Versículo em destaque
Ezequiel 45:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Esta será a oferta que haveis de oferecer: a sexta parte de um efa de cada ômer de trigo; também dareis a sexta parte de um efa de cada ômer de cevada. "
Ezequiel 45:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 O efa e o bato serão de uma mesma medida, de modo que o bato contenha a décima parte do ômer, e o efa a décima parte do ômer; conforme o ômer será a sua medida.
12 E o siclo será de vinte geras; vinte siclos, vinte e cinco siclos, e quinze siclos terá a vossa mina.
13 Esta será a oferta que haveis de oferecer: a sexta parte de um efa de cada ômer de trigo; também dareis a sexta parte de um efa de cada ômer de cevada.
14 Quanto à ordenança do azeite, de cada bato de azeite oferecereis a décima parte de um bato tirado de um coro, que é um ômer de dez batos; porque dez batos fazem um ômer.
15 E um cordeiro do rebanho, de cada duzentos, da terra mais regada de Israel, para oferta de alimentos, e para holocausto, e para sacrifício pacífico; para que façam expiação por eles, diz o Senhor DEUS.
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Agora que as regras de justiça para com o próximo foram estabelecidas, o que na verdade faz parte da verdadeira religião, o profeta passa a tratar dos deveres para com Deus. Esse é outro aspecto da justiça completa. O povo de Deus deveria trazer uma oferta a ele daquilo que possuía (Ezequiel 45:13). Todo o povo da terra tinha que dar essa oferta (Ezequiel 45:16). Como arrendatários de Deus, precisavam pagar uma espécie de aluguel ao seu grande Senhor.
Eles já tinham sido orientados a separar uma porção da própria terra (Ezequiel 45:1), uma parte santa consagrada a Deus. Agora também são instruídos a dar de seus bens pessoais, seus produtos e seu gado. Isso era uma forma de reconhecer que tudo o que tinham vinha dele, dependia dele e lhe era devido em gratidão. Tudo o que possuímos deve honrar a Deus, entregando-lhe o que lhe é devido a partir disso. Não porque Deus precise de algo ou possa ser ajudado por nossas ofertas (Salmo 50:9), mas porque é uma oferta que apresentamos a ele. O benefício real retorna a nós, ou aos seus pobres, que são nossos próximos, e aos seus ministros, que servem para o nosso bem.
Aqui se estabelece o valor dessa oferta, algo que a lei de Moisés não havia especificado assim. Não se fala do título ou direito formal sobre a terra, mas apenas dessa oferta. Dos cereais, eles deviam dar a sexagésima parte. De cada ômer de trigo ou cevada, que continha dez efas, deviam dar a sexta parte de um efa, que é um sexagésimo do todo (Ezequiel 45:13). Do azeite, e provavelmente também do vinho, deviam dar a centésima parte. De cada cor, ou ômer, que continha dez batos, deviam dar um décimo de bato (Ezequiel 45:14). Isso era destinado ao altar, pois toda oferta de manjares incluía farinha misturada com azeite.
Dos rebanhos, deviam dar um cordeiro de cada duzentos (Ezequiel 45:15). Essa era a menor fração de todas. Mas tinha que vir do melhor das pastagens de Israel. Não deviam entregar a Deus algo tirado do que fosse comum, mas o mais gordo e o melhor que possuíam. Esses animais eram para holocaustos e ofertas pacíficas. Os holocaustos visavam dar glória a Deus. As ofertas pacíficas visavam buscar misericórdia, graça e paz da parte de Deus. Em nossos sacrifícios espirituais, esses ainda são dois grandes objetivos quando nos aproximamos do trono da graça. Mas, para que qualquer um desses sacrifícios fosse aceito, era necessária expiação, isto é, pagamento pelo pecado e reconciliação com Deus. Cristo é o nosso sacrifício de expiação, por meio de quem a reconciliação é feita, e devemos mantê-lo em vista em todas as nossas ofertas de louvor e gratidão.
Essa oferta devia ser dada em favor do príncipe em Israel (Ezequiel 45:16). Alguns entendem como “para o príncipe” e veem aqui uma referência a Cristo, que é de fato o príncipe em Israel. Devemos trazer nossas ofertas a ele e colocá-las em suas mãos, para que as apresente ao Pai. Ou pode significar que o povo devia entregar sua oferta juntamente com o príncipe. Cada pessoa particular trazia a sua parte, e ela era oferecida junto com o presente do príncipe, pois o versículo seguinte diz que cabia ao príncipe prover todas as ofertas e fazer expiação pela casa de Israel (Ezequiel 45:17). O povo devia trazer suas ofertas a ele conforme as regras já dadas, e ele as levaria ao santuário, completando com seus próprios recursos o que faltasse.
Isso mostra que governantes devem cuidar da religião e zelar para que seus deveres sejam cumpridos corretamente pelos que estão sob sua autoridade. Nada do que é necessário ao culto deve ser deixado de lado. A autoridade civil é responsável pelas duas tábuas da lei: o dever para com Deus e o dever para com o próximo. É uma grande bênção quando aqueles que têm poder e honra são os primeiros a servir a Deus.
Alguns tempos santos especiais também são estabelecidos aqui. Um deles é no início do ano, e parece ser totalmente novo, não fazendo parte da lei de Moisés. É uma cerimônia anual para purificar o santuário. No primeiro dia do primeiro mês, o dia de ano-novo, deviam oferecer um sacrifício para purificar o santuário (Ezequiel 45:18). Isso significa fazer expiação pelos pecados ligados às coisas santas do ano anterior, para que esses pecados não fossem levados para o serviço do novo ano. Também significa pedir graça para evitar tais pecados e para cumprir melhor o serviço do santuário no ano seguinte. Como sinal disso, o sangue da oferta pelo pecado devia ser posto nos umbrais da porta do átrio interior (Ezequiel 45:19). Isso mostrava que se fazia expiação pelos pecados de todos que serviam naquela casa, sacerdotes, levitas e povo, inclusive pelos pecados presentes em todo o seu culto.
Mesmo santuários terrenos precisam de purificação, e precisam disso muitas vezes. O santuário celestial não necessita. Aqueles que adoram a Deus juntos devem muitas vezes unir-se em confissão de suas muitas falhas, aplicando de novo o sangue de Cristo para perdão e renovando o compromisso de maior cuidado no futuro. É muito apropriado iniciar o ano com essa obra, como fez Ezequias quando isso havia sido negligenciado por muito tempo (2 Crônicas 29:17). Foi ordenado que purificassem o santuário no primeiro dia do mês porque, no décimo quarto dia, deviam celebrar a Páscoa, ordenança que, entre todas do Antigo Testamento, mais claramente apontava para Cristo e para a graça do evangelho. Por isso era conveniente que começassem a se preparar para ela duas semanas antes, pela purificação do santuário.
Esse sacrifício devia ser repetido no sétimo dia do primeiro mês (Ezequiel 45:20). Nessa ocasião, era para fazer expiação por todo aquele que erra e por qualquer simples. Quem peca se desvia e se mostra insensato e sem entendimento. Aqui o foco está em pecados cometidos por ignorância, engano ou descuido, tanto de sacerdotes e levitas quanto do povo. Havia sacrifícios para pecados cometidos de surpresa, antes que a pessoa se desse conta, coisas que não teriam feito se tivessem entendido corretamente, ou pecados pelos quais depois se arrependessem. Mas não havia sacrifício para pecados cometidos com ousadia e premeditação, “com mão levantada” (Números 15:30). Por meio desses sacrifícios repetidos, a casa seria reconciliada, isto é, Deus continuaria em paz com ela, seguiria manifestando ali a sua presença e a pouparia por mais um ano.
A Páscoa também devia ser guardada cuidadosamente no tempo determinado (Ezequiel 45:21). Cristo é a nossa Páscoa, sacrificada por nós. Lembramos esse sacrifício e nos alimentamos dele pela fé, regozijando-nos por termos sido libertos da escravidão do pecado no Egito e salvos da espada do anjo destruidor, isto é, da espada da justiça divina, na Ceia do Senhor. Essa ceia é a nossa festa pascal, e toda a vida cristã é, e deve ser, uma festa de pães asmos.
O príncipe é encarregado de prover uma oferta pelo pecado, a ser oferecida por si mesmo e pelo povo: um novilho no primeiro dia (Ezequiel 45:22) e um bode nos outros dias (Ezequiel 45:23). Isso nos ensina que, sempre que nos aproximamos de Deus para ter comunhão com ele, devemos manter nossos olhos fixos na grande oferta pelo pecado, pela qual o pecado foi tirado e a justiça eterna foi introduzida.
Cada dia da festa devia haver também um holocausto, oferecido somente para a honra de Deus. Devia incluir não menos que sete novilhos e sete carneiros, com a oferta de manjares correspondente, tudo queimado no altar, e, no entanto, nada era realmente desperdiçado (Ezequiel 45:23-24).
Em seguida vem a festa dos tabernáculos, ou das cabanas (Ezequiel 45:25). Não há aqui menção de Pentecostes, que vinha entre a Páscoa e os Tabernáculos. Os mesmos sacrifícios deviam ser oferecidos durante os sete dias da Páscoa, e essas ordens vão além do que foi estabelecido na lei de Moisés.
Isso mostra a fraqueza dos sacrifícios da lei quanto ao pecado. Precisavam ser repetidos muitas vezes, não apenas todos os anos, mas em toda festa e a cada dia da festa, porque não podiam tornar o adorador plenamente completo (Hebreus 10:1, Hebreus 10:3). Também nos lembra da necessidade de repetir regularmente nossos deveres religiosos.
Embora o sacrifício de expiação, isto é, o sacrifício que cobre o pecado, tenha sido oferecido uma vez por todas, os sacrifícios de louvor e gratidão ainda devem ser oferecidos todos os dias. Devemos manter um padrão constante de deveres santos, como este trecho indica.
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Deste capítulo
Ezequiel 45:1
"Quando, pois, repartirdes a terra em herança, oferecereis uma oferta ao SENHOR, uma porção santa da terra; o seu comprimento será de vinte e cinco mil canas e a largura de dez mil. Esta será santa em toda a sua extensão ao redor."
Ezequiel 45:2
"Desta porção o santuário ocupará quinhentas canas de comprimento, e quinhentas de largura, em quadrado, e terá em redor um espaço vazio de cinqüenta côvados."
Ezequiel 45:3
"E desta porção medirás vinte e cinco mil côvados de comprimento, e a largura de dez mil; e ali estará o santuário, o lugar santíssimo."
Ezequiel 45:4
"Esta será a porção santa da terra; ela será para os sacerdotes, ministros do santuário, que dele se aproximam para servir ao Senhor; e lhes servirá de lugar para suas casas, e de lugar santo para o santuário."
Ezequiel 45:5
"E os levitas, ministros da casa, terão em sua possessão, vinte e cinco mil canas de comprimento, para vinte câmaras."
Ezequiel 45:6
"E para possessão da cidade, de largura dareis cinco mil canas, e de comprimento vinte e cinco mil, defronte da oferta santa; o que será para toda a casa de Israel."
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