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Gênesis 32:3 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E enviou Jacó mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom. "

Gênesis 32:3

menu_book Versículo no contexto

1 Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.

2 E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou aquele lugar Maanaim.

3 E enviou Jacó mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom.

4 E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e me detive lá até agora;

5 E tenho bois e jumentos, ovelhas, e servos e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça em teus olhos.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Agora que Jacó estava voltando para Canaã, Deus o lembrou, por meio da visão de anjos, dos amigos que ele teve quando partiu. Mas isso também trouxe de volta à memória os inimigos que ele havia deixado para trás, especialmente Esaú. É provável que Rebeca, mãe de Jacó e Esaú, tivesse contado a Jacó que Esaú estava morando em Seir e ainda guardava rancor. O que Jacó poderia fazer? Desejava ver seu pai, mas temia encontrar o irmão. Estava alegre por voltar a Canaã, mas não podia deixar de misturar alegria com temor por causa de Esaú.

Jacó primeiro envia a Esaú uma mensagem muito bondosa e humilde. Não parece que ele fosse obrigado a passar pela terra de Esaú, nem que precisasse pedir licença para transitar. Ainda assim, seu caminho o levava perto de lá, e ele não quis passar adiante sem prestar a devida honra a um irmão, um irmão gêmeo, um único irmão, um irmão mais velho e um irmão que havia sido ofendido. Mesmo quando nossos parentes falham conosco, ainda assim devemos cumprir nosso dever para com eles. Também é sinal de amizade e amor fraternal informar aos amigos como estamos e perguntar por eles. Pequenos gestos de cortesia podem ajudar a encerrar inimizades antigas.

A mensagem de Jacó a Esaú é muito educada e humilde (versos 4, 5). Primeiro, ele chama Esaú de “meu senhor” e se apresenta como “teu servo”. Assim, ele não insiste nos direitos da primogenitura e da bênção que recebera. Em vez disso, deixa que Deus cumpra o seu próprio propósito por meio da família de Jacó. Ceder pode acalmar uma grande ira (Eclesiastes 10:4). Não devemos recusar falar com respeito e humildade, nem mesmo com aqueles que se iram contra nós de maneira injusta.

Em segundo lugar, Jacó dá a Esaú um breve relato de sua vida. Ele não é um fugitivo ou um vagabundo, mas alguém que teve uma morada estável entre seus parentes, embora tenha ficado ausente por muito tempo. Viveu com Labão, seu tio, até aquele momento. Também não está voltando para casa como um mendigo, como o filho pródigo, sem nada e prestes a se tornar um peso para a família. Pelo contrário, ele tem bois e jumentos. Sabia que isso faria, se alguma coisa, com que Esaú pensasse melhor dele. Em terceiro lugar, ele pede favor: enviou a mensagem “para achar graça aos teus olhos”. Não é vergonha para aquele que tem o melhor direito pedir paz e reconciliação.

Em seguida, Jacó recebe um relato muito assustador sobre os planos guerreiros de Esaú (Gênesis 32:6). Não há resposta, nenhuma mensagem de volta, apenas problema: uma resposta dura a um pedido amigável e uma péssima recepção para um irmão que volta para casa. Esaú está vindo ao encontro dele com quatrocentos homens. Agora ele se mostra ansioso pelo dia do luto por seu velho pai, e até mesmo antes disso está pronto para matar o irmão.

Primeiro, Esaú não esqueceu a antiga briga. Quer agora vingança por causa da primogenitura e da bênção, e, se possível, deseja destruir as esperanças de Jacó em ambas as coisas. O ódio guardado no coração pode durar muito tempo e explodir violentamente anos depois. Pessoas iradas têm boa memória.

Segundo, Esaú inveja o pouco de riqueza que Jacó possuía. Ainda que o próprio Esaú já tivesse muito mais, isso não lhe bastava. Queria ver Jacó arruinado e sua terra cheia dos despojos tirados de Jacó. Talvez o relato de Jacó sobre sua prosperidade apenas tenha atiçado ainda mais a ira de Esaú.

Terceiro, Esaú acha que será fácil destruir Jacó agora que ele está no caminho, cansado, sem estabilidade e, na mente de Esaú, desprotegido. Quem tem o veneno da serpente muitas vezes também tem a astúcia da serpente. Fica à espreita do primeiro bom momento para se vingar.

Quarto, Esaú pretende atacar de surpresa, antes que Jacó chegue à presença de seu pai, para que Isaque não possa intervir e fazer paz entre eles. Esaú é um daqueles que odeiam a paz. Quando Jacó fala de paz, Esaú está pronto para a guerra (Salmo 120:6, Salmo 120:7). Assim Esaú marcha tomado de ira, sedento de sangue. Os quatrocentos homens com ele provavelmente eram os homens que caçavam com ele, rudes e cruéis como o próprio líder, prontos a cumprir até mesmo uma ordem bárbara. Respiravam ameaças e morte. Mesmo um décimo deles já seria suficiente para destruir completamente o pobre Jacó e sua família inocente e indefesa.

Não é de admirar que Jacó tenha tido grande medo e angústia (Gênesis 32:7). Talvez sentisse isso ainda mais por ter acabado de sair do temor causado por Labão. Muitas aflições vêm sobre o povo de Deus neste mundo, e às vezes o fim de um problema apenas marca o começo de outro. As nuvens voltam depois da chuva. Jacó era um homem de grande fé, mas agora estava muito amedrontado. Uma viva consciência do perigo, e o medo que dela nasce, ainda podem coexistir com uma humilde confiança no poder e nas promessas de Deus. Até Cristo, em sua agonia, ficou profundamente angustiado.

Jacó então faz o melhor que pode para se defender naquela situação. Teria sido tolice pensar em lutar, por isso todo o seu plano se volta para uma possível fuga (Gênesis 32:7, 8). Ele sabiamente não coloca tudo em um só grupo. Em vez disso, divide o que possui em dois bandos, para que, se um for atacado, o outro possa escapar. Como um pai cuidadoso de família, preocupa-se mais com a segurança dos seus do que com a própria. Divide o povo, não como Abraão fez para a batalha (Gênesis 14:15), mas para a fuga.

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