Versículo em destaque
Salmos 34:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Surgiram testemunhas apaixonadas e me interrogaram sobre faltas que ignoro,
Salmos 34:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 Então a minha alma exultará no Senhor e se alegrará pelo seu auxílio.
11 Surgiram testemunhas apaixonadas e me interrogaram sobre faltas que ignoro,
12 pagaram-me o bem com o mal. Oh, desolação para a minha alma!
13 Contudo, quando eles adoeciam, eu me revestia de saco, extenuava-me em jejuns e rezava.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
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Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
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O Cuidado do Pastor
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Davi, na parte final deste salmo, assume o trabalho de ensinar crianças. Mesmo sendo um guerreiro e já tendo sido ungido como rei, ele não achou isso algo abaixo de sua dignidade. Embora sua mente estivesse cheia de preocupações e suas mãos cheias de tarefas, ainda assim encontrou tempo e disposição para dar conselhos sábios aos jovens, tirados de sua própria experiência.
Parece que, nesse momento, ele não tinha filhos já crescidos, pelo menos não em idade de serem instruídos. Mesmo assim, guiado por Deus, ele instrui as crianças do seu povo. Os mais velhos não quiseram ouvi-lo, ainda que ele já tivesse se oferecido como mestre deles (Salmo 32:8). Mas ele tinha esperança de que corações jovens e maleáveis fossem mais fáceis de formar, por isso convoca uma reunião de crianças (Salmo 34:11). É como se dissesse: “Vinde, crianças que estais na idade de aprender, o tempo em que deveis ajuntar o conhecimento de que precisarão por toda a vida. Vinde, crianças ainda tolas e ignorantes, que precisam ser instruídas”.
Ele pode ter em mente especialmente crianças cujos pais negligenciaram ensiná-las na fé. É um grande ato de caridade encaminhar tais crianças à instrução, assim como é caridade alimentar as que não recebem pão em casa. Davi espera delas atenção cuidadosa: “Ouvi-me, deixai as brincadeiras, ponde de lado os brinquedos e escutai o que tenho a dizer. Não apenas escutai, mas prestai atenção e obedecei.” O que ele promete ensinar é o temor do Senhor, que abrange todos os deveres da verdadeira religião.
Davi era conhecido como músico, estadista e soldado, mas não se oferece para ensinar às crianças música, o uso das armas ou habilidades de governo. Ele diz: “Eu vos ensinarei o temor do Senhor.” Isso é melhor do que todas as artes e ciências, melhor do que holocaustos e sacrifícios. É a principal coisa que devemos desejar para nós mesmos e para nossos filhos.
Ele começa partindo do fato de que todos desejam ser felizes (Salmo 34:12). Pergunta: “Quem é o homem que deseja a vida?” Ou seja, quem quer não apenas muitos dias, mas dias bons e agradáveis? A verdadeira vida é mais do que mera existência, é uma vida boa e saudável. A pergunta também ultrapassa este mundo. A vida humana aqui é breve e cheia de tribulações, então a grande questão é: quem deseja a felicidade duradoura, tantos dias quantos são os dias dos céus, com alegria perfeita e sem tristeza? Quem quer ver os bens que Deus coloca diante de nós agora pela fé e esperança, e em breve gozá-los plenamente? Pouquíssimos pensam nisso. A maioria pergunta: “Quem nos mostrará o bem?”, mas poucos perguntam: “Que farei para herdar a vida eterna?”
Davi então mostra o único caminho verdadeiro para a felicidade, tanto nesta vida quanto na futura (Salmo 34:13, 14). Se queremos passar bem por este mundo e deixá-lo bem, precisamos conservar uma boa consciência. Para isso, precisamos aprender a dominar a língua e vigiar o que dizemos, para não falar de modo que desonre a Deus ou prejudique o próximo. Devemos afastar-nos da mentira, da conversa maldosa e da calúnia. Isso é tão importante que Tiago afirma que quem não tropeça em palavra é varão perfeito, e que quem não refreia a língua tem uma religião vã.
Devemos também ser honestos e sinceros em tudo o que dizemos, sem língua dobre. As palavras devem corresponder aos pensamentos, e os lábios não devem falar engano nem para com Deus nem para com as pessoas. Precisamos deixar para trás todos os pecados e decidir que não teremos mais nada a ver com eles. Devemos desviar-nos do mal, tanto das más obras como das más companhias, dos pecados que outros cometem e daqueles que nós mesmos antes tolerávamos. Não basta evitar causar dano. É preciso também ser útil e viver com propósito. Devemos fazer o bem, especialmente à própria alma, usando-a bem, ajuntando bom tesouro e preparando-a para o mundo vindouro. E, conforme tivermos capacidade e oportunidade, devemos fazer o bem também aos outros.
Como nada se opõe mais àquele amor que jamais falha, o centro tanto da lei quanto do evangelho, do que contendas e brigas, devemos buscar a paz e persegui-la. Precisamos ter um espírito pacífico, procurar as coisas que promovem a paz e não fazer nada que a quebre ou incite tumulto. Se a paz parecer fugir de nós, devemos correr atrás dela. Devemos seguir a paz com todos e não poupar esforço ou custo para preservá-la e recuperá-la. Por amor à paz, devemos estar prontos a negar muito a nós mesmos, tanto em honra quanto em ganhos.
Essas excelentes orientações de vida são repetidas no Novo Testamento e apresentadas como parte do dever cristão (1 Pedro 3:10, 11). Davi pode também estar advertindo contra o falar enganoso lembrando-se de sua própria falha ao mudar de comportamento. Quem realmente se arrepende do mal que fez passa a advertir outros para que não caiam no mesmo pecado.
Davi reforça então esses mandamentos, mostrando a felicidade dos piedosos sob o amor e o favor de Deus, e a condição miserável dos ímpios sob o seu desagrado. Vida e morte, bem e mal, bênção e maldição são colocados claramente diante de nós, para que escolhamos a vida e vivamos (Isaías 3:10, 11).
Ai dos ímpios, mal lhes irá, mesmo que tentem abençoar a si mesmos do seu próprio modo. Deus é contra eles, e só isso já torna terrível a sua situação. É triste quando o pecado de uma pessoa transforma seu Criador em seu inimigo e destruidor. “A face do Senhor está contra os que fazem o mal” (Salmo 34:16). Às vezes a Escritura diz que Deus esconde seu rosto deles, porque eles se afastaram dele (Jeremias 18:17). Aqui se diz que ele põe o seu rosto contra eles, porque eles lutaram contra ele. Deus pode, sem dificuldade, encarar o pecador mais orgulhoso e audacioso e abatê-lo.
A destruição também os espera. Se Deus é contra eles, a ruína é certa, pois ele tem poder tanto para matar quanto para lançar no inferno. A terra dos viventes não será um lugar permanente para eles nem para sua linhagem. Quando Deus põe o rosto contra eles, não apenas os extermina, mas apaga a lembrança deles. Em vida, ele pode sepultá-los no anonimato. Depois de mortos, pode sepultá-los no esquecimento. Ele retirará seus descendentes, por meio dos quais esperavam ser lembrados. Também lançará desprezo sobre as grandes obras de que se orgulhavam, aquelas de que esperavam tirar fama duradoura. A verdadeira honra só permanece quando vem de Deus. Até a morte deles terá aguilhão, pois “o mal matará o ímpio” (Salmo 34:21).
A morte deles será miserável, e certamente o será, ainda que morram em conforto ou em honra. A morte traz em si uma maldição para eles, e é o rei dos terrores. Para eles, é mal, e somente mal.
O Dr. Hammond observa com acerto que o “mal” aqui, que destrói o ímpio, é a mesma palavra, no singular, usada em (Salmo 34:19) para as aflições do justo. Isso mostra que o povo de Deus pode ter muitas tribulações, mas essas não lhes fazem dano. Pelo contrário, Deus as usa para o seu bem, e os livrará de todas elas. Já os ímpios podem ter menos aflições, talvez apenas uma, e ainda assim essa única pode causar a sua ruína. Um só sofrimento, carregado de maldição, mata e destrói, enquanto muitos sofrimentos, acompanhados de bênção, são inofensivos e até úteis.
A porção duradoura deles será ruína e desolação. Os ímpios muitas vezes odeiam os justos, tanto as pessoas quanto o modo de viver destes. Têm ódio obstinado à própria santidade. Mas os ímpios serão postos em desolação, declarados culpados e devastados para sempre. Serão abandonados por Deus, e também por todos os anjos e pessoas piedosas. Essa é a verdadeira desolação.
Mas a mensagem para os justos é esta: bem lhes irá. Todos os que são tementes a Deus estão sob seu favor e proteção especiais. A Escritura afirma isso de muitas maneiras diferentes. Deus olha de modo especial para os justos e observa quem mantém os olhos fitos nele e leva a sério o seu dever para com ele: “Os olhos do Senhor estão sobre os justos” (Salmo 34:15). Ele os dirige e guia, protege e guarda. Um pai amoroso não deixa o filho querido sair de sua vista, e nenhum dos filhos de Deus está jamais fora do seu olhar. Ele os contempla com prazer e, ao mesmo tempo, com cuidado atento e terna solicitude.
Eles também têm certeza de que receberão resposta de paz às suas orações. Todo o povo de Deus é um povo que ora, e eles clamam em oração, o que mostra urgência e sinceridade. Isso adianta alguma coisa? Sim. Deus presta atenção ao que dizem: “Clamam, e o Senhor os ouve” (Salmo 34:17). Ele os ouve de uma forma que prova que se importa com eles. Seus ouvidos estão abertos às orações deles, prontos para recebê-las todas, e para recebê-las com prazer. Ele é Deus que ouve orações desde que os homens começaram a invocar o nome do Senhor, e ainda assim seu ouvido nunca fica pesado demais para ouvir.
Um clamor pode não soar bonito nem impressionante, mas os ouvidos de Deus estão abertos para ele, como o ouvido de uma mãe para o choro do filho que mama, choro que outra pessoa talvez nem note. Os justos clamam, e o Senhor os ouve (Salmo 34:17). Isso mostra que as pessoas piedosas continuam clamando a Deus quando estão em angústia, e o consolo constante delas é saber que ele as ouve.
Deus faz mais do que notar as palavras deles: ele está perto para ajudá-los (Salmo 34:18). Ele está perto dos que têm o coração quebrantado e os salva. Esta é a marca dos justos cujas orações Deus ouve: são quebrantados de coração e contritos de espírito. Isso significa que são humilhados por causa do pecado e esvaziados de si mesmos. Pensam pouco de si, não confiam no próprio valor nem na própria força, mas somente em Deus. A essas pessoas Deus está perto, para consolá-las e fortalecê-las, para que seu espírito não seja esmagado além do que pode suportar. Veja (Isaías 57:15). Embora Deus seja exaltado e habite nas alturas, ainda assim está perto dos que têm espírito humilde e sabem valorizar o seu favor. Ele os salva de afundarem debaixo de seus fardos e se aproxima deles da melhor maneira possível.
Eles também estão sob o cuidado especial do governo de Deus: “Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra” (Salmo 34:20). Isso abrange não só a alma, mas também o corpo, e não apenas o corpo em geral, mas cada osso dele. Aquele que tem o coração quebrantado não terá o osso quebrado. O próprio Davi aprendera que, quando seu coração foi realmente humilhado, seus ossos quebrados voltaram a alegrar-se (Salmo 51:8, Salmo 51:17). Não esperaríamos encontrar Cristo aqui, contudo esta Escritura é declarada cumprida nele (João 19:36). Quando os soldados quebraram as pernas dos dois homens crucificados com ele, não quebraram as de Jesus, porque ele estava sob a proteção dessa promessa e também sob a figura do cordeiro pascal, de cuja ossada não se quebraria nenhum osso. Como as promessas se cumpriram em Cristo, são certas para todos os que pertencem a ele. Isso não significa que um homem piedoso jamais possa ter um osso quebrado, mas que o cuidado vigilante de Deus muitas vezes impede que tal dano aconteça. E, se um osso se quebra, será curado a seu tempo, e plenamente na ressurreição, quando o que é semeado em fraqueza será ressuscitado em poder.
Eles são e serão libertos de suas aflições. Parte-se do princípio de que têm sua porção de provações neste mundo, e talvez mais do que outros. Neste mundo, precisam passar por tribulações, para serem moldados tanto pela vontade de Deus quanto pelo exemplo de Cristo (Salmo 34:19). “Muitas são as aflições do justo” vê-se nas próprias angústias de Davi (Salmo 132:1). Alguns os odeiam (Salmo 34:21) e vivem procurando fazer-lhes mal. O Deus deles os ama, e por isso os corrige. Entre a misericórdia do céu e a malícia do inferno, as aflições dos justos têm de ser muitas.
Deus prometeu livrá-los e salvá-los: ele os livra de todas as suas tribulações (Salmo 34:17, Salmo 34:19); ele os salva (Salmo 34:18), de modo que, embora possam cair em angústias, a angústia não os destruirá. Essa promessa é explicada no (Salmo 34:22). Quaisquer que sejam as aflições que venham, elas não prejudicarão a sua parte melhor. O Senhor resgata a alma de seus servos do poder da sepultura (Salmo 49:15) e do aguilhão de cada aflição. Ele os guarda de pecarem em meio às suas tribulações, que é o único dano real que a aflição pode causar. Também os guarda do desespero e de perderem o domínio de si mesmos.
Eles também não perderão a sua alegria duradoura. Nenhum dos que nele confiam será desolado, isto é, não será deixado sem consolo, porque não será cortado da comunhão com Deus. Ninguém está verdadeiramente desolado enquanto Deus não o tiver deixado, e ninguém está verdadeiramente arruinado até estar no inferno. Os que servem fielmente a Deus, que buscam agradá-lo, que fazem de honrá-lo o seu principal negócio e nele confiam por proteção e recompensa, têm todo motivo para permanecer em paz aconteça o que acontecer. Estão seguros e serão felizes.
Ao cantar estes versículos, sejamos fortalecidos na escolha que fizemos de seguir os caminhos de Deus. Sejamos despertados em seu serviço e grandemente encorajados pela sua promessa de que ele tem um cuidado especial por todos os que a ele se apegam fielmente.
Deste capítulo
Salmos 34:1
"De Davi. Luta, Senhor, contra os que me atacam; combate os meus adversários."
Salmos 34:2
"Empunha o broquel e o escudo, e ergue-te em meu socorro."
Salmos 34:3
"Brande a lança e susta os meus perseguidores. Dize à minha alma: “Eu sou a tua salvação”."
Salmos 34:4
"Sejam confundidos e envergonhados os que odeiam a minha vida; recuem humilhados os que tramam a minha desgraça."
Salmos 34:5
"Sejam como a palha levada pelo vento, quando o anjo do Senhor vier acossá-los."
Salmos 34:6
"Torne-se tenebroso e escorregadio o seu caminho, quando o anjo do Senhor vier persegui-los,"
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