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Daniel 3:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia. "

Daniel 3:1

menu_book Versículo no contexto

1 O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia.

2 Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os capitàes, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

3 Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitàes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Não sabemos a data exata desse acontecimento. Se essa estátua que Nabucodonosor levantou tivesse alguma ligação com a imagem do seu sonho, provavelmente o fato ocorreu não muito tempo depois daquela visão. Alguns situam esse evento por volta do sétimo ano do reinado de Nabucodonosor, um ano antes do cativeiro de Joaquim, quando Ezequiel foi levado para o exílio.

Foi erguida uma imagem de ouro para ser adorada. Babilônia já estava cheia de ídolos, mas esse rei orgulhoso quis ter mais um. Quando as pessoas se afastam do único Deus vivo e verdadeiro e começam a multiplicar deuses, nunca ficam satisfeitas com eles. Estão sempre acrescentando outros, correndo atrás deles sem fim e nunca achando que têm o bastante. Os idólatras se encantam com o novo e o variado; quem já tem muitos deuses ainda deseja mais.

Nabucodonosor, como rei, usou seu poder real para levantar essa imagem (Daniel 3:1). Era algo valioso, uma estátua de ouro. Provavelmente não era ouro maciço, porque nem mesmo um rei tão rico conseguiria facilmente arcar com isso, mas ao menos era revestida de ouro. Quem adora falsos deuses geralmente não poupa gastos na hora de fabricar os seus ídolos. Derramam ouro com liberalidade para esse fim (Isaías 46:6), o que expõe a nossa mesquinhez tantas vezes na adoração ao Deus verdadeiro.

A imagem também era enorme, com sessenta côvados de altura e seis de largura. Era cerca de quinze vezes a altura de um homem comum, contando um homem com cerca de quatro côvados, ou algo em torno de dois metros. Como se o tamanho exagerado pudesse compensar o fato de ser um objeto morto, ele a ergueu de modo a impressionar as pessoas.

Alguns entendem que Nabucodonosor fez isso para se livrar da suspeita de que teria se inclinado demais para o lado dos judeus, pois recentemente ele tinha falado com grande honra do Deus de Israel e promovido alguns dos seus servos. Outros pensam que ele mandou fazer uma estátua de si mesmo, desejando ser adorado por meio dela. Governantes orgulhosos muitas vezes quiseram receber honras divinas. Alexandre, o Grande, fez algo semelhante, reivindicando ser filho de Júpiter. Nabucodonosor tinha sido avisado em sonho de que ele era a cabeça de ouro da grande estátua, e que depois dele viriam outros reinos de metais inferiores. Agora, porém, ele se coloca como se fosse a imagem inteira, toda de ouro.

Vemos aqui como as boas impressões que lhe foram causadas desapareceram rapidamente. Antes ele havia declarado que o Deus de Israel era de fato “Deus dos deuses e Senhor dos reis”. No entanto, agora ele quebra abertamente a clara lei desse Deus e manda levantar uma imagem para ser adorada. Ele não apenas continua na idolatria antiga; ele inventa uma idolatria nova. Convicções fortes muitas vezes ficam muito aquém de uma verdadeira conversão. Muitos já reconheceram sinceramente que o pecado é loucura e ruína, e ainda assim continuaram a viver nele.

Percebemos também como o próprio sonho passou a ter sobre ele um efeito oposto. Num primeiro momento, o sonho o humilhou e o levou a adorar a Deus. Agora, porém, o faz agir como se fosse rival de Deus. Antes, ele via como grande honra ser a cabeça de ouro daquela estátua e dava glória a Deus por isso. Mas, à medida que o seu poder crescia, crescia também o seu orgulho. Já não lhe bastava ser apenas a cabeça; ele se volta contra Deus e contra a mensagem de Deus, procurando ser ele mesmo tudo.

Foi convocada uma grande reunião de governantes para a cerimônia de dedicação dessa imagem (Daniel 3:2-3). Mensageiros foram enviados por todo o reino para juntar príncipes, governadores, nobres e todas as altas autoridades civis e militares: capitães, juízes, tesoureiros, conselheiros, chefes de polícia e administradores das províncias. Todos tinham de vir para a dedicação da imagem, por ordem do rei, correndo sério risco se se recusassem.

Ele reuniu os grandes homens do reino para darem honra ao seu ídolo. Em contraste, a Escritura, falando da honra de Cristo, anuncia que reis trarão presentes a Ele. Se Nabucodonosor conseguisse fazer os nobres se curvarem diante de sua imagem de ouro, esperava que o povo comum o seguisse. Assim, magistrados e oficiais daquele vasto império deixaram suas próprias funções e vieram a Babilônia. Muitos viajaram longas distâncias, a grande custo, para um propósito tolo. Mas ídolos são coisas sem vida, e seus adoradores se tornam parecidos com eles.

Foi publicado um edito público, ordenando que todos ali presentes se prostrassem e adorassem a imagem no momento do sinal, chamada “a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor levantou”. Um arauto proclamou isso em alta voz diante daquela grande assembleia de autoridades, com seus muitos servos e auxiliares, e sem dúvida também uma grande multidão do povo que se reuniu sem ser convidada. Todos deviam atentar para duas coisas.

Primeiro, o rei ordenava com rigor que todos se inclinassem e adorassem a imagem de ouro. Qualquer que fosse o deus que servissem em outras ocasiões, agora tinham de prestar culto àquela imagem. Segundo, todos deveriam fazer isso ao mesmo tempo, demonstrando um consenso público naquela falsa adoração. Para marcar o momento, seria tocada música, o que daria brilho à cerimônia e ajudaria a abrandar o coração dos mais relutantes. Esse tipo de culto alegre e exterior agrada muito a mentes mundanas e carnais, que não entendem a adoração espiritual que é devida a Deus, que é Espírito.

Toda a multidão obedeceu à ordem (Daniel 3:7). Assim que ouviram o som da música, tanto de instrumentos de sopro quanto de cordas, todos se prostraram de uma vez e adoraram a estátua de ouro. A música provavelmente lhes soou agradável e era bem apropriada para despertar o tipo de devoção que iriam demonstrar. Ao som de cornetas, flautas, harpas, saltérios e outros instrumentos, todos os povos, nações e línguas se curvaram juntos, como soldados respondendo ao toque do tambor.

Isso não causa espanto, porque já havia sido dado o aviso de que quem se recusasse a adorar seria imediatamente lançado numa fornalha de fogo ardente, preparada para esse fim (Daniel 3:6). Assim, eram puxados em duas direções: pela música, que os atraía, e pelo fogo, que os amedrontava. Cercados por tanta pressão, cederam. Onde os sentidos e os apetites conduzem a maioria, é por aí que ela seguirá. Dificilmente haverá algo tão mau que pessoas descuidadas não sejam levadas a fazer, seduzidas pelo encanto da música ou empurradas pelo medo. Desse modo, a falsa adoração muitas vezes foi estabelecida e mantida ao longo da história.

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