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Ezequiel 17:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: "

Ezequiel 17:1

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1 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2 Filho do homem, propõe um enigma, e profere uma parábola para com a casa de Israel.

3 E disse: Assim diz o Senhor DEUS: Uma grande águia, de grandes asas, de plumagem comprida, e cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou o mais alto ramo de um cedro.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Devemos ler estes versículos em conjunto, para ver ao mesmo tempo a parábola e o seu significado. Um explica o outro. O profeta é ordenado a propor um enigma à casa de Israel (Ezequiel 17:2), mas isso não tem o propósito de manter a mensagem de Deus escondida deles. Ele não deve deixá‑los no campo das suposições, como costuma acontecer quando alguém tenta resolver um quebra‑cabeça.

Ele deve explicar o sentido logo em seguida. Paulo diz que, se alguém fala em língua desconhecida, ore para que possa interpretar (1 Coríntios 14:13). Do mesmo modo, a mensagem é posta primeiro como enigma ou parábola para que as pessoas a notem mais, a sintam mais profundamente e a guardem melhor na memória. Deus muitas vezes usou comparações por meio de seus profetas, e o próprio Jesus falou muitas vezes em parábolas.

Enigmas e parábolas podem nos entreter e prender a atenção dos que estão ao nosso redor. Deus usou esse tipo de linguagem para ver se suas palavras, apresentadas dessa forma, alcançariam um povo descuidado. Os ministros devem procurar palavras fáceis de receber e experimentar diversos modos de fazer o bem. Na medida em que ajude no crescimento espiritual, devem trazer elementos da vida comum para a pregação, e deixar também que a pregação molde a conversa do dia a dia, para não haver um abismo tão grande entre o que se diz na reunião e o que se diz fora dela.

O profeta também é instruído a explicar o enigma à casa rebelde (Ezequiel 17:12). Embora a rebeldia os tornasse merecedores de serem deixados na ignorância, o significado ainda assim lhes seria mostrado. Eles poderiam perguntar: “Vocês sabem o que isso quer dizer?” Os que conheciam a história e os problemas que estavam se desenrolando podiam até arriscar um palpite razoável. Mas, para que não tivessem desculpa alguma, o profeta devia expor em termos claros, sem figura.

Ainda assim, o enigma foi dado primeiro para que eles meditassem nele por algum tempo. Podiam até enviar recado a amigos em Jerusalém, perguntar sobre isso e aguardar a resposta. Vejamos agora a mensagem em si. Nabucodonosor, rei da Babilônia, já havia levado cativo Joaquim, também chamado Jeconias, quando tinha dezoito anos e reinara em Jerusalém apenas três meses, junto com príncipes e homens importantes, transportando‑os para a Babilônia (2 Reis 24:12). Na parábola, isso aparece como uma águia cortando a ponta e o renovo tenro de um cedro e levando‑o para uma terra de comércio, uma cidade de mercadores (Ezequiel 17:3, 4), o que é explicado em Ezequiel 17:12.

O rei da Babilônia apoderou‑se do rei de Jerusalém com a mesma facilidade com que um ramo novo é quebrado por uma ave de rapina. Nabucodonosor é chamado de leão na visão de Daniel, o rei dos animais (Daniel 7:4), e ali ele tem asas de águia, para mostrar a rapidez dos seus movimentos e conquistas. Aqui é representado como uma águia, o rei das aves, uma grande águia que vive de saque e sangue, como as aves de Jó 39:30. Seu domínio se estende longe, como as amplas asas da águia. Seu povo é numeroso, por isso ele é cheio de penas. Sua corte é esplêndida, com muitas cores, como um tecido bordado.

Jerusalém é comparada ao Líbano, uma floresta de casas, bela e frutífera. A família real é o cedro, e Joaquim é a ponta do ramo, o mais alto renovo, que a águia corta. Babilônia é a terra de comércio e a cidade de mercadores onde esse ramo é plantado. O rei de Judá, como descendente de Davi, sentir‑se‑ia profundamente rebaixado e envergonhado por ser alojado entre comerciantes, mas precisava tirar o melhor possível daquela situação.

Quando Nabucodonosor o levou para a Babilônia, pôs no lugar dele o tio de Joaquim, Zedequias, como rei (Ezequiel 17:5, 6). Seu nome antes era Matanias, que significa “dom do SENHOR”, mas Nabucodonosor o mudou para Zedequias, “justiça do SENHOR”, para lembrá‑lo de agir com justiça sob o olhar do Deus que dizia servir. Zedequias era da linhagem real da terra, não um estrangeiro vindo da Babilônia. Foi plantado em campo fértil, pois Jerusalém ainda se encontrava em condição rica e promissora.

Foi colocado junto a muitas águas, onde teria boas condições de crescer, como o salgueiro, que cresce depressa e se dá bem em terreno úmido, embora nunca seja destinado a tornar‑se uma grande árvore. A mão de Deus, por meio de Nabucodonosor, dispôs as coisas cuidadosamente, para que o reino crescesse, mas sem ficar grande demais. Nabucodonosor tomou alguns da semente real (Ezequiel 17:13) e fez com Zedequias uma aliança, entregando‑lhe o reino e a autoridade real, contanto que permanecesse sujeito ao domínio da Babilônia. Fez também que ele jurasse, prestando juramento pelo Deus de Israel de que seria um súdito fiel (2 Crônicas 36:13).

Ele removeu os poderosos da terra, os principais homens de guerra, em parte como reféns para garantir o acordo, em parte para enfraquecer o país, de modo que o rei tivesse menos capacidade e menos tentação de quebrar o seu compromisso. O propósito é declarado em Ezequiel 17:14: o reino deveria ficar abatido em honra e em força, de modo a não rivalizar com vizinhos mais fortes, nem amedrontar os mais fracos, como tinha feito antes. Ao mesmo tempo, esse arranjo tinha a intenção de permitir que o reino subsistisse, mediante a conservação da aliança. Nisso se cumpriam os desejos orgulhosos daquele governante arrogante, que queria tornar‑se semelhante ao Altíssimo (Isaías 14:14) e ter todos ao seu redor sujeitos a ele.

Vemos aqui como o pecado mudou a casa real de Judá. Houve tempo em que as nações vizinhas pagavam tributo a Judá, mas agora o próprio Judá se tornara tributário. Como se empalideceu o ouro! O pecado leva nações a venderem sua liberdade, e governantes a venderem sua honra, desonrando suas coroas ao lançá‑las ao chão.

Vemos também como Zedequias agiu com sabedoria para o seu próprio bem ao aceitar esses termos, ainda que humilhantes e impostos pela necessidade. Uma pessoa pode viver bem e contente mesmo que já não possa ostentar aquilo que um dia ostentou. Um reino pode permanecer firme e seguro mesmo que não ocupe mais a posição elevada de antes; o mesmo vale para uma família.

Enquanto Zedequias permaneceu fiel ao rei da Babilônia, ia bem. Se, além disso, tivesse reformado o seu reino e voltado para Deus e para o seu dever, teria ido ainda melhor, e assim poderia ter recuperado em pouco tempo a antiga dignidade (Ezequiel 17:6).

Essa planta cresceu. Embora tivesse sido plantada como um salgueiro e fosse considerada de pouco valor, tornou‑se uma videira ampla, mas de baixa estatura. Ainda assim, era grande bênção para a sua terra, e o seu fruto alegrava o povo. É melhor ser uma videira que se espalha, ainda que baixa, do que um cedro alto que não serve para nada.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, se agradava disso, porque seus ramos se voltavam para ele e se apoiavam nele, como a videira se apoia em um muro. Ele também tinha sua parte no fruto, e as raízes da videira estavam sob ele, à sua disposição. O povo de Judá também tinha motivo para se agradar, pois se assentavam debaixo de sua própria videira, que lançava ramos e renovos e parecia promissora. Veja como os juízos de Deus vieram lentamente sobre esse povo provocador. Ele lhes deu tempo e, nesse tempo, espaço para se arrependerem.

Ele rebaixou o reino para ver se isso os humilharia, antes de fazer com que deixasse de ser reino. Deixou‑os em condição mais fácil, para ver se isso os levaria de volta a ele e afastaria as desgraças anunciadas. Mas Zedequias, rei de Judá, não soube reconhecer o bem em que se encontrava. Cansou‑se de ser tributário, isto é, de ser um governante que paga tributos a outro rei, e secretamente fez aliança com o rei do Egito.

Zedequias não tinha motivo para se queixar de que o rei da Babilônia o tratara com aspereza, exigira mais dele ou empobrecera o seu povo. O profeta já havia mostrado que ele estava em boa posição para se tornar grande (Ezequiel 17:6). Fora plantado em boa terra, junto a muitas águas; assim, sua casa e seu tesouro poderiam ser rapidamente fortalecidos. Se tivesse permanecido fiel, poderia ter se tornado uma bela videira. Mas ele passou a amar e a confiar em outra grande águia, o rei do Egito (Ezequiel 17:7).

Esses dois grandes governantes, Babilônia e Egito, são comparados a grandes águias, aves de rapina. O Egito é descrito como tendo grandes asas, mas não tão amplas quanto as da Babilônia, porque o Egito era forte, mas seu império não era tão extenso. Diz‑se também que tem muitas penas, isto é, muita riqueza e muitos soldados, nos quais Zedequias confiou como verdadeira defesa. No entanto, não passavam de penas.

Zedequias prometia a si mesmo liberdade, mas, buscando o socorro do Egito, fazia‑se escravo do rei do Egito, esperando tolamente encontrar alívio apenas trocando de senhor. Assim, a videira secretamente inclinou suas raízes para o rei do Egito, aquela grande águia. Depois de algum tempo, estendeu abertamente seus ramos na direção dele, manifestando o quanto desejava uma aliança. Esperava que ele a regasse, embora já estivesse plantada junto a grandes águas e não precisasse de auxílio. Isso é explicado mais adiante (Ezequiel 17:15).

Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia, enviando mensageiros ao Egito para pedir cavalos e muitos soldados, a fim de lutar contra a Babilônia. Vê-se aqui o que o pecado fez com o povo de Deus. Deus havia prometido que eles seriam numerosos como a areia do mar; e agora o seu rei precisava ir ao Egito em busca de soldados, porque o pecado os tinha diminuído e abatido (Salmo 107:39). Vê-se também a insensatez de pessoas inquietas e descontentes, que acabam se arruinando ao tentar melhorar sua condição, quando poderiam estar contentes e bem, se aprendessem a usar o melhor do que já têm.

Deus então ameaça Zedequias com a destruição completa dele e de seu reino, por causa de sua traiçoeira revolta contra o rei da Babilônia. Na parábola, isso é mostrado arrancando a videira pela raiz, cortando o seu fruto e fazendo murchar as suas folhas, até as folhas da primavera, quando ainda estão verdes (Jó 8:12). O plano fracassaria por completo. Os negócios desse príncipe infiel seriam arruinados sem possibilidade de recuperação. Como uma videira queimada pelo vento oriental, servindo apenas para o fogo (Ezequiel 15:4), assim ela murcharia até nos próprios regos em que cresceu, embora fossem bem regados.

Ela seria destruída sem necessidade de grande poder ou de muita gente para arrancá-la. Para que convocar um exército para arrancar uma simples videira? Deus pode realizar grandes coisas sem grande esforço. Ele não necessita de grandes forças para executar seus propósitos; um pequeno punhado basta, se Ele assim decidir. Ele pode arruinar um rei e um reino pecaminosos sem dificuldade, tão facilmente como nós arrancamos uma erva daninha que apenas atrapalha o terreno.

A explicação da parábola traz a sentença de forma direta: “Prosperará?” (Ezequiel 17:15). Pode alguém esperar fazer o mal e ainda assim ir bem? Escapará sem castigo aquele que quebra a aliança, ficando livre da pena que sua traição merece? Não. Que ele ouça sua sentença.

Primeiro, a sentença é confirmada pelo juramento de Deus (Ezequiel 17:16). “Vivo eu, diz o Senhor Deus, que ele morrerá por isso.” Isso mostra o quanto Deus odiava esse crime e quão certa e severa seria a punição. Deus jura em sua ira, como fez em (Salmo 95:11). Assim como Deus confirma suas promessas com juramento para consolo de seu povo, Ele também confirma suas advertências com juramento para terror dos ímpios. Tão certo como Deus vive e é bem-aventurado, tão certo é que os pecadores impenitentes morrerão e permanecerão miseráveis.

Segundo, o castigo é justificado pela gravidade do crime. Zedequias fora extremamente ingrato para com aquele que o havia colocado no trono e se comprometera a protegê-lo. Aquele mesmo poderia tê-lo feito prisioneiro com igual facilidade. Ser ingrato para com os amigos e ferir aqueles que nos levantaram é pecado contra Deus.

Ele também foi falso para com aquele com quem tinha feito aliança, e este é o ponto principal. Ele desprezou o juramento. Quando a consciência ou os amigos lho lembravam, tratava-o com leveza, agia com ousadia e o quebrava (Ezequiel 17:15, Ezequiel 17:16, Ezequiel 17:18, Ezequiel 17:19). Rasgou essa obrigação e se orgulhou de tratá-la como nada. Era como aquele grande governante, de que se diz que sua regra era que os príncipes só devem manter a palavra quando isso lhes convém.

O que tornava ainda pior a traição de Zedequias é que o juramento que havia feito ao rei da Babilônia era, em primeiro lugar, um juramento solene. É dado peso especial a isso (Ezequiel 17:18): ele tinha dado a sua mão, como parceiro do rei da Babilônia, não apenas como seu súdito, mas como seu amigo. Dar as mãos era sinal de união de corações.

Em segundo lugar, era um juramento sagrado. Deus diz (Ezequiel 17:19): “O meu juramento ele desprezou, e a minha aliança ele quebrou.”

Em todo juramento sério, Deus é invocado como testemunha da sinceridade de quem jura. Ele também é invocado como juiz e vingador, caso aquele que jurou venha depois a mentir ou quebrar o juramento. O juramento de fidelidade a um governante é chamado de modo especial de juramento a Deus (Eclesiastes 8:2), como se fosse ainda mais sagrado que outros juramentos, porque os governantes são servos de Deus para o nosso bem (Romanos 13:4).

A quebra desse juramento e dessa aliança por Zedequias é o pecado que Deus faria recair sobre a sua própria cabeça (Ezequiel 17:19). É a ofensa que ele cometeu contra Deus, e Deus diz que tratará com ele por causa disso (Ezequiel 17:20). O perjúrio, isto é, jurar falsamente ou quebrar uma promessa jurada, é um pecado terrível e profundamente ofensivo ao Deus do céu.

Não serve de desculpa o fato de quem fez esse juramento ser um rei, até mesmo um rei da casa de Davi. A posição e liberdade de um rei não o colocam acima dos juramentos. Os reis podem parecer deuses aos olhos dos homens, mas diante de Deus são apenas homens, e não estão livres de sua lei nem de seu juízo. Um príncipe está tão firmemente ligado por seu juramento de coroação ao povo, diante de Deus, quanto o povo está ligado a ele por seu juramento de lealdade.

Também não serve de desculpa o fato de o juramento ter sido feito ao rei da Babilônia, um governante pagão, ainda pior do que um herege. Alguns, de forma errada, afirmam que não se deve guardar fé com tais pessoas. Mas, embora Nabucodonosor adorasse falsos deuses, o Deus verdadeiro ainda assim punirá a quebra de um tratado feito com ele. A verdade é um dever devido a todos os homens. Se aqueles que professam a verdadeira religião agem de modo enganoso para com os que seguem uma falsa religião, isso não os desculpa. Torna o pecado ainda pior, porque dão aos inimigos do Senhor motivo para falar mal dele. Conta-se que um governante muçulmano disse, quando cristãos quebraram um tratado com ele: “Ó Jesus, são estes os teus cristãos?”

Também não serviria de desculpa para Zedequias o fato de o juramento ter sido imposto por um conquistador. A aliança foi feita a um preço justo: ele conservou a vida e a coroa com a condição de ser fiel e leal ao rei da Babilônia. Se ele aproveita o benefício desse acordo, é tremendamente injusto não cumprir os seus termos. Portanto, que saiba: por ter desprezado o juramento e quebrado a aliança, não escapará.

Se a quebra de tal juramento, feito a tal governante, é punida com tanta severidade, quanto mais rigoroso será o castigo dos que quebram a aliança com Deus. Eles deram a mão e prometeram fidelidade, mas depois pisam o sangue dessa aliança como se fosse coisa impura. Não há comparação entre as duas alianças.

O castigo é então mostrado em detalhes que correspondem ao pecado. Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia, e o rei da Babilônia se tornaria seu verdadeiro conquistador. No próprio lugar onde vivia esse rei, cuja aliança Zedequias tinha quebrado, ali ele morreria, na própria Babilônia (Ezequiel 17:16). Ele pensava escapar, mas cairia ainda mais plenamente nas mãos daquele rei. Agora o próprio Deus se colocaria ao lado do rei da Babilônia contra ele: “Estenderei sobre ele a minha rede” (Ezequiel 17:20). Deus tem uma rede para os que agem traiçoeiramente e julgam poder fugir do seu justo juízo. Aqueles que não quiseram ser retidos por um juramento e uma aliança serão presos e detidos ali.

Zedequias temia a Babilônia, e Deus diz: “Ali o trarei, e ali entrarei em juízo com ele.” Muitas vezes as pessoas são empurradas justamente para o mal de que tentam fugir por meio do pecado. Zedequias também confiou no rei do Egito, mas o Egito seria um ajudador inútil. Faraó, com seu poderoso exército, não o ajudaria na guerra (Ezequiel 17:17). O Egito não lhe prestaria serviço algum, nem deteriam o ataque dos caldeus. Não ajudariam no cerco levantando rampas e fortalezas, nem na batalha matando muitos homens. Toda criatura se torna para nós aquilo que Deus determina que seja. Ele muitas vezes enfraquece e seca o braço de carne no qual confiamos e no qual nos apoiamos.

Assim se cumpriu novamente o que já tinha sido dito: os egípcios ajudariam em vão (Isaías 30:7). Ajudaram apenas de modo vazio. Quando o exército egípcio se aproximou, os caldeus levantaram o cerco de Jerusalém; mas, depois que o Egito voltou atrás, eles retornaram e tomaram a cidade. Parece que os egípcios não estavam realmente dispostos a ajudar. Talvez tivessem força suficiente, mas não tinham boa vontade sincera em favor de Zedequias. Aqueles que agem traiçoeiramente com os que confiam neles serão, com justiça, tratados com traição por aqueles em quem confiam.

Os egípcios não eram o único apoio em que Zedequias se apoiava. Ele contava também com as suas próprias tropas prontas para sustentá-lo, mas elas igualmente falhariam. Ainda que fossem soldados veteranos, os melhores de seu reino, se tornariam fugitivos. Abandonariam seus postos, correriam para salvar a própria vida e cairiam à espada do inimigo. Os que escapassem seriam espalhados (Ezequiel 17:21). Isso se cumpriu quando a cidade foi aberta à força e todos os homens de guerra fugiram (Jeremias 52:7). “Então sabereis que eu, o SENHOR, o disse.” A palavra de Deus se provará verdadeira a seu tempo, e os que não quiserem crer nela a conhecerão pela experiência de seu poder.

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