Versículo em destaque
Daniel 4:28 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Todas estas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor. "
Daniel 4:28
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
26 E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.
27 Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade.
28 Todas estas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor.
29 Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de babilônia,
30 Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
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Aqui vemos o sonho de Nabucodonosor se cumprir, e a explicação de Daniel ser confirmada como verdadeira. Não nos é dito como o rei recebeu, a princípio, a advertência de Daniel, se com agrado ou com ira. Mas vemos claramente a paciência de Deus com ele, o seu orgulho e, por fim, o seu castigo.
Deus demonstrou grande paciência com Nabucodonosor. O juízo não veio senão doze meses depois da advertência, como diz (Daniel 4:29). Isso lhe deu mais tempo, mas não há qualquer sinal de que ele tenha deixado de pecar ou mostrado misericórdia aos judeus cativos, o que ainda fazia parte da acusação de Deus contra ele, pois ele não havia aberto a casa da prisão para seus presos (Isaías 14:17). Daniel o havia exortado a se desviar dos seus pecados, e Deus confirmou essa palavra dando-lhe tempo para se arrepender. Deus o deixou em paz por mais um ano antes de trazer o juízo. Deus é paciente com pecadores obstinados porque não quer que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2 Pedro 3:9).
Depois disso, Nabucodonosor revelou seu orgulho e abusou dessa paciência. Ele andava pelo palácio de Babilônia, cheio de orgulho real, desfrutando da vista daquela cidade imensa e de todas as terras sob o seu domínio. Disse, talvez consigo mesmo ou aos que o cercavam: “Não é esta a grande Babilônia?” De fato, era grande, com cerca de setenta quilômetros de circunferência dentro dos muros, cheia de gente e de riquezas, uma cidade de ouro, como é chamada em (Isaías 14:4). Ele admirava seus muros, torres, casas e edifícios públicos, e dizia: “Esta grande Babilônia que eu edifiquei.”
Babilônia existia muito antes de Nabucodonosor nascer. Mas, porque ele a fortaleceu, embelezou e provavelmente reconstruiu boa parte dela durante o seu longo reinado, gabava-se como se a tivesse construído inteira. Era algo semelhante a Augusto César, que se vangloriou de Roma dizendo que a encontrou de tijolos e a deixou de mármore. Nabucodonosor também dizia que a havia edificado para casa do reino, o centro de seu império, como se aquela vasta cidade fosse uma única grande casa. Ele se serviu do esforço de seus súditos, e construiu visando segurança e conforto, mas falava como se tudo tivesse sido feito apenas para a sua própria glória. Orgulho e autoexaltação são armadilhas especialmente perigosas para grandes homens, sobretudo para quem tem muito poder e sucesso. São rápidos em reivindicar para si a glória que pertence somente a Deus.
Então veio o castigo por esse orgulho. Enquanto se vangloriava, e enquanto as palavras soberbas ainda estavam em sua boca, uma palavra firme veio do céu. Naquele instante ele perdeu a honra de rei: “Passou de ti o reino”. Ele pensava que seu reino estava seguro atrás de muros fortes, mas, num momento, se foi. Imaginava que ninguém poderia tomá-lo, e, no entanto, escapou de suas mãos quando ele se tornou incapaz de governá-lo.
Ele também perdeu a dignidade de homem. Sua razão o deixou, e com ela o seu governo. Como diz (Daniel 4:32), “serás tirado dentre os homens”, e (Daniel 4:33) afirma que isso aconteceu naquela mesma hora. De repente, foi tomado por uma loucura profunda, pior do que qualquer perda comum de juízo. Seu entendimento e sua memória se foram, e as faculdades de uma alma racional se despedaçaram, de modo que ele se tornou como uma besta em forma humana. Andava nu, movia-se sobre as quatro patas como um animal, evitava a companhia dos homens e corria solto pelos campos e bosques. Os próprios servos o expulsaram e, passado algum tempo, vendo que não havia esperança de recuperação, deixaram-no entregue à própria sorte.
Ele não se comportava como uma fera de rapina, como o leão real, mas como um animal inferior e comum. Comia erva como os bois e, provavelmente, já não falava com voz humana, mas mugia como um boi. Alguns entendem que seu corpo chegou a ficar coberto de pelos. Pelo menos, o cabelo da cabeça e da barba, sem nunca ser cortado ou penteado, cresceu como penas de águia, e suas unhas cresceram como garras de aves.
É preciso deter-se diante dessa cena miserável e aprender com ela. Em primeiro lugar, ver que grande misericórdia é conservar a nossa razão. Devemos agradecer a Deus por isso e ter cuidado de não fazer nada que o provoque ou que, de forma natural, contribua para perturbar a nossa mente. Devemos valorizar o entendimento que possuímos e ter compaixão dos que estão sob o peso da melancolia, da loucura ou do delírio. É justo que sejamos brandos em como julgamos e tratamos essas pessoas, pois se trata de uma provação humana comum, e que um dia pode ser também a nossa.
Em segundo lugar, devemos perceber quão vazia é a glória e a grandeza humanas. Este é o grande Nabucodonosor? Este é o governante outrora glorioso, agora mais baixo do que o mais pobre mendigo? Este é o homem que se sentava em um trono de esplendor, governava com temor na guerra e tinha poder político suficiente para conquistar reinos, mas que agora não consegue sequer manter as próprias roupas? Este é aquele que fazia a terra tremer e abalava os reinos? (Isaías 14:16). Que o sábio não se glorie na sabedoria, nem o forte na sua força.
Por fim, devemos ver como Deus resiste aos soberbos e se agrada em abatê-los. Nabucodonosor quis se elevar acima do lugar que cabe a um homem, e por isso Deus, com justiça, o fez ficar abaixo de um homem. Ele foi colocado no nível das bestas, já que havia tentado fazer de si um rival de seu Criador. Veja (Jó 40:11-13).
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Deste capítulo
Daniel 4:1
"Nabucodonosor rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada."
Daniel 4:2
"Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo."
Daniel 4:3
"Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração."
Daniel 4:4
"Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio."
Daniel 4:5
"Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram."
Daniel 4:6
"Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho."
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