Versículo em destaque
Ezequiel 43:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E estas são as medidas do altar, em côvados (o côvado é um côvado e um palmo): e o fundo será de um côvado de altura, e um côvado de largura, e a sua borda em todo o seu contorno, de um palmo; e esta é a base do altar. "
Ezequiel 43:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 E, envergonhando-se eles de tudo quanto fizeram, faze-lhes saber a forma desta casa, e a sua figura, e as suas saídas, e as suas entradas, e todas as suas formas, e todos os seus estatutos, todas as suas formas, e todas as suas leis; e escreve isto aos seus olhos, para que guardem toda a sua forma, e todos os seus estatutos, e os cumpram.
12 Esta é a lei da casa: Sobre o cume do monte todo o seu contorno em redor será santíssimo; eis que esta é a lei da casa.
13 E estas são as medidas do altar, em côvados (o côvado é um côvado e um palmo): e o fundo será de um côvado de altura, e um côvado de largura, e a sua borda em todo o seu contorno, de um palmo; e esta é a base do altar.
14 E do fundo, desde a terra até a armação inferior, dois côvados, e de largura um côvado, e desde a pequena armação até a grande, quatro côvados, e a largura de um côvado.
15 E o altar, de quatro côvados; e desde o altar e para cima havia quatro pontas.
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Aqui se trata do altar neste templo simbólico, e esse altar também é simbólico, pois Cristo é o nosso altar. Depois que os judeus voltaram do exílio, eles tiveram um altar antes de terem um templo (Esdras 3:3). Mas aqui é um altar dentro do templo.
Primeiro, vemos o tamanho do altar (Ezequiel 43:13). No topo, ele media cerca de seis metros de lado, e na base, cerca de sete metros de lado. Sua altura era de aproximadamente quatro metros e meio. Havia um patamar inferior, como uma espécie de degrau ou plataforma, a cerca de um metro do chão, onde alguns sacerdotes ficavam para servir. Outro patamar ficava dois metros acima desse, onde outros sacerdotes se posicionavam. Cada patamar tinha por volta de meio metro de largura e bordas elevadas, para que os sacerdotes pudessem ficar firmes. Os sacrifícios eram mortos na mesa mencionada antes (Ezequiel 40:39). O que deveria ser queimado no altar era passado para os que estavam no patamar inferior, que por sua vez entregavam aos que estavam no patamar superior, e estes colocavam a oferta sobre o altar. No serviço de Deus, devemos ajudar uns aos outros de maneiras práticas.
Em segundo lugar, vemos as normas do altar. São dadas aqui instruções sobre a sua dedicação inicial. Sete dias deviam ser separados para a sua consagração, e sacrifícios deviam ser oferecidos a cada dia. De modo especial, um bode devia ser oferecido como oferta pelo pecado (Ezequiel 43:25), junto com um novilho como oferta pelo pecado no primeiro dia (Ezequiel 43:19). Isso nos ensina a manter Cristo, a grande oferta pelo pecado, sempre em vista em toda a nossa adoração. Nem as pessoas nem as obras podem ser aceitáveis a Deus se o pecado não for removido, e isso só acontece por meio do sangue de Cristo, que torna santo tanto o altar quanto a oferta. A Escritura diz que Cristo entrou pelo seu próprio sangue (Hebreus 9:12).
Também deviam ser oferecidos um novilho e um carneiro como holocaustos (Ezequiel 43:24). Esses eram totalmente dedicados à glória de Deus, e ensinam que devemos visar essa mesma glória em tudo o que fazemos. Apresentamos a nós mesmos como sacrifícios vivos, e nosso culto como sacrifícios espirituais, para que tanto nós quanto nossas ofertas sejamos para o nome, o louvor e a glória dele. A dedicação do altar é chamada de sua expiação e purificação (Ezequiel 43:20, 43:26). Cristo, nosso altar, não tinha impureza alguma a ser lavada; ainda assim, ele se consagrou inteiramente a Deus (João 17:19). E, quando dedicamos os altares do nosso coração a Deus, para que o fogo do amor santo permaneça aceso ali, precisamos cuidar de que sejam purificados do amor ao mundo e dos desejos da carne.
Vale notar que vários elementos desses ritos de dedicação são diferentes dos de Êxodo 29. Isso mostra que as leis cerimoniais eram mutáveis, e essas mudanças apontavam para o seu fim em Cristo. Aqui, conforme a lei geral que exigia que todo sacrifício fosse temperado com sal (Levítico 2:13), os sacerdotes recebem um mandamento específico para aspergir sal sobre os sacrifícios (Ezequiel 43:24). A graça é o sal que deve temperar toda a nossa adoração (Colossenses 4:6). Uma aliança eterna é chamada de aliança de sal porque não se corrompe. A glória reservada para nós é incorruptível e incontaminada, e a graça formada em nós é o homem interior do coração, marcado por aquilo que não se estraga.
Em terceiro lugar, vemos o uso contínuo do altar depois de dedicado. A partir de então, os sacerdotes deviam oferecer sobre esse altar seus holocaustos e sacrifícios pacíficos (Ezequiel 43:27), pois ele tinha sido santificado para poder santificar os dons que sobre ele fossem colocados. Também é indicado quem devia servir ali: os sacerdotes da linhagem de Zadoque (Ezequiel 43:19). Salomão havia colocado essa família no lugar antes ocupado por Abiatar, e Deus confirma essa escolha. O nome Zadoque significa “justo”, apropriado para aqueles que são um povo justo, feito sacerdotes para Deus por meio de Cristo, o Senhor nossa justiça.
Vemos ainda como eles deviam se preparar para essa obra (Ezequiel 43:26). Deviam consagrar-se, enchendo as mãos com ofertas, demonstrando que entregavam a si mesmos e seus dons inteiramente ao serviço de Deus. Antes de ministrarmos ao Senhor nas coisas santas, também precisamos nos separar para ele, com as mãos e o coração cheios daquilo que lhe pertence. E vemos como seriam bem-sucedidos nesse serviço (Ezequiel 43:27): “Eu vos aceitarei.” Se Deus aceita nossa obra e nosso serviço lhe agrada, isso basta. Os que se entregam a Deus serão aceitos por Deus, primeiro em suas pessoas e depois em seu trabalho, por meio do Mediador.
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Deste capítulo
Ezequiel 43:1
"Então me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente."
Ezequiel 43:2
"E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória."
Ezequiel 43:3
"E o aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera quando vim destruir a cidade; e eram as visões como as que tive junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto."
Ezequiel 43:4
"E a glória do Senhor entrou na casa pelo caminho da porta, cuja face está para o lado do oriente."
Ezequiel 43:5
"E levantou-me o Espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu a casa."
Ezequiel 43:6
"E ouvi alguém que falava comigo de dentro da casa, e um homem se pôs em pé junto de mim."
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