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Salmos 133:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Cântico das peregrinações. E agora, bendigam o Senhor, vocês todos, servos do Senhor, vocês que habitam na casa do Senhor durante as horas da noite.
Salmos 133:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Cântico das peregrinações. E agora, bendigam o Senhor, vocês todos, servos do Senhor, vocês que habitam na casa do Senhor durante as horas da noite.
2 Levantem as mãos para o santuário e bendigam o Senhor.
3 De Sião, que o Senhor abençoe você, ele que fez o céu e a terra!
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
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Aqui vemos o que está sendo elogiado: irmãos vivendo juntos em união. Isso significa mais do que simplesmente evitar brigas e não se destruírem uns aos outros. Significa ter prazer uns nos outros, demonstrar bondade e trabalhar em favor do bem de cada um.
Às vezes, a melhor maneira de manter a paz entre parentes é cada um morar separado, a certa distância. Isso pode evitar conflitos e explosões de ira (Gênesis 13:9). Mas é melhor, e muito mais belo, que irmãos vivam juntos em união, quase como se fossem um só. Devem ter um só coração, uma só alma e um interesse comum.
Davi teve muitos filhos com muitas esposas, e pode ter escrito este salmo para ensiná-los a amarem-se mutuamente. Se tivessem feito isso, muitos problemas em sua família poderiam ter sido evitados. As tribos de Israel também viveram por muito tempo com interesses separados, nos dias dos juízes, e isso muitas vezes trouxe prejuízo. Agora estavam unidas sob um só rei, e Davi queria que enxergassem o quanto isso lhes seria benéfico, especialmente porque a arca havia sido colocada em seu lugar como centro do culto público e da unidade nacional. Portanto, deviam viver em amor.
O salmo diz: “Oh! quão bom e quão suave é!”. Essa unidade é boa em si mesma e está de acordo com a vontade de Deus. É uma pequena imagem da terra tornando-se mais parecida com o céu. Também é boa para nós, porque traz honra e consolo. Agrada a Deus e a todas as pessoas piedosas, e dá alegria duradoura aos que vivem assim.
O “Oh!” chama nossa atenção para contemplar isso de perto. Não conseguimos medir nem descrever plenamente o quanto é bom e agradável. É algo raro, e por isso digno de admiração. Devemos maravilhar-nos de que possa haver tanta bondade e doçura entre as pessoas, tanto do céu na terra. É também algo belo e atraente, e onde o virmos, devemos imitá-lo com um santo desejo.
Sua suavidade é comparada ao santo óleo da unção derramado sobre Arão, o primeiro sumo sacerdote, que descia da cabeça até as vestes (Salmo 133:2). Aquele óleo era santo; assim também o nosso amor fraternal deve ser santo, surgindo de um coração puro, consagrado a Deus. Devemos amar os que são nascidos de Deus por causa daquele que lhes deu o novo nascimento (1 João 5:1).
Aquele óleo também era uma mistura especial, preparada segundo a direção do próprio Deus. Do mesmo modo, os crentes são ensinados por Deus a amarem uns aos outros, pois esse amor é obra dele em nós. Era algo muito precioso, e nada semelhante podia ser feito para uso comum. Assim, o amor santo é precioso aos olhos de Deus. O que Deus valoriza é verdadeiramente valioso.
O óleo também era agradável para Arão e para todos ao seu redor. O amor santo é assim. É como um perfume que alegra o coração. O amor de Cristo pela humanidade fazia parte daquele “óleo de alegria” com o qual ele foi ungido acima dos seus companheiros. Arão e seus filhos não podiam servir ao Senhor antes de serem ungidos, e o nosso serviço não é agradável a Deus sem esse amor santo. Se não o tivermos, nada somos (1 Coríntios 13:1, 1 Coríntios 13:2).
O amor fraternal também é como o orvalho. É útil e agradável ao mesmo tempo, porque traz muitas bênçãos, tão numerosas quanto as gotas de orvalho. Ele refresca o calor das paixões humanas, assim como o orvalho da tarde refresca o ar e vivifica a terra. Também nos torna frutíferos em toda boa obra. Amolece o coração e o prepara para receber a boa semente da Palavra. Em contraste, a amargura e o ódio nos tornam incapazes disso (1 Pedro 2:1).
O orvalho aqui é chamado de orvalho de Hermom, um monte comum, porque o amor fraternal é uma beleza e uma bênção também na vida civil. E é como o orvalho que desce sobre os montes de Sião, um monte santo, porque ajuda muito no crescimento das comunidades consagradas a Deus. Tanto Hermom quanto Sião ressecarão sem esse orvalho. A Escritura diz que o orvalho não espera pelo homem nem depende do esforço humano (Miqueias 5:7). Da mesma forma, o nosso amor pelos outros não deve esperar que eles nos amem primeiro. Deve ir adiante do amor deles, e isso é amor semelhante ao de Deus.
Tudo isso prova quão excelente é o amor fraternal. As pessoas amorosas são pessoas bem-aventuradas. Em primeiro lugar, são abençoadas por Deus, e isso as torna verdadeiramente bem-aventuradas. Onde os irmãos vivem em união, o Senhor ordena a bênção, uma bênção plena que inclui todas as demais. É direito de Deus ordenar a bênção, enquanto os seres humanos apenas podem pedi-la. As bênçãos que vêm segundo a promessa dele são bênçãos ordenadas, porque ele estabeleceu sua aliança para sempre. As bênçãos que de fato acontecem são ordenadas por ele, porque ele fala, e tudo se cumpre.
Em segundo lugar, são abençoadas para sempre. A bênção que Deus ordena sobre os que vivem em amor é a vida para sempre, a maior de todas as bênçãos. Os que vivem em amor não apenas vivem em Deus, mas já têm um antegosto do céu. Assim como o amor perfeito é a alegria do céu, o amor sincero é um sinal de que participaremos dessa alegria. Os que vivem em amor e paz têm agora o Deus de amor e paz com eles, e em breve estarão com ele para sempre no mundo de amor e paz sem fim. Oh! quão bom e quão suave é isso!
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