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Salmos 44:17 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Seus filhos tomarão o lugar de seus pais; você os estabelecerá como príncipes sobre toda a terra.

Salmos 44:17

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auto_stories Comentário Bible Guided

O povo de Deus estava profundamente aflito e oprimido, por isso se voltou para ele. Para onde mais poderiam ir?

Eles apelam a Deus com base na própria integridade, porque só ele pode julgá-la sem erro, e ele a recompensará. Invocam Deus como testemunha de duas coisas. Primeiro, que, mesmo com todas aquelas aflições que lhes tinham sobrevido, ainda assim permaneceram apegados a Deus e ao seu dever (Salmo 44:17). “Tudo isso nos aconteceu, e foi tão pesado quanto podia ser, mas não nos esquecemos de ti, nem deixamos o teu culto. Sabemos que, às vezes, agimos com insensatez, mas não fomos falsos à tua aliança, a ponto de te rejeitar e nos voltarmos para outros deuses. Embora idólatras nos tenham vencido, não passamos a pensar melhor de seus ídolos nem da adoração que prestam a eles. Ainda que parecesse que tu nos tinhas deixado e te retirado de nós, nós não te deixamos.”

O sofrimento deles fora longo e muito severo. “Fomos fortemente esmagados no lugar dos dragões, entre gente feroz, selvagem e cruel como dragões. Fomos cobertos com a sombra da morte, isto é, ficamos profundamente abatidos, sentindo-nos à beira da morte. Estivemos cercados de trevas, como se estivéssemos sepultados vivos. Tu nos quebraste assim, tu nos cobriste assim” (Salmo 44:19), “mas não alimentamos pensamentos duros contra ti, nem planejamos abandonar o teu serviço. Ainda que nos tenhas ferido de morte, continuamos confiando em ti. Nosso coração não voltou atrás, não retiramos secretamente de ti o nosso afeto, e nossos passos, tanto no culto quanto na vida diária, não se desviaram do teu caminho” (Salmo 44:18), “do caminho que tu nos determinaste.”

Quando o coração volta atrás, os pés logo o acompanham. Um coração cheio de incredulidade é o que afasta as pessoas de Deus. Podemos suportar melhor as tribulações, por mais pesadas que sejam, se nelas mantivermos a nossa integridade. Se nossos sofrimentos não nos afastam do nosso dever para com Deus, também não deveriam nos afastar do nosso consolo em Deus. Ele não nos deixará, se nós não o deixarmos.

Como prova da própria integridade, eles apelam para o conhecimento que Deus tem de tudo. Isso é consolo para os sinceros e terror para os hipócritas (Salmo 44:20, Salmo 44:21). “Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus, como se ele se tivesse esquecido de nós, ou se, na angústia, tivéssemos estendido as mãos a um deus estranho, pensando que ele nos ajudaria mais, por acaso Deus não descobriria isso? Ele não o conheceria mais plena e claramente do que nós conhecemos aquilo que investigamos com cuidado? Ele não julgaria isso e não nos pediria contas?” Esquecer-se de Deus era um pecado do coração, e estender as mãos a um falso deus era, muitas vezes, um pecado secreto (Ezequiel 8:12). Mas Deus conhece os pecados do coração e os pecados ocultos, e ele cobrará por eles. Ele conhece os segredos do coração e, por isso, é juiz infalível das palavras e das ações.

Em segundo lugar, eles afirmam que sofrem tais males precisamente porque permaneceram fiéis a Deus e ao seu dever (Salmo 44:22). “É por amor de ti que somos mortos todo o dia, porque te pertencemos, somos chamados pelo teu nome, invocamos o teu nome e não queremos adorar outros deuses.” O Espírito de profecia apontava assim para aqueles que iriam sofrer até a morte por causa do testemunho de Cristo, como esse versículo é aplicado em (Romanos 8:36). Tantos eram mortos, e de maneira tão prolongada, que parecia morte o dia inteiro. Isso se tornou tão comum que, ao tornar-se cristão, a pessoa podia esperar ser como uma ovelha marcada para o matadouro.

Depois, eles oram a respeito da aflição presente e pedem que Deus, em seu tempo certo, traga livramento. O pedido é urgente: “Desperta, acorda” (Salmo 44:23). “Levanta-te para nos ajudar, resgata-nos” (Salmo 44:26). “Vem depressa e poderosamente em nosso socorro” (Salmo 80:2). “Desperta o teu poder e vem salvar-nos.” Antes, haviam se queixado de que Deus os tinha vendido (Salmo 44:12), e agora pedem que ele os remir, porque, de Deus, só se pode apelar para o próprio Deus. Se ele nos vende, ninguém mais pode nos comprar de volta. A mesma mão que rasga precisa curar, e a mesma mão que fere deve atar as feridas (Oséias 6:1). Antes, tinham reclamado: “Tu nos rejeitaste” (Salmo 44:9), e agora oram: “Não nos rejeites para sempre. Não permitas que sejamos afinal abandonados por Deus” (Salmo 44:23).

Suas palavras também trazem perguntas comoventes: “Por que dormes?” (Salmo 44:23). Aquele que guarda Israel não tosqueneja nem dorme, mas, quando não se mostra logo para livrar o seu povo, eles são tentados a pensar que ele está dormindo. A linguagem é figurada, como em (Salmo 78:65), onde o Senhor é descrito como despertando do sono. E ajusta-se também a Cristo em sentido literal, como em (Mateus 8:24), quando ele dormia no barco durante a tempestade, e os discípulos o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, perecemos.” “Por que escondes o teu rosto, de modo que não vemos o teu favor? Ou de modo que não vês a nossa angústia? Pareces te esquecer da nossa aflição e da nossa opressão, pois continuam, e não enxergamos saída.”

As súplicas deles também são apropriadas. Não apelam ao próprio mérito ou justiça, embora a consciência lhes testemunhasse a integridade. Eles usam as orações de pobres pecadores. Primeiro, apresentam a própria miséria, que os torna adequados para serem alvos da compaixão de Deus (Salmo 44:25). “Nossa alma está abatida até ao pó sob um peso enorme de tristeza e temor. Tornamo-nos como répteis, as criaturas mais desprezadas. Nosso ventre se apega à terra. Não conseguimos nos erguer, nem para animar o nosso espírito, nem para sair da nossa triste condição. Estamos expostos a ser pisados por todo inimigo zombador.”

Depois, apelam para a misericórdia de Deus. “Resgata-nos por amor da tua benignidade.” Confiam na bondade do próprio ser de Deus, que é a glória do seu nome (Êxodo 34:6), e nas firmes misericórdias prometidas a Davi, dadas pela aliança a todos os seus filhos espirituais.

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