muitas vezes estão fora de lugar justamente quando mais são necessárias.

Ainda assim, quando finalmente ouviram sobre todo o mal que Ismael havia feito (Jeremias 41:11), decidiram tentar remediar a situação mais tarde, e o restante da passagem relata essa história. Poderíamos desejar que Joanã tivesse conseguido punir os assassinos, mas ele só pôde libertar os cativos. Aqueles que tinham derramado tanto sangue mereciam que o próprio sangue lhes fosse tirado, e é estranho que a justiça os tenha deixado viver. Contudo, viveram. Joanã juntou as forças que pôde e saiu contra Ismael (Jeremias 41:12), depois de ouvir dos assassinatos que ele cometera, pois, embora os tivesse ocultado por algum tempo (Jeremias 41:4), o homicídio costuma vir à tona, assim como o paradeiro do homicida.

Joanã o alcançou junto ao grande açude de Gibeão, o mesmo lugar mencionado em (2 Samuel 2:13). Quando Ismael viu um grupo tão numeroso vindo contra ele, perdeu a coragem. Sua consciência culpada se levantou contra ele, e ele não ousou manter posição diante de um inimigo que pelo menos se aproximava da sua força. Os cruéis muitas vezes são os mais covardes. Os pobres cativos se alegraram ao ver Joanã e os capitães que estavam com ele, porque os consideraram como libertadores (Jeremias 41:13). Imediatamente acharam um meio de se voltar e se unir a eles (Jeremias 41:14), e Ismael não tentou retê-los quando viu Joanã.

Quem deseja ajuda também precisa agir. Os cativos não esperaram até que seus dominadores fossem vencidos em batalha; assim que viram seus amigos aparecerem e perceberam que seus inimigos desfaleciam de ânimo, aproveitaram a primeira oportunidade para escapar. Ismael abandonou sua presa para salvar a própria vida e fugiu com oito homens (Jeremias 41:15). Parece que dois dos seus dez homens, aquele grupo de assassinos de que se fala em (Jeremias 41:1), ou o deixaram ou foram mortos no confronto. Ele fugiu para os amonitas como um traidor completo, alguém que havia rompido todos os laços com o povo de Israel, embora pertencesse à família real. Nada mais se ouve dele.

Também desejaríamos que Joanã, depois de libertar os cativos, tivesse se estabelecido pacificamente com eles e os governado com bondade, como fizera Gedalias. Em vez disso, quis conduzi-los ao Egito, exatamente como Ismael tinha pretendido levá-los à terra dos amonitas. Assim, embora Joanã tenha assumido autoridade sobre eles de uma forma melhor que Ismael, e por meios justos, não usou essa autoridade de modo muito superior. Gedalias, com seu espírito manso e tranquilo, tinha sido grande bênção para eles. Joanã, homem duro e inquieto, foi colocado sobre eles para seu mal e para completar sua ruína, mesmo depois de pensarem que haviam sido resgatados. Dessa maneira, Deus ainda agia contra eles.

Joanã e os capitães tomaram uma decisão muito precipitada. Nada os satisfazia senão ir ao Egito (Jeremias 41:17). Para chegar lá, acamparam por algum tempo na estalagem de Quimã, perto de Belém, cidade de Davi. Provavelmente era uma propriedade que Davi dera a Quimã, filho de Barzilai, e que, embora mais tarde tivesse voltado à família de Davi no ano do Jubileu, conservou o nome de Quimã. Ali Joanã armou seu acampamento e se voltou em direção ao Egito, seja por preferência pessoal pela terra, seja porque a nação, havia muito, confiava no Egito como socorro em tempos de angústia.

Alguns dos valentes homens de guerra tinham escapado, e ele os levou consigo, junto com as mulheres e crianças que havia recuperado de Ismael. Eram conduzidos de um lado para outro, sem firmeza, porque continuavam sem mudança interior. Sua razão para essa decisão era muito fraca. Alegavam temer que os caldeus viessem e lhes fizessem algum mal por causa do assassinato de Gedalias (Jeremias 41:18). É difícil crer que realmente temessem aquele perigo nesses termos. Os caldeus tinham motivos para se irarem por causa do homicídio de seu governador, mas não eram tão injustos a ponto de punir justamente aqueles que haviam se oposto com firmeza aos assassinos. Usaram isso apenas como pretexto para o mesmo desejo corrupto que há muito morava em seus antepassados incrédulos: a vontade de voltar ao Egito.

Os que encobrem o pecado fingindo temer perigos acabam, com justiça, perdendo o consolo que poderiam ter recebido de temores verdadeiros.

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