Versículo em destaque
Salmos 144:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.
Salmos 144:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Proclamam o louvor da tua imensa bondade e aclamam a tua justiça.
8 O Senhor é clemente e compassivo, generoso e cheio de bondade.
9 O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.
10 Que todas as tuas obras te glorifiquem, Senhor, e que os teus fiéis te bendigam.
11 Que eles proclamem a glória do teu reino e anunciem o teu poder,
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
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A maneira como Davi fala nesta parte do salmo é a mesma de antes. Ele primeiro dá glória a Deus e, depois, pede misericórdia. No meio de suas queixas sobre a força e a falsidade de seus inimigos, ele irrompe de repente em santa alegria em Deus: “A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo”. Ele louva a Deus pelas misericórdias recentes, por aquelas compaixões que se renovam a cada manhã. Novas bondades merecem novos agradecimentos. Devemos louvar a Deus não só pela misericórdia já recebida, mas também pela que esperamos receber, porque ele a prometeu (2 Crônicas 20:20-21).
Davi diz que louvará a Deus com música, não apenas com palavras. Ele cantará a Deus com o saltério e com o instrumento de dez cordas, usando os melhores recursos que tem para honrar ao Senhor. Em seu pensamento, nada é exagero quando se trata de louvar o Senhor. Em seguida, ele nos diz o conteúdo desse cântico novo: “É ele quem dá a salvação aos reis” (Salmo 144:10). Isso significa, em primeiro lugar, que até mesmo grandes reis não podem salvar a si mesmos sem Deus. Reis podem ter guarda-costas, exércitos e todos os meios humanos de proteção, mas, no fim, é Deus quem lhes dá segurança por meio desses recursos, e, se quisesse, poderia protegê-los sem nenhum deles (Salmo 33:16). Reis são protetores do povo, mas Deus é o protetor deles.
Isso também significa que bons reis, que servem a Deus e buscam o bem do povo, serão por ele preservados. Deus prometeu dar salvação aos reis que são seus servos e governam em seu nome. Davi tinha visto isso muitas vezes, quando Deus o livrou da espada mortal, embora o ódio de Saul e o próprio dever público de Davi o colocassem frequentemente em perigo. Isso pode apontar também para Cristo, o Filho de Davi, e então se torna um cântico novo em sentido especial, um cântico do Novo Testamento. Deus livrou Cristo da espada mortal, sustentou-o como seu Servo e o conduziu em vitória sobre todos os poderes das trevas (Isaías 42:1; Isaías 49:8). Deus lhe deu salvação, não só para si mesmo, mas para nós, levantando-o como um “chifre de salvação”.
Davi então ora para que o favor de Deus continue. Primeiro, ele pede livramento dos inimigos públicos (Salmo 144:11). Ele repete a súplica e o motivo que já tinha apresentado, porque esses inimigos continuavam sendo os mesmos em caráter: falsos e traiçoeiros. Gente assim facilmente engana um homem honesto, se puder, e é forte demais para ele. Por isso, Davi pede que Deus o livre deles, porque são um povo estranho e perverso.
Ele também pede paz pública e prosperidade. Deseja vitória para que o povo tenha tranquilidade, pois não pode haver paz enquanto os inimigos ainda têm poder de fazer mal. Como rei, Davi mostra um forte desejo pelo bem-estar do seu povo, e nisso ele era uma figura de Cristo, que de fato provê o bem de seu povo escolhido. Davi então especifica as bênçãos que deseja para a nação. Ele quer que os filhos e filhas sejam saudáveis, promissores e bem formados (Salmo 144:12). Ele fala não apenas de sua própria família, mas dos filhos de todo o povo, a próxima geração.
É grande consolo para os pais, nesta vida, ver seus filhos com probabilidade de se saírem bem. É agradável ver filhos como plantas bem novas, crescendo fortes em sua juventude, como oliveiras plantadas pelo Senhor (Salmo 128:1-6; Isaías 61:3). Devem ser plantas, não ervas daninhas ou espinhos. Devem estar crescendo, não murchando. Devem ter saúde firme, mente ágil, coração disposto e, acima de tudo, desejo de piedade, para darem fruto para Deus em seu tempo. É igualmente desejável ver as filhas como pedras de esquina ou colunas de ângulo, lavradas para parecer um palácio ou templo. As filhas ajudam a manter unidas as famílias, como as pedras que amarram o edifício. Quando são graciosas e sábias, firmes de caráter, unidas a Cristo pela fé e adornadas com as graças do Espírito, então são como pedras polidas em um edifício belo.
Davi também pede grande fartura. Famílias numerosas trazem maiores necessidades e, se não houver sustento suficiente, também maior preocupação. Por isso, ele pede celeiros cheios de trigo e de outros produtos, como o bom pai de família que tira do seu depósito coisas novas e velhas. Ele deseja ter o bastante para sua própria casa e para os amigos, o suficiente para viver bem sem desperdiçar o que Deus concede, bastante para ser agradecido, generoso e pronto a socorrer os pobres. Se isso falta, de que adianta ter celeiros cheios? Ele pede ainda que os rebanhos aumentem grandemente, com milhares e dezenas de milhares nos campos. Naquele tempo, boa parte da riqueza de uma nação estava em seu gado, e o aumento dos animais é uma bênção que deve ser atribuída a Deus. Pede também que os bois sejam fortes para o trabalho, aptos para o arado e outros serviços. Não fomos feitos para a ociosidade; por isso devemos pedir saúde do corpo, não apenas para viver confortavelmente, mas para sermos fortes para o trabalho útil. Caso contrário, somos piores que os animais, pois a força deles é para o serviço.
Por fim, Davi pede paz sem interrupção. Ele deseja ausência de guerra, de invasões inimigas e de campanhas forçadas. Pede que os inimigos não irrompam contra eles e que não precisem sair às pressas para combater. A guerra traz muitos males, seja a nação quem ataca, seja quem se defende.
Em segundo lugar, ele pede que não haja opressão nem divisão, nem lamento em nossas ruas. Que o povo não tenha motivo justo para se queixar de seus governantes ou uns dos outros, e que também não seja apressado em murmurar sem razão. É algo muito bom viver em lares pacíficos e comunidades estáveis.
O salmista então contempla esse quadro de prosperidade nacional, pelo qual ansiava tanto (Salmo 144:15). “Bem-aventurado é o povo ao qual assim acontece”, diz ele, mas acrescenta implicitamente: “é raro ser assim, e nunca por muito tempo”. Então ele vai além: “Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”. Isso significa uma de duas coisas.
Primeiro, essa relação com Deus é a fonte de todas essas bênçãos. Israel seria feliz se permanecesse fiel ao Senhor como seu Deus, porque assim poderia esperar estar em tal estado abençoado. A fidelidade nacional costuma trazer bem-estar nacional, porque as nações, como nações, recebem suas recompensas e castigos nesta vida.
Segundo, isso é muito superior a qualquer conforto exterior. O salmista começa como a maioria das pessoas, dizendo: “Bem-aventurado é o povo ao qual assim acontece”, pois aqueles que prosperam no mundo parecem ser os verdadeiramente felizes. Mas logo corrige a si mesmo: “Sim, mais verdadeiramente, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”. Eles têm o favor, o amor e a graça de Deus, segundo os termos da aliança, mesmo que não possuam muitas coisas deste mundo.
Todas essas bênçãos exteriores, e até muito mais do que elas, não podem nos fazer realmente felizes se o Senhor não for o nosso Deus. Mas, se ele é o nosso Deus, então a falta dessas coisas, sua perda ou até o contrário delas, não podem nos tornar miseráveis.
Deste capítulo
Salmos 144:1
"Louvor. De Davi. Ó meu Deus, meu rei, eu te glorificarei e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos."
Salmos 144:2
"Dia após dia te bendirei e louvarei o teu nome eternamente."
Salmos 144:3
"Grande é o Senhor e sumamente louvável; insondável é a sua grandeza."
Salmos 144:4
"Cada geração anuncia à outra as tuas obras e proclama o teu poder."
Salmos 144:5
"Elas falam do brilho esplendoroso da tua majestade e divulgam as tuas maravilhas."
Salmos 144:6
"Anunciam o formidável poder das tuas obras e narram a tua grandeza."
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