Versículo em destaque
Salmos 50:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Eis que nasci na culpa; minha mãe concebeu-me no pecado.
Salmos 50:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 Eu reconheço a minha iniquidade; diante de mim está sempre o meu pecado.
7 Eis que nasci na culpa; minha mãe concebeu-me no pecado.
8 Não obstante, amas a sinceridade de coração. Infunde-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
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Deus está lidando aqui com pessoas que pensavam que a religião se resumia a cerimônias exteriores. Elas cumpriam a lei cerimonial e supunham que isso bastava. Mas Deus as lembra do acordo original entre ele e Israel, quando o povo o aceitou como seu Deus e ele os aceitou como seu povo. Por isso ele diz: “Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus” (Salmo 50:7).
É justo que, quando Deus fala, seu povo ouça. Se o povo de Deus não o ouvir, quem ouvirá? E também podemos esperar que Deus nos fale com bondade quando estamos dispostos a escutar. Mesmo quando ele nos adverte ou repreende por meio de sua palavra ou dos acontecimentos da nossa vida, devemos estar ávidos para ouvir o que ele diz. Devemos escutar até mesmo a vara, isto é, a disciplina que ele determinou.
Em seguida, Deus mostra quão pouco valor têm os sacrifícios legais quando as pessoas confiam neles em vez de obedecerem a ele (Salmo 50:8). Podemos olhar para isso de duas maneiras. Primeiro, debaixo da lei, Deus não estava discutindo com os judeus porque tivessem deixado de trazer sacrifícios. Na verdade, eles tinham sido muito cuidadosos quanto a isso. Seus holocaustos estavam continuamente diante dele, e eles até se orgulhavam disso. Esperavam que essas ofertas encobrissem suas vidas pecaminosas, como a mulher adúltera que lança mão de linguagem religiosa para encobrir a sua luxúria (Provérbios 7:14). Imaginavam que os sacrifícios constantes ao mesmo tempo cobririam e justificariam o descuido com as coisas mais importantes da lei de Deus.
Ainda que tivessem falhado um pouco nesses atos exteriores, isso não seria, mesmo assim, o principal motivo da controvérsia de Deus com eles. O pecado maior estava em sua conduta imoral. No entanto, agiam como se Deus lhes devesse algo por todos os animais que haviam trazido ao seu altar, como se tivessem feito de Deus um devedor. Mas o Senhor mostra o contrário. Ele não precisava de seus sacrifícios. Já é dono do gado sobre mil montes, de todos os animais do bosque e de todo o mundo, com tudo o que nele há (Salmo 50:9-12). Ele tem pleno direito sobre tudo, vê todas as criaturas e pode usá-las como quiser. Sua completa autossuficiência mostra o quanto somos incapazes de acrescentar qualquer coisa a ele.
Também não poderia ser ajudado ou melhorado por suas ofertas. A “bondade” deles nesse ponto não alcançava a Deus. Mesmo que fossem corretos nessa prática, isso não tornaria Deus melhor (Salmo 50:13). Ele pergunta: “Comeria eu carne de touros?” É tão insensato pensar que os sacrifícios, por algum valor neles mesmos, possam dar prazer a Deus, quanto seria imaginar que um Espírito infinito precise de comida e bebida como os nossos corpos. Os gentios criam que seus falsos deuses se alimentavam da gordura e do vinho dos sacrifícios (Deuteronômio 32:38), mas será que o grande Senhor será agradado desse modo? Não. Obedecer é melhor do que sacrificar, e o amor a Deus e ao próximo é melhor do que todos os holocaustos. Aliás, muitas vezes Deus lhes disse por meio de seus profetas que seus sacrifícios não eram aceitáveis, mas abomináveis, enquanto continuassem em seus pecados. Em vez de agradá-lo, aquelas ofertas se tornavam zombaria e insulto contra ele (Provérbios 15:8; Isaías 1:11; Isaías 66:3; Jeremias 6:20; Amós 5:21).
Por isso, são advertidos a não descansar nesses atos exteriores. Precisam viver para Deus como seu verdadeiro povo em todas as áreas da vida. Podemos também olhar adiante e enxergar o fim desses sacrifícios no evangelho de Cristo. Quando Deus estabelece o reino do Messias, ele põe de lado o antigo culto de sacrifícios e ofertas. Já não requer novilhos e bodes continuamente diante dele (Salmo 50:8-9). Ele nunca os pediu porque precisasse deles ou porque neles encontrasse prazer em si mesmos. Tudo já lhe pertence, e ele tem muito mais criaturas do que conhecemos, muito além do que guardamos em nossos rebanhos.
Ele instituiu esses sacrifícios para apontar para o grande sacrifício que seu próprio Filho ofereceria na cruz, na plenitude do tempo, fazendo expiação pelo pecado. Eles também apontavam para os sacrifícios espirituais de louvor e consagração que Deus aceita por meio de Cristo. Nessa luz, Deus nos direciona para os melhores sacrifícios de oração e louvor, que sempre foram estimados acima de holocaustos e sacrifícios de animais, e que agora substituem aqueles rituais exteriores sob o evangelho (Salmo 50:14-15). Ele mostra o que é bom e o que o Senhor nosso Deus requer quando os sacrifícios são deixados de lado.
Primeiro, devemos fazer uma confissão arrependida de nossos pecados. Alguns entendem o versículo como: “Oferece a Deus confissão”, isto é, admitir nossos pecados, dar glória a Deus e tomar para nós mesmos a vergonha, para que não voltemos às mesmas práticas. Um coração quebrantado e contrito é o sacrifício que Deus não desprezará (Salmo 51:17). Se o pecado não era abandonado, a oferta pelo pecado não era de fato aceita.
Segundo, devemos agradecer a Deus por suas misericórdias. Devemos oferecer ações de graças todos os dias, muitas vezes ao dia, e de modo especial em ocasiões especiais. Quando brota de um coração humilde e agradecido, cheio de amor e alegria em Deus, esse louvor agrada mais ao Senhor do que um boi ou novilho com chifres e unhas (Salmo 69:30-31).
Terceiro, devemos ter cuidado em cumprir as promessas feitas a Deus. “Paga ao Altíssimo os teus votos” significa que devemos deixar os pecados e cumprir melhor o nosso dever, em conformidade com as promessas solenes que fizemos ao Senhor. Quando agradecemos a Deus por uma misericórdia recebida, precisamos também cuidar de cumprir os votos que fizemos enquanto buscávamos essa misericórdia. Caso contrário, a nossa gratidão não será aceita. Isso se aplica de maneira especial à Ceia do Senhor, a refeição cristã de memória e ação de graças, em que agradecemos a Deus pelo grande amor que demonstrou ao enviar seu Filho para nos salvar e renovamos nossos votos de amor, obediência e generosidade. Em vez das sombras do Antigo Testamento apontando para um Cristo que ainda viria, temos agora o abençoado memorial de Cristo já vindo.
Quarto, na angústia devemos recorrer a Deus em oração sincera e confiante (Salmo 50:15). “Invoca-me no dia da angústia”, diz ele, e não a qualquer outro deus. Mesmo quando as aflições vêm da mão de Deus, elas devem nos levar para ele, não nos afastar dele.
Devemos reconhecê-lo em todos os nossos caminhos, depender de sua sabedoria, poder e bondade, e entregar-nos inteiramente a ele. Assim lhe damos glória. Este é um caminho mais simples, fácil e acessível para buscar o seu favor do que trazer uma oferta pacífica, e é mais agradável a ele.
Quando ele responde às nossas orações e nos livra, como prometeu fazer, do modo e no tempo que julgar melhor, devemos glorificá-lo. Fazemos isso não apenas falando com gratidão de sua bondade, mas vivendo de forma que o exalte. Desse modo, mantemos estreita comunhão com Deus: encontramos com ele em oração quando ele nos aflige e com louvor quando nos livra.
Deste capítulo
Salmos 50:1
"Ao mestre de canto. Salmo de Davi,"
Salmos 50:2
"quando o profeta Natã foi encontrá-lo, após o pecado com Betsabé."
Salmos 50:3
"Tem piedade de mim, Senhor, segundo a tua bondade. E, conforme a imensidade da tua misericórdia, apaga a minha iniquidade."
Salmos 50:4
"Lava-me totalmente da minha falta e purifica-me do meu pecado."
Salmos 50:5
"Eu reconheço a minha iniquidade; diante de mim está sempre o meu pecado."
Salmos 50:6
"Só contra ti pequei; fiz diante de ti o que é mau. Assim, a tua sentença se manifesta justa, e reto é o teu julgamento."
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