Versículo em destaque

Provérbios 2:10 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Quando a sabedoria penetrar em seu coração e o saber deleitar sua alma, "

Provérbios 2:10

menu_book Versículo no contexto

8 protege as sendas da retidão e guarda o caminho de seus fiéis.

9 Então, você compreenderá a justiça e a equidade, a retidão e todos os caminhos que conduzem ao bem.

10 Quando a sabedoria penetrar em seu coração e o saber deleitar sua alma,

11 a reflexão velará sobre você; ela lhe amparará a razão,

12 para preservar você do mau caminho, do homem de conversas tortuosas,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Esses versículos mostram três coisas: o grande benefício que a verdadeira sabedoria nos traz, o uso correto que devemos fazer da sabedoria de Deus e as marcas pelas quais podemos saber se realmente a possuímos. A verdadeira sabedoria nos guardará dos caminhos do pecado, que levam à ruína. Essa proteção é uma bondade maior do que se a sabedoria nos desse todas as riquezas do mundo.

Devemos usar a sabedoria que Deus nos concede para guiar nossa própria vida no caminho da virtude e para nos defendermos de todo tipo de tentação. Como a árvore é conhecida pelos seus frutos, assim a sabedoria verdadeira se mostra no cuidado em evitar más companhias e más práticas. Se somos realmente sábios, isso será visto no modo como vivemos.

A sabedoria nos preservará do mal e, por isso, dos problemas que o pecado traz. De modo geral, quando a sabedoria tem pleno domínio sobre uma pessoa, ela mantém essa pessoa em segurança (Provérbios 2:10, Provérbios 2:11). Isso acontece quando a sabedoria governa o coração, e não apenas enche a mente de ideias. Acontece também quando a pessoa se agrada realmente da sabedoria, de modo que o conhecimento se torna agradável à sua alma. Então, as restrições da piedade, ainda que às vezes sejam duras para o corpo, são doces para a alma.

Quando a sabedoria ocupa esse lugar em nós, a discrição nos preservará e nos guardará. Deus guarda o caminho dos seus santos (Provérbios 2:8) dando-lhes bom senso, para que possam evitar o perigo e se livrar do maligno. Um princípio vivo de graça no coração é forte proteção contra a corrupção interior e contra a tentação exterior (Eclesiastes 9:16, Eclesiastes 9:18).

Mais especificamente, a sabedoria nos livra de homens e mulheres que levam outros ao pecado. Primeiro ela nos livra do homem mau (Provérbios 2:12), e isso é um livramento abençoado, como ser salvo das próprias mandíbulas da morte. Essas pessoas falam coisas distorcidas contra a religião e tentam desviar os jovens dela, inclinando-os para o vício. E não agem sozinhas: pertencem a um grupo que trabalha em conjunto contra a verdade de Deus.

Essas pessoas se opõem ao que é bom. Falam perversidades, dizem tudo o que podem contra a fé para mostrar o seu ódio e afastar outros dela. São defensores de Satanás. Além disso, deixam os caminhos da retidão, embora antes tivessem sido instruídos neles, e andam pelas veredas das trevas (Provérbios 2:13). O pecado é escuro, inseguro e infeliz. É grande insensatez abandonar os caminhos claros e agradáveis da retidão para seguir por essas veredas.

Eles também se alegram no pecado, tanto quando o cometem quanto quando veem outros cometê-lo (Provérbios 2:14). Fazer o mal é como uma brincadeira para eles. Alegram-se quando veem planos perversos terem sucesso, ou quando pessoas promissoras são atraídas para o pecado e depois endurecidas nele. Ficam satisfeitos quando o reino do diabo parece avançar (ver Romanos 1:32). Estão firmados em seu pecado. Seus caminhos são tortuosos, cheios de desvios e desculpas para fugir da picada da consciência e dos avisos da palavra de Deus (Provérbios 2:15). Todo sábio deve evitar a companhia deles.

A sabedoria também nos guarda de mulheres de conduta corrupta. O primeiro tipo de mal leva a pecados da mente; este leva a paixões carnais que maculam o corpo, que deveria ser um templo vivo, e também guerreiam contra a alma. A adúltera é chamada de mulher estranha porque ninguém que tenha sabedoria ou bondade deveria se envolver com ela. Todo israelita devia evitá-la como se fosse uma estrangeira, estranha ao povo de Deus.

É grande misericórdia ser livrado de suas tentações, especialmente porque ela é tão falsa. Ela é falsa para com o homem que tenta. Fala com doçura e finge grande afeto, mas apenas o lisonjeia com palavras. Não tem nenhum cuidado real pelo bem dele, assim como Dalila não teve por Sansão. Ela só quer satisfazer a própria concupiscência e tirar dele o que puder.

Ela também é falsa para com o marido, quebrando o dever sagrado que lhe deve. Ele foi o guia da sua mocidade, o homem que ela escolheu seguir no casamento. Prometeu ser fiel a ele e deixar todos os outros. Mas o abandonou, portanto ninguém deve pensar que será fiel a qualquer outra pessoa. Quem a acolhe torna-se participante da falsidade dela.

Em terceiro lugar, ela é falsa para com o próprio Deus. Ela se esquece da aliança do seu Deus, a aliança do casamento (Provérbios 2:17). Deus não é apenas testemunha dessa aliança, mas também parte dela, pois foi ele quem instituiu o casamento. Assim, marido e mulher prometem a ele serem fiéis um ao outro. Ao pecar, ela não ofende apenas o marido, mas também o seu Deus, que julgará os sexualmente imorais e adúlteros, porque desprezam o juramento e rompem a aliança (Ezequiel 17:18; Malaquias 2:14).

Considere ainda quão perigoso é para os que se unem a ela (Provérbios 2:18, Provérbios 2:19). O sofrimento dos outros deve servir de aviso para nós. Devemos vigiar contra o pecado da imoralidade sexual. Primeiro, a ruína dos que se culpam por esse pecado é certa e inevitável, a menos que se arrependam. Esse pecado conduz diretamente à morte da alma. Ele mata os bons desejos e os bons hábitos do coração e expõe a pessoa à ira de Deus, à sua maldição e à espada da sua justiça. Os que vivem para prazeres proibidos estão mortos enquanto vivem.

Que a sabedoria afaste todo homem da mulher má, e também da casa má, porque aquela casa conduz à morte. Ela está no caminho que vai direto para a morte eterna. Seus caminhos levam aos refains, ou aos mortos, como alguns entendem, isto é, os gigantes, pecadores do mundo antigo, que viviam no luxo e na devassidão e foram cortados prematuramente, quando o dilúvio destruiu o fundamento em que confiavam. Nosso Senhor Jesus nos adverte contra os prazeres pecaminosos lembrando-nos das punições duradouras que se seguem a eles, onde o verme não morre e o fogo não se apaga (Mateus 5:28, Mateus 5:29).

Em segundo lugar, o arrependimento e a restauração são extremamente arriscados. Poucos, se é que algum, dos que vão a ela voltam atrás. É muito raro que alguém aprisionado nesse laço do diabo consiga libertar-se novamente, porque esse pecado endurece o coração e cega o entendimento. Uma vez que alguém perde o caminho da vida, não sabe como retomá-lo. Fica profundamente insensato e escravizado a desejos vergonhosos.

Muitos intérpretes conceituados entendem que este alerta sobre a mulher estranha também deve ser tomado em sentido espiritual, como advertência contra a idolatria, que é adultério espiritual. A sabedoria vai guardar você de se aproximar demais dos adoradores de imagens e de qualquer desejo de se juntar a eles, coisa que por muito tempo havia prejudicado Israel e havia prejudicado o próprio Salomão. Também é um alerta contra a mente e a alma serem corrompidas pelos desejos e apetites do corpo. A sabedoria impedirá que você seja governado pela mente carnal e que coloque o espírito sob o domínio da carne. A carne é essa adúltera infiel que abandona seu guia, quebra a aliança do nosso Deus, conduz à morte e, quando assume pleno domínio, deixa a alma em condição desesperadora.

Essa sabedoria também nos guiará no que é bom (Provérbios 2:20): para que andes pelo caminho dos homens de bem. Precisamos evitar o caminho do homem mau e da mulher estranha, se quisermos andar por boas veredas. É preciso deixar de fazer o mal antes de aprender a fazer o bem. Há um caminho próprio dos homens de bem, o caminho em que os homens de bem sempre andaram, na medida em que realmente foram bons. É sabedoria andar nesse caminho, pedir pelas veredas antigas e andar por elas (Jeremias 6:16; Hebreus 6:12; Hebreus 12:1).

Não devemos apenas andar um pouco por esse caminho, mas perseverar nele e nunca nos desviar. As veredas dos justos são veredas de vida, e todos os sábios se manterão firmes nelas. Como observa Patrick, devemos imitar aquelas pessoas excelentes, os patriarcas e profetas, e permanecer nas veredas dos homens justos que vieram depois deles. Não devemos apenas escolher, em geral, nosso caminho pelo bom exemplo dos santos, mas também tomar deles direção para nossas decisões diárias. Devemos observar os rastros deles e ir aonde o rebanho tem ido.

Duas razões são dadas para escolher esse caminho. Primeiro, a integridade de uma pessoa lhe dará estabilidade, e essa estabilidade será duradoura (Provérbios 2:21). Estabelecerá sua própria pessoa: os retos habitarão a terra em paz e tranquilidade enquanto viverem. A honestidade contribui para isso, pois aquieta a mente, orienta os planos, conquista a boa vontade dos vizinhos e traz o favor especial de Deus. Também estabelecerá suas famílias: os íntegros permanecerão nela por meio de seus descendentes. Eles habitarão e permanecerão para sempre na Canaã celestial, da qual a terra prometida de Israel era apenas uma figura.

Em segundo lugar, o próprio pecado do homem será a sua ruína (Provérbios 2:22). Veja o que acontece com os ímpios que escolhem o caminho do homem mau: eles serão eliminados, não apenas afastados do céu na vida futura, e de toda esperança disso, mas também arrancados da própria terra nesta vida, terra que eles amam e na qual colocam o coração. Pensam que vão criar raízes aqui, estabelecer-se com segurança, mas eles e suas famílias serão arrancados.

Isso será juízo sobre eles, mas misericórdia para a terra. Virá um dia em que não terão nem raiz nem ramo (Malaquias 4:1). Que essa sabedoria entre em nosso coração e se torne agradável à nossa alma, pois é ela que nos guarda de um caminho que termina dessa maneira.

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