Versículo em destaque
Hebreus 9:15 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. "
Hebreus 9:15
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
13 Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,
14 Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
15 E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
16 Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador.
17 Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?
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Nesses versículos, o apóstolo contempla o evangelho como um testamento, a nova e última disposição de bens de Cristo. Ele mostra tanto a necessidade do sangue de Cristo quanto o poder desse sangue para tornar esse testamento válido e eficaz.
O evangelho é apresentado aqui como um testamento, a nova e última vontade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vale notar que as relações solenes entre Deus e o ser humano às vezes são chamadas de aliança e às vezes de testamento. Aliança é um acordo entre duas ou mais partes a respeito de coisas que estão, ou podem estar, em seu poder, feito com ou sem mediador, e cumprido da forma e no tempo estabelecidos. Testamento é o ato livre de uma só pessoa, devidamente confirmado, que reparte bens com aqueles que ela mesma nomeia e descreve, e só entra em vigor depois de sua morte.
Cristo é o Mediador do Novo Testamento (Hebreus 9:15), e exerce esse ofício com os propósitos que aqui são mencionados. Primeiro, ele redime as pessoas dos pecados cometidos contra a lei, isto é, contra a primeira aliança. Essa lei transforma todo pecado em perda de liberdade e deixa as pessoas como devedoras, escravas ou prisioneiras, que precisam ser libertas. Segundo, ele prepara todos os que são verdadeiramente chamados para receberem a promessa da herança eterna. Esses são os grandes bens que Cristo deixou em seu último testamento àqueles que de fato se enquadram na descrição de seus herdeiros.
Para que esse Novo Testamento se tornasse eficaz, Cristo precisou morrer, pois os bens de um testamento chegam aos herdeiros por meio da morte do testador. O apóstolo demonstra isso de duas maneiras. Primeiro, pela própria natureza de um testamento: onde há testamento, é necessária a morte de quem o fez (Hebreus 9:16). Enquanto o testador vive, os bens ainda lhe pertencem, e ele pode cancelar, alterar ou revisar o testamento como quiser. Nada é realmente transmitido por um testamento até que a morte torne suas disposições firmes e efetivas.
Segundo, ele aponta para o modo como Moisés ratificou a primeira aliança, que não foi estabelecida sem sangue (Hebreus 9:18, Hebreus 9:19 e seguintes). Pelo pecado, todos se tornaram culpados diante de Deus. Perderam a herança, a liberdade e até a própria vida nas mãos da justiça divina. Contudo, Deus, desejando mostrar a grandeza de sua misericórdia, anunciou uma aliança de graça e ordenou que ela fosse representada no Antigo Testamento, mas não sem o sangue e a vida de uma criatura. Deus aceitou o sangue de touros e bodes como sinal que apontava para o sangue de Cristo, e por esse meio a aliança da graça foi confirmada naquele tempo.
Moisés cumpriu essa ordem exatamente como Deus lhe havia dito. Primeiro, ele falou todos os mandamentos a todo o povo, segundo a lei (Hebreus 9:19). Ele tornou conhecida toda a aliança, os deveres que ela exigia, as bênçãos prometidas aos que obedecessem e as punições ameaçadas aos que a quebrassem. Também chamou o povo a uma concordância pública com os termos dessa aliança. Em seguida, tomou o sangue de bezerros e bodes, com água, lã tinta de escarlate e hissopo, e aspergiu. O sangue e a água apontavam para o sangue e a água que saíram do lado traspassado do nosso Salvador, para justificação e santificação, isto é, para sermos colocados em retidão diante de Deus e tornados santos. Também apontavam para as duas ordenanças do Novo Testamento, o batismo e a ceia do Senhor. A lã escarlate apontava para a justiça de Cristo, com a qual precisamos ser revestidos, e o hissopo apontava para a fé, por meio da qual recebemos todas essas bênçãos.
Com esses elementos, Moisés aspergiu o livro da lei e da aliança, para mostrar que a aliança da graça é confirmada pelo sangue de Cristo e tornada eficaz para o nosso bem. Ele também aspergiu o povo, mostrando que o sangue de Cristo não nos aproveita se não for aplicado a nós. A aspersão tanto do livro quanto do povo também indicava o mútuo acordo das duas partes, Deus e o ser humano, e seus compromissos recíprocos nessa aliança por meio de Cristo. Ao mesmo tempo, Moisés declarou: Este é o sangue do testamento que Deus ordenou para vós. Esse sangue, que apontava para o sangue de Cristo, é a ratificação da aliança da graça para todos os verdadeiros crentes.
Ele também aspergiu o tabernáculo e todos os seus utensílios, mostrando que todos os sacrifícios oferecidos ali e todo o serviço realizado ali só eram aceitos por meio do sangue de Cristo. Esse sangue garante o perdão do pecado que se apega até mesmo às nossas coisas santas, um perdão que não poderia ser concedido à parte desse sangue expiatório.
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Deste capítulo
Hebreus 9:1
"Ora, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre."
Hebreus 9:2
"Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário."
Hebreus 9:3
"Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos,"
Hebreus 9:4
"Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança;"
Hebreus 9:5
"E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente."
Hebreus 9:6
"Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços;"
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