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Provérbios 6:20 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Guarde, meu filho, os preceitos do seu pai; não despreze o ensinamento da sua mãe. "

Provérbios 6:20

menu_book Versículo no contexto

18 um coração que maquina projetos perversos, pés apressados em correr para o mal,

19 um falso testemunho que profere mentiras e aquele que semeia discórdias entre irmãos.

20 Guarde, meu filho, os preceitos do seu pai; não despreze o ensinamento da sua mãe.

21 Traga-os constantemente ligados ao seu coração e presos ao seu pescoço.

22 Eles servirão de guia para você ao caminhar, de guarda ao dormir e falarão com você ao despertar,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui temos um chamado geral para nos apegarmos firmemente à palavra de Deus e deixarmos que ela guie todas as áreas da vida. Devemos ver a palavra de Deus tanto como luz quanto como lei, como mostram (Provérbios 6:20, Provérbios 6:23). Pela sua verdade, ela ilumina com clareza o nosso entendimento. Pela sua autoridade, chama a nossa vontade à sujeição.

A Escritura é uma luz segura porque se apoia na verdade eterna e na mais elevada razão. Nenhum ensinamento de filósofos humanos jamais brilhou assim, e nenhuma lei de qualquer governante terreno jamais se igualou a ela. Contudo, essa lei também é lâmpada e luz porque manifesta a sua própria bondade. Quanto mais atentamente a lemos, mais reconhecemos que ela é sábia, santa e bondosa.

Precisamos também receber essa palavra como mandamento de nosso pai e ensino de nossa mãe (Provérbios 6:20). Ela é, de fato, mandamento e lei de Deus, mas os pais foram designados para nos conduzir a ela. Eles no-la transmitiram, nos educaram nela e nos exortaram a vivê-la. Não cremos apenas porque eles disseram, mas nos alegramos porque nos apontaram para aquilo que vem de Deus.

As instruções de bons pais concordam com a palavra de Deus, por isso devemos mantê-las firmemente. O filho já adulto deve lembrar tanto o mandamento de um bom pai quanto a lei de uma boa mãe. Deus deu honra ao pai sobre os filhos, e também confirmou a autoridade da mãe sobre os filhos. Assim, o que pais fiéis nos ensinaram a partir das Escrituras deve permanecer conosco.

Devemos guardar essa palavra, e não lançá-la fora, como se liberdade significasse fugir de uma boa formação. (Provérbios 6:21) manda atar continuamente estas palavras, não apenas à mão, como Moisés ensinou em (Deuteronômio 6:8), mas ao coração. Sinais externos têm pouco valor se não levarem ao amor e à obediência interiores. A palavra deve ser escrita por dentro, escondida na consciência e conservada bem perto.

Salomão também diz para amarrá-la ao pescoço, como um ornamento, um colar ou uma corrente. A figura é de algo usado onde esteja sempre próximo e sempre visível. Deve guardar a garganta, para que nenhuma palavra proibida saia e nenhum desejo pecaminoso entre. Assim, a palavra de Deus permanece diante de nós e deixa sua marca em nós.

Se mantivermos a palavra no coração, ela nos guiará. Quando sairmos, ela nos conduzirá pelo caminho reto e nos guardará dos caminhos de pecado (Provérbios 6:22). Dirá: “Este é o caminho, andai por ele”, quando estivermos prestes a nos desviar. Será como a coluna de nuvem e de fogo que guiou Israel no deserto.

Ela também nos guardará. Quando dormimos e estamos expostos a perigos espirituais nas trevas, a palavra nos preserva. Se passarmos o dia obedecendo aos mandamentos de Deus, poderemos descansar à noite no consolo de suas promessas. Então podemos confiar que Deus nos protege e nos livra.

A palavra também será nossa companheira. Quando despertamos à noite e não sabemos com o que ocupar os pensamentos, ela pode falar conosco por meio da santa meditação. Quando acordamos pela manhã e começamos a planejar o dia, ela pode nos ajudar a pensar com sabedoria, como ensina (Salmo 1:2). Se começarmos o dia com a palavra de Deus, ela nos ajudará a andar mais perto dele ao longo de todo o dia.

Em sentido mais profundo, a palavra é vida para nós. As repreensões da instrução não apenas expõem nossas falhas, mas nos mostram como melhorar. Esse é o caminho da vida, inclusive da vida eterna. Por isso não devemos sentir rancor contra a correção fiel, porque ela é voltada para o nosso verdadeiro bem.

Salomão então apresenta um alerta especial contra o pecado sexual. Como esse mal é tão comum, tão grave em si mesmo, tão prejudicial em seus efeitos e tão mortal para a vida espiritual, não é de admirar que o aviso seja repetido muitas vezes. Deus deu sua lei, em parte, para afastar as pessoas desse pecado (Provérbios 6:24). As repreensões da instrução são caminho de vida porque nos preservam da mulher maligna e da lisonja da mulher estranha, que finge amor mas trama destruição.

Os que se deixam conquistar facilmente pela lisonja tornam-se alvos fáceis da tentação. Quem quiser evitar essa armadilha deve acolher a correção sábia como uma bondade. Repreensões fiéis são misericórdia, não dano (Provérbios 27:5, Provérbios 27:6).

O maior bem que podemos fazer a nós mesmos é manter grande distância desse pecado e odiá-lo profundamente (Provérbios 6:25). Não devemos sequer desejar em nosso coração a beleza dessa mulher, pois o desejo pecaminoso já inicia ali o adultério. Não devemos falar levianamente de seus atrativos nem nos deixar prender por sua aparência. Seus olhares são laços, e sua beleza é como flecha que fere e mata.

O que o mundo chama de cativeiro agradável é, na verdade, ruína. É pior que escravidão, porque destrói a alma. Salomão agora apresenta várias razões para reforçar esse alerta contra a imoralidade sexual.

Esse pecado também drena os bens do homem, desperdiça seu patrimônio e pode levá-lo à miséria (Provérbios 6:26). Por causa de uma prostituta, o homem pode ser reduzido a um pedaço de pão. Muitos compraram a ruína do corpo e da alma ao preço de seu dinheiro. O filho pródigo gastou seus bens com prostitutas e acabou disputando comida com os porcos.

Tal pobreza dói mais quando a pessoa a traz sobre si mesma por sua própria insensatez (Jó 31:12). A vergonha é maior porque ela escolheu o caminho que a levou até ali. O pecado costuma pagar seus servos despojando-os de tudo. O que parece prazer no início termina em necessidade.

Esse pecado também ameaça a morte e, nesse sentido, caça a própria vida. A adúltera procura a vida preciosa, talvez de propósito, como Dalila perseguiu Sansão, ou, ao menos, no fim o pecado atinge a vida. Sob a lei de Moisés, o adultério era crime passível de pena de morte. O adúltero e a adúltera deviam ser mortos, e todos sabiam disso.

Por isso, aqueles que correm atrás de paixões vis enquanto se colocam debaixo da lei não podem ser chamados senão de autodestruidores. Correm ao encontro da punição que pende sobre eles. A luxúria os torna ousados por um momento, mas os conduz ao juízo. O fogo do desejo pode terminar no fogo do inferno.

Esse pecado ainda sobrecarrega a consciência com culpa e a enfraquece. Mesmo um toque descuidado em direção à mulher do próximo não pode ser inocente (Provérbios 6:29). O homem que brinca com essa tentação está em perigo imediato de cair em adultério, assim como quem toma fogo no colo ou anda sobre brasas provavelmente será queimado. O caminho desse pecado é descendente, e quem se detém perto dele raramente permanece limpo.

Andar em companhia de pessoas de mau caráter, entrar em seus círculos e tocar no que lhes pertence puxa a pessoa para a tentação. Agindo assim, ela sai debaixo da proteção de Deus. O pecado é como um poço profundo. É insensatez ficar em pé na beirada.

Quem comete adultério também caminha diretamente para a destruição. O pecador atrevido diz, na prática, que pode carregar o pecado e escapar da pena. Isso é tão tolo quanto dizer que pode levar fogo no peito e não queimar as roupas, ou andar sobre brasas e não queimar os pés. Deus não o terá por inocente quando ele entra na mulher do próximo. A luxúria acende o fogo, e o juízo vem em seguida.

Esse pecado ainda arruína a reputação da pessoa e deixa vergonha duradoura. Aos olhos de Deus, é um pecado muito mais vergonhoso do que o roubo, ainda que muitos não o considerem assim (Provérbios 6:30-33). O ladrão pode ser preso ou sofrer pena ainda maior, enquanto o adúltero muitas vezes escapa de punição pública e até vira motivo de piada. Mas a lei de Deus trata o adultério como o mal maior e, se Deus é a fonte da honra, sua palavra mede a honra de modo correto.

Roubar, mesmo em extrema necessidade, ainda é culpa, mas as pessoas podem sentir compaixão pelo ladrão. Se um faminto rouba comida para matar a fome, isso não o justifica, mas torna a culpa um pouco menos pesada. A fome consegue atravessar paredes de pedra, e parte da culpa recai sobre os que o deixaram na miséria ou se recusaram a ajudá-lo. Ainda assim, se for apanhado, a lei exigia, em certos casos, que ele restituísse sete vezes, enquanto Moisés determinou quatro vezes para uma ovelha e cinco vezes para um boi (Êxodo 22:1). Davi deu um juízo semelhante em caso parecido (2 Samuel 12:6).

Já o adultério é crime muito pior. Jó o chamou de iniquidade a ser julgada pelo magistrado (Jó 31:11). Quando Natã revelou o pecado de Davi, contou primeiro uma história de roubo que o próprio Davi julgou digna de morte (2 Samuel 12:5), e então mostrou que o pecado de Davi era ainda mais grave. O adultério revela vergonha maior contra a razão do homem, porque ele não pode desculpar-se com a fome. Precisa admitir que está cedendo a uma paixão animalesca e rompendo a cerca de Deus, não por necessidade, mas por desejo desenfreado.

Por isso, quem comete adultério carece de entendimento e deve ser marcado como insensato. A lei de Deus também o castigava com maior severidade. O ladrão pagava com dinheiro, mas o adúltero pagava com a vida. O ladrão rouba para satisfazer o apetite, mas o adúltero destrói a própria alma e cai como vítima sem compaixão debaixo da justiça de Deus e da justiça humana. O pecado ainda o arruína por dentro. Fere a consciência, enfraquece a mente e coloca a alma em perigo da ira de Deus para sempre.

A vergonha desse pecado também é duradoura (Provérbios 6:33). Ele fere o bom nome da pessoa e traz desonra à sua família. O arrependimento pode remover a culpa diante de Deus, mas a mancha na memória muitas vezes permanece. O pecado de Davi com Urias se tornou uma mácula permanente no seu caráter e ainda deu aos inimigos do Senhor motivo para falarem contra o nome de Deus.

Por fim, esse pecado desperta a ira do marido ciumento, cuja honra foi insultada (Provérbios 6:34-35). O homem que se torna íntimo da mulher de outro dá ao marido motivo para ciúme, e aquele que de fato a seduz dá motivo ainda maior. Mesmo que o pecado fique escondido, as águas do ciúme poderiam revelá‑lo (Números 5:12). Se for descoberto, seria melhor encontrar uma ursa da qual roubaram os filhotes do que o marido ofendido.

Um homem prejudicado dessa maneira pode ser tão feroz em defender sua honra quanto alguém que busca vingança de sangue em um caso de homicídio. Se o pecador não teme a ira de Deus, ainda assim deveria temer a fúria do marido lesado. O ciúme é forte como a morte e cruel como a sepultura. Quando o adúltero é levado a juízo, o acusador não poupará esforço nem custo. Não se deixará abrandar, como talvez faria em relação a um ladrão. Não aceitará pagamento, acordo ou suborno. Mesmo que se ofereçam presentes para aplacá‑lo, ele não ficará satisfeito com nada menos do que a pena completa prevista pela lei. O adúltero deve ser apedrejado.

Se um homem entregasse todos os bens da sua casa, isso poderia servir para reparar um roubo (Provérbios 6:31). Mas nunca poderia reparar o adultério. Nesse caso, tal pagamento seria completamente desprezado. Portanto, trema diante dessa realidade e não peque. Não traga todo esse sofrimento sobre si mesmo por um prazer breve e ganancioso, que terminará em amargura.

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