Versículo em destaque
Daniel 4:34 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. "
Daniel 4:34
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
32 E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33 Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.
34 Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
35 E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?
36 No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.
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Aqui vemos Nabucodonosor restaurado de sua loucura e trazido de volta ao seu juízo ao fim do tempo determinado, isto é, cumpridos os sete anos. Durante todo aquele período ele ficou como um espetáculo da justiça de Deus e como testemunha da vitória de Deus sobre os orgulhosos. De certo modo, foi uma lição mais forte ser ferido de loucura do que ser morto de uma vez por um raio. E, ainda assim, foi misericórdia o fato de permanecer vivo, porque enquanto há vida, há esperança de ainda louvar a Deus, como ele faz aqui.
“No fim daqueles dias”, ele diz, “levantei os meus olhos ao céu” (Daniel 4:34). Ele já não olhava para baixo, para a terra, como um animal, mas começou a olhar para cima, como um homem. Houve aqui mais do que simples mudança de postura. Ele ergueu os olhos como um homem devoto, como alguém que se volta do pecado e como um humilde suplicante de misericórdia, talvez sentindo sua miséria, de fato, pela primeira vez.
Agora tinha juízo suficiente para glorificar a Deus e se humilhar debaixo da poderosa mão de Deus. Tinha sido avisado que ficaria naquele estado miserável até reconhecer que o Altíssimo governa. Aqui o vemos chegando a esse conhecimento: “Tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo”. Com acerto, as pessoas podem ser chamadas de sem entendimento se não bendizem e louvam a Deus. O ser humano não usa verdadeiramente a razão até começar a viver em temor reverente a Deus.
A razão é o fundamento sobre o qual a religião se firma, pois criaturas sem razão não podem ser religiosas. Mas a religião é a coroa e a beleza da razão. Temos a razão em vão, e um dia desejaríamos nunca tê-la recebido, se não a usarmos para glorificar a Deus. Este foi o primeiro ato da mente restaurada de Nabucodonosor. Só quando a razão foi usada assim é que ele ficou habilitado para todo outro bom uso dela. Por muito tempo estivera incapaz de usar o entendimento em quaisquer assuntos, e somente então foi levado a empregá-lo para o principal fim para o qual Deus lho havia dado.
Sua loucura foi o meio pelo qual se tornou sábio. Ele não foi restaurado pelo sonho que tivera acerca desse juízo, pois logo o esqueceu, como se esquece um sonho. Em vez disso, precisava sentir o juízo, e então seu ouvido foi aberto à instrução. Para trazê-lo de volta a si, primeiro foi necessário que ficasse fora de si. Isso também mostra que todos os bons pensamentos que agora tinha, e toda boa obra feita em seu coração, não procediam dele mesmo. Antes, ele não estava em seu juízo perfeito; essa mudança foi dom de Deus.
Vejamos a que confissão Nabucodonosor é finalmente conduzido, e aprendamos com isso o que devemos crer sobre Deus. Primeiro, o Deus Altíssimo vive para sempre. Seu ser não muda e não tem fim, porque ele existe por si mesmo. Seus aduladores costumavam dizer-lhe: “Ó rei, vive para sempre”. Mas agora está convencido de que rei algum vive para sempre. Somente o Deus de Israel vive para sempre e é sempre o mesmo.
Segundo, o reino de Deus é como ele próprio: eterno, e seu domínio dura de geração em geração. Em seu reino não há ruptura, nem sucessão, nem revolução. Assim como ele vive, ele reina para sempre, e seu governo nunca tem fim.
Terceiro, todas as nações diante dele são como nada. Ele não precisa delas e não as considera muito. Os maiores entre os homens, comparados com ele, são menos que nada. Aqueles que pensam grandemente de Deus pensam com humildade de si mesmos.
Quarto, seu reino é universal. O exército do céu e os moradores da terra estão igualmente sob seu governo e controle. Anjos e seres humanos são ambos usados por ele e respondem diante dele. O mais alto anjo não está além de seu comando, e a pessoa mais insignificante não está fora de sua atenção. Os anjos do céu são seus exércitos, e os habitantes da terra são seus súditos.
Quinto, seu poder não pode ser resistido, e seu governo não pode ser contestado. Ele faz conforme a sua vontade, de acordo com seu plano e propósito, de acordo com seu decreto e conselho. Tudo o que quer, ele faz. Tudo o que determina, ele cumpre. Ninguém pode deter a sua mão, mudar o seu conselho ou dizer-lhe: “Que fazes?” Ninguém pode apresentar acusações contra seus atos, questionar o sentido deles ou exigir dele explicações. Ai daquele que contende com o seu Criador e diz: “O que estás fazendo?” ou “Por que fazes assim?”
Sexto, tudo o que Deus faz é reto. Suas obras são verdade, porque todas concordam com a sua palavra. Seus caminhos são juízo, isto é, são sábios e justos, completamente de acordo tanto com a prudência quanto com a equidade. Nada de errado pode ser encontrado neles.
Sétimo, ele tem poder para humilhar até o mais soberbo de seus inimigos, mesmo aqueles que se opõem a ele ou tentam rivalizá-lo. “Pode humilhar os que andam na soberba” (Daniel 4:37). Ele sabe lidar com aqueles que mais confiam em sua própria força para resistir a ele.
Depois, vemos Nabucodonosor com o entendimento restaurado, capaz de desfrutar novamente de si mesmo e de recuperar os prazeres de sua prosperidade recuperada (Daniel 4:36). Ele diz outra vez que seu entendimento voltou, e repete isso porque o uso de nossa razão é uma misericórdia pela qual nunca poderíamos ser gratos o suficiente. Então os seus grandes o buscaram; ele não precisou ir ao encontro deles. Logo perceberam não apenas que ele havia recobrado o juízo e estava apto para governar, mas que tinha sido restabelecido com maior capacidade do que antes.
É provável que o sonho e a sua interpretação fossem bem conhecidos na corte e muitas vezes comentados. Como a primeira parte da predição se cumprira, isto é, que ele enlouqueceria, não duvidavam de que, segundo a mesma palavra, ele recobraria o entendimento depois de sete anos. Assim, quando o tempo chegou, estavam prontos para recebê-lo. Então lhe tornaram a vir a majestade e o resplendor, a mesma honra que tinha antes de a loucura apoderar-se dele. Ele foi firmado em seu reino tão solidamente como se nada o tivesse interrompido.
Ele se tornou insensato para que se tornasse sábio, mais sábio do que antes. O homem que recentemente estivera mergulhado em profunda desgraça e vergonha agora recebeu maior majestade do que quando ia de reino em reino, conquistando tudo diante de si. Quando as pessoas são levadas a honrar a Deus, especialmente por uma humilde confissão de pecado e um reconhecimento confiante de seu governo, então, e somente então, podem esperar que Deus ponha honra sobre elas. Ele não só restaurará o que foi perdido pelo pecado do primeiro Adão, mas acrescentará maior glória por meio da justiça e da graça do segundo Adão.
As aflições não duram mais do que o tempo necessário para cumprir a obra para a qual foram enviadas. Quando este rei foi levado a reconhecer o domínio de Deus sobre si mesmo, a lição estava concluída. E todos os relatos que damos dos tratos de Deus conosco devem terminar em louvor a ele.
Quando Nabucodonosor foi restaurado ao seu reino, antes de voltar às suas atividades reais, ele louvou, exaltou e glorificou o Rei do céu (Daniel 4:37). Isso nos lembra por que Deus nos concede entendimento e prosperidade: para que sejamos capazes de louvá-lo e para que tenhamos bons motivos para louvá-lo. Não muito tempo depois disso, Nabucodonosor morreu e seu reinado terminou.
Abydeno, citado por Eusébio (Preparação do Evangelho, 1.9), diz, a partir de tradição caldeia, que em seu leito de morte Nabucodonosor predisse que Ciro tomaria Babilônia. Não nos é dito se ele permaneceu nesse estado humilde e piedoso, e nada é mencionado em sentido contrário. Se ele de fato continuou assim, então até um blasfemador tão orgulhoso e perseguidor encontrou misericórdia, e não foi o último.
Se estivermos dispostos a acreditar que assim foi, então precisamos admirar a graça livre, o favor imerecido de Deus. Nabucodonosor perdeu o juízo por um tempo para que, para sempre, pudesse salvar a sua alma.
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Deste capítulo
Daniel 4:1
"Nabucodonosor rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada."
Daniel 4:2
"Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo."
Daniel 4:3
"Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração."
Daniel 4:4
"Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio."
Daniel 4:5
"Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram."
Daniel 4:6
"Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho."
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