Versículo em destaque
Zacarias 2:10 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “Oh! Oh! Fujam para longe da terra do Norte, porque eis que espalho vocês pelos quatro ventos do céu – oráculo do Senhor. "
Zacarias 2:10
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
8 “Corra! Fale com este jovem. Diga-lhe: Jerusalém ficará sem muros, por causa da multidão de homens e de animais que haverá no meio dela.
9 Eu mesmo – oráculo do Senhor – serei para ela um muro de fogo que a cercará; serei, no meio dela, a sua glória”.
10 “Oh! Oh! Fujam para longe da terra do Norte, porque eis que espalho vocês pelos quatro ventos do céu – oráculo do Senhor.
11 Salve-se, filha de Sião, você que agora habita na cidade de Babel!
12 Pois isto declara o Senhor dos exércitos, que me enviou, depois da provação, contra as nações que despojaram vocês: quem toca em vocês toca na menina dos meus olhos.
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Aqui se proclama alegria para a igreja de Deus, a filha de Sião, que havia se separado da filha de Babilônia. Os judeus que tinham voltado do cativeiro estavam em aflição e perigo. Seus inimigos ao redor eram hostis, e seus amigos que ficaram em Babilônia eram frios para com eles e não os ajudavam. Mesmo assim, são chamados a exultar e alegrar-se, mesmo em meio ao sofrimento. Aqueles que recuperaram pureza, integridade e liberdade espiritual, ainda que não tenham recuperado a prosperidade exterior, ainda assim têm motivo para cantar, glorificar a Deus e ser consolados.
Deus terá um povo no meio deles. Se os irmãos que ficaram em Babilônia não vierem, outros povos virão, e Jerusalém e as cidades de Judá voltarão a encher-se. Muitas nações se unirão ao Senhor naquele dia, embora agora estejam longe dele e sejam estranhas a ele. Depois do cativeiro, a nação judaica cresceu muito com a entrada de convertidos, que foram incorporados à nação e passaram a participar de todos os direitos dos israelitas de nascimento. Paulo menciona como honra o fato de ser hebreu de hebreus, da tribo de Benjamim (Filipenses 3:5).
Isso era um prenúncio da entrada dos gentios, as nações não judaicas, na igreja de Cristo. Nessa promessa e em outras semelhantes, Deus já apontava para o cumprimento pleno no futuro. Por isso foi algo estranho que os judeus do tempo dos apóstolos se escandalizassem com aquilo que os profetas tinham anunciado como bênção: que muitas nações se uniriam ao Senhor. Assim como havia uma só lei, haveria um só evangelho para o estrangeiro e para o natural da terra. Não importa de que nação venham, quando se unem ao Senhor tornam-se seu povo, tão queridos para ele quanto Israel jamais fora. Deus reconhecerá como seu povo todos os que deliberadamente se ligam a ele. Quando muitos fazem isso, devemos olhar para eles com alegria, não com ciúmes. Os anjos se alegram, e assim também deve alegrar-se a filha de Sião quando muitas nações se chegam ao Senhor.
Eles também terão a presença de Deus no meio deles: “Exulta e alegra-te, ó filha de Sião, porque eis que venho”. Aqueles a quem Deus vem têm forte motivo para alegria, porque ele mesmo será seu maior gozo. Ele não virá apenas para uma visita breve. Virá para habitar entre eles e reinar entre eles: “habitarei no meio de ti” (Zacarias 2:10), e isso é repetido (Zacarias 2:11), porque tinha um duplo cumprimento.
Um cumprimento se deu na dedicação do templo, quando as ordenanças de Deus foram regularmente observadas ali e Deus mostrou que os reconhecia como seu povo. Deus habita no meio daqueles que guardam suas ordenanças em pureza, com seu poder operando por meio delas. Depois disso, a igreja judaica foi abençoada com esses sinais da presença de Deus tanto quanto antes. O segundo cumprimento se deu na encarnação de Cristo, quando aquele que promete habitar no meio deles é apresentado como “o Senhor, a quem o Senhor dos Exércitos envia” (Zacarias 2:11). Esse só pode ser o Senhor Jesus, que veio e viveu no meio da nação judaica, o Verbo eterno que se fez carne e habitou entre nós. Essa foi a grande honra reservada para aquela nação em seus últimos dias, e a promessa disso ajudou a preservá-la até que se cumprisse.
Eles não poderiam ser destruídos enquanto essa bênção permanecesse diante deles. Para os que esperavam a redenção em Jerusalém, essa promessa era grande consolo e sustento. Quando Cristo viesse e habitasse no meio deles, saberiam que o Senhor dos Exércitos o tinha enviado. Todos os verdadeiros israelitas chegaram a saber disso. Cristo deu provas suficientes por meio dos milagres que realizou, de modo que podiam ter reconhecido. No entanto, alguns morreram em ignorância e incredulidade, porque não quiseram reconhecer. Se o tivessem reconhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória.
Seus antigos privilégios e honras seriam restaurados (Zacarias 2:12). Canaã voltaria a ser terra santa, já não contaminada pelo pecado como antes, nem profanada por inimigos como fora recentemente. Seria novamente uma terra cercada, não tratada como coisa comum. Judá estaria nessa terra santa, habitando ali e desfrutando de seus consolos, já não perdida e espalhada em Babilônia. Judá seria a porção de Deus, na qual ele se deleita, que ama, que utiliza em seu serviço e na qual é glorificado. “A porção do Senhor é o seu povo.” Deus herdará novamente Judá como sua porção, reivindicará seu direito sobre eles e os tomará de volta daqueles que haviam se apoderado do que era dele. Ele protegerá e governará seu povo como um homem guarda a sua herança, e estará em casa no meio deles. Ele escolherá Jerusalém outra vez, como a havia escolhido antes, para ali colocar o seu nome. Renovará e confirmará essa escolha, e a manterá como lugar escolhido até que dê lugar à Jerusalém do alto. Embora essa eleição parecesse suspensa por um tempo, ela permanecerá firme.
Aqui se proclama silêncio ao restante do mundo (Zacarias 2:13). A filha de Sião deve cantar, mas toda carne deve calar-se. Isso dá uma visão solene de Deus aparecendo para libertar seu povo. Ele se levanta da sua santa morada, como um homem que desperta do sono (Salmo 44:23; Salmo 78:65), ou como alguém que se ergue resoluto para executar uma obra que levará até o fim. O céu é sua santa morada acima, e de lá devemos esperar que ele se manifeste (Isaías 64:1). Seu templo é sua santa morada neste mundo, e de entre os querubins ele faz brilhar a sua luz (Salmo 80:1).
Ele está prestes a fazer algo extraordinário, inesperado e profundamente surpreendente, para defender a causa de seu povo, que por muito tempo pareceu esquecida. Por isso, há um aviso sábio para essa hora: “Cale-se toda carne diante do Senhor”. Diante de Cristo e de sua graça, que a carne não conteste o modo como ele age. Diante de Deus e de sua providência, os inimigos da igreja serão silenciados, e toda maldade será obrigada a calar. Os amigos da igreja também devem guardar silêncio. Deixem que Deus siga o seu próprio caminho. Não lhe digam o que deve fazer, nem contendam com ele por causa do que faz. Aquieta-te, e sabe que ele é Deus. Fica parado e contempla a sua salvação (Habacuque 2:20; Sofonias 1:7).
Aceitem em silêncio a sua santa vontade e esperem pacientemente o desfecho, certos de que, quando Deus se levanta da sua santa morada, não voltará atrás nem se assentará novamente até terminar toda a sua obra.
Deste capítulo
Zacarias 2:1
"Erguendo os olhos, vi quatro chifres;"
Zacarias 2:2
"e perguntei ao porta-voz: “Meu senhor, que chifres são estes?”. Ele me respondeu: “Estes são os chifres que dispersaram Jerusalém e Judá”."
Zacarias 2:3
"Então o Senhor me mostrou quatro ferreiros."
Zacarias 2:4
"Eu perguntei: “Esses, que vêm fazer?”. “Os chifres” – ele me respondeu – “tinham dispersado Judá de tal maneira que ninguém mais ousava levantar a cabeça; mas eis que esses ferreiros vieram para destruí-los, para abater os chifres que as nações tinham levantado contra a terra de Judá, a fim de dispersar os seus habitantes.”"
Zacarias 2:5
"Erguendo os olhos, olhei e vi um homem que segurava na mão um cordel de agrimensor."
Zacarias 2:6
"Perguntei-lhe: “Aonde você vai?”. “A Jerusalém” – ele respondeu –, “para ver qual é a sua largura e o seu comprimento.”"
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