Versículo em destaque
Números 11:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" O povo começou a murmurar amargamente aos ouvidos do Senhor. Ao ouvir isso, o Senhor irou-se: o fogo do Senhor acendeu-se entre eles e devorou a extremidade do acampamento. "
Números 11:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 O povo começou a murmurar amargamente aos ouvidos do Senhor. Ao ouvir isso, o Senhor irou-se: o fogo do Senhor acendeu-se entre eles e devorou a extremidade do acampamento.
2 O povo clamou a Moisés; Moisés orou ao Senhor, e o fogo se extinguiu.
3 Deu-se àquele lugar o nome de Tabeera, porque o fogo do Senhor tinha se acendido no meio deles.
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Aqui está o pecado do povo: eles se queixaram (Números 11:1). A ideia é de “reclamadores habituais”, sugerindo um costume já instalado de murmuração. Já havia entre eles uma insatisfação particular e escondida, embora ainda não tivesse explodido em rebelião aberta. Mas uma faísca pequena pode rapidamente acender um grande incêndio.
Deus lhes havia dado leis e ordenanças excelentes, mas, tão logo deixaram o monte do Senhor, começaram a contender com o próprio Deus. Isso mostra, primeiro, quão pecaminoso é o pecado. Torna‑se ainda mais provocador quando se levanta contra um mandamento de Deus. Também mostra a fraqueza da lei por causa da nossa própria fraqueza humana (Romanos 8:3). A lei podia expor o pecado, mas não podia destruí‑lo. Podia conter o pecado, mas não podia vencê‑lo.
Eles se queixaram, mas o texto não diz de que, exatamente. Nisso já há vergonha. Tinham tantos motivos para gratidão, que é difícil ver onde encontraram espaço para reclamação. Provavelmente não estavam todos reclamando da mesma coisa. Alguns podem ter desejado ficar mais tempo no Sinai, outros podem ter desejado sair antes. Alguns podem ter resmungado do clima, outros do caminho. Alguns podem ter achado que a jornada de três dias era longa demais, outros curta demais, por não os ter levado ainda a Canaã.
Pense em como Deus os guiou, guardou e cuidou deles. Tinham boa alimentação, boa companhia e proteção cuidadosa na caminhada. Seus pés não incharam e suas roupas não se gastaram (Deuteronômio 8:4). Que mais poderia ter sido feito para tornar um povo contente? E, ainda assim, murmuraram. Quem tem um espírito inquieto e descontente sempre encontrará algo para criticar, mesmo quando suas circunstâncias externas são muito boas.
Em segundo lugar, vemos o justo desagrado de Deus diante dessa afronta. O Senhor ouviu, embora Moisés aparentemente não tenha ouvido. Deus conhece o murmúrio secreto do coração, mesmo quando é cuidadosamente ocultado das pessoas. O que ele notou, o desagradou profundamente, e sua ira se acendeu. Deus, em sua graça, nos permite levar‑lhe nossas queixas quando há motivo real (Salmo 142:2). Mas ele se ofende, com toda razão, quando reclamamos dele sem motivo. Nós sentiríamos o mesmo se subordinados nossos nos tratassem assim.
Em terceiro lugar, Deus os castigou por esse pecado. O fogo do Senhor ardeu entre eles, como os clarões que consumiram Nadabe e Abiú, filhos de Arão. O fogo interior de ira e desconfiança contra Deus ardia em seus corações (Salmo 39:3), e, com justiça, o fogo da ira de Deus caiu sobre seus corpos. Lemos de suas murmurações anteriores logo que saíram do Egito, em Êxodo 15, 16 e 17. Mas ali não lemos de pragas enviadas por causa das queixas, como aqui. Agora já tinham visto muito mais do cuidado de Deus, por isso sua desconfiança era ainda mais indesculpável. Um fogo se acendeu contra Jacó (Salmo 78:21), mas, para mostrar o quanto Deus relutava em tratar com dureza, caiu apenas sobre os que estavam na extremidade do arraial. Os juízos de Deus vieram gradualmente, para que tomassem aviso.
Em quarto lugar, eles clamaram a Moisés, seu intercessor já comprovado. Quando o fogo os atingiu, recorreram a ele e pediram que se colocasse em favor deles. Quando as pessoas reclamam sem razão, é justo que Deus lhes dê algo de que realmente se queixar. Além disso, aqueles que desprezam os amigos de Deus quando tudo vai bem, frequentemente os procuram ansiosos quando a aflição chega.
Em quinto lugar, Moisés orou por eles, e sua intercessão prevaleceu. Moisés estava sempre pronto a colocar‑se na brecha e desviar a ira de Deus. Deus teve consideração por ele e por sua súplica, e o fogo se apagou. Isso mostra que Deus não tem prazer em castigar. Uma vez iniciado o juízo, muitas vezes ele logo se inclina a aliviar. Moisés foi um daqueles servos honrados que, pela fé, apagaram a força do fogo (compare com Hebreus 11:34).
Por fim, o lugar recebeu um novo nome para conservar, ao mesmo tempo, a vergonha do povo murmurador e a honra do Deus justo. Chamou‑se Taberá, que significa “queimadura” ou “queima” (Números 11:3). Esse nome serviria de lembrança para que outros ouvissem, temessem e se advertissem a não pecar como eles pecaram, para não sofrerem como eles sofreram (1 Coríntios 10:10).
Deste capítulo
Números 11:2
"O povo clamou a Moisés; Moisés orou ao Senhor, e o fogo se extinguiu."
Números 11:3
"Deu-se àquele lugar o nome de Tabeera, porque o fogo do Senhor tinha se acendido no meio deles."
Números 11:4
"A população que estava no meio de Israel foi atacada por um desejo desordenado, de modo que até os israelitas voltaram a gemer: “Quem nos dará carne para comer?” — diziam eles —."
Números 11:5
"“Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, dos pepinos, melões, verduras, cebolas e alhos."
Números 11:6
"Agora nossa alma está seca. Não há mais nada, e só vemos maná diante de nossos olhos.”"
Números 11:7
"O maná se assemelhava ao grão de coentro e se parecia com o bdélio."
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