Versículo em destaque
Ezequiel 43:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos, "
Ezequiel 43:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 E levantou-me o Espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu a casa.
6 E ouvi alguém que falava comigo de dentro da casa, e um homem se pôs em pé junto de mim.
7 E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos,
8 Pondo o seu limiar ao pé do meu limiar, e o seu umbral junto ao meu umbral, e havendo uma parede entre mim e eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que cometiam; por isso eu os consumi na minha ira.
9 Agora lancem eles para longe de mim a sua prostituição, e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.
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Deus, de fato, está renovando a sua aliança com o povo de Israel ao retomar posse do templo. Ezequiel fala aqui em nome de Deus, assim como Moisés fizera no passado. Isso seria de grande ajuda para os cativos quando voltassem, dando-lhes orientação e ânimo. E também aponta mais longe, para aqueles que desfrutam das bênçãos do “templo” do evangelho, para que saibam como devem viver diante de Deus.
Deus primeiro os lembra de seus antigos pecados, aqueles que por muito tempo os mantiveram debaixo dos sinais de sua ira. Esse aviso tem o propósito de abrir caminho para o consolo que ele está prestes a dar. Ainda que Deus dê e não lance em rosto, ainda assim devemos acusar a nós mesmos quando ele nos perdoa nossas faltas. Que se lembrem, antes de tudo, de que haviam profanado o santo nome de Deus, contaminando as coisas sagradas por meio das quais ele se fazia conhecer entre eles (Ezequiel 43:7).
Eles e seus reis haviam trazido vergonha sobre a religião que professavam e sobre a aliança que tinham com Deus, por meio de adultério espiritual, idolatria e culto a imagens. Chamavam essas imagens de seus reis, pois esse é o sentido de Moloque, ou de seus senhores, pois esse é o sentido de Baal. Mas, na verdade, eram como cadáveres, sem vida, inúteis e repugnantes, erguidos em seus altos em honra deles. Assim haviam poluído o nome de Deus com suas práticas abomináveis.
O pecado deles é descrito assim: puseram o seu umbral junto ao meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira. Isto é, acrescentaram suas próprias ideias aos mandamentos de Deus e obrigaram o povo a aceitá-las como se tivessem igual autoridade e peso, ensinando mandamentos de homens como se fossem doutrina de Deus (Isaías 29:13). Ou, ainda pior, levantaram altares aos seus ídolos dentro dos átrios do templo, o que era um insulto aberto à glória de Deus. Desse modo ergueram uma parede de separação entre Deus e eles, bloqueando o favor divino e arruinando o culto. Vê-se como os pecadores insultam a Deus ao levantar suas próprias paredes contra as dele e ao expulsá-lo daquilo que pertence a ele. E vê-se também como prejudicam a si mesmos, pois quanto mais se aproximam de Deus com seus pecados, mais o afastam de si.
Alguns entendem ainda que o sentido seja este: embora as casas deles estivessem encostadas à casa de Deus, com ombreiras e umbrais muito próximos, como se fossem quase vizinhos, ainda assim havia apenas uma parede entre mim e eles. Isto é, viviam perto do templo e, portanto, deveriam conhecê-lo bem e procurar agradá-lo, mas nem sequer foram “bons vizinhos” para com ele. Muitas vezes isso se mostra tristemente verdadeiro: quanto mais perto alguém está da igreja, mais longe pode estar de Deus. Por sua profissão externa, estavam em aliança com Deus, mas haviam contaminado o lugar do seu trono e o lugar das plantas de seus pés, o seu templo, onde ele habitava e reinava. Jerusalém é chamada de cidade do grande Rei (Salmo 48:2) e de estrado de seus pés (Salmo 99:5; Salmo 132:7). Quando os mandamentos de Deus são profanados, o seu santo nome é poluído.
Em segundo lugar, Deus diz que, por causa disso, estivera em conflito com eles em seus últimos sofrimentos. Eles não podiam acusá-lo com justiça, pois ele apenas trouxera sobre eles aquilo que seus pecados mereciam: “por isso os consumi na minha ira”. Os que profanam o santo nome de Deus caem justamente debaixo de sua ira.
Em seguida, ele os chama ao arrependimento e à conversão, e, para isso, precisam envergonhar-se do que fizeram (Ezequiel 43:9). Agora devem afastar suas prostituições. Depois de terem sentido tão profundamente a dor dessas infidelidades, e agora que Deus volta a eles em misericórdia e estabelece novamente o seu santuário no meio deles, precisam lançar fora os seus ídolos e não ter mais nada a ver com eles. Assim não perderão de novo os privilégios cujo valor aprenderam justamente ao perdê-los. Suas imagens, esses corpos mortos de seus falsos reis, devem ser postos longe de Deus, para que não o provoquem mais.
Esse era um conselho sábio, dado exatamente quando o profeta tinha diante deles a planta do templo. Se contemplarem esse modelo, certamente se envergonharão de seus pecados (Ezequiel 43:10). Ao verem a misericórdia que Deus está preparando para eles, mesmo sem que a mereçam, sentirão vergonha de seu comportamento infiel para com ele. A bondade de Deus deve nos conduzir ao arrependimento, especialmente a uma humilde vergonha.
Que eles mesmos meçam a planta e vejam como é muito melhor do que a anterior. A partir disso, julgarão quão grandes são as coisas que Deus preparou para eles. Isso os envergonhará ao se lembrarem do que seus pecados mereciam. Então, se tiverem vergonha de seus pecados, receberão revelação ainda mais completa do modelo (Ezequiel 43:11). Se, ao verem a bondade geral de Deus, se envergonharem de tudo o que fizeram, poderão então receber uma visão mais plena e detalhada do templo. Quem faz bom uso do pouco que já conhece da bondade de Deus, aprende ainda mais sobre ela. Só estamos preparados para os favores de Deus quando de fato nos humilhamos por nossa insensatez.
Que lhes seja mostrada a planta da casa, para que vejam quão nobre edifício será, e também lhes sejam mostradas suas regras e leis. Junto com a promessa de consolo, é correto que aprendamos também o nosso dever. Com os privilégios da casa de Deus, devemos conhecer igualmente a sua ordem. Que lhes sejam apresentadas essas normas, para que as guardem e obedeçam. Somos instruídos no nosso dever para que o pratiquemos e sejamos bem-aventurados em fazê-lo.
Por fim, Deus promete que eles se tornarão aquilo que devem ser, e então ele lhes será aquilo que desejam que ele seja (Ezequiel 43:7). “A casa de Israel não contaminará mais o meu santo nome.” Essa é a graça do evangelho. A lei diz: “Não profanareis o meu nome”. O evangelho diz: “Não o profanareis”, como promessa. Aquilo que a aliança exige, a própria aliança promete (Jeremias 32:40).
“E habitarei no meio deles para sempre”; e ele repete a mesma ideia em (Ezequiel 43:9). Deus garante sua boa vontade para conosco realizando em nós a sua boa obra. Se não profanarmos o seu nome, podemos estar certos de que ele não nos deixará.
A regra geral da casa de Deus é então declarada (Ezequiel 43:12). Antes, somente o santuário, ou lugar santo, era santíssimo. Agora todo o monte da casa será santo. Toda a área, com todos os átrios e câmaras, será como o santo dos santos. Isso mostra que, nos tempos do evangelho, toda a igreja participa do privilégio do santo dos santos, isto é, da plena proximidade com Deus. Todos os crentes agora têm ousadia para entrar no santuário (Hebreus 10:19), não pelo sangue de touros e bodes, mas pelo sangue de Jesus; e, onde quer que estejamos, temos acesso ao Pai por meio dele.
Mostra também que toda a igreja está sob forte obrigação de caminhar rumo à santidade completa, assim como santo é aquele que nos chamou. Todos agora devem ser “santíssimos”.
Santidade é o que convém à casa de Deus para sempre, e ainda mais nos tempos do evangelho. Essa é a regra da casa: ninguém deve esperar sua proteção se não estiver disposto a viver segundo essa regra.
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Deste capítulo
Ezequiel 43:1
"Então me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente."
Ezequiel 43:2
"E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória."
Ezequiel 43:3
"E o aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera quando vim destruir a cidade; e eram as visões como as que tive junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto."
Ezequiel 43:4
"E a glória do Senhor entrou na casa pelo caminho da porta, cuja face está para o lado do oriente."
Ezequiel 43:5
"E levantou-me o Espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu a casa."
Ezequiel 43:6
"E ouvi alguém que falava comigo de dentro da casa, e um homem se pôs em pé junto de mim."
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